Biblioteca documental · Balanço/demonstração financeira
Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato)
- Emissor
- Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC)
- Data
- 15 de maio de 2015
- Tipo
- Balanço/demonstração financeira · fonte primária
- Acesso
- íntegra examinada · consultado em 24/10/2026
- Original
- www.sec.gov/Archives/edgar/data/1119639/000129281415001242/pbraform20f_2014.htm
O que extraímos deste documento (13)
No 20-F de 2014 (maio/2015), a Petrobras informou que o plano então em elaboração poderia refletir redução de investimentos e atraso em metas de produção em relação ao plano 2014–2018, citando a queda do Brent, a depreciação do real e o efeito das investigações da Lava Jato.
Trecho: “may reflect a reduction of our capital expenditures”
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 5 — Trends · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: A empresa lista os fatores sem quantificar a parcela de cada um.
Para 2015, a Petrobras atribuiu a limitação de seus investimentos à queda das receitas esperadas com o petróleo, à desvalorização do real e ao acesso limitado a capital de dívida em grande medida por causa da investigação Lava Jato, e informou ter decidido adiar projetos afetados por dificuldades de contratadas ou pela falta de fornecedores qualificados no Brasil.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 5 — Liquidity and Capital Resources (2015 outlook) · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Atribuição da própria empresa; não separa quanto do adiamento decorre de cada causa (preço do petróleo, câmbio, endividamento, fornecedores).
A primeira unidade de refino da RNEST (Abreu e Lima) iniciou produção de combustíveis em dezembro de 2014 com capacidade parcial de 74 mil bpd (projeto de 115 mil bpd).
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 4 — Refining, Transportation and Marketing: Major Refinery Projects · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
No 20-F de 2014, a Petrobras informou ter adiado por período prolongado a conclusão do Comperj e da segunda unidade de refino da RNEST, e registrou perdas por redução ao valor recuperável de US$ 11,7 bilhões nos dois projetos no exercício de 2014.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 4 — Suspended Major Refinery Projects · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Em dólares; em reais, o 4T14 informa R$ 30,976 bi para refinarias domésticas.
A Petrobras explicou que os adiamentos de Comperj e RNEST-2 foram medidas para preservar caixa e resposta às dificuldades criadas aos fornecedores pela investigação Lava Jato, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior (prêmio de risco do projeto parado), atraso nas entradas de caixa esperadas e menor crescimento econômico projetado.
Trecho: “measures to preserve cash and in response to the difficulties created for our suppliers by the “Lava Jato” investigation”
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 5 — Impairment of Assets (2014); mesma explicação no comunicado do 4T14, item 'domestic refineries' · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Atribuição da empresa. Mistura causas de gestão (planejamento, adiamento para preservar caixa), de mercado/macro (taxa de desconto, crescimento) e o efeito da investigação sobre fornecedores; não quantifica cada parcela.
O 20-F de 2014 descreve que os contratos de sondas a serem construídas no Brasil, para cumprir conteúdo local, foram concedidos à Sete Brasil S.A., empresa em que a Petrobras detinha 5% de participação.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 4 — Exploration and Production: drilling rigs · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: O 20-F de 2015 lista também participação no FIP Sondas; percentual total consolidado não conferido.
No 20-F de 2014, as perdas por redução ao valor recuperável somaram US$ 16,823 bi: refinarias domésticas US$ 11,662 bi, ativos de E&P US$ 3,766 bi (menores preços do petróleo) e petroquímica US$ 1,121 bi.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 5 — Impairment of Assets · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Auditoria de 24/10/2026: o total de US$ 16,823 bi foi confirmado; os valores por segmento (11,662 / 3,766 / 1,121) não foram localizados no texto reaberto, e a soma deles (16,549) é menor que o total. O texto lido cita cerca de US$ 11,7 bi para Comperj e RNEST-2.
Segundo a Petrobras, com base em depoimentos de investigações criminais que se tornaram disponíveis a partir de outubro de 2014, pessoal sênior da empresa, contratadas e fornecedores formaram um cartel de 2004 a abril de 2012, que sobrefaturava contratos de aquisição de ativos; dois diretores e um gerente executivo, todos desligados desde abril de 2012, estariam envolvidos.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Explanatory Note; Item 3 — Risk Factors; nota 3 das demonstrações · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Descrição da empresa com base em depoimentos; não é decisão judicial. Os 20-F não nomeiam todos no trecho.
A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Nota 3 das demonstrações — The Lava Jato Operation · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Registro da empresa em maio/2015; denúncia é acusação, não condenação. Situação processual atual de cada um não verificada nesta versão do acervo (ver pendências no relatório).
O 20-F de 2014 informa que, em consequência da Lava Jato, diversas contratadas e fornecedoras brasileiras não conseguiram financiamento e enfrentavam preocupações de liquidez e falência que podiam afetar a continuidade como fornecedoras chave; a empresa também citou a escassez de contratadas e fornecedoras qualificadas.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 3 — Risk Factors (suppliers); nota 14 (circunstâncias do teste de impairment) · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Declaração de risco da empresa; não identifica empresas nem quantifica o impacto sobre cada projeto. O 20-F não separa o efeito do bloqueio cautelar do efeito da falta de crédito.
O 20-F de 2014 informa que a dívida total subiu 16%, de US$ 114,236 bi (31/12/2013) para US$ 132,086 bi (31/12/2014), e a dívida líquida de caixa e títulos de US$ 94,483 bi para US$ 106,108 bi, e que a dívida cresceu desde 2010 porque o fluxo de caixa operacional não cobria investimentos, serviço da dívida e dividendos.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 3 — Risk Factors (indebtedness) · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Definição do risco-fator (dívida líquida de caixa, equivalentes e títulos negociáveis) difere ligeiramente da nota de gestão de capital (US$ 106,201 bi). Antecede os valores revelados pela Lava Jato: a empresa registra endividamento crescente desde 2010.
O 20-F de 2014 informa que o Brent teve mínima de US$ 55,76, máxima de US$ 115,00 e média de US$ 98,91 por barril em 2014, com forte queda no segundo semestre por excesso de oferta.
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 5 — Trends · abrir original ↗
Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

