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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo
96%prejuízo

Núcleo 2 · recuperado × custo

Para cada R$ 100 de prejuízo, a Petrobras recuperou R$ 4,2

R$ 172,2 bilhõesprejuízo da Lava Jato ao Brasil: investimentos que a Petrobras e a construção civil deixaram de fazer em 2014–2017 (estimativa do DIEESE)
R$ 7,28 bilhõesrecuperados da Lava Jato e reconhecidos pela Petrobras até 31/12/2023 (4,1% da pizza)

A pizza põe lado a lado duas grandezas de natureza diferente — uma estimativa de impacto econômico e um valor contábil efetivamente recebido — para mostrar a ordem de grandeza. Não é um balanço: outros valores recuperados (acordos com a CGU e a AGU, devoluções a outros órgãos) e outros custos (multas pagas pela Petrobras no exterior) estão detalhados abaixo, cada um com a sua data.

Painel de valores

Resposta curta: a Petrobras reconhece R$ 7,28 bilhões recuperados até o fim de 2023 e calculou em R$ 6,19 bilhões o que pagou a mais ao cartel; o DIEESE estima em R$ 172,2 bilhões o investimento que deixou de ser feito entre 2014 e 2017 por causa da operação. Os números abaixo têm datas e naturezas diferentes e não se somam.

Cada número tem uma natureza diferente. Um valor previsto em acordo não é dinheiro recebido; uma estimativa de impacto econômico não é dinheiro que saiu de um cofre. Por isso o painel não soma categorias e não subtrai custos de recuperações.

Como ler. As barras usam a mesma escala para todos os valores em reais (o maior valor em reais ocupa a barra inteira), para mostrar a ordem de grandeza. Valores em dólares e em ocupações ficam fora da escala. Cada linha diz o período, a data de referência, quem calculou e com o que não pode ser somada.

1. Pagamentos indevidos e perdas estimadas

Quanto se estima que foi desviado ou pago a mais. Estimativas, com método declarado.

R$ 6,19 bilhõesBaixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras)Referência: 30 de setembro de 2014 · período: contratos de 2004 a abril de 2012; reconhecido no 3º trimestre de 2014 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: 3% sobre R$ 199,6 bilhões em contratos com 27 empresas apontadas em depoimentos, mais pagamentos fora do cartel e ajustes de depreciação e créditos tributários.O que é e o que não é: É uma estimativa contábil da própria Petrobras, que a chama de limite superior. Não é o total da corrupção investigada na Lava Jato, que alcançou outras estatais, obras e órgãos.Não somar com: Perdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) em 2014; Prejuízo líquido atribuível aos acionistas da Petrobras em 2014
Fontes (3)

A Petrobras baixou R$ 6.194 milhões de custos capitalizados no ativo imobilizado, reconhecidos no 3º trimestre de 2014, como estimativa dos valores pagos a mais no esquema descoberto pela Lava Jato.

Documento oficialComprovado em documento

Método da baixa: a Petrobras identificou os contratos firmados de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas apontadas nos depoimentos (R$ 199.610 milhões), aplicou 3% (R$ 5.988 milhões), somou R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel, descontou R$ 346 milhões de reversão de depreciação e acrescentou R$ 402 milhões de créditos tributários baixados: total de R$ 6.194 milhões.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras afirmou que a metodologia produz a melhor estimativa e que o valor representa o limite superior da faixa de estimativas razoáveis.

Documento oficialComprovado em documento

2. Valores apontados em investigações e decisões

Números de denúncias, laudos, acórdãos e sentenças. Dependem do desfecho de cada processo.

R$ 42,00 bilhõesEstimativa máxima de pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas — laudo da Polícia Federal (hipótese de 20%)Referência: 26 de outubro de 2015 · período: 2004–2014 · valores nominais · calculado por PFMétodo: Percentual (até 20%, descrito como máximo conservador) aplicado a R$ 215,67 bilhões pagos a 27 empresas apontadas como cartel; laudo de três peritos criminais federais, com demonstrações financeiras da Petrobras até dez/2014.O que é e o que não é: É um teto hipotético de pagamentos indevidos, não um valor comprovado, não um prejuízo definitivo e não é valor recuperado. O mínimo (3%) do mesmo laudo é registrado em separado.Não somar com: Estimativa mínima de pagamentos indevidos — laudo da Polícia Federal (hipótese de 3%); Baixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras); Estimativa do TCU de dano por superfaturamento nos contratos da Petrobras investigados (reportagem); Desvios na Petrobras apontados pelo MPF (RNEST, contratos superfaturados)
Fontes (1)

Laudo pericial da PF (concluído em 26/10/2015, anexado ao inquérito sobre a Odebrecht) estimou que pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas, em 2004–2014, podem chegar a R$ 42 bilhões, sobre base de R$ 215,67 bilhões em pagamentos, com faixa de 3% (mínimo) a 20% (máximo "conservadoramente considerado").

Documento descrito em reportagemFonte única
R$ 29,00 bilhõesEstimativa do TCU de dano por superfaturamento nos contratos da Petrobras investigados (reportagem)Referência: 6 de fevereiro de 2018 · período: Período não informado · valores nominais · calculado por Tribunal de Contas da UniãoMétodo: Não informada; a reportagem diz que a metodologia de cálculo ainda poderia mudar.O que é e o que não é: Número "mais de R$ 29 bilhões" chega por reportagem; não foi verificado em acórdão. Registrar com cautela: sem período nem método.Não somar com: Estimativa máxima de pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas — laudo da Polícia Federal (hipótese de 20%); Dano ao erário apontado pelo TCU em tomada de contas especial (Acórdão 2109/2016); Baixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras); Total acumulado de indisponibilidades de bens determinadas pelo TCU (empreiteiras, executivos e ex-dirigentes da Petrobras), levantamento de 02/10/2017
Fontes (1)

Segundo a Folhapress (06/02/2018), o TCU estima que o prejuízo por superfaturamento nos contratos investigados pela Lava Jato passa de R$ 29 bilhões só na Petrobras; metodologia ainda podia mudar e empreiteiras resistiam a reconhecer o dano.

ReportagemFonte única
R$ 6,42 bilhõesEstimativa mínima de pagamentos indevidos — laudo da Polícia Federal (hipótese de 3%)Referência: 26 de outubro de 2015 · período: 2004–2014 · valores nominais · calculado por PFMétodo: Mesmo laudo, percentual mínimo de 3% sobre R$ 215,67 bilhões (valor que, segundo a reportagem, a Petrobras já havia lançado em balanço).O que é e o que não é: Piso do laudo. Aproxima-se, mas não é igual, à baixa contábil da Petrobras (R$ 6,194 bi), que usou outra base de contratos (R$ 199,61 bi, 2004–abr/2012).Não somar com: Estimativa máxima de pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas — laudo da Polícia Federal (hipótese de 20%); Baixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras)
Fontes (1)

Laudo pericial da PF (concluído em 26/10/2015, anexado ao inquérito sobre a Odebrecht) estimou que pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas, em 2004–2014, podem chegar a R$ 42 bilhões, sobre base de R$ 215,67 bilhões em pagamentos, com faixa de 3% (mínimo) a 20% (máximo "conservadoramente considerado").

Documento descrito em reportagemFonte única
R$ 2,10 bilhõesDesvios na Petrobras apontados pelo MPF (RNEST, contratos superfaturados)Referência: janeiro de 2015 · período: Contratos de 2009 a 2014 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Balanço da força-tarefa publicado na página do MPF, segundo a Agência Brasil; metodologia não detalhada.O que é e o que não é: Retrato de janeiro/2015, quando a investigação estava no início. Não representa o total da Lava Jato.Não somar com: Estimativa máxima de pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas — laudo da Polícia Federal (hipótese de 20%); Dano ao erário apontado pelo TCU em tomada de contas especial (Acórdão 2109/2016)
Fontes (1)

Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.

ReportagemFonte única
R$ 2,10 bilhõesDano ao erário apontado pelo TCU em tomada de contas especial (Acórdão 2109/2016)Referência: 17 de agosto de 2016 · período: Contratos apurados no TC 000.168/2016-5 · valores nominais · calculado por Tribunal de Contas da UniãoMétodo: Quantificação preliminar de débito em tomada de contas especial; o TCU diz que pode crescer com a análise de aditivos.O que é e o que não é: Apuração de tribunal de contas (natureza "contas"), preliminar e sujeita a contraditório. Coincide numericamente com o R$ 2,1 bi do MPF de 2015, mas são medidas distintas.Não somar com: Desvios na Petrobras apontados pelo MPF (RNEST, contratos superfaturados); Estimativa do TCU de dano por superfaturamento nos contratos da Petrobras investigados (reportagem)
Fontes (1)

Em 17/08/2016 o TCU (Acórdão 2109/2016-Plenário, processo 000.168/2016-5) decretou cautelarmente a indisponibilidade de bens de responsáveis, inclusive empresas (OAS e Grupo Odebrecht), e informou dano ao erário de R$ 2,1 bilhões "até agora", podendo ser maior se analisados os aditivos.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
US$ 79,0 milhõesDébito imputado pelo TCU a Gabrielli e Cerveró (Carta de Intenções de Pasadena), solidárioReferência: 30 de agosto de 2017 · período: decisão de 30/08/2017 (Acórdão 1881/2017) · valores nominais · calculado por Tribunal de Contas da UniãoO que é e o que não é: A nota do TCU diz mais de US$ 79 milhões; o valor é piso. Decisão de tribunal de contas, não criminal. Situação atual não verificada.
Fontes (1)

Pelo Acórdão 1881/2017 (Plenário, TC 005.261/2015-5, sessão de 30/08/2017), o TCU condenou José Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, em tomada de contas especial sobre a Carta de Intenções da compra da refinaria de Pasadena, a ressarcir solidariamente mais de US$ 79 milhões, multa de R$ 10 milhões a cada um e inabilitação por 8 anos para cargo em comissão.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
R$ 36,3 milhõesPropina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em reais), Diretoria de ServiçosReferência: 21 de setembro de 2015 · período: fatos descritos na sentença; contratos dos consórcios Interpar, CMMS e Gasam e do gasoduto Pilar-Ipojuca · valores nominais · calculado por 13ª Vara Federal de CuritibaO que é e o que não é: Apontado em sentença de primeira instância (condenação criminal), descrito por reportagem do Congresso em Foco, e não pela sentença, que não foi aberta; 'ao menos'. O título da matéria diz 28 anos de prisão, o corpo diz 20 anos e 8 meses (registrado o corpo). Há ainda € 765.802 (Propina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em euros), Diretoria de Serviços). Não é prejuízo da Petrobras.Não somar com: Propina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em dólares), Diretoria de Serviços
Fontes (1)

Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.

Documento descrito em reportagemFonte única
US$ 956.045Propina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em dólares), Diretoria de ServiçosReferência: 21 de setembro de 2015 · período: idem · valores nominais · calculado por 13ª Vara Federal de CuritibaO que é e o que não é: Ver nota do valor em reais.Não somar com: Propina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em reais), Diretoria de Serviços
Fontes (1)

Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.

Documento descrito em reportagemFonte única
€ 765.802Propina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em euros), Diretoria de ServiçosReferência: 21 de setembro de 2015 · período: idem · valores nominais · calculado por 13ª Vara Federal de CuritibaO que é e o que não é: Ver nota do valor em reais.Não somar com: Propina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em reais), Diretoria de Serviços; Propina apontada na sentença contra Renato Duque (parcela em dólares), Diretoria de Serviços
Fontes (1)

Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.

Documento descrito em reportagemFonte única

3. Valores previstos em acordos

O que empresas e colaboradores se comprometeram a pagar. Promessa, não dinheiro recebido.

R$ 22,00 bilhõesValor previsto em 278 acordos de colaboração e leniência (escopo nacional, segundo a Gazeta do Povo)Referência: 11 de maio de 2021 · período: Acordos até maio/2021 · valores nominais · calculado por Gazeta do PovoMétodo: Não informada; compilação jornalística.O que é e o que não é: Compilação jornalística sem fonte primária identificada, pois a Gazeta do Povo não cita fonte para o total de R$ 22 bi nem para os 278 acordos; só os valores de Curitiba (R$ 12,7 bi, R$ 2,1 bi, R$ 111,5 mi) são atribuídos ao MPF. É o que os signatários "se comprometeram a devolver", em até 20 anos. Baixa confiança; não usar em painel ao lado de números do MPF. Escopo mais amplo que Curitiba (inclui Rio de Janeiro). Não comparável com o total de Curitiba de 2019 nem com o painel da CGU.Não somar com: Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba; Multas de leniência previstas — Lava Jato de Curitiba (segundo Gazeta do Povo); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix)
Fontes (1)

Gazeta do Povo (11/05/2021): 278 acordos de colaboração e leniência preveem devolver R$ 22 bilhões (pagamento em até 20 anos); Curitiba teria R$ 12,7 bi em multas de leniência, R$ 2,1 bi de multas compensatórias de colaboração e R$ 111,5 mi de renúncias; Rio: R$ 945 mi (colaboração) e R$ 145 mi (leniência) já devolvidos; mais de R$ 5 bi retornaram aos cofres públicos.

ReportagemFonte única
R$ 20,12 bilhõesValor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato)Referência: setembro de 2026 · período: Acordos de 2017 a 2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Total geral da tabela da CGU; o painel resume "R$ 20,12 bi".O que é e o que não é: O total de 37 acordos inclui casos sem relação com a Lava Jato (por exemplo BRF, Minerva, Qualicorp, MicroStrategy, Gol). A CGU não classifica os acordos por operação; o recorte Lava Jato é feito por esta pesquisa, e outros acordos (por exemplo Keppel, Seatrium/Jurong, Amec Foster Wheeler, Samsung, Freepoint) têm ligação alegada com a Petrobras segundo imprensa ou DOJ, a verificar. Não é total da Lava Jato.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor previsto em 278 acordos de colaboração e leniência (escopo nacional, segundo a Gazeta do Povo); Acordo de leniência CGU/AGU — Odebrecht (hoje Novonor); Acordo de leniência CGU/AGU — Braskem S.A.; Acordo de leniência CGU/AGU — Andrade Gutierrez; Acordo de leniência CGU/AGU — Camargo Corrêa; Acordo de leniência CGU/AGU — OAS; Acordo de leniência CGU/AGU — UTC Participações S.A.; Acordo de leniência CGU/AGU — Nova Participações S.A. (ex-Engevix); Acordo de leniência CGU/AGU — SBM Offshore; Acordo de leniência CGU/AGU — Technip Brasil e Flexibras; Acordo de leniência CGU/AGU — Samsung Heavy Industries
Fontes (2)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento

Painel de leniência da CGU (atualizado em setembro de 2026): 37 acordos celebrados, 16 negociações em andamento, R$ 20,12 bi acordados, R$ 11,35 bi de valor total pago (inclui principal, juros e multa moratória) e R$ 11 bi de principal pago.

Dado oficialComprovado em documento
R$ 14,30 bilhõesValores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de CuritibaReferência: outubro de 2019 · período: Acordos firmados até out/2019 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Soma divulgada pela força-tarefa de Curitiba; parcelas pagas em até ~20 anos.O que é e o que não é: É compromisso a pagar no tempo, não dinheiro recebido. Inclui acordos que a CGU/AGU também firmou (por exemplo Odebrecht) e acordos de pessoas físicas.Não somar com: Valor previsto em 278 acordos de colaboração e leniência (escopo nacional, segundo a Gazeta do Povo); Multas de leniência previstas — Lava Jato de Curitiba (segundo Gazeta do Povo); Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Acordo de leniência da Odebrecht com o MPF-PR (dez/2016), valor total a pagar no Brasil; Acordo de leniência CGU/AGU — Odebrecht (hoje Novonor); Acordo de leniência CGU/AGU — Braskem S.A.; Acordo de leniência CGU/AGU — Andrade Gutierrez; Acordo de leniência CGU/AGU — Camargo Corrêa; Acordo de leniência CGU/AGU — OAS; Acordo de leniência CGU/AGU — UTC Participações S.A.; Acordo de leniência CGU/AGU — Nova Participações S.A. (ex-Engevix)
Fontes (1)

Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.

ReportagemFonte única
R$ 12,70 bilhõesMultas de leniência previstas — Lava Jato de Curitiba (segundo Gazeta do Povo)Referência: 11 de maio de 2021 · período: Acordos até maio/2021 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Não informada.O que é e o que não é: Componente de Curitiba dentro do universo de acordos; sobrepõe-se ao previsto de 2019 (R$ 12,4 bi em leniências, mesma fonte-base MPF).Não somar com: Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba; Valor previsto em 278 acordos de colaboração e leniência (escopo nacional, segundo a Gazeta do Povo); Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix)
Fontes (1)

Gazeta do Povo (11/05/2021): 278 acordos de colaboração e leniência preveem devolver R$ 22 bilhões (pagamento em até 20 anos); Curitiba teria R$ 12,7 bi em multas de leniência, R$ 2,1 bi de multas compensatórias de colaboração e R$ 111,5 mi de renúncias; Rio: R$ 945 mi (colaboração) e R$ 145 mi (leniência) já devolvidos; mais de R$ 5 bi retornaram aos cofres públicos.

ReportagemFonte única
R$ 11,51 bilhõesSoma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix)Referência: setembro de 2026 · período: Acordos de 2017 a 2019 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Soma aritmética dos sete valores da tabela da CGU (cálculo desta pesquisa); a CNN Brasil (set/2023) reportou R$ 11,5 bi atribuídos à CGU para as mesmas sete empresas.O que é e o que não é: Agregado das leniências administrativas/civis federais de sete empresas, recorte feito por esta pesquisa (a tabela da CGU não indica quais acordos são da Lava Jato). Empresas fora dos sete (SBM, Technip, Samsung etc.) não entram. Sobrepõe-se aos acordos individuais, ao total de 37 acordos e aos acordos com o MPF e o DOJ sobre os mesmos fatos.Não somar com: Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba; Acordo de leniência CGU/AGU — Odebrecht (hoje Novonor); Acordo de leniência CGU/AGU — Braskem S.A.; Acordo de leniência CGU/AGU — Andrade Gutierrez; Acordo de leniência CGU/AGU — Camargo Corrêa; Acordo de leniência CGU/AGU — OAS; Acordo de leniência CGU/AGU — UTC Participações S.A.; Acordo de leniência CGU/AGU — Nova Participações S.A. (ex-Engevix); Acordo de leniência da Odebrecht com o MPF-PR (dez/2016), valor total a pagar no Brasil; Multas de leniência previstas — Lava Jato de Curitiba (segundo Gazeta do Povo); Valor previsto em 278 acordos de colaboração e leniência (escopo nacional, segundo a Gazeta do Povo); Acordo global da Braskem com SEC, DOJ, Brasil e Suíça
Fontes (2)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento

CNN Brasil (06/09/2023), atribuindo à CGU: sete empresas da Lava Jato somam R$ 11,5 bi acordados, R$ 3,24 bi pagos (cerca de 28%) e pouco mais de R$ 8 bi a pagar.

ReportagemFonte única
R$ 3,80 bilhõesAcordo de leniência da Odebrecht com o MPF-PR (dez/2016), valor total a pagar no BrasilReferência: dezembro de 2016 · período: Acordo de 2016; pagamento em parcelas · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Valor citado pela imprensa (ConJur, 09/07/2018) como total já acertado com o MPF. A data do acordo (dezembro de 2016) é inferida, pois não consta da matéria citada.O que é e o que não é: data_ref (2016-12) inferida, não datada pela fonte citada. Contém o valor do acordo CGU/AGU de 2018 (R$ 2,7 bi), que "será descontado" dele. Somar os dois conta ao menos R$ 2,7 bi em dobro.Não somar com: Acordo de leniência CGU/AGU — Odebrecht (hoje Novonor); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba; Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix)
Fontes (1)

A leniência de 2018 com CGU/AGU (R$ 2,7 bi) foi desenhada para ser descontada do total de R$ 3,8 bilhões já acertado com o MPF-PR; segundo a reportagem, o valor da CGU/AGU "será descontado" do acertado com o MPF.

ReportagemFonte única
R$ 2,87 bilhõesAcordo de leniência CGU/AGU — Braskem S.A.Referência: setembro de 2026 · período: Acordo firmado em 2019; valor acordado conforme tabela da CGU atualizada em set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU (nominal).O que é e o que não é: Compromisso de pagamento no tempo; correção pela Selic eleva o total efetivamente pago. Pode haver acordo paralelo com o MPF sobre os mesmos fatos; confirmar antes de somar. Valor nominal da tabela da CGU; eventual repactuação posterior não foi identificada em fonte aberta nesta pesquisa.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba; Acordo global da Braskem com SEC, DOJ, Brasil e Suíça
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 2,73 bilhõesAcordo de leniência CGU/AGU — Odebrecht (hoje Novonor)Referência: setembro de 2026 · período: Acordo firmado em 2018; valor acordado conforme tabela da CGU atualizada em set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU (nominal).O que é e o que não é: Compromisso de pagamento no tempo; correção pela Selic eleva o total efetivamente pago. Foi desenhado para ser descontado do acordo de 2016 com o MPF-PR (R$ 3,8 bi); não somar. Valor nominal da tabela da CGU; eventual repactuação posterior não foi identificada em fonte aberta nesta pesquisa.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba; Acordo de leniência da Odebrecht com o MPF-PR (dez/2016), valor total a pagar no Brasil
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 1,93 bilhõesAcordo de leniência CGU/AGU — OASReferência: setembro de 2026 · período: Acordo firmado em 2019; valor acordado conforme tabela da CGU atualizada em set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU (nominal).O que é e o que não é: Compromisso de pagamento no tempo; correção pela Selic eleva o total efetivamente pago. Pode haver acordo paralelo com o MPF sobre os mesmos fatos; confirmar antes de somar. Valor nominal da tabela da CGU; eventual repactuação posterior não foi identificada em fonte aberta nesta pesquisa.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 1,61 bilhõesAcordo de leniência CGU/AGU — SBM OffshoreReferência: setembro de 2026 · período: Acordo de 2018 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU.O que é e o que não é: Acordo em moeda estrangeira (asterisco na página da CGU). Petrobras cita a SBM entre os acordos que gerou devoluções. Fornecedor da Petrobras, não empreiteira do "clube".Não somar com: Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato)
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 1,49 bilhõesAcordo de leniência CGU/AGU — Andrade GutierrezReferência: setembro de 2026 · período: Acordo firmado em 2018; valor acordado conforme tabela da CGU atualizada em set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU (nominal).O que é e o que não é: Compromisso de pagamento no tempo; correção pela Selic eleva o total efetivamente pago. Pode haver acordo paralelo com o MPF sobre os mesmos fatos; confirmar antes de somar. Valor nominal da tabela da CGU; eventual repactuação posterior não foi identificada em fonte aberta nesta pesquisa.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 1,40 bilhõesAcordo de leniência CGU/AGU — Camargo CorrêaReferência: setembro de 2026 · período: Acordo firmado em 2019; valor acordado conforme tabela da CGU atualizada em set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU (nominal).O que é e o que não é: Compromisso de pagamento no tempo; correção pela Selic eleva o total efetivamente pago. Pode haver acordo paralelo com o MPF sobre os mesmos fatos; confirmar antes de somar. Valor nominal da tabela da CGU; eventual repactuação posterior não foi identificada em fonte aberta nesta pesquisa.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
US$ 957,0 milhõesAcordo global da Braskem com SEC, DOJ, Brasil e SuíçaReferência: 21 de dezembro de 2016 · período: Acordo de 21/12/2016 · valores nominais · calculado por SECMétodo: Soma de disgorgement (US$ 325 mi) e penalidades criminais (> US$ 632 mi) informada pela SEC.O que é e o que não é: Parte vai ao Brasil (US$ 260 mi só de disgorgement) e se sobrepõe ao acordo de leniência da Braskem com a CGU/AGU em 2019 (R$ 2,87 bi) e ao MPF; não somar em reais.Não somar com: Acordo de leniência CGU/AGU — Braskem S.A.; Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix)
Fontes (2)

SEC (Litigation Release 23705, 21/12/2016): acordo global da Braskem com SEC, DOJ e autoridades do Brasil e da Suíça de US$ 957 milhões, incluindo disgorgement de US$ 325 milhões (US$ 65 milhões à SEC e US$ 260 milhões às autoridades brasileiras) e mais de US$ 632 milhões em penalidades criminais.

Documento oficialComprovado em documento

CFO (dez/2016): "Odebrecht agreed to pay $2.6 billion"; o texto de abertura fala em mais de US$ 2,5 bilhões; a quantia não é detalhada por agência. O total combinado com a Braskem seria cerca de US$ 3,5 bilhões (soma não confirmada no texto).

ReportagemFonte única
R$ 819,8 milhõesAcordo de leniência CGU/AGU — Technip Brasil e FlexibrasReferência: setembro de 2026 · período: Acordo de 2019 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU.O que é e o que não é: A página da CGU associa explicitamente este acordo à Lava Jato no link da notícia. Fornecedor da Petrobras, não empreiteira do "clube".Não somar com: Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato)
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 811,8 milhõesAcordo de leniência CGU/AGU — Samsung Heavy IndustriesReferência: setembro de 2026 · período: Acordo de 2021 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU.O que é e o que não é: Petrobras cita o acordo da Samsung Heavy Industries entre suas devoluções; a página da CGU não classifica como Lava Jato. Fornecedor da Petrobras, não empreiteira do "clube".Não somar com: Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato)
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 574,7 milhõesAcordo de leniência CGU/AGU — UTC Participações S.A.Referência: setembro de 2026 · período: Acordo firmado em 2017; valor acordado conforme tabela da CGU atualizada em set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU (nominal).O que é e o que não é: Compromisso de pagamento no tempo; correção pela Selic eleva o total efetivamente pago. Pode haver acordo paralelo com o MPF sobre os mesmos fatos; confirmar antes de somar. Valor nominal da tabela da CGU; eventual repactuação posterior não foi identificada em fonte aberta nesta pesquisa.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento
R$ 516,3 milhõesAcordo de leniência CGU/AGU — Nova Participações S.A. (ex-Engevix)Referência: setembro de 2026 · período: Acordo firmado em 2019; valor acordado conforme tabela da CGU atualizada em set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Valor acordado registrado pela CGU (nominal).O que é e o que não é: Compromisso de pagamento no tempo; correção pela Selic eleva o total efetivamente pago. Pode haver acordo paralelo com o MPF sobre os mesmos fatos; confirmar antes de somar. Valor nominal da tabela da CGU; eventual repactuação posterior não foi identificada em fonte aberta nesta pesquisa.Não somar com: Soma dos valores acordados pela CGU/AGU com sete empresas (recorte desta pesquisa; a CGU não classifica por operação) (Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Nova Participações/Engevix); Valor acordado em todos os 37 acordos de leniência celebrados pela CGU/AGU (todas as operações, inclusive casos fora da Lava Jato); Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba
Fontes (1)

A página "Acordos celebrados" da CGU lista 37 acordos de leniência com valor acordado total de R$ 20.124.173.505,50, entre eles Odebrecht (2018, R$ 2.727.239.997,64), Braskem (2019, R$ 2.872.154.048,00), Andrade Gutierrez (2018, R$ 1.489.361.135,28), Camargo Corrêa (2019, R$ 1.396.128.459,76), OAS (2019, R$ 1.929.257.982,37), UTC (2017, R$ 574.658.165,21) e Nova Participações/Engevix (2019, R$ 516.301.313,70).

Dado oficialComprovado em documento

4. Bens bloqueados

Bens e valores tornados indisponíveis por ordem judicial. Podem ser liberados.

R$ 7,57 bilhõesTotal acumulado de indisponibilidades de bens determinadas pelo TCU (empreiteiras, executivos e ex-dirigentes da Petrobras), levantamento de 02/10/2017Referência: 2 de outubro de 2017 · período: Levantamento divulgado em 02/10/2017 (soma de decisões anteriores) · valores nominais · calculado por Tribunal de Contas da UniãoMétodo: Somatório das indisponibilidades já decretadas pelo TCU contra 13 empreiteiras, ao menos 6 executivos/acionistas e 10 ex-dirigentes da Petrobras, atualizado e compilado pela equipe técnica do TCU a pedido do Estadão (Tribuna PR/Estadão, 02/10/2017). Empresas em recuperação judicial ficam fora. Medidas cautelares de tribunal de contas, que visam garantir ressarcimento.O que é e o que não é: A data é a do levantamento, não a de uma decisão única. Teto de garantia de possíveis débitos, não valor encontrado e retido; sobrepõe-se a outros bloqueios e estimativas de dano.Não somar com: Bens bloqueados na 7ª fase da Lava Jato (36 investigados); Indisponibilidade de bens de 18 réus em ação de improbidade (Torre Pituba); Estimativa do TCU de dano por superfaturamento nos contratos da Petrobras investigados (reportagem)
Fontes (1)

O TCU determinou a indisponibilidade de R$ 7,57 bilhões de 13 empreiteiras, executivos, acionistas e ex-dirigentes da Petrobras, em caráter preventivo, para assegurar ressarcimento à estatal.

ReportagemFonte única
R$ 720,0 milhõesBens bloqueados na 7ª fase da Lava Jato (36 investigados)Referência: 14 de novembro de 2014 · período: Decisão de 14/11/2014 (ano inferido) · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Valor de bloqueio determinado judicialmente, segundo o MPF.O que é e o que não é: Retrato do ato de bloqueio naquela fase; não é saldo atual, nem total de bloqueios da operação.Não somar com: Bens bloqueados por ordem judicial, segundo balanço do MPF; Indisponibilidade de bens de 18 réus em ação de improbidade (Torre Pituba); Total acumulado de indisponibilidades de bens determinadas pelo TCU (empreiteiras, executivos e ex-dirigentes da Petrobras), levantamento de 02/10/2017
Fontes (1)

Na 7ª fase da Lava Jato (14 de novembro, no ano de início da operação), foi decretado o bloqueio de cerca de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados.

Documento oficialFonte única
R$ 400,0 milhõesIndisponibilidade de bens de 18 réus em ação de improbidade (Torre Pituba)Referência: 2 de abril de 2020 · período: Divulgação em 02/04/2020 ("mais de R$ 400 milhões") · valores nominais · calculado por 1ª Vara Federal de CuritibaMétodo: Decisão judicial de indisponibilidade em ação civil de improbidade.O que é e o que não é: Decisão do juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba (primeiro grau), em ação civil pública de improbidade do MPF; o TRF4 apenas divulgou a notícia. Valor mínimo declarado ("mais de"), válido até a localização dos valores; medida cautelar civil, não condenação.Não somar com: Bens bloqueados na 7ª fase da Lava Jato (36 investigados); Total acumulado de indisponibilidades de bens determinadas pelo TCU (empreiteiras, executivos e ex-dirigentes da Petrobras), levantamento de 02/10/2017
Fontes (1)

Em ação de improbidade (Torre Pituba), foi decretada a indisponibilidade de bens de 18 réus, "mais de R$ 400 milhões", e mais de R$ 18 milhões do PT (preservado o fundo partidário); o bloqueio vale até que o total seja localizado.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
R$ 200,0 milhõesBens bloqueados por ordem judicial, segundo balanço do MPFReferência: janeiro de 2015 · período: Retrato de janeiro/2015 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Balanço da força-tarefa, via Agência Brasil.O que é e o que não é: Retrato antigo. Pode incluir o bloqueio da 7ª fase; por isso não somar.Não somar com: Bens bloqueados na 7ª fase da Lava Jato (36 investigados); Valores recuperados — balanço do MPF de janeiro/2015
Fontes (1)

Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.

ReportagemFonte única

5. Valores efetivamente pagos

O que entrou de fato nos cofres ou contas judiciais, na data informada.

R$ 11,35 bilhõesValor total pago pelas colaboradoras em acordos de leniência da CGU/AGU (todas as operações)Referência: setembro de 2026 · período: Acumulado até set/2026 · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Definido pela CGU como "montante desembolsado pela colaboradora"; inclui principal e, se houver, juros e multa moratória.O que é e o que não é: Abrange todos os 37 acordos, não só Lava Jato. Parte pode ter sido paga em moeda estrangeira. Não é igual ao valor devolvido à Petrobras: a CGU/AGU distribui valores à União e a entes lesados.Não somar com: Valor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023; Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras)
Fontes (1)

Painel de leniência da CGU (atualizado em setembro de 2026): 37 acordos celebrados, 16 negociações em andamento, R$ 20,12 bi acordados, R$ 11,35 bi de valor total pago (inclui principal, juros e multa moratória) e R$ 11 bi de principal pago.

Dado oficialComprovado em documento
R$ 3,24 bilhõesValor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023)Referência: 6 de setembro de 2023 · período: Acumulado até set/2023 (data da reportagem) · valores nominais · calculado por CGUMétodo: Informado pela CGU à CNN Brasil, segundo a reportagem.O que é e o que não é: Retrato antigo, anterior à repactuação de 2025. Não somar com o pago de 2026 (mesmo fluxo, data diferente).Não somar com: Valor total pago pelas colaboradoras em acordos de leniência da CGU/AGU (todas as operações); Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras); Recursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$); Total acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023
Fontes (1)

CNN Brasil (06/09/2023), atribuindo à CGU: sete empresas da Lava Jato somam R$ 11,5 bi acordados, R$ 3,24 bi pagos (cerca de 28%) e pouco mais de R$ 8 bi a pagar.

ReportagemFonte única

6. Valores devolvidos à Petrobras e a outros destinatários

O que chegou ao destinatário final: Petrobras, União, outras vítimas.

R$ 7,28 bilhõesTotal recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023Referência: 31 de dezembro de 2023 · período: Acumulado até 31/12/2023 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Reconhecimento contábil via acordos de colaboração e leniência com pessoas físicas e jurídicas.O que é e o que não é: Retrato cumulativo; é o último total em reais localizado. Não somar com outros retratos.Não somar com: Recursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$); Total acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022; Valor total pago pelas colaboradoras em acordos de leniência da CGU/AGU (todas as operações); Valor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023)
Fontes (1)

Rodapé do relatório de desempenho 2T24: "The total amount recovered from the Lava Jato Investigation through December 31, 2023 was R$ 7,281 million, recognized through collaboration and leniency agreements entered into with individuals and legal entities."

Documento oficialComprovado em documento
R$ 6,70 bilhõesTotal acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022Referência: 1º de novembro de 2022 · período: Acumulado até out/2022; R$ 439 mi no trimestre · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Comunicado trimestral de prestação de contas ao mercado, segundo a imprensa.O que é e o que não é: Retrato cumulativo: contém o R$ 6,17-6,22 bi de 2021 e os R$ 439 mi do trimestre. Somar seria dupla contagem.Não somar com: Recursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023; Valor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023)
Fontes (1)

Comunicado da Petrobras de 01/11/2022 (via Suno): mais de R$ 6,7 bilhões transferidos aos cofres da Petrobras e subsidiárias por colaboração, leniência e repatriações; cerca de R$ 439 milhões recebidos no último trimestre (Camargo Corrêa, Novonor, SBM, Pedro Barusco).

ReportagemVárias fontes independentes
R$ 6,22 bilhõesTotal recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021Referência: 31 de dezembro de 2021 · período: Acumulado até 31/12/2021 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Reconhecimento contábil de valores devidos por acordos de colaboração e leniência com pessoas físicas e jurídicas.O que é e o que não é: Retrato cumulativo; mesmo estoque que o comunicado de dez/2021 (R$ 6,17 bi), com pequena divergência. Não somar.Não somar com: Recursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$); Total acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023; Valor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023); Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras); Parcela dos valores restituídos que foi destinada à Petrobras (Lava Jato de Curitiba)
Fontes (1)

Nota das informações trimestrais da Petrobras: "The total amount recovered from Lava Jato Investigation through December 31, 2021 was R$ 6,220" (milhões), reconhecido por acordos de colaboração e leniência com pessoas físicas e jurídicas (versão em US$: 1.522).

Documento oficialComprovado em documento
R$ 6,17 bilhõesRecursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado)Referência: 28 de dezembro de 2021 · período: Acumulado desde o início das devoluções até dez/2021 (projeção para fechar o ano) · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Comunicado da Petrobras: colaboração, leniência e repatriação.O que é e o que não é: Retrato cumulativo na data; já contém tudo o que veio antes. Não somar com outros retratos. Inclui valores de repatriação e compensações, conforme a empresa.Não somar com: Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$); Total acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023; Valor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023)
Fontes (1)

Petrobras informou (28/12/2021) que fecharia 2021 com cerca de R$ 6,17 bilhões acumulados em recursos recuperados por acordos de leniência, repatriações e delações, dos quais mais de R$ 1,2 bilhão só em 2021.

ReportagemFonte única
R$ 4,30 bilhõesValores recuperados pela força-tarefa de Curitiba — balanço final (fev/2021)Referência: 3 de fevereiro de 2021 · período: Até fev/2021 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Balanço do MPF na dissolução da força-tarefa.O que é e o que não é: Retrato cumulativo; contém o retrato de 2019. "Recuperados" no balanço do MPF mistura destinos (Petrobras, União, estados).Não somar com: Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras)
Fontes (1)

MPF (via Correio Braziliense, 03/02/2021): ao fim da força-tarefa de Curitiba, o balanço registra 79 fases, 533 acusados e R$ 4,3 bilhões recuperados.

ReportagemFonte única
R$ 4,07 bilhõesValores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras)Referência: outubro de 2019 · período: Até out/2019 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Balanço da força-tarefa de Curitiba (via Estadão Conteúdo).O que é e o que não é: Inclui (não "além de") R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias + R$ 350 mi Rodonorte; não é caixa recebido por órgão público), R$ 3,02 bi à Petrobras, R$ 416,5 mi à União e R$ 59 mi à 11ª Vara de Goiás. A soma dos componentes (R$ 4.069.514.177,69) difere do total em R$ 581, sem explicação na matéria. O comparável com os totais recuperados pela Petrobras é só a parcela de R$ 3,02 bi. Retrato cumulativo; não somar com o de 2021.Não somar com: Parcela dos valores restituídos que foi destinada à Petrobras (Lava Jato de Curitiba); Valores recuperados pela força-tarefa de Curitiba — balanço final (fev/2021); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021; Valor total pago pelas colaboradoras em acordos de leniência da CGU/AGU (todas as operações); Valor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023); Valores recuperados — balanço do MPF de janeiro/2015
Fontes (1)

Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.

ReportagemFonte única
R$ 3,02 bilhõesParcela dos valores restituídos que foi destinada à Petrobras (Lava Jato de Curitiba)Referência: outubro de 2019 · período: Até out/2019 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Mesmo balanço.O que é e o que não é: Componente do valor acima; não somar. Os totais da Petrobras (R$ 6,2 bi até 2021) incluem acordos que o balanço de Curitiba não cobre e são medidos pelo recebedor.Não somar com: Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021
Fontes (1)

Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.

ReportagemFonte única
US$ 1,52 bilhõesTotal recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$)Referência: 31 de dezembro de 2021 · período: Acumulado até 31/12/2021 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Mesmo estoque da linha em R$, apresentado em dólares pelos critérios de conversão da Petrobras.O que é e o que não é: É o mesmo valor do registro em reais, em outra moeda. Não somar.Não somar com: Recursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado); Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021; Total acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022; Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023; Valor já pago por sete empresas da Lava Jato em leniências da CGU/AGU (retrato de set/2023)
Fontes (1)

Nota do relatório de desempenho 2T22 em US$: "The total amount recovered from Lava Jato Investigation through December 31, 2021 was US$ 1,522" (milhões).

Documento oficialComprovado em documento
R$ 450,0 milhõesValores recuperados — balanço do MPF de janeiro/2015Referência: janeiro de 2015 · período: Retrato de jan/2015 · valores nominais · calculado por MPFMétodo: Balanço do MPF via Agência Brasil.O que é e o que não é: Retrato histórico de início de operação; mantido para mostrar a evolução, não somar.Não somar com: Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras); Bens bloqueados por ordem judicial, segundo balanço do MPF
Fontes (1)

Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.

ReportagemFonte única
US$ 60,0 milhõesValor reconhecido pela Petrobras em 2024 por acordos de leniência e colaboração (fluxo do ano)Referência: 31 de dezembro de 2024 · período: Exercício de 2024 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Nota 22 das demonstrações de 2024.O que é e o que não é: Fluxo anual já contido no acumulado de US$ 1.787 mi. Em 2023: US$ 109 mi; 2022: US$ 96 mi. Não somar ao acumulado.
Fontes (1)

Nota 22 das demonstrações financeiras de 2024 da Petrobras: em 2024, acordos de leniência e colaboração deram direito a US$ 60 milhões (US$ 109 milhões em 2023; US$ 96 milhões em 2022), contabilizados em outras receitas e despesas; "the total amount recovered from Lava Jato investigation through December 31, 2024 was US$ 1,787". A empresa também afirma não ter identificado fatos que exijam novas baixas.

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7. Multas, indenizações e despesas pagas pela Petrobras

Acordos com autoridades e investidores estrangeiros, honorários e outras despesas da própria vítima.

US$ 2,95 bilhõesAcordo da Petrobras na class action de investidores nos Estados UnidosReferência: 3 de janeiro de 2018 · período: Acordo anunciado em 03/01/2018; reconhecido no 4T2017 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Acordo para encerrar ações de compradores de valores mobiliários da Petrobras nos EUA.O que é e o que não é: Despesa de indenização a investidores, não devolução de recursos desviados. Pode haver compensação com o disgorgement da SEC (US$ 933 mi segundo resultados de busca, não lido). Não comparável com valores recuperados.Não somar com: Penalidade criminal total do acordo da Petrobras com o DOJ (inclui créditos de SEC e Brasil)
Fontes (1)

Em 03/01/2018 a Petrobras anunciou acordo em princípio para pagar US$ 2,95 bilhões (duas parcelas de US$ 983 milhões e uma final de US$ 984 milhões) para encerrar a class action nos EUA; valor total reconhecido no 4T2017; sem admissão de irregularidade.

Documento oficialComprovado em documento
US$ 853,2 milhõesPenalidade criminal total do acordo da Petrobras com o DOJ (inclui créditos de SEC e Brasil)Referência: 27 de setembro de 2018 · período: Acordo de 27/09/2018 · valores nominais · calculado por DOJMétodo: Penalidade negociada, com desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença dos EUA.O que é e o que não é: É o total do pacote, não três pagamentos somáveis: o DOJ credita o que a Petrobras pagar à SEC e ao Brasil. Despesa da Petrobras (empresa que admitiu falha de controles contábeis), não valor recuperado de terceiros.Não somar com: Parcela de 80% do acordo com o DOJ destinada ao Brasil (acordo da Petrobras com o MPF); Acordo da Petrobras na class action de investidores nos Estados Unidos
Fontes (1)

DOJ (27/09/2018): Petrobras concordou em pagar US$ 853,2 milhões, por acordo de não persecução, para resolver investigação do FCPA; os Estados Unidos creditarão valores pagos à SEC e ao Brasil, com DOJ e SEC recebendo 10% (US$ 85,32 milhões cada) e o Brasil 80% (US$ 682,56 milhões). Houve desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença.

Documento oficialComprovado em documento
US$ 682,6 milhõesParcela de 80% do acordo com o DOJ destinada ao Brasil (acordo da Petrobras com o MPF)Referência: 27 de setembro de 2018 · período: Acordo de 27/09/2018 · valores nominais · calculado por DOJMétodo: 80% de US$ 853,2 milhões, conforme o comunicado do DOJ.O que é e o que não é: Parcela do valor acima, paga no Brasil por força do acordo com o MPF; origem da proposta de fundação (conferir em frente específica). Não somar com os US$ 853,2 mi.Não somar com: Penalidade criminal total do acordo da Petrobras com o DOJ (inclui créditos de SEC e Brasil)
Fontes (1)

DOJ (27/09/2018): Petrobras concordou em pagar US$ 853,2 milhões, por acordo de não persecução, para resolver investigação do FCPA; os Estados Unidos creditarão valores pagos à SEC e ao Brasil, com DOJ e SEC recebendo 10% (US$ 85,32 milhões cada) e o Brasil 80% (US$ 682,56 milhões). Houve desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença.

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Resultados contábeis da Petrobras

Prejuízo e perdas por impairment: medidas contábeis, com várias causas, que se sobrepõem.

R$ 44,64 bilhõesPerdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) em 2014Referência: 31 de dezembro de 2014 · período: exercício de 2014 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Teste de valor recuperável dos ativos (IFRS).O que é e o que não é: Tem várias causas declaradas pela Petrobras: queda do petróleo, câmbio, taxa de desconto, deficiências de planejamento, adiamento de projetos. Não é dinheiro desviado.Não somar com: Baixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras); Prejuízo líquido atribuível aos acionistas da Petrobras em 2014
Fontes (3)

A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.

Documento oficialComprovado em documento

Do impairment de R$ 44.345 milhões antes de impostos no 4º trimestre de 2014, R$ 30.976 milhões foram em refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), R$ 10.002 milhões em exploração e produção, atribuídos à queda do preço do petróleo, e R$ 2.978 milhões em petroquímica, por demanda e margens menores.

Documento oficialComprovado em documento

Para as refinarias, a Petrobras atribuiu o adiamento da RNEST e do Comperj às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, à taxa de desconto mais alta, ao atraso das entradas de caixa e à projeção de crescimento menor.

Documento oficialComprovado em documento
R$ 30,98 bilhõesImpairment de refinarias domésticas (RNEST 2ª unidade e Comperj), 4T14Referência: 31 de dezembro de 2014 · período: 4º trimestre de 2014 (antes de tributos) · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Teste individual de recuperabilidade; parte do impairment total do 4T14 (R$ 44,345 bilhões antes de tributos).O que é e o que não é: Componente do impairment do 4T14 (R$ 44,345 bi antes de tributos), que integra o total de R$ 44,636 bi do exercício. No 6-K, a Petrobras atribui as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior, atraso das entradas de caixa e menor crescimento projetado; o adiamento dos projetos (por preservação de caixa e pelas dificuldades criadas aos fornecedores pela Lava Jato) é a razão do adiamento, não a causa principal declarada do impairment. Sem quantificação de cada parcela.Não somar com: Perdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) em 2014
Fontes (1)

No 4T14, R$ 30,976 bilhões (R$ 30.976 milhões no original) do impairment (antes de tributos) referiram-se a refinarias domésticas, após testar individualmente a segunda unidade da RNEST e o Comperj; a Petrobras atribuiu a perda ao adiamento prolongado dos projetos, decorrente de medidas de preservação de caixa e das implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior e atraso de entradas de caixa.

Documento oficialComprovado em documento
R$ 21,59 bilhõesPrejuízo líquido atribuível aos acionistas da Petrobras em 2014Referência: 31 de dezembro de 2014 · período: exercício de 2014 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasMétodo: Resultado contábil do exercício.O que é e o que não é: O prejuízo já contém a baixa e o impairment, compensados por outras receitas. Somar os três números conta o mesmo dinheiro duas vezes.Não somar com: Baixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras); Perdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) em 2014
Fontes (1)

A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.

Documento oficialComprovado em documento
R$ 2,83 bilhõesBaixa de custos capitalizados das refinarias Premium I e IIReferência: 31 de dezembro de 2014 · período: exercício de 2014 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasO que é e o que não é: R$ 2,825 bi é o total do exercício de 2014; R$ 2,707 bi foi a baixa reconhecida no 3T14, segundo o mesmo comunicado.Não somar com: Baixa pelo cancelamento das refinarias Premium I e II
Fontes (1)

O comunicado do 4T14 registra baixa de R$ 2,825 bi dos custos capitalizados das refinarias Premium I e II no exercício de 2014 e menciona R$ 2,707 bi no 3T14.

Dado oficialComprovado em documento
US$ 1,24 bilhõesBaixa pelo cancelamento das refinarias Premium I e IIReferência: 31 de dezembro de 2014 · período: exercício de 2014; decisão do Conselho em janeiro de 2015 · valores nominais · calculado por Petróleo Brasileiro S.A. — PetrobrasO que é e o que não é: Valor em dólares do 20-F de 2014 (arredondado a centenas de milhões).Não somar com: Baixa de custos capitalizados das refinarias Premium I e II
Fontes (1)

Em janeiro de 2015 o Conselho da Petrobras decidiu não prosseguir com as refinarias Premium I e Premium II (nordeste), porque as premissas e condições do plano 2014–2018 não foram atendidas, e baixou US$ 1,24 bilhão em 2014 pelo cancelamento.

Documento oficialComprovado em documento

8. Impactos econômicos estimados

Estimativas de estudos sobre investimento, produção, emprego e arrecadação que deixaram de existir. Cenários contrafactuais.

R$ 244,6 bilhõesValor adicionado potencial não gerado (DIEESE)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: soma de 2014 a 2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Matriz insumo-produto; efeitos diretos, indiretos e efeito renda.O que é e o que não é: Salários e impostos são partes do valor adicionado; não se somam a ele.Não somar com: Massa salarial potencial não gerada (DIEESE); Impostos potenciais não arrecadados (DIEESE); Contribuições previdenciárias e FGTS potenciais não recolhidos (DIEESE); Redução de investimentos estimada pelo DIEESE (Petrobras e construção civil)
Fontes (2)

Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.

Estimativa de estudoEstimativa

Das 4.439.789 ocupações, 2.050.136 vêm de efeitos diretos e indiretos (setores afetados e suas cadeias) e 2.389.653 do efeito renda (consumo que deixa de ocorrer). No valor adicionado, R$ 124.859 milhões diretos e indiretos e R$ 119.789 milhões de efeito renda.

Estimativa de estudoEstimativa
R$ 172,2 bilhõesRedução de investimentos estimada pelo DIEESE (Petrobras e construção civil)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: 2014–2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Petrobras: investimento projetado por regressão (receita, Brent, lucro) menos realizado. Construção: obras paralisadas listadas por MPF e TCU e obras abandonadas por incapacidade financeira das empresas.O que é e o que não é: É o choque de entrada do modelo, não uma perda adicional aos impactos calculados a partir dele.Não somar com: Valor adicionado potencial não gerado (DIEESE); Massa salarial potencial não gerada (DIEESE); Impostos potenciais não arrecadados (DIEESE); Contribuições previdenciárias e FGTS potenciais não recolhidos (DIEESE)
Fontes (3)

O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.

Estimativa de estudoEstimativa

A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.

Estimativa de estudoEstimativa

A parte da construção civil vem de um levantamento, nos sites do MPF e do TCU, de obras paralisadas em decorrência das ações da Lava Jato e de obras em que as empresas declararam incapacidade financeira para continuar.

Estimativa de estudoEstimativa
R$ 143,0 bilhõesGO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB)Referência: 12 de agosto de 2015 · período: 2015 (cenário ex ante) · valores nominais · calculado por GO AssociadosMétodo: Insumo-produto sobre menor investimento da Petrobras (-37% no plano 2015–2019) e das empreiteiras investigadas (-30%). Estudo original não aberto.O que é e o que não é: A BBC Brasil registra R$ 142,6 bilhões para a mesma estimativa. Cenário que a própria consultoria chamou de relativamente pessimista. Parte do efeito deriva da queda do petróleo, que não é separada.Não somar com: GO Associados: ocupações potenciais afetadas em 2015; GO Associados com FGV: perda na economia em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015); SPE/MF: efeito total da redução de 33% do investimento da Petrobras em 2015 (cerca de 1,7% do PIB); Paula e Moura (2019): perdas até R$ 142 bilhões em construção, naval, engenharia pesada e metalmecânica (citando consultorias)
Fontes (1)

A GO Associados estimou, em agosto de 2015, impacto direto e indireto de cerca de R$ 143 bilhões (aproximadamente 2,5% do PIB) sobre a atividade econômica de 2015, num cenário de recuo de 37% nos investimentos da Petrobras (plano 2015–2019) e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas.

Documento descrito em reportagemEstimativa
R$ 142,0 bilhõesPaula e Moura (2019): perdas até R$ 142 bilhões em construção, naval, engenharia pesada e metalmecânica (citando consultorias)Referência: 28 de agosto de 2019 · período: 2015–2016 (citando estimativas das consultorias) · valores nominais · calculado por Universidade Federal do Rio de JaneiroMétodo: Repete estimativa de consultorias; não é cálculo próprio.O que é e o que não é: Cifra de mesma ordem de grandeza que a da GO Associados (R$ 142,6 bi), reapresentada em artigo de opinião dos coautores Luiz Fernando de Paula (UFRJ) e Rafael Moura (Uerj). Possivelmente a mesma estimativa; não demonstrado: o artigo atribui R$ 142 bi a perdas em quatro setores, citando consultorias, enquanto a GO estimou o impacto na atividade econômica total em 2015. Não somar.Não somar com: GO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB)
Fontes (1)

Luiz Fernando de Paula e Rafael Moura escreveram no Valor (28/08/2019) que consultorias como GO Associados e Tendências calculam algo em torno de 2% a 2,5% de contribuição da operação nas retrações do PIB de 2015 e 2016, com perdas nos setores metalomecânico, naval, construção civil e engenharia pesada que podem totalizar até R$ 142 bilhões, reconhecendo que não é fácil estimar o impacto agregado.

ReportagemFonte única
R$ 104,3 bilhõesParte da Petrobras na redução de investimentos (DIEESE)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: 2015–2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Diferença entre investimento projetado por regressão e realizado.O que é e o que não é: Já incluída nos R$ 172,2 bilhões.Não somar com: Redução de investimentos estimada pelo DIEESE (Petrobras e construção civil)
Fontes (2)

O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.

Estimativa de estudoEstimativa

A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.

Estimativa de estudoEstimativa
R$ 87,00 bilhõesGO Associados com FGV: perda na economia em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015)Referência: abril de 2015 · período: 2015 (cenário ex ante) · valores nominais · calculado por GO AssociadosMétodo: Insumo-produto; premissa de queda de 20% nos investimentos da Petrobras. Estimativa substituída pela de agosto.O que é e o que não é: Antecessora da estimativa de agosto com premissa menos severa; não é um segundo prejuízo.Não somar com: GO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB); GO Associados com FGV: vagas cortadas em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015)
Fontes (1)

Em abril de 2015, a GO Associados, junto com a FGV, havia estimado perda de R$ 87 bilhões na economia e corte de cerca de 1 milhão de vagas, com base numa queda de 20% nos investimentos da Petrobras.

Documento descrito em reportagemEstimativa
R$ 85,75 bilhõesMassa salarial potencial não gerada (DIEESE)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: soma de 2014 a 2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Matriz insumo-produto.Não somar com: Valor adicionado potencial não gerado (DIEESE)
Fontes (1)

Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.

Estimativa de estudoEstimativa
R$ 67,89 bilhõesParte da construção civil na redução de investimentos (DIEESE)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: 2014–2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Obras paralisadas e abandonadas, segundo levantamento em sites do MPF e do TCU.O que é e o que não é: Já incluída nos R$ 172,2 bilhões.Não somar com: Redução de investimentos estimada pelo DIEESE (Petrobras e construção civil)
Fontes (2)

O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.

Estimativa de estudoEstimativa

A parte da construção civil vem de um levantamento, nos sites do MPF e do TCU, de obras paralisadas em decorrência das ações da Lava Jato e de obras em que as empresas declararam incapacidade financeira para continuar.

Estimativa de estudoEstimativa
R$ 47,44 bilhõesImpostos potenciais não arrecadados (DIEESE)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: soma de 2014 a 2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Matriz insumo-produto.Não somar com: Valor adicionado potencial não gerado (DIEESE)
Fontes (1)

Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.

Estimativa de estudoEstimativa
US$ 30,00 bilhõesSPE/MF: efeito total da redução de 33% do investimento da Petrobras em 2015 (cerca de 1,7% do PIB)Referência: 21 de outubro de 2015 · período: 2015 · valores nominais · calculado por Ministério da Fazenda (Secretaria de Política Econômica)Método: Corte anunciado (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) x multiplicador de 2,5 de estudo da FGV (matriz insumo-produto de 2010).O que é e o que não é: O documento aponta a queda do petróleo como fator principal do redimensionamento em 2015 e cita também fatores de natureza não econômica e questões de conformidade, sem nomear a operação. Em dólares, convertido pelos autores; não comparar com valores em reais sem câmbio.Não somar com: GO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB); GO Associados com FGV: perda na economia em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015)
Fontes (1)

A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.

Estimativa de estudoEstimativa
R$ 20,26 bilhõesContribuições previdenciárias e FGTS potenciais não recolhidos (DIEESE)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: soma de 2014 a 2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Matriz insumo-produto.Não somar com: Valor adicionado potencial não gerado (DIEESE)
Fontes (1)

Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.

Estimativa de estudoEstimativa
4.439.789 ocupaçõesOcupações potenciais não geradas, somadas ano a ano (DIEESE)Referência: 31 de dezembro de 2017 · período: soma de 2014 a 2017 · valores nominais · calculado por DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosMétodo: Matriz insumo-produto; 2.050.136 por efeitos diretos e indiretos e 2.389.653 por efeito renda.O que é e o que não é: Soma de quatro anos. Não é número de pessoas distintas que perderam o emprego.
Fontes (3)

Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.

Estimativa de estudoEstimativa

Das 4.439.789 ocupações, 2.050.136 vêm de efeitos diretos e indiretos (setores afetados e suas cadeias) e 2.389.653 do efeito renda (consumo que deixa de ocorrer). No valor adicionado, R$ 124.859 milhões diretos e indiretos e R$ 119.789 milhões de efeito renda.

Estimativa de estudoEstimativa

No gráfico de ocupações do DIEESE, a linha 'sem LJ' se afasta da 'real' a cada ano e, em 2017, a distância entre as duas é visualmente próxima de 4,4 milhões, o mesmo valor do total somado da tabela do slide 7.

Estimativa de estudoEstimativa
1.900.000 ocupaçõesGO Associados: ocupações potenciais afetadas em 2015Referência: 12 de agosto de 2015 · período: 2015 (cenário ex ante) · valores nominais · calculado por GO AssociadosMétodo: Insumo-produto; ocupações em serviços (~1,2 mi), indústria (426 mil) e agropecuária (245 mil).O que é e o que não é: Ocupações potenciais em modelo, não demissões comprovadas nem pessoas distintas. A matéria diz 1,9 milhão no título e quase 2 milhões no texto.Não somar com: GO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB); GO Associados com FGV: vagas cortadas em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015)
Fontes (1)

No mesmo cenário, a GO Associados estimou perda de cerca de 1,9 milhão de postos de trabalho (serviços ~1,2 milhão, indústria 426 mil, agropecuária 245 mil), contração de R$ 22,4 bilhões na massa salarial e R$ 9,4 bilhões de arrecadação tributária perdida.

Documento descrito em reportagemEstimativa
1.000.000 ocupaçõesGO Associados com FGV: vagas cortadas em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015)Referência: abril de 2015 · período: 2015 (cenário ex ante) · valores nominais · calculado por GO AssociadosMétodo: Insumo-produto.O que é e o que não é: Ocupações potenciais; antecessora da estimativa de agosto.Não somar com: GO Associados: ocupações potenciais afetadas em 2015; GO Associados com FGV: perda na economia em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015)
Fontes (1)

Em abril de 2015, a GO Associados, junto com a FGV, havia estimado perda de R$ 87 bilhões na economia e corte de cerca de 1 milhão de vagas, com base numa queda de 20% nos investimentos da Petrobras.

Documento descrito em reportagemEstimativa

Por que não há uma conta final

Recuperações são retratos em datas diferentes, de acordos que muitas vezes se sobrepõem (o mesmo acordo pode ser anunciado pelo MPF e pela CGU/AGU, e uma parte paga pode ser contada de novo num anúncio acumulado). Impactos econômicos são cenários de estudos, calculados com métodos e períodos próprios. Subtrair uns dos outros produziria um número sem significado. O que se pode comparar com honestidade é a ordem de grandeza — e é isso que as barras mostram.