Núcleo 2 · recuperado × custo
Para cada R$ 100 de prejuízo, a Petrobras recuperou R$ 4,2
A pizza põe lado a lado duas grandezas de natureza diferente — uma estimativa de impacto econômico e um valor contábil efetivamente recebido — para mostrar a ordem de grandeza. Não é um balanço: outros valores recuperados (acordos com a CGU e a AGU, devoluções a outros órgãos) e outros custos (multas pagas pela Petrobras no exterior) estão detalhados abaixo, cada um com a sua data.
Painel de valores
Resposta curta: a Petrobras reconhece R$ 7,28 bilhões recuperados até o fim de 2023 e calculou em R$ 6,19 bilhões o que pagou a mais ao cartel; o DIEESE estima em R$ 172,2 bilhões o investimento que deixou de ser feito entre 2014 e 2017 por causa da operação. Os números abaixo têm datas e naturezas diferentes e não se somam.
Cada número tem uma natureza diferente. Um valor previsto em acordo não é dinheiro recebido; uma estimativa de impacto econômico não é dinheiro que saiu de um cofre. Por isso o painel não soma categorias e não subtrai custos de recuperações.
1. Pagamentos indevidos e perdas estimadas
Quanto se estima que foi desviado ou pago a mais. Estimativas, com método declarado.
Fontes (3)
A Petrobras baixou R$ 6.194 milhões de custos capitalizados no ativo imobilizado, reconhecidos no 3º trimestre de 2014, como estimativa dos valores pagos a mais no esquema descoberto pela Lava Jato.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 1 e seção 'Note about Lava Jato Operation' · abrir original ↗
Método da baixa: a Petrobras identificou os contratos firmados de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas apontadas nos depoimentos (R$ 199.610 milhões), aplicou 3% (R$ 5.988 milhões), somou R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel, descontou R$ 346 milhões de reversão de depreciação e acrescentou R$ 402 milhões de créditos tributários baixados: total de R$ 6.194 milhões.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · seção 'Note about Lava Jato Operation', passos 1 a 5 e tabela 'Write-off – overpayments incorrectly capitalized' · abrir original ↗
A Petrobras afirmou que a metodologia produz a melhor estimativa e que o valor representa o limite superior da faixa de estimativas razoáveis.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · seção 'Note about Lava Jato Operation' · abrir original ↗
2. Valores apontados em investigações e decisões
Números de denúncias, laudos, acórdãos e sentenças. Dependem do desfecho de cada processo.
Fontes (1)
Laudo pericial da PF (concluído em 26/10/2015, anexado ao inquérito sobre a Odebrecht) estimou que pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas, em 2004–2014, podem chegar a R$ 42 bilhões, sobre base de R$ 215,67 bilhões em pagamentos, com faixa de 3% (mínimo) a 20% (máximo "conservadoramente considerado").
Fonte: Novo laudo aponta R$ 42 bilhões de rombo na Petrobras — Tribuna PR (Estadão), 12/11/2015 · corpo da reportagem (Estadão), 12/11/2015 · abrir original ↗
Fontes (1)
Segundo a Folhapress (06/02/2018), o TCU estima que o prejuízo por superfaturamento nos contratos investigados pela Lava Jato passa de R$ 29 bilhões só na Petrobras; metodologia ainda podia mudar e empreiteiras resistiam a reconhecer o dano.
Fonte: Empreiteiras podem pagar mais por desvios em obras da Lava Jato — Folha de Pernambuco (Folhapress), 06/02/2018 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
Laudo pericial da PF (concluído em 26/10/2015, anexado ao inquérito sobre a Odebrecht) estimou que pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas, em 2004–2014, podem chegar a R$ 42 bilhões, sobre base de R$ 215,67 bilhões em pagamentos, com faixa de 3% (mínimo) a 20% (máximo "conservadoramente considerado").
Fonte: Novo laudo aponta R$ 42 bilhões de rombo na Petrobras — Tribuna PR (Estadão), 12/11/2015 · corpo da reportagem (Estadão), 12/11/2015 · abrir original ↗
Fontes (1)
Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.
Fonte: Desvios na Petrobras chegaram a R$ 2,1 bilhões, estima MPF — Agência Brasil, 29/01/2015 · corpo da reportagem (Agência Brasil, 29/01/2015) · abrir original ↗
Fontes (1)
Em 17/08/2016 o TCU (Acórdão 2109/2016-Plenário, processo 000.168/2016-5) decretou cautelarmente a indisponibilidade de bens de responsáveis, inclusive empresas (OAS e Grupo Odebrecht), e informou dano ao erário de R$ 2,1 bilhões "até agora", podendo ser maior se analisados os aditivos.
Fonte: TCU decreta indisponibilidade de bens de responsáveis da Petrobras e de empresas envolvidas (Acórdão 2109/2016-Plenário) — Tribunal de Contas da União, 18/08/2016 · texto da notícia do TCU, 18/08/2016 · abrir original ↗
Fontes (1)
Pelo Acórdão 1881/2017 (Plenário, TC 005.261/2015-5, sessão de 30/08/2017), o TCU condenou José Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, em tomada de contas especial sobre a Carta de Intenções da compra da refinaria de Pasadena, a ressarcir solidariamente mais de US$ 79 milhões, multa de R$ 10 milhões a cada um e inabilitação por 8 anos para cargo em comissão.
Fonte: TCU condena ex-gestores da Petrobras ao pagamento de débito e multa pela compra de Pasadena (Acórdão 1881/2017 — Plenário, TC 005.261/2015-5) — Tribunal de Contas da União, 06/09/2017 · notícia do TCU de 06/09/2017 · abrir original ↗
Fontes (1)
Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.
Fonte: Lava Jato: Moro condena Duque a 28 anos de prisão; Vaccari pega 15 (título da página; o texto informa 20 anos e 8 meses para Duque) — Congresso em Foco, 21/09/2015 · texto da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.
Fonte: Lava Jato: Moro condena Duque a 28 anos de prisão; Vaccari pega 15 (título da página; o texto informa 20 anos e 8 meses para Duque) — Congresso em Foco, 21/09/2015 · texto da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.
Fonte: Lava Jato: Moro condena Duque a 28 anos de prisão; Vaccari pega 15 (título da página; o texto informa 20 anos e 8 meses para Duque) — Congresso em Foco, 21/09/2015 · texto da reportagem · abrir original ↗
3. Valores previstos em acordos
O que empresas e colaboradores se comprometeram a pagar. Promessa, não dinheiro recebido.
Fontes (1)
Gazeta do Povo (11/05/2021): 278 acordos de colaboração e leniência preveem devolver R$ 22 bilhões (pagamento em até 20 anos); Curitiba teria R$ 12,7 bi em multas de leniência, R$ 2,1 bi de multas compensatórias de colaboração e R$ 111,5 mi de renúncias; Rio: R$ 945 mi (colaboração) e R$ 145 mi (leniência) já devolvidos; mais de R$ 5 bi retornaram aos cofres públicos.
Fonte: Lava Jato: quanto dinheiro foi recuperado e para onde foi — Gazeta do Povo, 11/05/2021 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (2)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Painel de leniência da CGU (atualizado em setembro de 2026): 37 acordos celebrados, 16 negociações em andamento, R$ 20,12 bi acordados, R$ 11,35 bi de valor total pago (inclui principal, juros e multa moratória) e R$ 11 bi de principal pago.
Fonte: Acordo de Leniência — panorama (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · quadro "Panorama" da página · abrir original ↗
Fontes (1)
Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.
Fonte: Lava Jato já devolveu R$ 4 bi e impôs penas que somam 2.249 anos de prisão — Jornal de Brasília (Estadão Conteúdo), 02/12/2019 · corpo da reportagem (Estadão Conteúdo, 02/12/2019) · abrir original ↗
Fontes (1)
Gazeta do Povo (11/05/2021): 278 acordos de colaboração e leniência preveem devolver R$ 22 bilhões (pagamento em até 20 anos); Curitiba teria R$ 12,7 bi em multas de leniência, R$ 2,1 bi de multas compensatórias de colaboração e R$ 111,5 mi de renúncias; Rio: R$ 945 mi (colaboração) e R$ 145 mi (leniência) já devolvidos; mais de R$ 5 bi retornaram aos cofres públicos.
Fonte: Lava Jato: quanto dinheiro foi recuperado e para onde foi — Gazeta do Povo, 11/05/2021 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (2)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
CNN Brasil (06/09/2023), atribuindo à CGU: sete empresas da Lava Jato somam R$ 11,5 bi acordados, R$ 3,24 bi pagos (cerca de 28%) e pouco mais de R$ 8 bi a pagar.
Fonte: Empresas da Lava-Jato ainda devem mais de R$ 8 bilhões em acordos de leniência com a CGU — CNN Brasil, 06/09/2023 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
A leniência de 2018 com CGU/AGU (R$ 2,7 bi) foi desenhada para ser descontada do total de R$ 3,8 bilhões já acertado com o MPF-PR; segundo a reportagem, o valor da CGU/AGU "será descontado" do acertado com o MPF.
Fonte: Odebrecht assina leniência com governo e pagará R$ 2,7 bilhões — Consultor Jurídico, 09/07/2018 · corpo da reportagem, 09/07/2018 · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (2)
SEC (Litigation Release 23705, 21/12/2016): acordo global da Braskem com SEC, DOJ e autoridades do Brasil e da Suíça de US$ 957 milhões, incluindo disgorgement de US$ 325 milhões (US$ 65 milhões à SEC e US$ 260 milhões às autoridades brasileiras) e mais de US$ 632 milhões em penalidades criminais.
Fonte: SEC Litigation Release No. 23705 — Braskem S.A. — U.S. Securities and Exchange Commission, 21/12/2016 · texto do release · abrir original ↗
CFO (dez/2016): "Odebrecht agreed to pay $2.6 billion"; o texto de abertura fala em mais de US$ 2,5 bilhões; a quantia não é detalhada por agência. O total combinado com a Braskem seria cerca de US$ 3,5 bilhões (soma não confirmada no texto).
Fonte: SEC Settles Two Huge FCPA Cases — CFO, dez. 2016 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
Fontes (1)
A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).
Fonte: Acordos de Leniência celebrados (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · tabela "Acordos de Leniência celebrados" e linha "Total geral" · abrir original ↗
4. Bens bloqueados
Bens e valores tornados indisponíveis por ordem judicial. Podem ser liberados.
Fontes (1)
O TCU determinou a indisponibilidade de R$ 7,57 bilhões de 13 empreiteiras, executivos, acionistas e ex-dirigentes da Petrobras, em caráter preventivo, para assegurar ressarcimento à estatal.
Fonte: TCU bloqueia até R$ 7,5 bilhões na Lava Jato — Tribuna PR, 02/10/2017 · corpo da reportagem, 02/10/2017 · abrir original ↗
Fontes (1)
Na 7ª fase da Lava Jato (14 de novembro, no ano de início da operação), foi decretado o bloqueio de cerca de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados.
Fonte: Lava Jato na PRR4 — Linha do Tempo MPF — Ministério Público Federal (PRR4), 2026 · texto da linha do tempo, trecho sobre a 7ª fase ("Juízo Final") · abrir original ↗
Fontes (1)
Em ação de improbidade (Torre Pituba), foi decretada a indisponibilidade de bens de 18 réus, "mais de R$ 400 milhões", e mais de R$ 18 milhões do PT (preservado o fundo partidário); o bloqueio vale até que o total seja localizado.
Fonte: Réus da Operação Lava Jato têm mais de R$ 400 milhões em bens bloqueados — TRF4, 02/04/2020 · texto da notícia do TRF4, 02/04/2020 (decisão da 1ª Vara Federal de Curitiba) · abrir original ↗
Fontes (1)
Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.
Fonte: Desvios na Petrobras chegaram a R$ 2,1 bilhões, estima MPF — Agência Brasil, 29/01/2015 · corpo da reportagem (Agência Brasil, 29/01/2015) · abrir original ↗
5. Valores efetivamente pagos
O que entrou de fato nos cofres ou contas judiciais, na data informada.
Fontes (1)
Painel de leniência da CGU (atualizado em setembro de 2026): 37 acordos celebrados, 16 negociações em andamento, R$ 20,12 bi acordados, R$ 11,35 bi de valor total pago (inclui principal, juros e multa moratória) e R$ 11 bi de principal pago.
Fonte: Acordo de Leniência — panorama (CGU) — Controladoria-Geral da União, set. 2026 · quadro "Panorama" da página · abrir original ↗
Fontes (1)
CNN Brasil (06/09/2023), atribuindo à CGU: sete empresas da Lava Jato somam R$ 11,5 bi acordados, R$ 3,24 bi pagos (cerca de 28%) e pouco mais de R$ 8 bi a pagar.
Fonte: Empresas da Lava-Jato ainda devem mais de R$ 8 bilhões em acordos de leniência com a CGU — CNN Brasil, 06/09/2023 · corpo da reportagem · abrir original ↗
6. Valores devolvidos à Petrobras e a outros destinatários
O que chegou ao destinatário final: Petrobras, União, outras vítimas.
Fontes (1)
Rodapé do relatório de desempenho 2T24: "The total amount recovered from the Lava Jato Investigation through December 31, 2023 was R$ 7,281 million, recognized through collaboration and leniency agreements entered into with individuals and legal entities."
Fonte: Petrobras — Relatório de desempenho 2T24 em R$ (6-K) — Petrobras, ago. 2024 · rodapé (*) da Tabela 22/23 "Other income and expenses by segment – 1H23" · abrir original ↗
Fontes (1)
Comunicado da Petrobras de 01/11/2022 (via Suno): mais de R$ 6,7 bilhões transferidos aos cofres da Petrobras e subsidiárias por colaboração, leniência e repatriações; cerca de R$ 439 milhões recebidos no último trimestre (Camargo Corrêa, Novonor, SBM, Pedro Barusco).
Fonte: Petrobras (PETR4) recupera R$ 439 milhões por acordos de leniência — Suno Notícias, 01/11/2022 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
Nota das informações trimestrais da Petrobras: "The total amount recovered from Lava Jato Investigation through December 31, 2021 was R$ 6,220" (milhões), reconhecido por acordos de colaboração e leniência com pessoas físicas e jurídicas (versão em US$: 1.522).
Fonte: Petrobras — Informações trimestrais 2T22 em R$ (6-K), nota de outras receitas e despesas — Petrobras, jul. 2022 · nota de Outras receitas e despesas, rodapé (**) · abrir original ↗
Fontes (1)
Petrobras informou (28/12/2021) que fecharia 2021 com cerca de R$ 6,17 bilhões acumulados em recursos recuperados por acordos de leniência, repatriações e delações, dos quais mais de R$ 1,2 bilhão só em 2021.
Fonte: Petrobras supera R$ 6 bilhões em recursos recuperados da Lava Jato — Agência Brasil, 28/12/2021 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
MPF (via Correio Braziliense, 03/02/2021): ao fim da força-tarefa de Curitiba, o balanço registra 79 fases, 533 acusados e R$ 4,3 bilhões recuperados.
Fonte: Força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba "deixa de existir", informa MPF — Correio Braziliense, 03/02/2021 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Fontes (1)
Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.
Fonte: Lava Jato já devolveu R$ 4 bi e impôs penas que somam 2.249 anos de prisão — Jornal de Brasília (Estadão Conteúdo), 02/12/2019 · corpo da reportagem (Estadão Conteúdo, 02/12/2019) · abrir original ↗
Fontes (1)
Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.
Fonte: Lava Jato já devolveu R$ 4 bi e impôs penas que somam 2.249 anos de prisão — Jornal de Brasília (Estadão Conteúdo), 02/12/2019 · corpo da reportagem (Estadão Conteúdo, 02/12/2019) · abrir original ↗
Fontes (1)
Nota do relatório de desempenho 2T22 em US$: "The total amount recovered from Lava Jato Investigation through December 31, 2021 was US$ 1,522" (milhões).
Fonte: Petrobras — Relatório de desempenho 2T22 em US$ (6-K) — Petrobras, jul. 2022 · rodapé (*) da tabela de outras receitas e despesas · abrir original ↗
Fontes (1)
Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.
Fonte: Desvios na Petrobras chegaram a R$ 2,1 bilhões, estima MPF — Agência Brasil, 29/01/2015 · corpo da reportagem (Agência Brasil, 29/01/2015) · abrir original ↗
Fontes (1)
Nota 22 das demonstrações financeiras de 2024 da Petrobras: em 2024, acordos de leniência e colaboração deram direito a US$ 60 milhões (US$ 109 milhões em 2023; US$ 96 milhões em 2022), contabilizados em outras receitas e despesas; "the total amount recovered from Lava Jato investigation through December 31, 2024 was US$ 1,787". A empresa também afirma não ter identificado fatos que exijam novas baixas.
Fonte: Petrobras — Demonstrações financeiras consolidadas 31/12/2024 em US$ (6-K), nota 22 — Petrobras, fev. 2025 · nota 22, "The Lava Jato (Car Wash) Operation and its effects on the Company" · abrir original ↗
7. Multas, indenizações e despesas pagas pela Petrobras
Acordos com autoridades e investidores estrangeiros, honorários e outras despesas da própria vítima.
Fontes (1)
Em 03/01/2018 a Petrobras anunciou acordo em princípio para pagar US$ 2,95 bilhões (duas parcelas de US$ 983 milhões e uma final de US$ 984 milhões) para encerrar a class action nos EUA; valor total reconhecido no 4T2017; sem admissão de irregularidade.
Fonte: Petrobras — Prospectus Supplement (424B2), seção Recent Developments, p. S-15 — Petrobras (SEC), jan. 2018 · p. S-15, "Recent Developments" · abrir original ↗
Fontes (1)
DOJ (27/09/2018): Petrobras concordou em pagar US$ 853,2 milhões, por acordo de não persecução, para resolver investigação do FCPA; os Estados Unidos creditarão valores pagos à SEC e ao Brasil, com DOJ e SEC recebendo 10% (US$ 85,32 milhões cada) e o Brasil 80% (US$ 682,56 milhões). Houve desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença.
Fonte: Petrobras Agrees to Pay More Than $850 Million for FCPA Violations (comunicado do Departamento de Justiça dos EUA) — U.S. Department of Justice, 27/09/2018 · páginas 1-2 do comunicado · abrir original ↗
Fontes (1)
DOJ (27/09/2018): Petrobras concordou em pagar US$ 853,2 milhões, por acordo de não persecução, para resolver investigação do FCPA; os Estados Unidos creditarão valores pagos à SEC e ao Brasil, com DOJ e SEC recebendo 10% (US$ 85,32 milhões cada) e o Brasil 80% (US$ 682,56 milhões). Houve desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença.
Fonte: Petrobras Agrees to Pay More Than $850 Million for FCPA Violations (comunicado do Departamento de Justiça dos EUA) — U.S. Department of Justice, 27/09/2018 · páginas 1-2 do comunicado · abrir original ↗
Resultados contábeis da Petrobras
Prejuízo e perdas por impairment: medidas contábeis, com várias causas, que se sobrepõem.
Fontes (3)
A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 1 e p. 7 · abrir original ↗
Do impairment de R$ 44.345 milhões antes de impostos no 4º trimestre de 2014, R$ 30.976 milhões foram em refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), R$ 10.002 milhões em exploração e produção, atribuídos à queda do preço do petróleo, e R$ 2.978 milhões em petroquímica, por demanda e margens menores.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 2, 'Key events' · abrir original ↗
Para as refinarias, a Petrobras atribuiu o adiamento da RNEST e do Comperj às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, à taxa de desconto mais alta, ao atraso das entradas de caixa e à projeção de crescimento menor.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 2, 'Key events', item i · abrir original ↗
Fontes (1)
No 4T14, R$ 30,976 bilhões (R$ 30.976 milhões no original) do impairment (antes de tributos) referiram-se a refinarias domésticas, após testar individualmente a segunda unidade da RNEST e o Comperj; a Petrobras atribuiu a perda ao adiamento prolongado dos projetos, decorrente de medidas de preservação de caixa e das implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior e atraso de entradas de caixa.
Fonte: Petrobras — Relatório de desempenho 4T14 (6-K, reapresentação com demonstrações revisadas) — Petrobras, abr. 2015 · p. 1, quadro "Key events", item i) · abrir original ↗
Fontes (1)
A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 1 e p. 7 · abrir original ↗
8. Impactos econômicos estimados
Estimativas de estudos sobre investimento, produção, emprego e arrecadação que deixaram de existir. Cenários contrafactuais.
Fontes (2)
Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 7, tabela, linha TOTAL · abrir original ↗
Das 4.439.789 ocupações, 2.050.136 vêm de efeitos diretos e indiretos (setores afetados e suas cadeias) e 2.389.653 do efeito renda (consumo que deixa de ocorrer). No valor adicionado, R$ 124.859 milhões diretos e indiretos e R$ 119.789 milhões de efeito renda.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 8, tabela · abrir original ↗
Fontes (3)
O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, tabela 'Redução dos investimentos previstos - Petrobras e Construção Civil' · abrir original ↗
A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 5, gráfico e texto lateral · abrir original ↗
A parte da construção civil vem de um levantamento, nos sites do MPF e do TCU, de obras paralisadas em decorrência das ações da Lava Jato e de obras em que as empresas declararam incapacidade financeira para continuar.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, texto lateral · abrir original ↗
Fontes (1)
A GO Associados estimou, em agosto de 2015, impacto direto e indireto de cerca de R$ 143 bilhões (aproximadamente 2,5% do PIB) sobre a atividade econômica de 2015, num cenário de recuo de 37% nos investimentos da Petrobras (plano 2015–2019) e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas.
Fonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, parágrafos iniciais e quadro de pressupostos (o estudo da GO não foi aberto) · abrir original ↗
Fontes (1)
Luiz Fernando de Paula e Rafael Moura escreveram no Valor (28/08/2019) que consultorias como GO Associados e Tendências calculam algo em torno de 2% a 2,5% de contribuição da operação nas retrações do PIB de 2015 e 2016, com perdas nos setores metalomecânico, naval, construção civil e engenharia pesada que podem totalizar até R$ 142 bilhões, reconhecendo que não é fácil estimar o impacto agregado.
Fonte: Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião) — Valor Econômico (cópia hospedada em bresserpereira.org.br), 28/08/2019 · Texto completo, 4º parágrafo após a introdução · abrir original ↗
Fontes (2)
O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, tabela 'Redução dos investimentos previstos - Petrobras e Construção Civil' · abrir original ↗
A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 5, gráfico e texto lateral · abrir original ↗
Fontes (1)
Em abril de 2015, a GO Associados, junto com a FGV, havia estimado perda de R$ 87 bilhões na economia e corte de cerca de 1 milhão de vagas, com base numa queda de 20% nos investimentos da Petrobras.
Fonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, seção 'Cenários' (estimativa anterior) · abrir original ↗
Fontes (1)
Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 7, tabela, linha TOTAL · abrir original ↗
Fontes (2)
O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, tabela 'Redução dos investimentos previstos - Petrobras e Construção Civil' · abrir original ↗
A parte da construção civil vem de um levantamento, nos sites do MPF e do TCU, de obras paralisadas em decorrência das ações da Lava Jato e de obras em que as empresas declararam incapacidade financeira para continuar.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, texto lateral · abrir original ↗
Fontes (1)
Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 7, tabela, linha TOTAL · abrir original ↗
Fontes (1)
A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.
Fonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seções 2, 3.1 e 3.2, p. 3–5 (Tabela 1, p. 4) · abrir original ↗
Fontes (1)
Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 7, tabela, linha TOTAL · abrir original ↗
Fontes (3)
Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 7, tabela, linha TOTAL · abrir original ↗
Das 4.439.789 ocupações, 2.050.136 vêm de efeitos diretos e indiretos (setores afetados e suas cadeias) e 2.389.653 do efeito renda (consumo que deixa de ocorrer). No valor adicionado, R$ 124.859 milhões diretos e indiretos e R$ 119.789 milhões de efeito renda.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 8, tabela · abrir original ↗
No gráfico de ocupações do DIEESE, a linha 'sem LJ' se afasta da 'real' a cada ano e, em 2017, a distância entre as duas é visualmente próxima de 4,4 milhões, o mesmo valor do total somado da tabela do slide 7.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 12, gráfico · abrir original ↗
Fontes (1)
No mesmo cenário, a GO Associados estimou perda de cerca de 1,9 milhão de postos de trabalho (serviços ~1,2 milhão, indústria 426 mil, agropecuária 245 mil), contração de R$ 22,4 bilhões na massa salarial e R$ 9,4 bilhões de arrecadação tributária perdida.
Fonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, quadros por setor · abrir original ↗
Fontes (1)
Em abril de 2015, a GO Associados, junto com a FGV, havia estimado perda de R$ 87 bilhões na economia e corte de cerca de 1 milhão de vagas, com base numa queda de 20% nos investimentos da Petrobras.
Fonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, seção 'Cenários' (estimativa anterior) · abrir original ↗
Por que não há uma conta final
Recuperações são retratos em datas diferentes, de acordos que muitas vezes se sobrepõem (o mesmo acordo pode ser anunciado pelo MPF e pela CGU/AGU, e uma parte paga pode ser contada de novo num anúncio acumulado). Impactos econômicos são cenários de estudos, calculados com métodos e períodos próprios. Subtrair uns dos outros produziria um número sem significado. O que se pode comparar com honestidade é a ordem de grandeza — e é isso que as barras mostram.

