Núcleo 1 · o custo para o Brasil
R$ 172,2 bi de prejuízo: de onde saiu
A consequência: segundo o mesmo estudo, esse corte deixou de gerar R$ 244,6 bi de produção (3,6% do PIB, somando 2014–2017), R$ 85,8 bi em salários, R$ 47,4 bi em impostos e 4,4 milhões de empregos somados nos quatro anos.
Desviado × recuperado na Petrobras
- Pago a mais, pela conta da Petrobras (2004–2012)
- R$ 6,2 bi
- Recuperado e reconhecido pela Petrobras (até 31/12/2023)
- R$ 7,3 bi
- Teto estimado pela Polícia Federal (hipótese de 20% sobre contratos)
- R$ 42,0 bi
Pela estimativa da própria Petrobras, o dinheiro recuperado já supera o que ela calcula ter pago a mais. Pelo teto da PF, faltariam cerca de R$ 34,7 bi. Em qualquer das contas, o desvio é muito menor que o prejuízo econômico estimado.
Estimativas do DIEESE (março de 2021), em valores nominais. Produção, salários e impostos são consequências do corte de investimento e não se somam a ele.
O que os estudos dizem
Resposta curta: o DIEESE estima que a Lava Jato custou ao Brasil R$ 172,2 bilhões em investimentos não feitos entre 2014 e 2017, com efeito de R$ 244,6 bilhões sobre a produção (3,6% do PIB) e 4,4 milhões de ocupações somadas nos quatro anos. Estimativas de 2015 (GO Associados, Tendências) apontavam cerca de 2,5% do PIB só naquele ano; economistas do IBRE atribuem metade da desaceleração a fatores externos.
A recessão de 2014–2016 teve várias causas. A pergunta aqui é mais estreita: quanto do investimento, da produção e do emprego perdidos os estudos atribuem à Lava Jato — e com que método. Cada estimativa vem com o que ela supõe e o que ela não consegue separar.
O ponto de partida: o estudo do DIEESE (2021)
Em março de 2021, o DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos — entidade de pesquisa mantida pelo movimento sindical, não órgão de governo — divulgou uma apresentação de 14 slides, com as marcas do DIEESE e da CUT, estimando os efeitos da operação entre 2014 e 2017. Ficha completa do estudo.
Redução de investimentos
R$ 172,2 biR$ 104,3 bi da Petrobras (2015–2017) e R$ 67,9 bi da construção civil (2014–2017), em valores nominais.Valor adicionado não gerado
R$ 244,6 biSoma de 2014 a 2017. Inclui salários (R$ 85,8 bi) e impostos (R$ 47,4 bi), que são partes dele.Ocupações potenciais
4,44 miSoma de quatro anos, não pessoas demitidas. 2,39 milhões vêm do efeito renda.Fontes (3)
O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, tabela 'Redução dos investimentos previstos - Petrobras e Construção Civil' · abrir original ↗
Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 7, tabela, linha TOTAL · abrir original ↗
Das 4.439.789 ocupações, 2.050.136 vêm de efeitos diretos e indiretos (setores afetados e suas cadeias) e 2.389.653 do efeito renda (consumo que deixa de ocorrer). No valor adicionado, R$ 124.859 milhões diretos e indiretos e R$ 119.789 milhões de efeito renda.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 8, tabela · abrir original ↗
Como o número foi feito
- Petrobras: o estudo projetou quanto a empresa investiria em 2015–2017 com base em três variáveis — receita líquida, preço do Brent e lucro líquido — e tratou a diferença para o investimento realizado como efeito da forma como a operação foi conduzida.
- Construção: somou o valor de obras paralisadas listadas em sites do MPF e do TCU e de obras abandonadas por empresas que declararam incapacidade financeira.
- Efeitos: aplicou o total como choque de demanda numa matriz insumo-produto, que calcula o efeito nos setores fornecedores e no consumo das famílias (efeito renda).
Fontes (3)
A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 5, gráfico e texto lateral · abrir original ↗
A parte da construção civil vem de um levantamento, nos sites do MPF e do TCU, de obras paralisadas em decorrência das ações da Lava Jato e de obras em que as empresas declararam incapacidade financeira para continuar.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, texto lateral · abrir original ↗
Metodologia declarada: período 2014–2017 (último ano das Contas Nacionais consolidadas); matriz insumo-produto de 2010 atualizada pelo método de Passoni (2019); choque de demanda formado pelas obras afetadas na construção civil e pelos valores não investidos pela Petrobras; setores de extração de petróleo e gás, refino e construção.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 13 · abrir original ↗
O que ler com cuidado
- Ocupações não são demissões. Os 4,44 milhões somam os valores de 2014 (361 mil), 2015 (1,13 milhão), 2016 (1,53 milhão) e 2017 (1,42 milhão). Uma mesma vaga que deixa de existir por quatro anos aparece quatro vezes.
- Não se somam os indicadores. Salários e impostos fazem parte do valor adicionado; a redução de investimentos é a entrada do modelo, não um prejuízo a mais.
- A regressão atribui à operação tudo o que três variáveis não explicam. Endividamento, câmbio, mudança de plano de negócios e de política de dividendos — que o próprio slide 3 menciona — não aparecem como causas separadas. Os coeficientes e a lista de obras não foram publicados.
- O próprio cenário “sem Lava Jato” tem recessão. No gráfico do estudo, o PIB sem a operação também cairia 2,5% em 2015 e 2,1% em 2016 (observado: −3,6% e −3,3%). O estudo atribui à operação uma parte da recessão, não toda.
- Valores nominais, sem correção pela inflação.
Fontes (4)
Por ano, as ocupações potenciais não geradas estimadas são 361.212 (2014), 1.130.165 (2015), 1.526.917 (2016) e 1.421.496 (2017); o valor adicionado, R$ 14.832,79 milhões, R$ 63.507,34 milhões, R$ 83.110,48 milhões e R$ 83.196,74 milhões; o acréscimo potencial no PIB, 0,3%, 1,0%, 1,2% e 1,1%.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 7, tabela · abrir original ↗
No gráfico de cenários do DIEESE, o PIB 'sem Lava Jato' também cai: −2,5% em 2015 e −2,1% em 2016, contra −3,6% e −3,3% observados. Em 2014, 0,8% contra 0,5%; em 2017, 2,4% contra 1,3%.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 11, gráfico 'Evolução do PIB - Cenário com e sem Lava Jato' · abrir original ↗
No gráfico de ocupações do DIEESE, a linha 'sem LJ' se afasta da 'real' a cada ano e, em 2017, a distância entre as duas é visualmente próxima de 4,4 milhões, o mesmo valor do total somado da tabela do slide 7.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 12, gráfico · abrir original ↗
O slide de abertura resume: 'A Lava Jato custou 4,4 milhões de empregos e 3,6% do PIB', e afirma que os trabalhadores defendem o combate à corrupção, que deve 'preservar a estrutura produtiva e punir os culpados'.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 2, 'Principais dados' · abrir original ↗
Crescimento do PIB: cenário do DIEESE sem a operação × observado
Unidade: R$ milhões nominais, ocupações e pontos percentuais
PIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE)PIB observado
Ver os dados em tabela
| ano | PIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE) | PIB observado |
|---|---|---|
| 2014 | 0,8% | 0,5% |
| 2015 | -2,5% | -3,6% |
| 2016 | -2,1% | -3,3% |
| 2017 | 2,4% | 1,3% |
Redução de investimentos estimada pelo DIEESE, por ano
Unidade: R$ milhões nominais, ocupações e pontos percentuais
PetrobrasConstrução civil
Ver os dados em tabela
| ano | Petrobras | Construção civil |
|---|---|---|
| 2014 | R$ 0 bi | R$ 9,5 bi |
| 2015 | R$ 26 bi | R$ 15,8 bi |
| 2016 | R$ 35,7 bi | R$ 21,3 bi |
| 2017 | R$ 42,7 bi | R$ 21,3 bi |
Onde estariam as ocupações potenciais (soma 2014–2017)
Unidade: ocupações
Ver os dados em tabela
| setor | ocupacoes_potenciais_2014_2017 |
|---|---|
| Construção | 1.075.719 |
| Comércio por atacado e varejo | 802.176 |
| Serviços domésticos | 269.867 |
| Transporte terrestre | 246.600 |
| Alimentação | 196.063 |
| Pecuária, inclusive apoio à pecuária | 178.317 |
| Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita | 161.295 |
| Atividades jurídicas, contábeis, consultoria e sedes de empresas | 139.444 |
| Organizações associativas e outros serviços pessoais | 132.107 |
| Outras atividades administrativas e serviços complementares | 123.757 |
| Educação privada | 106.473 |
| Saúde privada | 99.429 |
| Confecção de artefatos do vestuário e acessórios | 68.719 |
| Fabricação de produtos de minerais não-metálicos | 57.398 |
| Intermediação financeira, seguros e previdência complementar | 51.927 |
| Extração de petróleo e gás e Refino | 44.153 |
| Demais | 686.344 |
Outros estudos, inclusive divergentes
Estimativas de outras instituições, com métodos e períodos próprios. Não se somam ao DIEESE nem entre si.
Estimativa dos efeitos da Operação Lava Jato sobre a atividade econômica (GO Associados), 2015
GO Associados (sócios Gesner Oliveira e Fernando Marcato citados pela imprensa) · período 2015 (cenário ex ante, divulgado em 12/08/2015)
2015Estimativa de impacto da Lava Jato sobre o PIB de 2015 (Tendências Consultoria)
Tendências Consultoria (economista Alessandra Ribeiro citada pela imprensa) · período 2015 (projeção de dezembro de 2015)
2015Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB
Secretaria de Política Econômica (SPE/MF), com possível participação do MME (indicado pelo nome do arquivo) · período 2015 (documento de 21/10/2015)
2017A crise econômica de 2014/2017
Fernando de Holanda Barbosa Filho · período 2011–2017
2018Como a Lava-Jato afetou o PIB? Novas evidências para o debate
Bráulio Borges (IBRE/FGV e LCA Consultores) · período 2012–2018 (recessão 2014–2016)
2018A diferença entre os efeitos da Lava-Jato no curto prazo e no médio e longo prazo
Bráulio Borges (IBRE/FGV e LCA Consultores) · período 1999–2017
2018Relatório de Acompanhamento Fiscal (junho de 2018) — seção sobre PIB e construção civil
Instituição Fiscal Independente (IFI), Senado Federal · período 2014–2018
2019Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião no Valor)
Luiz Fernando de Paula (IE/UFRJ) e Rafael Moura (Iesp/Uerj) · período 2014–2017
2020Lessons of Operation Car Wash — capítulo 2: Anticorruption Policies in Brazil and the Operation Car Wash: Institutional and Economic Analysis
Ligia Maura Costa, Maria Lucia L. M. Padua Lima, Paulo C. Goldschmidt · período 2014–2018 (resultados da Petrobras), 2010–2016 (Sete Brasil)
2024Operação Lava Jato, convenções e investimento privado
William Fabiano Dias Filho, Marco Flávio da Cunha Resende, Lucas Carvalho · período 2002.1 a 2023.1 (efeito medido de 2014.2 a 2023.1)
2025A crise brasileira de 2014-2016: diferenças nas trajetórias de PIB per capita a partir da Lava Jato
Helder L. Ferreira-Filho, Jefferson S. Fraga, Nelson H. Barbosa-Filho · período 1990–2019 e 2000–2019; choque datado em 2014
2025The Real Costs of Washing Away Corruption: Evidence from Brazil's Lava Jato Investigation
Claudio Ferraz (UBC, PUC-Rio, NBER), Luiz C. Moura (UFRJ), Lars Norden (FGV EBAPE), Ricardo Schechtman (Banco Central do Brasil) · período 2011–2016 (RAIS 2012–2016; crédito 2011T1–2016T2)
Outras estimativas numéricas
- R$ 143,0 bilhões — GO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB) (2015 (cenário ex ante), GO Associados)
- 1.900.000 ocupações — GO Associados: ocupações potenciais afetadas em 2015 (2015 (cenário ex ante), GO Associados)
- R$ 87,00 bilhões — GO Associados com FGV: perda na economia em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015) (2015 (cenário ex ante), GO Associados)
- 1.000.000 ocupações — GO Associados com FGV: vagas cortadas em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015) (2015 (cenário ex ante), GO Associados)
- US$ 30,00 bilhões — SPE/MF: efeito total da redução de 33% do investimento da Petrobras em 2015 (cerca de 1,7% do PIB) (2015, Ministério da Fazenda (Secretaria de Política Econômica))
- R$ 142,0 bilhões — Paula e Moura (2019): perdas até R$ 142 bilhões em construção, naval, engenharia pesada e metalmecânica (citando consultorias) (2015–2016 (citando estimativas das consultorias), Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Emprego nos setores mais expostos
Dados observados, não estimativas. Mostram a queda nos setores, mas não dizem quanto dela vem da operação e quanto da recessão, do petróleo ou do corte de investimento público.
Saldo anual de empregos formais na construção civil (Caged), 2015–2017
Unidade: vagas (admissões menos desligamentos)
Ver os dados em tabela
| ano | vagas (admissões menos desligamentos) |
|---|---|
| 2015 | -416.689 |
| 2016 | -361.874 |
| 2017 | -103.968 |
Trabalhadores na indústria de construção e reparação naval (Sinaval), 2014–2016 e 2026
Unidade: trabalhadores
Ver os dados em tabela
| referencia | trabalhadores |
|---|---|
| 2014-12 | 82.472 |
| 2015 | 57.048 |
| 2016-06 | 43.745 |
| 2026-07 | 86.000 |
Investimentos previstos nos Planos de Negócios e Gestão da Petrobras, 2013–2021
Unidade: US$ bilhões (previsto, não realizado)
Ver os dados em tabela
| plano | US$ bilhões (previsto, não realizado) |
|---|---|
| 2017-2021 (atualizado 2017) | 2.017 |
Lucro líquido atribuível e dívida líquida da Petrobras, 2013–2018
Unidade: USD (número puro; fonte em milhões de US$)
Ver os dados em tabela
| ano | USD (número puro; fonte em milhões de US$) |
|---|---|
| 2013 | 11.094.000.000 |
| 2014 | -7.367.000.000 |
| 2015 | -8.450.000.000 |
| 2016 | -4.838.000.000 |
| 2017 | -91.000.000 |
| 2018 | 7.173.000.000 |
Marcos econômicos
- Economia
Petrobras divulga plano 2013–2017 com US$ 236,7 bilhões de investimentos
Plano orçado em US$ 236,7 bi, dos quais US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação. Antecede a Operação Lava Jato (março de 2014) e as revelações sobre fornecedores.
Fontes (1)
A Petrobras divulgou em 15/03/2013 o Plano de Negócios e Gestão 2013–2017 com investimentos orçados de US$ 236,7 bilhões (2013–2017), sendo US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação.
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2012 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 29/04/2013 · Item 5, Operating and Financial Review — Uses of funds / Capital expenditures (2013–2017 Business and Management Plan) · abrir original ↗
- Economia
Plano 2014–2018 prevê US$ 220,6 bilhões de investimentos
Orçamento de US$ 220,6 bi para 2014–2018 (US$ 206,8 bi em implantação ou licitação; US$ 13,8 bi em avaliação) e US$ 42,4 bi para 2014.
Fontes (1)
A Petrobras anunciou em 25/02/2014 o Plano 2014–2018 com investimentos orçados de US$ 220,6 bilhões (US$ 206,8 bi em projetos em implantação ou licitação e US$ 13,8 bi em carteira em avaliação); o orçamento de 2014 era de US$ 42,4 bi.
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 30/04/2014 · Item 5 — Uses of funds (2014–2018 Plan) · abrir original ↗
- Economia
Prisões de executivos de construtoras e rebaixamento de classificação de risco
Após a 7ª fase da Lava Jato (novembro de 2014), com prisões de executivos de várias construtoras, agências rebaixaram as empresas e o crédito secou, segundo a Galvão Engenharia e a OAS. A Transparência Internacional avaliou na ocasião que haveria impacto de mercado. A data exata da fase é está em outra ficha do acervo.
Fontes (3)
A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.
Documento descrito em reportagemFonte únicaFonte: Galvão Engenharia, envolvida na Lava Jato, pede recuperação judicial — Tribuna PR, 26/03/2015 · Reportagem de 26/03/2015 · abrir original ↗
A OAS pediu recuperação judicial de nove empresas do grupo em 31/03/2015 na Justiça de São Paulo, com dívida total do grupo de R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões incluídos no pedido; a direção atribuiu o pedido à intensa restrição de crédito desde o fim de 2014.
Documento descrito em reportagemVárias fontes independentesFonte: OAS pede recuperação judicial de nove empresas (Zero Hora, reproduzida pela CBIC) — Zero Hora / CBIC, 01/04/2015 · Reportagem do Zero Hora de 01/04/2015, republicada pela CBIC · abrir original ↗
Em entrevista à BBC Brasil (14/11/2014), logo após a sétima fase, o diretor da Transparência Internacional para a América Latina, Alejandro Salas, disse que haveria impacto no mercado porque os nomes das empresas eram conhecidos, que as construtoras precisavam provar rapidamente que estavam limpas e que o caso abria oportunidade de reformas que levam tempo.
DeclaraçãoFonte únicaFonte: Caso Petrobras representa chance de reformas por mais transparência, diz ONG — BBC Brasil / IHU-Unisinos, 14/11/2014 · Entrevista de 14/11/2014, republicada pelo IHU em 17/11/2014 · abrir original ↗
- Economia
Petrobras bloqueia cautelarmente empresas de 23 grupos citados em depoimentos sobre cartel
A Diretoria Executiva criou comissões de análise de sanção e determinou o impedimento temporário de contratação e de participação em licitações das empresas dos grupos listados, com base em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e delatores da Toyo Setal e Setal. A inclusão baseia-se em depoimentos, não em condenação.
Fontes (2)
Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K (comunicado de 29/12/2014): comissões CAASE e bloqueio cautelar de empresas — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 29/12/2014 · 6-K de 30/12/2014 (comunicado de 29/12/2014), lista numerada 1–23 · abrir original ↗
As contagens da própria Petrobras variam: 23 grupos no comunicado de 29/12/2014; 24 grupos no 20-F de 2014; 32 empresas de 23 grupos em 2014, mais duas empresas em 2015, três com restrição levantada e 31 ainda suspensas, segundo o 20-F de 2015.
Documento oficialContestadoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 28/04/2016 · Item 3 — Risk Factors (suppliers); 20-F 2014, Item 3 — Risk Factors · abrir original ↗
- Economia
Imprensa noticia que a OAS pedirá recuperação judicial; dívida citada de R$ 7,7 bilhões
O Estado de Minas informou que a OAS, apontada como integrante do cartel de obras da Petrobras, deveria pedir recuperação judicial nas duas semanas seguintes. O pedido só foi apresentado em 31 de março.
Fontes (1)
Em 14/01/2015, o Estado de Minas noticiou que a OAS, apontada como parte do cartel de obras da Petrobras, deveria pedir recuperação judicial nas duas semanas seguintes, com dívida de R$ 7,7 bilhões; o pedido só foi apresentado em 31/03/2015.
ReportagemFonte únicaFonte: Empreiteira envolvida em cartel na Petrobras vai pedir recuperação judicial — Estado de Minas, 14/01/2015 · Reportagem de 14/01/2015 · abrir original ↗
- Economia
Petrobras perde o grau de investimento na Moody's
A Moody's retirou o grau de investimento de todos os ratings da empresa em 24/02/2015; S&P (setembro) e Fitch (dezembro de 2015) seguiram. A Petrobras lista, entre as preocupações das agências, liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida, queda do petróleo e desvalorização do real.
Fontes (1)
A Petrobras perdeu o grau de investimento da Moody's em 24/02/2015, da S&P em setembro de 2015 e da Fitch em dezembro de 2015; as agências citaram pressão de liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida e, entre outros fatores, a desvalorização do real e a queda do petróleo.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 28/04/2016 · Item 3 — Risk Factors (indebtedness / credit ratings); 20-F 2014, mesma seção para Moody's · abrir original ↗
- Economia
Galvão Engenharia pede recuperação judicial no Rio de Janeiro
A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial, atribuindo a crise à suspensão de pagamentos da Petrobras, ao rebaixamento após as prisões de executivos e à falta de crédito. Declarou ter cortado cerca de 9 mil empregos em 2015. A empresa nega participação em cartel.
Fontes (1)
A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.
Documento descrito em reportagemFonte únicaFonte: Galvão Engenharia, envolvida na Lava Jato, pede recuperação judicial — Tribuna PR, 26/03/2015 · Reportagem de 26/03/2015 · abrir original ↗
- Economia
OAS pede recuperação judicial de nove empresas em São Paulo
Dívida total do grupo de R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões no pedido. A direção atribuiu o pedido à restrição de crédito desde o fim de 2014.
Fontes (1)
A OAS pediu recuperação judicial de nove empresas do grupo em 31/03/2015 na Justiça de São Paulo, com dívida total do grupo de R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões incluídos no pedido; a direção atribuiu o pedido à intensa restrição de crédito desde o fim de 2014.
Documento descrito em reportagemVárias fontes independentesFonte: OAS pede recuperação judicial de nove empresas (Zero Hora, reproduzida pela CBIC) — Zero Hora / CBIC, 01/04/2015 · Reportagem do Zero Hora de 01/04/2015, republicada pela CBIC · abrir original ↗
- Economia
Petrobras publica balanço auditado de 2014: baixa de R$ 6,194 bi, perdas de R$ 44,636 bi e prejuízo de R$ 21,587 bi
O balanço de 2014, publicado com atraso, traz a baixa de custos capitalizados indevidamente (reconhecida no 3T14), perdas por redução ao valor recuperável, em grande parte nas refinarias RNEST-2 e Comperj, e prejuízo líquido de R$ 21,587 bi. A empresa afirma que as perdas não se originam principalmente de pagamentos indevidos.
Fontes (4)
A Petrobras baixou R$ 6,194 bi de custos capitalizados que representam valores pagos a maior na aquisição de imobilizado em anos anteriores, em razão do esquema de pagamentos revelado pela Lava Jato; a baixa foi reconhecida no 3T14 (US$ 2,527 bi pelo 20-F).
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K: resultados do 4T14 e do exercício de 2014 (em reais), com nota sobre a Operação Lava Jato — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 22/04/2015 · Nota sobre a Operação Lava Jato; demonstração de resultado consolidada 2014; 20-F 2014, Item 5 (Write-Offs of Overpayments Incorrectly Capitalized) · abrir original ↗
O prejuízo líquido de 2014 atribuível aos acionistas foi de R$ 21,587 bi, que a Petrobras atribui a perdas por redução ao valor recuperável de R$ 44,636 bi (refinarias domésticas R$ 30,976 bi; E&P R$ 10,002 bi por menores preços internacionais do petróleo; petroquímica R$ 2,978 bi) e à baixa de R$ 6,194 bi.
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K: resultados do 4T14 e do exercício de 2014 (em reais), com nota sobre a Operação Lava Jato — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 22/04/2015 · primeira página do comunicado (resumo); 'Key events' · abrir original ↗
A Petrobras afirmou que a diferença entre o valor justo e o valor contábil de seus ativos era significativamente maior que qualquer estimativa razoável de pagamentos indevidos e que essa diferença não se origina principalmente de pagamentos indevidos, mas de outras fontes, como método de mensuração e mudanças no contexto de negócios (câmbio, taxa de desconto, preços e margens).
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K: resultados do 4T14 e do exercício de 2014 (em reais), com nota sobre a Operação Lava Jato — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 22/04/2015 · Nota sobre a Operação Lava Jato — Background · abrir original ↗
A Petrobras explicou que os adiamentos de Comperj e RNEST-2 foram medidas para preservar caixa e resposta às dificuldades criadas aos fornecedores pela investigação Lava Jato, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior (prêmio de risco do projeto parado), atraso nas entradas de caixa esperadas e menor crescimento econômico projetado.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Item 5 — Impairment of Assets (2014); mesma explicação no comunicado do 4T14, item 'domestic refineries' · abrir original ↗
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AGU diz que 51 mil CNPJs dependem das 23 empreiteiras investigadas e defende acordos de leniência
O advogado-geral Luís Inácio Adams defendeu aplicar a Lei Anticorrupção sem fechamento em série de empresas. O ministro-chefe da CGU disse que os acordos exigem reparação do dano e passagem pelo TCU. Quatro empreiteiras já haviam procurado a CGU.
Fontes (1)
Em 07/05/2015, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse em seminário sobre a Lei Anticorrupção que 51 mil CNPJs de fornecedoras, investidoras e prestadoras de serviço dependem das 23 empreiteiras investigadas, e defendeu aplicar a lei sem 'fechamento em série' de empresas; o ministro-chefe da CGU, Valdir Simão, afirmou que os acordos de leniência só seriam fechados com reparação do dano e preservação do interesse público, e que o TCU precisaria se manifestar.
DeclaraçãoFonte únicaFonte: AGU: Lava Jato pode afetar mais de 51 mil empresas — Gazeta do Povo (Agência O Globo), 07/05/2015 · Reportagem de 07/05/2015 · abrir original ↗
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Conselho aprova plano 2015–2019 com US$ 130,3 bi, 37% abaixo do anterior
Plano focado em desalavancagem e em E&P no pré-sal (83% do total); investimento em refino fica restrito, com 11% do segmento downstream para concluir a refinaria Abreu e Lima. Metas de produção reduzidas por adiamentos e atrasos, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.
Fontes (2)
O Conselho aprovou em 26/06/2015 o Plano 2015–2019, com investimentos totais de US$ 130,3 bilhões (E&P 108,6; Abastecimento 12,8; Gás e Energia 6,3; outras áreas 2,6), redução de 37% frente ao plano anterior.
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K (29/06/2015): Plano de Negócios e Gestão 2015–2019 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 29/06/2015 · 6-K de 29/06/2015, tabela '2015-2019 Business and Management Plan (US$ Billion)' e parágrafo sobre redução · abrir original ↗
No comunicado do plano 2015–2019, a Petrobras informou que as metas de produção foram atualizadas por adiamentos de projetos menos maduros e atrasos na entrega de unidades de produção, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K (29/06/2015): Plano de Negócios e Gestão 2015–2019 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 29/06/2015 · 6-K de 29/06/2015, seção 'Oil, NGL and Natural Gas Production Curve' · abrir original ↗
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GO Associados divulga estimativa de impacto de cerca de R$ 143 bilhões (2,5% do PIB) em 2015
Cenário ex ante em insumo-produto, com recuo de 37% nos investimentos da Petrobras e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas; a consultoria diz que a maior parte do custo poderia ser evitada com cuidados na condução das investigações.
Fontes (3)
A GO Associados estimou, em agosto de 2015, impacto direto e indireto de cerca de R$ 143 bilhões (aproximadamente 2,5% do PIB) sobre a atividade econômica de 2015, num cenário de recuo de 37% nos investimentos da Petrobras (plano 2015–2019) e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas.
Documento descrito em reportagemEstimativaFonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, parágrafos iniciais e quadro de pressupostos (o estudo da GO não foi aberto) · abrir original ↗
No mesmo cenário, a GO Associados estimou perda de cerca de 1,9 milhão de postos de trabalho (serviços ~1,2 milhão, indústria 426 mil, agropecuária 245 mil), contração de R$ 22,4 bilhões na massa salarial e R$ 9,4 bilhões de arrecadação tributária perdida.
Documento descrito em reportagemEstimativaFonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, quadros por setor · abrir original ↗
A GO Associados usou metodologia de insumo-produto aplicada à redução de investimentos da Petrobras e das obras públicas, afirmou que o efeito é amplificado em período recessivo e disse que a maior parte do custo poderia ser evitada com cuidados na condução das investigações, sem quantificar esse cenário alternativo.
Documento descrito em reportagemFonte únicaFonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, seções 'Pressupostos' e 'Cenários' · abrir original ↗
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Documento da SPE/MF estima mais de 2 pontos do PIB em efeitos da redução de investimentos de Petrobras e empreiteiras
O governo federal calculou efeito de 1,7% do PIB para o corte de 33% da Petrobras e de 0,4% para o recuo das empreiteiras, e disse que a queda do petróleo era um dos principais fatores de 2015.
Fontes (3)
A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.
Estimativa de estudoEstimativaFonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seções 2, 3.1 e 3.2, p. 3–5 (Tabela 1, p. 4) · abrir original ↗
O mesmo documento estimou que a redução dos investimentos das empreiteiras (15% sobre um investimento de cerca de 2,8% do PIB, premissas da Tendências) corresponderia a 0,4% do PIB, e que a soma dos impactos direto, indireto e 'lateral' pode ter ultrapassado 2 pontos percentuais do PIB.
Estimativa de estudoEstimativaFonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seção 4, p. 6 · abrir original ↗
O documento da SPE/MF diz que a mudança nos preços das matérias-primas, inclusive o petróleo, é um dos principais fatores de impacto sobre o crescimento desde 2014, 'especialmente em 2015', e que, na cadeia de óleo e gás, 'outros fatores, de natureza não econômica' também tiveram papel preponderante no comportamento da principal empresa do setor.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seção 1, p. 1 · abrir original ↗
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Tendências estima que a Lava Jato subtrai 2,5 pontos do PIB de 2015; reportagem registra críticas e defesas da operação
A BBC Brasil publicou estimativas da Tendências e da GO e opiniões da Transparência Internacional, de acadêmicos e do procurador Deltan Dallagnol sobre a relação entre a operação e a recessão.
Fontes (3)
A Tendências Consultoria estimou, em dezembro de 2015, que a Lava Jato subtraía cerca de 2,5 pontos percentuais do PIB de 2015; sem seus efeitos, a queda seria de aproximadamente 0,7% a 1,3%, segundo a economista Alessandra Ribeiro, e não de 3,2% (projeção da consultoria na ocasião).
Documento descrito em reportagemEstimativaFonte: Lava Jato e a recessão (BBC Brasil, reproduzida pelo IHU-Unisinos) — BBC Brasil / IHU-Unisinos, 02/12/2015 · Reportagem BBC Brasil de 02/12/2015, parágrafos sobre a Tendências · abrir original ↗
A Tendências calculava que o investimento da Petrobras equivalia a cerca de 2% do PIB e o das grandes construtoras a cerca de 2,8%, de modo que as empresas afetadas somavam quase 5% do PIB; o investimento total era de 17% a 20% do PIB.
Documento descrito em reportagemFonte únicaFonte: Lava Jato e a recessão (BBC Brasil, reproduzida pelo IHU-Unisinos) — BBC Brasil / IHU-Unisinos, 02/12/2015 · Reportagem BBC Brasil de 02/12/2015, seção de metodologia · abrir original ↗
Na mesma reportagem, o professor André Biancarelli (Unicamp) disse que o combate à corrupção não deve ficar subordinado às necessidades das empresas; Fabiano Angélico, da Transparência Internacional, defendeu que a sociedade ganha com regras claras e que trabalhadores demitidos seriam absorvidos por empresas médias; o procurador Deltan Dallagnol afirmou que a corrupção, e não sua investigação, prejudica a economia, usando analogia atribuída a Sergio Moro: a culpa é de quem cometeu o crime, não de quem encontrou o corpo.
DeclaraçãoFonte únicaFonte: Lava Jato e a recessão (BBC Brasil, reproduzida pelo IHU-Unisinos) — BBC Brasil / IHU-Unisinos, 02/12/2015 · Reportagem BBC Brasil de 02/12/2015, seção de opiniões · abrir original ↗
- Economia
Petrobras cria comissão interna para apurar o Projeto Sondas e acordos com a Sete Brasil
No mesmo ano a empresa registrou perdas de US$ 44 mi (direta) e US$ 40 mi (via FIP Sondas) pela piora da situação financeira da Sete Brasil e pelo adiamento da maior parte de suas construções.
Fontes (1)
Em 2015, a Petrobras reconheceu perdas de US$ 44 mi no investimento direto em Sete Brasil e US$ 40 mi via FIP Sondas, por piora das condições econômico-financeiras da empresa, adiamento da maior parte de suas construções e incerteza sobre a continuidade dos projetos; instaurou em 15/12/2015 comissão interna para apurar possíveis irregularidades na criação do Projeto Sondas.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 28/04/2016 · Nota 14.2 (impairment de investimentos); Item 6 — comissões internas de apuração · abrir original ↗
- Economia
Medida Provisória 703 altera as regras dos acordos de leniência
A MP alterou a Lei Anticorrupção para dispor sobre acordos de leniência. O Planalto a registra como de vigência encerrada; o IBRE data a perda de eficácia em maio de 2016 e a aponta como fator que ampliou a insegurança sobre as regras.
Fontes (2)
A Medida Provisória nº 703, de 18/12/2015, alterou a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) para dispor sobre acordos de leniência; a página do Planalto marca a medida com 'vigência encerrada'.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Medida Provisória nº 703, de 18 de dezembro de 2015 (acordos de leniência) — Presidência da República, 18/12/2015 · Cabeçalho e art. 1º · abrir original ↗
O mesmo post listou como fatores da recessão 2014–2016 choques exógenos (clima, água e energia em 2012–2016; queda do petróleo entre fim de 2014 e início de 2016), a má gestão anterior da Petrobras e erros de política econômica, e apontou a falta de regras claras para os acordos de leniência (MP 703/2015 caducada em maio de 2016) como fator que amplificou o risco sistêmico.
Estimativa de estudoFonte únicaFonte: Como a Lava-Jato afetou o PIB? Novas evidências para o debate — Blog do IBRE (FGV), 14/09/2018 · Post completo · abrir original ↗
- Economia
Último pregão de 2015: valor de mercado da Petrobras de R$ 101,3 bi (US$ 25,9 bi), o menor dos fins de ano de 2012–2019
Cálculo reproduzível com preços da B3 e número de ações dos 20-F. O Brent médio caiu de US$ 108,56 (2013) para US$ 52,32 (2015) e o dólar médio subiu de R$ 2,16 para R$ 3,34. É medida de preço de ações, não de caixa, e não é atribuída a uma única causa.
Fontes (3)
Calculado por ações em circulação (capa dos 20-F) × fechamento de PETR3/PETR4 no último pregão do ano (B3), o valor de mercado da Petrobras foi de R$ 254,9 bi (28/12/2012), R$ 214,7 bi (30/12/2013), R$ 127,5 bi (30/12/2014), R$ 101,3 bi (30/12/2015), R$ 209,4 bi (29/12/2016), R$ 216,0 bi (28/12/2017), R$ 316,1 bi (28/12/2018) e R$ 407,2 bi (30/12/2019); em dólares, US$ 124,7 bi, 91,6, 48,0, 25,9, 64,2, 65,3, 81,6 e 101,0 bi.
Estimativa de estudoEstimativaFonte: B3 — Séries Históricas de Cotações (COTAHIST anual), arquivos de 2012 a 2019 — B3 S.A. — Brasil, Bolsa, Balcão, 30/12/2019 · cálculo em series/valor_mercado_petrobras.csv (scripts/petr_fechamento_b3.py e gera_valor_mercado.py) · abrir original ↗
A EIA registra Brent médio anual de US$ 111,26 (2011), 111,63 (2012), 108,56 (2013), 98,97 (2014), 52,32 (2015), 43,64 (2016), 54,13 (2017), 71,34 (2018) e 64,30 (2019).
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Europe Brent Spot Price FOB (Dollars per Barrel) — série anual RBRTE — U.S. Energy Information Administration (EIA), 21/10/2026 · tabela anual 'Europe Brent Spot Price FOB', linha 2010's · abrir original ↗
Pela série 1 do SGS do Banco Central (dólar, venda), a média anual do câmbio foi de R$ 2,1605 (2013), 2,3547 (2014), 3,3387 (2015), 3,4833 (2016), 3,1925 (2017), 3,6558 (2018) e 3,9461 (2019); no fim de 2013, 2,3426; 2014, 2,6562; 2015, 3,9048.
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Banco Central do Brasil — SGS série 1 (taxa de câmbio livre, dólar americano, venda, diária) — Banco Central do Brasil, 31/12/2019 · cálculo em series/cambio_anual.csv (scripts/gera_series_macro.py) · abrir original ↗
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Petrobras corta plano 2015–2019 de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi
A empresa atribui a redução de US$ 32 bi a otimização de portfólio (US$ 21,2 bi) e efeito cambial (US$ 10,7 bi), diante de novos níveis de petróleo e câmbio.
Fontes (1)
Em 12/01/2016 o Conselho aprovou ajustes: o capex do plano 2015–2019 caiu de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi (redução de US$ 32 bi), que a empresa decompõe em otimização de portfólio (–US$ 21,2 bi) e efeito cambial (–US$ 10,7 bi), em função de novos níveis de preço do petróleo e câmbio.
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K (12/01/2016): ajustes ao Plano de Negócios e Gestão 2015–2019 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 12/01/2016 · 6-K de 12/01/2016, parágrafos após a tabela de investimentos · abrir original ↗
- Economia
Mendes Júnior pede recuperação judicial em Belo Horizonte
Pedido à 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (processo 0579058-27.2016.8.13.0024). Em agosto de 2016, o quadro operacional havia caído de cerca de 15 mil para 3,6 mil trabalhadores, e a CGU a declarara inidônea para licitar.
Fontes (1)
A Mendes Júnior pediu recuperação judicial em 08/03/2016, na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (processo 0579058-27.2016.8.13.0024); em agosto de 2016 a IstoÉ Dinheiro registrou que o quadro operacional caíra de cerca de 15 mil para 3,6 mil trabalhadores, que a CGU a declarara inidônea para licitar e que seu principal executivo fora condenado a quase 20 anos.
Documento descrito em reportagemVárias fontes independentesFonte: Mendes Junior requested its judicial reorganization proceeding in Brazil — Mondaq (nota de escritório de advocacia), mar. 2016 · Nota do Mondaq (data e número do processo); IstoÉ Dinheiro 29/08/2016 (emprego, inidoneidade) · abrir original ↗
- Economia
Moro diz a empresários que a crise não é culpa da Lava Jato
Em palestra do Lide Paraná, o juiz Sergio Moro disse que a culpa pela recessão e pelo desemprego não é da Lava Jato (Jornal do Brasil, 10/3/2016).
- Economia
Sete Brasil pede recuperação judicial no Rio de Janeiro
A empresa criada em 2010 para fornecer sondas à Petrobras atribuiu a crise à queda do petróleo e aos escândalos da Lava Jato. Reportagens divergem entre abril e maio de 2016 para o protocolo; a data exata não foi obtida.
Fontes (2)
A Sete Brasil entrou com pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro em abril de 2016 (3ª Vara Empresarial), apontando como causas a queda do preço do petróleo e os escândalos da Lava Jato; a empresa foi criada em 2010 para construir sondas para o pré-sal e seus acionistas teriam investido R$ 8,3 bilhões.
ReportagemVárias fontes independentesFonte: Sete Brasil entra com pedido de recuperação judicial — Jornal do Brasil, 30/04/2016 · Reportagem de 30/04/2016 · abrir original ↗
O mesmo capítulo afirma que a corrupção em Petrobras e fornecedores, agravada pela queda do petróleo em 2015, levou a Sete Brasil a pedir recuperação judicial no final de abril de 2016, com dívida estimada em cerca de US$ 5 bilhões, dois terços com o governo federal por bancos e fundos públicos (Banco do Brasil US$ 1 bi; Fundo de Garantia da Construção Naval US$ 1,3 bi; FI-FGTS US$ 0,7 bi; Caixa US$ 0,5 bi); em abril de 2016, o grau de conclusão dos contratos variava de 4,78% a 89,96% por sonda (Tabela 7).
Estimativa de estudoFonte únicaFonte: Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt) — Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP), nov. 2020 · Cap. 2, p. 42–44 (Tabela 7) · abrir original ↗
- Economia
Reportagem registra queda de mais de 82 mil para 43 mil empregados na indústria naval em dois anos
Dados do Sinaval; a reportagem atribui a crise ao escândalo da Lava Jato e à conjuntura internacional (queda do petróleo, ociosidade global de estaleiros).
Fontes (2)
Estadão Conteúdo (10/08/2016) registrou, com dados do Sinaval, queda de mais de 82 mil empregados no fim de 2014 para 43 mil em junho de 2016 (perda de cerca de 38 mil), e atribuiu a crise não só ao escândalo detalhado pela Lava Jato mas também à conjuntura internacional: queda do petróleo, demanda mundial menor e ociosidade global (utilização da capacidade dos estaleiros caiu de 85% em 2008 para 56% em 2014, dados da OCDE); registrou também o cancelamento pela Transpetro de uma encomenda de 17 navios e sinais de que a Petrobras poderia cancelar os dois últimos cascos no Rio Grande.
ReportagemVárias fontes independentesFonte: Em dois anos, indústria naval corta 38 mil empregados — Gazeta do Povo (Estadão Conteúdo), 10/08/2016 · Reportagem de 10/08/2016 · abrir original ↗
Segundo o Sinaval, a indústria de construção naval tinha 82.472 trabalhadores em dezembro de 2014, 57.048 em 2015 (mês não informado) e 43.745 no primeiro semestre de 2016, queda de 7.331 vagas no semestre.
ReportagemFonte únicaFonte: Queda no barril do petróleo, corrupção e Lava Jato desmantelam indústria naval — Brasil de Fato, 05/01/2017 · Reportagem de 05/01/2017, seção de emprego · abrir original ↗
- Economia
Conselho aprova plano 2017–2021, 25% abaixo da revisão de janeiro de 2016
US$ 60,6 bi em E&P e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural; total de US$ 74,1 bi segundo a Agência Brasil. Prevê US$ 19,5 bi em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.
Fontes (2)
O Conselho aprovou em 19/09/2016 o Plano de Negócios e Gestão 2017–2021 (comunicado de 20/09/2016): investimentos reduzidos em 25% frente à revisão de jan/2016, com US$ 60,6 bi em Exploração e Produção e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural, e US$ 19,5 bi previstos em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.
Dado oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K (20/09/2016): Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2017–2021 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 20/09/2016 · 6-K de 20/09/2016, seções sobre portfólio de investimentos e parcerias/desinvestimentos · abrir original ↗
A Agência Brasil informou que a previsão do plano 2017–2021 era de US$ 74,1 bilhões, queda de 25% sobre o plano anterior (US$ 98,4 bi), aprovado em 19/09/2016 e divulgado em 20/09/2016.
ReportagemFonte únicaFonte: Petrobras reduz em 25% plano de investimentos para os próximos cinco anos — Agência Brasil, 20/09/2016 · texto da reportagem · abrir original ↗
- Economia
UTC Participações pede recuperação judicial em São Paulo, dívida de cerca de R$ 3,4 bilhões
Pedido à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O grupo havia perdido mais de 20 mil postos desde 2013 e a receita da Constran caiu de R$ 1,3 bi (2014) para R$ 758 mi (2015), segundo a imprensa setorial.
Fontes (2)
A UTC Participações pediu recuperação judicial em 17/07/2017, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, para reestruturar dívidas de cerca de R$ 3,4 bilhões com bancos e fornecedores.
Documento descrito em reportagemFonte únicaFonte: Lava Jato: UTC pede recuperação judicial — Jornal do Brasil, 17/07/2017 · Reportagem de 17/07/2017 · abrir original ↗
Estadão Conteúdo (15/04/2017) registrou, com dados da revista O Empreiteiro e da Fitch: receitas da Constran (UTC) caíram de R$ 1,3 bilhão (2014) para R$ 758 milhões (2015), com mais de 20 mil demissões desde 2013 (74% do quadro); a Carioca Christiani-Nielsen perdeu 22% das receitas em 2014; a Galvão faturava R$ 3,8 bilhões até 2014; a Constran subiu para 13º no ranking em 2014 e caiu para 18º em 2015; a carteira de obras das empreiteiras se deteriorou.
ReportagemFonte únicaFonte: Construtoras queimam carteira de obras — IstoÉ Dinheiro (Estadão Conteúdo), 15/04/2017 · Reportagem de 15/04/2017 · abrir original ↗
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Petrobras aprova termo de compromisso com a Odebrecht, abrindo saída do bloqueio cautelar
Segundo o eixos, o termo prevê programa de integridade e permitiria a saída da Odebrecht Engenharia e Construção (após cumprir melhorias) e da Ocyan do bloqueio instituído em dezembro de 2014. Comunicado primário não localizado.
Fontes (1)
O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).
ReportagemFonte únicaFonte: Três anos de bloqueio cautelar da Petrobras: quem entrou, quem saiu e quem nunca entrou — eixos, 06/07/2018 · texto da reportagem · abrir original ↗
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Constellation, do grupo Queiroz Galvão, prepara pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão
A empresa de óleo e gás atribuiu a perda de caixa às investigações e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com arrendamentos de plataformas. Reportagem descreve preparação, não protocolo.
Fontes (1)
Em 28/11/2018 o InfoMoney noticiou que a Constellation, empresa de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão (família com 74%), preparava pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão, atribuindo a perda de caixa às investigações da Lava Jato e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com a renovação de arrendamentos de plataformas; sete de suas oito plataformas ficariam ociosas.
ReportagemFonte únicaFonte: Empresa de óleo e gás da Queiroz Galvão prepara recuperação judicial — InfoMoney, 28/11/2018 · Reportagem de 28/11/2018 · abrir original ↗
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Odebrecht pede recuperação judicial com dívida declarada de R$ 98,5 bilhões; juiz aceita no dia seguinte
Pedido à 1ª Vara de Falências de São Paulo, aceito em 18/06/2019, com a Alvarez & Marsal como administradora judicial. A Braskem ficou fora do pedido.
Fontes (1)
A Odebrecht pediu recuperação judicial em 17/06/2019, na 1ª Vara de Falências de São Paulo, com dívida declarada de R$ 98,5 bilhões; o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho aceitou o pedido em 18/06/2019 e nomeou a Alvarez & Marsal como administradora judicial; a Braskem ficou fora do pedido.
Documento descrito em reportagemVárias fontes independentesFonte: Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Odebrecht — Poder360, 18/06/2019 · Reportagem de 18/06/2019 · abrir original ↗
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Dallagnol reage a entrevista de Toffoli sobre empresas
Dallagnol disse que atribuir à Lava Jato a quebra de empresas é irresponsabilidade (Jovem Pan).
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Petrobras aprova acordo que mantém 4 e cancela 24 das 28 sondas da Sete Brasil
Contratos de afretamento de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia; os de 24 sondas encerrados; a Petrobras sai da estrutura societária.
Fontes (1)
Em 20/12/2019, a Petrobras aprovou os termos finais de acordo com a Sete Brasil: contratos de afretamento e operação de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia, e encerrados os contratos das outras 24 (a Sete Brasil deveria construir 28 sondas para o pré-sal); a Petrobras sairia da estrutura societária do grupo.
ReportagemFonte únicaFonte: Petrobras aprova acordo com Sete Brasil que cancela contratos de 24 sondas — Exame, 20/12/2019 · Reportagem de 20/12/2019 · abrir original ↗
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Petrobras anuncia retomada do antigo Comperj como Polo GasLub Itaboraí
Segundo o Brasil de Fato, anúncio feito junto ao plano estratégico 2024–2028; unidades de refino previstas para após 2028. Comunicado primário não localizado.
Fontes (1)
O Brasil de Fato informou que, em 27/11/2023, ao anunciar o plano estratégico 2024–2028, a Petrobras confirmou a retomada do antigo Comperj com o nome Polo GasLub Itaboraí, com foco em diesel e unidades de refino previstas para após 2028.
ReportagemFonte únicaFonte: Em anúncio de plano estratégico, Petrobras confirma retomada do Comperj, agora GasLub, em Itaboraí (RJ) — Brasil de Fato, 29/11/2023 · texto da reportagem · abrir original ↗
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Toffoli suspende multas do acordo de leniência da Odebrecht/Novonor com o MPF
A Novonor alegou graves dificuldades financeiras e excessos da força-tarefa revelados pela Operação Spoofing; o ministro citou dúvida razoável sobre a voluntariedade do acordo e autorizou a revisão dos termos com PGR, CGU e AGU. O total do acordo é de R$ 8,5 bilhões, segundo a matéria.
Fontes (1)
Em 01/02/2024, o ministro do STF Dias Toffoli suspendeu o pagamento das multas do acordo de leniência firmado em 2016 pela Odebrecht (hoje Novonor) com o MPF (R$ 8,5 bilhões, segundo a matéria) e autorizou a empresa a rever os termos com PGR, CGU e AGU, citando dúvida razoável sobre a voluntariedade da empresa ao assinar; a Novonor alegara graves dificuldades financeiras para cumprir as obrigações e excessos da força-tarefa revelados pela Operação Spoofing.
Decisão judicial ou administrativaFonte únicaFonte: Toffoli suspende multas de R$ 8,5 bilhões da Novonor em acordo da Lava Jato — InfoMoney, 01/02/2024 · Reportagem de 01/02/2024 · abrir original ↗
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Justiça do Rio decreta a falência da Sete Brasil
Segundo o Poder360 (18/12/2024), a 3ª Vara Empresarial estimou passivos de R$ 36 bilhões e afirmou que o grupo não tinha mais condições de soerguimento. A empresa disse que recorreria. A data exata da decisão não foi informada.
Fontes (2)
O TJ-RJ (3ª Vara Empresarial, juiz Luiz Alberto Alves) decretou a falência da Sete Brasil, segundo reportagem de 18/12/2024, estimando passivos de R$ 36 bilhões e afirmando que o grupo não tem mais condições de soerguimento; o pedido partiu da administradora judicial e do Ministério Público do RJ; a empresa disse que recorreria.
Documento descrito em reportagemFonte únicaFonte: Justiça decreta falência de empresa de sondas alvo da Lava Jato — Poder360, 18/12/2024 · Reportagem de 18/12/2024 · abrir original ↗
Segundo o Movimento Econômico (28/02/2024), a Sete Brasil devia cerca de R$ 17 bilhões a estaleiros brasileiros, à Petrobras e ao Fundo de Garantia para a Construção Naval; em 2019 a CGU registrou passivos de R$ 17,4 bilhões com pequena probabilidade de recuperação; a Petrobras reconheceu perda de R$ 5,6 bilhões em 2016; o FGCN aportou R$ 6,3 bilhões e o FI-FGTS R$ 2,5 bilhões; Atlântico Sul, Enseada e Rio Grande suspenderam contratos após o fim dos pagamentos.
Documento descrito em reportagemFonte únicaFonte: Sete Brasil: pedido de falência e dívida de R$ 17 bi — Movimento Econômico, 28/02/2024 · Reportagem de 28/02/2024 · abrir original ↗
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Petrobras assina contratos de R$ 4,9 bi para retomar o Trem 2 da RNEST
Segundo o Movimento Econômico, contratos com a Consag Engenharia; obra interrompida em 2015; conclusão prevista para o fim de 2029. Comunicado primário não localizado.
Fontes (1)
O Movimento Econômico informou que, em 16/06/2025, foram assinados contratos de R$ 4,9 bilhões com a Consag Engenharia para retomar o Trem 2 da RNEST, interrompido em 2015 'no contexto da Operação Lava Jato', com conclusão prevista para o fim de 2029.
ReportagemFonte únicaFonte: Petrobras retoma Trem 2 da Abreu e Lima com contratos de R$ 4,9 bilhões — Movimento Econômico, 16/06/2025 · texto da reportagem · abrir original ↗

