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Pessoas · Magistrados

Retrato oficial de Sergio Moro como senador da República
Foto: Senado Federal · domínio público

Sergio Moro

Juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba nos processos da Lava Jato; depois ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, senador e governador eleito do Paraná.

  1. Podemos 19 2021–2022
  2. União Brasil 44 2022–2026
  3. PL 22 2026–hoje

Eleito senador pelo Paraná em 2022, pelo União Brasil (número 444).

Fontes (1)

Na base de candidaturas do TSE, Sergio Moro concorreu a senador pelo Paraná em 2022 pelo União Brasil, com o número 444, e aparece como eleito.

Dado oficialComprovado em documentorevisão pendente

Eleito governador do Paraná em 4 de outubro de 2026, no primeiro turno, pelo PL (número 22), com 50,1% dos votos válidos; posse em 1º de janeiro de 2027.

Fontes (2)

Na base de candidaturas do TSE, Sergio Moro concorreu a governador do Paraná em 2026 pelo PL, com o número 22; o registro consta como deferido e a totalização como eleito.

Dado oficialComprovado em documentorevisão pendente

Moro foi eleito governador do Paraná no primeiro turno em 4/10/2026, com cerca de 50,1% dos votos válidos, pelo PL; o mandato começa em 1º de janeiro de 2027.

ReportagemVárias fontes independentes

“O mundo da política e o do crime não deveriam jamais se misturar”

24 de novembro de 2015 · Despacho · Decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de José Carlos Bumlai (21ª fase da Lava Jato) · contexto e fonte

“Não, jamais. Jamais. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política.”

5 de novembro de 2016 · Entrevista · O Estado de S. Paulo · contexto e fonte

Sergio Fernando Moro

Juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância até 2018. Foi ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro de janeiro de 2019 a abril de 2020, quando deixou o cargo acusando o presidente de interferir na Polícia Federal. Eleito senador pelo Paraná em 2022 e, segundo a última notícia localizada, governador do Paraná em outubro de 2026.

Estar neste acervo não significa ter cometido irregularidade. Situação processual: ver cada processo e episódio, com data.

Cargos e papéis

  • Ministro da Justiça e da Segurança Pública (2019-01–2020-04-24)
    Fontes (2)

    Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

    DeclaraçãoFonte única

    Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

    AcusaçãoAlegação
  • Senador pelo Paraná (eleito em 2/10/2022)
    Fontes (1)

    Moro foi eleito senador pelo Paraná em 2/10/2022, pelo União Brasil, com 33,5% dos votos válidos (1.953.188 votos), segundo a Rádio Senado.

    Dado oficialComprovado em documento
  • Governador eleito do Paraná (posse prevista para 1º/1/2027) (2026-10-04–)
    Fontes (1)

    Moro foi eleito governador do Paraná no primeiro turno em 4/10/2026, com cerca de 50,1% dos votos válidos, pelo PL; o mandato começa em 1º de janeiro de 2027.

    ReportagemVárias fontes independentes
  • Juiz federal (13ª Vara Federal de Curitiba como última lotação) · 13ª Vara Federal de Curitiba (1996-06-26–2018-11-19)
    Fontes (1)

    Moro foi juiz federal de 26/06/1996 a 19/11/2018 (na 13ª Vara Federal de Curitiba, que assumiu em 2002 quando era 2ª Vara, sua última lotação), auxiliar da ministra Rosa Weber no STF em 2012, ministro da Justiça e Segurança Pública de 01/01/2019 a 24/04/2020 e senador pelo Paraná desde 01/02/2023; filiou-se ao Podemos em 10/11/2021 e à União Brasil em 2022.

    ReportagemFonte única
  • Ministro da Justiça e Segurança Pública (2019-01-01–2020-04-24)
    Fontes (1)

    Moro foi juiz federal de 26/06/1996 a 19/11/2018 (na 13ª Vara Federal de Curitiba, que assumiu em 2002 quando era 2ª Vara, sua última lotação), auxiliar da ministra Rosa Weber no STF em 2012, ministro da Justiça e Segurança Pública de 01/01/2019 a 24/04/2020 e senador pelo Paraná desde 01/02/2023; filiou-se ao Podemos em 10/11/2021 e à União Brasil em 2022.

    ReportagemFonte única
  • Senador pelo Paraná (2023-02-01–)
    Fontes (1)

    Moro foi juiz federal de 26/06/1996 a 19/11/2018 (na 13ª Vara Federal de Curitiba, que assumiu em 2002 quando era 2ª Vara, sua última lotação), auxiliar da ministra Rosa Weber no STF em 2012, ministro da Justiça e Segurança Pública de 01/01/2019 a 24/04/2020 e senador pelo Paraná desde 01/02/2023; filiou-se ao Podemos em 10/11/2021 e à União Brasil em 2022.

    ReportagemFonte única

Filiações partidárias

Processos

Episódios

Declarações (52)

Precisamos de mudança e de um aliado, não meu, mas do Paraná no Palácio do Planalto. Por isso apoiamos Flávio Bolsonaro, 22, e acreditamos numa vitória nesse segundo turno, dia 25

Sergio Moro · 22 de outubro de 2026 · Entrevista coletiva · Coletiva após carreata em Ponta Grossa (PR), citada pelo NPDiário

Contexto, original e fontes →
O Paraná não vai lhe faltar, Flávio

Sergio Moro · 24 de março de 2026 · Discurso · Cerimônia de filiação ao PL, Brasília, citada pelo O Tempo

Contexto, original e fontes →
Quando a gente fala em apoio a Bolsonaro, falamos no segundo turno quando não tínhamos alternativas. De todo modo existe uma bancada de oposição ao Lula e ao governo do PT, importante para evitar retrocessos

Sergio Moro · 23 de maio de 2023 · Entrevista · Estúdio I, GloboNews (citado pelo Estado de Minas)

Contexto, original e fontes →
Não sou de forma nenhuma. Apoiei Bolsonaro no segundo turno e faria quantas vezes fosse necessário em oposição ao Lula

Sergio Moro · 23 de maio de 2023 · Entrevista · Estúdio I, GloboNews (citado pelo Estado de Minas)

Contexto, original e fontes →
Lula não é uma opção eleitoral, com seu governo marcado pela corrupção da democracia. Contra o projeto de poder do PT, declaro, no segundo turno, o apoio para Bolsonaro.

Sergio Moro · 4 de outubro de 2022 · Publicação em rede social · Twitter (perfil de Moro), reproduzido por Poder360, InfoMoney e Folha de Pernambuco

Contexto, original e fontes →
Preciso esclarecer a todos que eu não desisti de nada, muito menos de meu sonho de mudar o Brasil. Pelo contrário, sigo firme na construção de um projeto para o país. O Brasil está em um ano eleitoral decisivo, em qual iremos escolher que tipo de país iremos ser

Sergio Moro · 1º de abril de 2022 · Pronunciamento · Pronunciamento sobre a mudança de partido

Contexto, original e fontes →
Me coloquei numa situação de desprendimento para a união nacional, para vencer extremos. Não está descartada nenhuma situação, posso inclusive não concorrer a nada. Não vivo da política, estava fora do Brasil e voltei para ajudar na construção de algo que possa vencer […]

Sergio Moro · abril de 2022 · Entrevista · CNN Brasil

Contexto, original e fontes →
Eu somente com meu capital político não daria certo, daí a necessidade de fazer um movimento. Todo mundo cobrava dos candidatos da terceira via esse desprendimento. Ninguém recuava e fazia nada, e essa situação permanece. A gente tem que construir algo diferente

Sergio Moro · abril de 2022 · Entrevista · CNN Brasil

Contexto, original e fontes →
A troca de legenda foi comunicada à direção do Podemos, a quem agradeço todo o apoio. Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor

Sergio Moro · 31 de março de 2022 · Publicação em rede social · Instagram de Sergio Moro

Contexto, original e fontes →
O Brasil precisa de uma alternativa que livre o país dos extremos, da instabilidade e da radicalização. Por isso, aceitei o convite do presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, para me filiar ao partido e, assim, facilitar as negociações das forças políticas […]

Sergio Moro · 31 de março de 2022 · Publicação em rede social · Instagram de Sergio Moro

Contexto, original e fontes →
Desistir da minha candidatura seria desistir de mudar o Brasil, o que é meu sonho, e por isso coloquei meu nome à disposição da população brasileira. O que está acontecendo aqui na verdade é que muita gente tem medo da minha pré-candidatura e de me enfrentar nos […]

Sergio Moro · 10 de março de 2022 · Entrevista · CNN Brasil

Contexto, original e fontes →
Estou pronto para liderar esse projeto consistente com o povo brasileiro. Se o povo brasileiro tiver essa confiança, o projeto segue adiante

Sergio Moro · 17 de novembro de 2021 · Entrevista · Conversa com Bial (TV Globo)

Contexto, original e fontes →

Ver todas

Comparações

Vínculos documentados

  • Jair Bolsonaro nomeou Sergio Moro: Convidou e nomeou Moro ministro da Justiça e da Segurança Pública (aceite em 1º/11/2018; posse em janeiro de 2019, data a confirmar).
    Fontes (1)

    Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

    DeclaraçãoFonte única
  • Sergio Moro foi subordinado a Jair Bolsonaro: Ministro de Estado subordinado ao presidente da República; a PF era vinculada ao ministério.
    Fontes (1)

    Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

    DeclaraçãoFonte única
  • Sergio Moro acusou publicamente Jair Bolsonaro: Acusou Bolsonaro, ao se demitir em 24/4/2020 e em depoimento de 2/5/2020, de tentar interferir politicamente na PF. Acusação atribuída a Moro; Bolsonaro nega; a PF não encontrou interferência em 2022 e em 2026, e o inquérito segue aberto.
    Fontes (4)

    Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

    AcusaçãoAlegação

    O depoimento de Moro, liberado por Celso de Mello em 4/5/2020 e divulgado em 5/5, relata que Bolsonaro cobrou em 22/04/2020 a troca da superintendência do Rio e do diretor-geral, disse que precisava de pessoas de confiança para obter relatórios de inteligência e que 'trocaria o diretor-geral e o próprio ministro'; Moro disse que a pressão retornou em janeiro de 2020 com o nome de Ramagem.

    Documento descrito em reportagemFonte única

    Em março de 2022 a PF concluiu que Bolsonaro não interferiu na corporação e defendeu o arquivamento; o relatório afirma que 18 pessoas foram ouvidas e que nenhuma prova consistente foi encontrada.

    Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes

    Segundo a Gazeta do Povo (12/04/2026), a PF entregou a Moraes em 2/4/2026 novo relatório que, segundo a matéria, analisou os Inq 4781 (fake news) e 4828 (atos antidemocráticos) e conclui, pela segunda vez, que Bolsonaro não interferiu em investigações que atingiam familiares e aliados; Moraes manteve o inquérito aberto e enviou o relatório a Gonet.

    Documento descrito em reportagemFonte única
  • Sergio Moro rompeu com Jair Bolsonaro: Pediu demissão do ministério em 24/4/2020 alegando não ter condições de preservar a autonomia da PF.
    Fontes (1)

    Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

    AcusaçãoAlegação
  • Sergio Moro apoiou politicamente Jair Bolsonaro: Declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno de 2022 contra Lula, em 4/10/2022; depois disse que não é bolsonarista.
    Fontes (2)

    Em 4/10/2022, dois dias após ser eleito senador, Moro anunciou no Twitter apoio a Bolsonaro no segundo turno contra Lula. O Poder360 apurou que Moro e Bolsonaro se reconciliaram por telefone, via Flávio Bolsonaro, na véspera.

    DeclaraçãoVárias fontes independentes

    Em 23/5/2023, em entrevista à GloboNews, Moro disse não ser bolsonarista e que apoiou Bolsonaro no segundo turno de 2022 porque não havia alternativa.

    DeclaraçãoFonte única
  • Sergio Moro aliou-se eleitoralmente a Flávio Bolsonaro: Aliança eleitoral de 2026: filiou-se ao PL na presença de Flávio (24/3/2026), que o apoiou ao governo do Paraná; Moro pediu votos para Flávio no segundo turno presidencial (22/10/2026).
    Fontes (2)

    Em 24/3/2026 Moro oficializou em Brasília a saída do União Brasil e a filiação ao PL, partido de Bolsonaro, ao lado de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, e confirmou a intenção de disputar o governo do Paraná.

    ReportagemVárias fontes independentes

    Em 22/10/2026, em carreata em Ponta Grossa, Moro (governador eleito) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25/10/2026.

    DeclaraçãoFonte única
  • Sergio Moro filiou-se a Partido Liberal — PL: Filiado ao PL desde 24/3/2026 (antes: Podemos de 10/11/2021 a 31/3/2022; União Brasil de 31/3/2022 a março de 2026).
    Fontes (3)

    Em 24/3/2026 Moro oficializou em Brasília a saída do União Brasil e a filiação ao PL, partido de Bolsonaro, ao lado de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, e confirmou a intenção de disputar o governo do Paraná.

    ReportagemVárias fontes independentes

    Moro filiou-se ao Podemos em 10/11/2021, em Brasília, em ato que marcou o início de pré-candidatura à Presidência em 2022.

    ReportagemVárias fontes independentes

    Em 31/03/2022 Moro anunciou que desistia da pré-candidatura presidencial para se filiar ao União Brasil, a convite de Luciano Bivar, e a presidente do Podemos disse ter sabido da saída pela imprensa.

    ReportagemVárias fontes independentes
  • Partido Liberal — PL processou Sergio Moro: Ação eleitoral do PL (e da federação PT/PCdoB/PV) contra Moro pedindo cassação; rejeitada pelo TRE-PR em 9/4/2024 e pelo TSE em 21/5/2024. Hoje o PL é o partido de Moro.
    Fontes (2)

    Em 9/4/2024 o TRE-PR rejeitou, por 5 votos a 2, as ações de PL e da federação PT/PCdoB/PV que pediam a cassação do mandato de Moro por abuso de poder econômico, caixa 2 e uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2022 (eleitoral).

    Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

    Em 21/5/2024 o TSE rejeitou, por unanimidade, os recursos de PL e PT contra a decisão do TRE-PR, mantendo o mandato de Moro; o relator, Floriano de Azevedo Marques, considerou irregulares gastos de R$ 777 mil, mas sem prova convincente de desvio de recursos partidários ou de candidatura simulada.

    Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes
  • Sergio Moro relação com Flávio Bolsonaro: Vínculo alegado, não demonstrado: a defesa de Moro apontou, em petição de 2020, que o pedido de troca da PF no Rio coincidiu em agosto de 2019 com o pedido da defesa de Fabrício Queiroz para ter acesso a inquérito sigiloso que citaria Flávio. Não é acusação direta de Moro contra Flávio; Flávio e Jair Bolsonaro negam interferência.
    Fontes (2)

    A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.

    AcusaçãoAlegação

    Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro negou categoricamente o relato de Paulo Marinho e o chamou de tentativa de manipular a Justiça em interesse próprio; o chefe de gabinete de Flávio negou, em depoimento de 10/06/2020, ter recebido informação sobre a Operação Furna da Onça.

    Resposta/defesaFonte única
  • Carla Zambelli relação com Sergio Moro: Em mensagens exibidas por Moro ao Jornal Nacional, pediu que ele aceitasse Ramagem e sugeriu ajudar em indicação dele ao STF; ele respondeu que não estava à venda. A relação de Zambelli com Bolsonaro nessa conversa não consta nas mensagens.
    Fontes (1)

    Moro mostrou ao Jornal Nacional conversa com a deputada Carla Zambelli em que ela pede que ele aceite Ramagem na PF e sugere que ajudaria a viabilizar uma indicação dele ao STF; ele responde que não está à venda. Zambelli, consultada, não comentou na ocasião.

    Mensagem divulgadaVárias fontes independentes
  • TSE julgou Sergio Moro: TSE rejeitou por unanimidade, em 21/05/2024, as ações que pediam a cassação do mandato de senador de Moro.
    Fontes (1)

    Em 21/05/2024 o TSE, por unanimidade e com relatoria de Floriano de Azevedo Marques, rejeitou os recursos do PL e da Federação Brasil da Esperança e manteve a decisão do TRE-PR (5 a 2, de 09/04/2024) que rejeitara as ações por caixa 2, abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação e irregularidades em contratos; o relator exigiu 'prova robusta', calculou o gasto em 17% do teto e disse que a conduta não era modelo ético, mas não provou excesso; Moro manteve o mandato de senador.

    Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes
  • STF julgou Sergio Moro: 2ª Turma (2021) e Plenário (7 a 4, 23/06/2021) do STF declararam e mantiveram a suspeição de Moro para julgar Lula no caso do triplex.
    Fontes (2)

    Segundo o STF, a 2ª Turma reconheceu por maioria, no HC 164.493, a parcialidade de Moro na condenação de Lula no caso do triplex; seguiram a divergência de Gilmar Mendes os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia (que ajustou o voto), enquanto Edson Fachin (relator) e Nunes Marques votaram contra.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

    O Plenário do STF manteve, por 7 votos a 4, em 23/06/2021, a declaração de suspeição de Moro pela 2ª Turma e a anulação de suas decisões no caso do triplex, ao julgar o segundo agravo regimental da defesa de Lula contra a decisão de Fachin no HC 193.726.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Sergio Moro julgou Lula: Moro foi juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba nos processos de Lula; o STF declarou sua suspeição (triplex) e a incompetência da vara (Atibaia, triplex, Instituto Lula).
    Fontes (2)

    Segundo o STF, a 2ª Turma reconheceu por maioria, no HC 164.493, a parcialidade de Moro na condenação de Lula no caso do triplex; seguiram a divergência de Gilmar Mendes os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia (que ajustou o voto), enquanto Edson Fachin (relator) e Nunes Marques votaram contra.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

    Em 08/03/2021, no HC 193.726, o ministro Edson Fachin declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para as ações penais de Lula (triplex do Guarujá, sítio de Atibaia e Instituto Lula), anulou as decisões da vara, inclusive as condenações, e determinou o envio dos autos à Justiça Federal do Distrito Federal, por entender que os fatos não tinham relação direta com o esquema da Petrobras.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Teori Zavascki julgou Sergio Moro: Teori Zavascki cassou, na Rcl 23.457, as decisões de Moro que levantaram o sigilo das conversas Lula–Dilma.
    Fontes (1)

    Em 13/06/2016 Teori Zavascki julgou parcialmente procedente a Rcl 23.457: reconheceu a violação da competência do STF e cassou as decisões da 13ª Vara de 16/03/2016 (evento 135) e 17/03/2016 (evento 140) que levantaram o sigilo das conversas; reconheceu a nulidade do conteúdo das conversas colhidas após a determinação de interrupção das interceptações; e mandou baixar à 13ª Vara os processos que não envolviam autoridades com foro.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Dilma Rousseff processou Sergio Moro: A Presidência da República ajuizou a Rcl 23.457 contra a decisão do juízo da 13ª Vara (Moro).
    Fontes (1)

    A reclamação 23.457, ajuizada pela Presidente da República por meio da AGU, alegou usurpação da competência do STF porque, na interceptação deferida pela 13ª Vara contra Lula, foram captadas conversas com a Presidente da República (autoridade com foro) e a decisão de divulgá-las em primeiro grau seria viciada por incompetência absoluta.

    AcusaçãoComprovado em documento
  • Sergio Moro trabalhou para Alvarez & Marsal: Moro foi contratado em dezembro de 2020 pela consultoria Alvarez & Marsal, administradora judicial da recuperação da Odebrecht; MP junto ao TCU apurou conflito de interesses. Fim do vínculo não confirmado.
    Fontes (1)

    Moro foi contratado pela consultoria Alvarez & Marsal em dezembro de 2020, após deixar o governo; a consultoria atuava como administradora judicial da recuperação da Odebrecht e, segundo a reportagem, havia recebido R$ 42,5 milhões de alvos da Lava Jato; Moro disse ter atuado em área de políticas anticorrupção, e a empresa disse que o contrato vedava atuação com clientes ligados à Lava Jato.

    ReportagemFonte única
  • Sergio Moro condenou Eduardo Cunha: Sentença criminal de 30/03/2017 na 13ª Vara Federal de Curitiba: 15 anos e 4 meses por corrupção passiva, lavagem e evasão de divisas. Mantida em parte pelo TRF4 em 26/03/2018; vide anulação STF de 2023 para a condenação de 2020, outra.
    Fontes (1)

    Em 30/03/2017 Moro condenou Cunha a 15 anos e 4 meses (corrupção passiva, lavagem e evasão de divisas); em 26/03/2018 o TRF4 negou embargos e manteve a condenação (pena de 14 anos e 6 meses, segundo o título de reportagem citada pelo verbete).

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  • Sergio Moro relação com Eduardo Cunha: Moro determinou a prisão preventiva de Cunha, executada pela PF em 19/10/2016; revogada pelo TRF4 em 28/04/2021.
    Fontes (1)

    Cunha foi preso preventivamente pela PF em 19/10/2016, em Brasília, por ordem do juiz Sergio Moro; novo mandado em 18/05/2017 após a delação dos executivos da JBS; em março de 2020 a preventiva foi substituída por domiciliar (Covid-19); em 28/04/2021 o TRF4 revogou a prisão por habeas corpus.

    ReportagemFonte única
  • Sergio Moro condenou José Dirceu: Condenações de Dirceu por Moro em 18/05/2016 (23 anos e 3 meses) e 08/03/2017 (11 anos e 3 meses), anuladas por Gilmar Mendes em 28/10/2024.
    Fontes (1)

    Segundo o verbete, Moro condenou Dirceu em 18/05/2016 a 23 anos e 3 meses (corrupção passiva, vantagem indevida e lavagem) e em 08/03/2017 a 11 anos e 3 meses (corrupção passiva e lavagem).

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  • Sergio Moro condenou Antonio Palocci: Condenação de Palocci por Moro em 26/06/2017 (12 anos, segundo o verbete); anulada por Toffoli em 19/02/2025 (recurso da PGR de 10/03/2025 pendente na data da fonte).
    Fontes (2)

    Palocci foi preso pela PF em 26/09/2016 (Operação Omertà, 35ª fase), tornou-se réu em novembro de 2016 e foi condenado por Moro em 26/06/2017 (12 anos, segundo o verbete); em 29/11/2018 passou ao semiaberto domiciliar com base no acordo de colaboração.

    Decisão judicial ou administrativaFonte única

    Em 19/02/2025 o ministro Dias Toffoli anulou todos os processos contra Palocci, citando precedentes sobre a parcialidade de Moro; em 10/03/2025 a PGR (Paulo Gonet) recorreu.

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  • Sergio Moro condenou Sérgio Cabral: Primeira condenação de Cabral na Lava Jato, em 13/06/2017 (14 anos e 2 meses, caso Comperj), confirmada pelo TRF4 em 30/05/2018.
    Fontes (1)

    O verbete lista condenações de Cabral: 14 anos e 2 meses (13/06/2017, Moro, Comperj; confirmada pelo TRF4 em 30/05/2018); 45 anos e 2 meses (20/09/2017, Marcelo Bretas, Calicute); 13 anos (20/10/2017, Mascate); e outras, até 17 anos, 7 meses e 9 dias (31/05/2022, propina da Odebrecht). A infobox cita 425 anos e 20 dias em 23 condenações; o corpo do texto fala em mais de 435 anos em 24 condenações.

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  • Sergio Moro condenou Nestor Cerveró: Condenação de Cerveró, Fernando Baiano e Júlio Camargo em 17/08/2015 (12 anos, 3 meses e 10 dias, navios-sonda), atribuída a Moro pelo verbete; TRF4 elevou a pena em 30/11/2016.
    Fontes (1)

    Cerveró foi preso em 14/01/2015; condenado em 26/05/2015 a 5 anos (lavagem, apartamento em Ipanema) e em 17/08/2015 a 12 anos, 3 meses e 10 dias (com Fernando Baiano e Júlio Camargo, navios-sonda; atribuída a Moro); em 30/11/2016 o TRF4, com relatoria de Gebran Neto, elevou a pena a 27 anos e 4 meses.

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  • Sergio Moro condenou Jorge Zelada: Condenação de Zelada a 12 anos e 2 meses em 01/02/2016 (Justiça Federal do Paraná); o juiz é identificado como Moro por título de reportagem citada no verbete; Moro também decretou confisco de contas em Mônaco.
    Fontes (1)

    Jorge Zelada foi diretor da área Internacional da Petrobras de 2008 a 2012, sucessor de Nestor Cerveró; foi preso em 02/07/2015 (15ª fase, Conexão Mônaco); condenado em 12/01/2016 a 4 anos (Justiça do RJ, fraude em licitação) e em 01/02/2016 a 12 anos e 2 meses (Justiça Federal do Paraná; título de referência atribui a Moro).

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  • Sergio Moro condenou Alberto Youssef: Sentenças de Moro contra Youssef (a de 17/09/2014 é atribuída a Moro; outras condenações listadas pelo verbete sem juiz); todos os atos da Lava Jato contra ele foram anulados por Toffoli em 15/07/2025.
    Fontes (2)

    O verbete lista condenações de Youssef: 17/09/2014 (Moro, Banestado), 06/05/2015 (lavagem, ocultação de recursos do mensalão), 20/07/2015 (corrupção passiva, desvios da Petrobras; 8 anos e 4 meses, reduzidos a 3 anos pela delação), junho de 2017 (caso Copel/Olvepar) e outubro de 2017 (Maringá, 5 anos, 1 mês e 20 dias).

    Decisão judicial ou administrativaFonte única

    Em 15/07/2025 Dias Toffoli anulou todos os atos da Lava Jato contra Youssef, incluindo decisões de Moro, citando 'conluio' entre PF, MPF e Moro; afirmou que a decisão não invalida o acordo de delação. A defesa de Youssef sustenta que uma gravação clandestina em cela da PF em 2014, que teria durado 11 dias, foi usada para pressioná-lo a fechar a delação.

    Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes
  • Sergio Moro nomeou Erika Marena: Escolheu Erika Marena, no fim de 2018, para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça; exonerada em junho de 2020.
    Fontes (1)

    Erika Marena é delegada da PF; segundo o verbete, atuou cerca de quatro anos na Lava Jato (sem datas), foi designada em dezembro de 2017 superintendente da PF em Sergipe, foi escolhida por Moro no fim de 2018 para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (Ministério da Justiça) e foi exonerada do posto em junho de 2020 por André Mendonça; o verbete atribui a ela o batismo da operação (Lava Jato article: 17/03/2014).

    ReportagemFonte única
  • Sergio Moro trabalhou para 13ª Vara Federal de Curitiba: Juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba (então 2ª Vara, assumida em 2002) até 19/11/2018.
    Fontes (1)

    Moro foi juiz federal de 26/06/1996 a 19/11/2018 (na 13ª Vara Federal de Curitiba, que assumiu em 2002 quando era 2ª Vara, sua última lotação), auxiliar da ministra Rosa Weber no STF em 2012, ministro da Justiça e Segurança Pública de 01/01/2019 a 24/04/2020 e senador pelo Paraná desde 01/02/2023; filiou-se ao Podemos em 10/11/2021 e à União Brasil em 2022.

    ReportagemFonte única

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Evidências que mencionam Sergio Moro

Na base de candidaturas do TSE, Sergio Moro concorreu a senador pelo Paraná em 2022 pelo União Brasil, com o número 444, e aparece como eleito.

Dado oficialComprovado em documentorevisão pendente

Na base de candidaturas do TSE, Sergio Moro concorreu a governador do Paraná em 2026 pelo PL, com o número 22; o registro consta como deferido e a totalização como eleito.

Dado oficialComprovado em documentorevisão pendente

Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

DeclaraçãoFonte única

Bolsonaro publicou no Twitter, em 1º/11/2018, que Moro aceitou o convite e que sua agenda anticorrupção e anticrime organizado seria o norte do governo.

DeclaraçãoFonte única

O Poder360 escreveu em 1º/11/2018, em texto próprio e não como citação, que o presidente eleito deu a Moro 'carta branca' para comandar a pasta. A nota de Moro não usa a expressão.

ReportagemFonte única

Moro afirmou, em 24/04/2020, que na conversa de 1º/11/2018 o presidente lhe prometeu carta branca para nomear assessores de órgãos como a PF e a PRF, e que a troca do diretor-geral sem causa violaria essa promessa.

AcusaçãoAlegação

Bolsonaro afirmou, em 24/04/2020, que acertou com Moro e com todos os ministros autonomia com poder de veto do presidente sobre cargos-chave, e que abriu mão de indicar o diretor-geral da PF porque confiava em Moro.

DeclaraçãoAlegação

Em 24/08/2019, perguntado se Moro tinha carta branca, Bolsonaro respondeu que o poder de veto é dele; a Folha de S.Paulo registrou que ele havia mudado o discurso em relação ao de quando escolheu Moro.

DeclaraçãoFonte única

Em 16/08/2019 Bolsonaro disse que colocaria o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, no comando da PF no Rio; a exoneração do superintendente Ricardo Saadi saiu no Diário Oficial em 30/08/2019, e a PF anunciou como novo superintendente o delegado Carlos Henrique Oliveira Souza, enquanto Bolsonaro defendia o nome de Alexandre Saraiva.

ReportagemVárias fontes independentes

Em depoimento à PF (3/11/2021), Bolsonaro confirmou que em agosto de 2019 sugeriu a Moro trocar o comando da PF no Rio e disse que o fez porque o Estado é muito complicado e ele entendia que o superintendente precisava de mais liberdade; negou intenção de obter informações privilegiadas.

Documento descrito em reportagemFonte única

A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.

AcusaçãoAlegação

No depoimento à PF de 2/5/2020, segundo a reportagem, Moro foi questionado se via relação entre as trocas pedidas por Bolsonaro e operações contra pessoas próximas ao presidente e respondeu que desconhecia relação e não tinha acesso às investigações em curso.

Documento descrito em reportagemFonte única

Mensagem de WhatsApp de Bolsonaro a Moro em 22/04/2020, 6h26, reproduzida pelo Estado de S. Paulo a partir do celular entregue por Moro à PF, dizia que a saída de Valeixo estava decidida para aquela semana; Moro respondeu às 6h37 pedindo conversa pessoal.

Mensagem divulgadaFonte única

A exoneração de Valeixo foi publicada no Diário Oficial de 24/04/2020 como se fosse 'a pedido' e, no fim da tarde, republicada em edição extra sem essa justificativa.

ReportagemFonte única

Em ofício à PF, a Secretaria-Geral da Presidência admitiu que o nome de Moro foi incluído no ato de exoneração de Valeixo sem a ciência dele, alegando praxe e 'descuido', não ilegalidade; o governo republicou o ato sem a assinatura.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em depoimento, Moro disse que atos do ministério com assinatura do presidente eram assinados antes por ele no sistema SIDOF e que não se recordava de ato publicado sem sua assinatura.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 27/04/2020, Celso de Mello autorizou a instauração do Inquérito 4831 a pedido do procurador-geral Augusto Aras, para apurar fatos noticiados por Moro; Aras citou, em tese, falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

AcusaçãoAlegação

No mesmo dia, em pronunciamento de cerca de 46 minutos, Bolsonaro negou ter interferido na PF, afirmou ser prerrogativa sua exonerar o diretor-geral, disse que Valeixo concordou com a saída a pedido, e que Moro teria condicionado a troca a uma indicação ao STF.

DeclaraçãoAlegação

O Jornal Nacional exibiu captura de tela, mostrada por Moro, de conversa de 22/04/2020 em que Bolsonaro enviou um link do site O Antagonista (PF 'na cola' de deputados aliados) e escreveu 'mais um motivo para a troca'; Moro respondeu que o inquérito era conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, no STF.

Mensagem divulgadaVárias fontes independentes

Moro mostrou ao Jornal Nacional conversa com a deputada Carla Zambelli em que ela pede que ele aceite Ramagem na PF e sugere que ajudaria a viabilizar uma indicação dele ao STF; ele responde que não está à venda. Zambelli, consultada, não comentou na ocasião.

Mensagem divulgadaVárias fontes independentes

Na reunião ministerial de 22/04/2020, Bolsonaro disse já ter tentado trocar 'gente da segurança nossa no Rio de Janeiro' e que não esperaria 'foder' a família ou amigos por não poder trocar alguém da segurança 'na ponta da linha'; a fala não cita Moro, a PF nem a superintendência pelo nome.

DeclaraçãoComprovado em documento

Em 2/5/2020 Moro depôs por cerca de oito horas na sede da PF em Curitiba, reafirmou as acusações, entregou áudios, e-mails e conversas (e o celular), e foi acompanhado por três procuradores da PGR.

ReportagemVárias fontes independentes

O depoimento de Moro, liberado por Celso de Mello em 4/5/2020 e divulgado em 5/5, relata que Bolsonaro cobrou em 22/04/2020 a troca da superintendência do Rio e do diretor-geral, disse que precisava de pessoas de confiança para obter relatórios de inteligência e que 'trocaria o diretor-geral e o próprio ministro'; Moro disse que a pressão retornou em janeiro de 2020 com o nome de Ramagem.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em entrevista ao Globo (25/04/2020), Moro disse que as entrevistas de janeiro e março de 2020 em que afirmava que Bolsonaro não interferia na PF eram verdadeiras na época, mas que as tentativas ocorreram depois de 12 de março.

DeclaraçãoFonte única

Em depoimento à PF (3/11/2021), Bolsonaro repetiu que Moro teria concordado com a nomeação de Ramagem desde que ocorresse após sua indicação ao STF, e que cobrou 'maior empenho' de Moro sobre o porteiro do caso Marielle e sobre o caso Adélio.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em março de 2022 a PF concluiu que Bolsonaro não interferiu na corporação e defendeu o arquivamento; o relatório afirma que 18 pessoas foram ouvidas e que nenhuma prova consistente foi encontrada.

Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes

Em 16/10/2025 o STF informou que Moraes atendeu pedido da PGR e reabriu as investigações do Inq 4831; a PGR, que em setembro de 2022 pedira arquivamento, disse em 15/10/2025 que os autos indicam necessidade de diligências complementares.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Segundo a Gazeta do Povo (12/04/2026), a PF entregou a Moraes em 2/4/2026 novo relatório que, segundo a matéria, analisou os Inq 4781 (fake news) e 4828 (atos antidemocráticos) e conclui, pela segunda vez, que Bolsonaro não interferiu em investigações que atingiam familiares e aliados; Moraes manteve o inquérito aberto e enviou o relatório a Gonet.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em entrevista de 21/10/2019 ao Poder em Foco, o então ministro Moro disse que, se Bolsonaro fosse candidato à reeleição em 2022, teria dever de lealdade de apoiá-lo e que jamais concorreria contra ele.

DeclaraçãoFonte única

Moro filiou-se ao Podemos em 10/11/2021, em Brasília, em ato que marcou o início de pré-candidatura à Presidência em 2022.

ReportagemVárias fontes independentes

Em 31/03/2022 Moro anunciou que desistia da pré-candidatura presidencial para se filiar ao União Brasil, a convite de Luciano Bivar, e a presidente do Podemos disse ter sabido da saída pela imprensa.

ReportagemVárias fontes independentes

Moro foi eleito senador pelo Paraná em 2/10/2022, pelo União Brasil, com 33,5% dos votos válidos (1.953.188 votos), segundo a Rádio Senado.

Dado oficialComprovado em documento

Em 4/10/2022, dois dias após ser eleito senador, Moro anunciou no Twitter apoio a Bolsonaro no segundo turno contra Lula. O Poder360 apurou que Moro e Bolsonaro se reconciliaram por telefone, via Flávio Bolsonaro, na véspera.

DeclaraçãoVárias fontes independentes

Em 4/10/2022, segundo a Folha de Pernambuco, Bolsonaro disse que as divergências com Moro estavam superadas; em 5/10/2022, segundo o Correio Braziliense, disse que 'passado é passado', que faltou a Moro 'um pouco mais de vivência política' quando trabalhou no governo e, perguntado se confiava em Moro, que isso era 'um detalhe'. A Folha PE não traz os trechos de 5/10 nem a reconciliação por telefone (registrada pelo Poder360).

DeclaraçãoVárias fontes independentes

Em 23/5/2023, em entrevista à GloboNews, Moro disse não ser bolsonarista e que apoiou Bolsonaro no segundo turno de 2022 porque não havia alternativa.

DeclaraçãoFonte única

Em 9/4/2024 o TRE-PR rejeitou, por 5 votos a 2, as ações de PL e da federação PT/PCdoB/PV que pediam a cassação do mandato de Moro por abuso de poder econômico, caixa 2 e uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2022 (eleitoral).

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

Em 21/5/2024 o TSE rejeitou, por unanimidade, os recursos de PL e PT contra a decisão do TRE-PR, mantendo o mandato de Moro; o relator, Floriano de Azevedo Marques, considerou irregulares gastos de R$ 777 mil, mas sem prova convincente de desvio de recursos partidários ou de candidatura simulada.

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

Em 24/3/2026 Moro oficializou em Brasília a saída do União Brasil e a filiação ao PL, partido de Bolsonaro, ao lado de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, e confirmou a intenção de disputar o governo do Paraná.

ReportagemVárias fontes independentes