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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo
61%39%

Núcleo 1 · o custo para o Brasil

R$ 172,2 bi de prejuízo: de onde saiu

R$ 104,3 biinvestimentos que a Petrobras deixou de fazer em 2015–2017
R$ 67,9 biem obras de construção civil paralisadas ou abandonadas em 2014–2017

A consequência: segundo o mesmo estudo, esse corte deixou de gerar R$ 244,6 bi de produção (3,6% do PIB, somando 2014–2017), R$ 85,8 bi em salários, R$ 47,4 bi em impostos e 4,4 milhões de empregos somados nos quatro anos.

Desviado × recuperado na Petrobras

Pago a mais, pela conta da Petrobras (2004–2012)
R$ 6,2 bi
Recuperado e reconhecido pela Petrobras (até 31/12/2023)
R$ 7,3 bi
Teto estimado pela Polícia Federal (hipótese de 20% sobre contratos)
R$ 42,0 bi

Pela estimativa da própria Petrobras, o dinheiro recuperado já supera o que ela calcula ter pago a mais. Pelo teto da PF, faltariam cerca de R$ 34,7 bi. Em qualquer das contas, o desvio é muito menor que o prejuízo econômico estimado.

Estimativas do DIEESE (março de 2021), em valores nominais. Produção, salários e impostos são consequências do corte de investimento e não se somam a ele.

Método e limitações Painel completo

O que os estudos dizem

Resposta curta: o DIEESE estima que a Lava Jato custou ao Brasil R$ 172,2 bilhões em investimentos não feitos entre 2014 e 2017, com efeito de R$ 244,6 bilhões sobre a produção (3,6% do PIB) e 4,4 milhões de ocupações somadas nos quatro anos. Estimativas de 2015 (GO Associados, Tendências) apontavam cerca de 2,5% do PIB só naquele ano; economistas do IBRE atribuem metade da desaceleração a fatores externos.

A recessão de 2014–2016 teve várias causas. A pergunta aqui é mais estreita: quanto do investimento, da produção e do emprego perdidos os estudos atribuem à Lava Jato — e com que método. Cada estimativa vem com o que ela supõe e o que ela não consegue separar.

O ponto de partida: o estudo do DIEESE (2021)

Em março de 2021, o DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos — entidade de pesquisa mantida pelo movimento sindical, não órgão de governo — divulgou uma apresentação de 14 slides, com as marcas do DIEESE e da CUT, estimando os efeitos da operação entre 2014 e 2017. Ficha completa do estudo.

Redução de investimentos

R$ 172,2 biR$ 104,3 bi da Petrobras (2015–2017) e R$ 67,9 bi da construção civil (2014–2017), em valores nominais.

Valor adicionado não gerado

R$ 244,6 biSoma de 2014 a 2017. Inclui salários (R$ 85,8 bi) e impostos (R$ 47,4 bi), que são partes dele.

Ocupações potenciais

4,44 miSoma de quatro anos, não pessoas demitidas. 2,39 milhões vêm do efeito renda.
Fontes (3)

O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.

Estimativa de estudoEstimativa

Aplicando a redução de R$ 172,2 bilhões como choque de demanda numa matriz insumo-produto, o DIEESE estima, na soma de 2014 a 2017: 4.439.789 ocupações, R$ 244.647 milhões de valor adicionado, R$ 47.441 milhões de impostos, R$ 85.754 milhões de massa salarial e R$ 20.259 milhões de previdência e FGTS que deixaram de ser gerados, e 3,6% de acréscimo potencial no PIB.

Estimativa de estudoEstimativa

Das 4.439.789 ocupações, 2.050.136 vêm de efeitos diretos e indiretos (setores afetados e suas cadeias) e 2.389.653 do efeito renda (consumo que deixa de ocorrer). No valor adicionado, R$ 124.859 milhões diretos e indiretos e R$ 119.789 milhões de efeito renda.

Estimativa de estudoEstimativa

Como o número foi feito

  1. Petrobras: o estudo projetou quanto a empresa investiria em 2015–2017 com base em três variáveis — receita líquida, preço do Brent e lucro líquido — e tratou a diferença para o investimento realizado como efeito da forma como a operação foi conduzida.
  2. Construção: somou o valor de obras paralisadas listadas em sites do MPF e do TCU e de obras abandonadas por empresas que declararam incapacidade financeira.
  3. Efeitos: aplicou o total como choque de demanda numa matriz insumo-produto, que calcula o efeito nos setores fornecedores e no consumo das famílias (efeito renda).
Fontes (3)

A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.

Estimativa de estudoEstimativa

A parte da construção civil vem de um levantamento, nos sites do MPF e do TCU, de obras paralisadas em decorrência das ações da Lava Jato e de obras em que as empresas declararam incapacidade financeira para continuar.

Estimativa de estudoEstimativa

Metodologia declarada: período 2014–2017 (último ano das Contas Nacionais consolidadas); matriz insumo-produto de 2010 atualizada pelo método de Passoni (2019); choque de demanda formado pelas obras afetadas na construção civil e pelos valores não investidos pela Petrobras; setores de extração de petróleo e gás, refino e construção.

Estimativa de estudoComprovado em documento

O que ler com cuidado

  • Ocupações não são demissões. Os 4,44 milhões somam os valores de 2014 (361 mil), 2015 (1,13 milhão), 2016 (1,53 milhão) e 2017 (1,42 milhão). Uma mesma vaga que deixa de existir por quatro anos aparece quatro vezes.
  • Não se somam os indicadores. Salários e impostos fazem parte do valor adicionado; a redução de investimentos é a entrada do modelo, não um prejuízo a mais.
  • A regressão atribui à operação tudo o que três variáveis não explicam. Endividamento, câmbio, mudança de plano de negócios e de política de dividendos — que o próprio slide 3 menciona — não aparecem como causas separadas. Os coeficientes e a lista de obras não foram publicados.
  • O próprio cenário “sem Lava Jato” tem recessão. No gráfico do estudo, o PIB sem a operação também cairia 2,5% em 2015 e 2,1% em 2016 (observado: −3,6% e −3,3%). O estudo atribui à operação uma parte da recessão, não toda.
  • Valores nominais, sem correção pela inflação.
Fontes (4)

Por ano, as ocupações potenciais não geradas estimadas são 361.212 (2014), 1.130.165 (2015), 1.526.917 (2016) e 1.421.496 (2017); o valor adicionado, R$ 14.832,79 milhões, R$ 63.507,34 milhões, R$ 83.110,48 milhões e R$ 83.196,74 milhões; o acréscimo potencial no PIB, 0,3%, 1,0%, 1,2% e 1,1%.

Estimativa de estudoEstimativa

No gráfico de cenários do DIEESE, o PIB 'sem Lava Jato' também cai: −2,5% em 2015 e −2,1% em 2016, contra −3,6% e −3,3% observados. Em 2014, 0,8% contra 0,5%; em 2017, 2,4% contra 1,3%.

Estimativa de estudoEstimativa

No gráfico de ocupações do DIEESE, a linha 'sem LJ' se afasta da 'real' a cada ano e, em 2017, a distância entre as duas é visualmente próxima de 4,4 milhões, o mesmo valor do total somado da tabela do slide 7.

Estimativa de estudoEstimativa

O slide de abertura resume: 'A Lava Jato custou 4,4 milhões de empregos e 3,6% do PIB', e afirma que os trabalhadores defendem o combate à corrupção, que deve 'preservar a estrutura produtiva e punir os culpados'.

DeclaraçãoComprovado em documento

Crescimento do PIB: cenário do DIEESE sem a operação × observado

Unidade: R$ milhões nominais, ocupações e pontos percentuais

-3,6%-2,1%-0,6%0,9%2,4%2014201520162017PIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE) 2014: 0,8%PIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE) 2015: -2,5%PIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE) 2016: -2,1%PIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE) 2017: 2,4%PIB observado 2014: 0,5%PIB observado 2015: -3,6%PIB observado 2016: -3,3%PIB observado 2017: 1,3%

PIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE)PIB observado

Fonte: DIEESE — Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato. Método: Transcrição das tabelas dos slides 6 e 7 e dos rótulos do gráfico do slide 11, conferidas nas imagens dos slides. As somas batem com os totais do estudo, com diferença de arredondamento de 1 ocupação. O PIB observado é o das Contas Nacionais disponíveis em 2021. Baixar CSV.
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anoPIB sem Lava Jato (cenário do DIEESE)PIB observado
20140,8%0,5%
2015-2,5%-3,6%
2016-2,1%-3,3%
20172,4%1,3%

Redução de investimentos estimada pelo DIEESE, por ano

Unidade: R$ milhões nominais, ocupações e pontos percentuais

R$ 0 biR$ 10,7 biR$ 21,3 biR$ 32 biR$ 42,7 bi2014201520162017Petrobras 2014: R$ 0 biPetrobras 2015: R$ 26 biPetrobras 2016: R$ 35,7 biPetrobras 2017: R$ 42,7 biConstrução civil 2014: R$ 9,5 biConstrução civil 2015: R$ 15,8 biConstrução civil 2016: R$ 21,3 biConstrução civil 2017: R$ 21,3 bi

PetrobrasConstrução civil

Fonte: DIEESE — Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato. Método: Transcrição das tabelas dos slides 6 e 7 e dos rótulos do gráfico do slide 11, conferidas nas imagens dos slides. As somas batem com os totais do estudo, com diferença de arredondamento de 1 ocupação. Baixar CSV.
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anoPetrobrasConstrução civil
2014R$ 0 biR$ 9,5 bi
2015R$ 26 biR$ 15,8 bi
2016R$ 35,7 biR$ 21,3 bi
2017R$ 42,7 biR$ 21,3 bi

Onde estariam as ocupações potenciais (soma 2014–2017)

Unidade: ocupações

Fonte: DIEESE — Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato. Método: Transcrição da tabela do slide 9, conferida na imagem. Soma dos setores: 4.439.788 (o estudo informa 4.439.789; diferença de arredondamento). A construção e o comércio concentram as ocupações; o efeito renda espalha o resto pela economia. Baixar CSV.
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setorocupacoes_potenciais_2014_2017
Construção1.075.719
Comércio por atacado e varejo802.176
Serviços domésticos269.867
Transporte terrestre246.600
Alimentação196.063
Pecuária, inclusive apoio à pecuária178.317
Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita161.295
Atividades jurídicas, contábeis, consultoria e sedes de empresas139.444
Organizações associativas e outros serviços pessoais132.107
Outras atividades administrativas e serviços complementares123.757
Educação privada106.473
Saúde privada99.429
Confecção de artefatos do vestuário e acessórios68.719
Fabricação de produtos de minerais não-metálicos57.398
Intermediação financeira, seguros e previdência complementar51.927
Extração de petróleo e gás e Refino44.153
Demais686.344

Outros estudos, inclusive divergentes

Estimativas de outras instituições, com métodos e períodos próprios. Não se somam ao DIEESE nem entre si.

2015

Estimativa dos efeitos da Operação Lava Jato sobre a atividade econômica (GO Associados), 2015

GO Associados (sócios Gesner Oliveira e Fernando Marcato citados pela imprensa) · período 2015 (cenário ex ante, divulgado em 12/08/2015)

2015

Estimativa de impacto da Lava Jato sobre o PIB de 2015 (Tendências Consultoria)

Tendências Consultoria (economista Alessandra Ribeiro citada pela imprensa) · período 2015 (projeção de dezembro de 2015)

2015

Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB

Secretaria de Política Econômica (SPE/MF), com possível participação do MME (indicado pelo nome do arquivo) · período 2015 (documento de 21/10/2015)

2017

A crise econômica de 2014/2017

Fernando de Holanda Barbosa Filho · período 2011–2017

2018

Como a Lava-Jato afetou o PIB? Novas evidências para o debate

Bráulio Borges (IBRE/FGV e LCA Consultores) · período 2012–2018 (recessão 2014–2016)

2018

A diferença entre os efeitos da Lava-Jato no curto prazo e no médio e longo prazo

Bráulio Borges (IBRE/FGV e LCA Consultores) · período 1999–2017

2018

Relatório de Acompanhamento Fiscal (junho de 2018) — seção sobre PIB e construção civil

Instituição Fiscal Independente (IFI), Senado Federal · período 2014–2018

2019

Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião no Valor)

Luiz Fernando de Paula (IE/UFRJ) e Rafael Moura (Iesp/Uerj) · período 2014–2017

2020

Lessons of Operation Car Wash — capítulo 2: Anticorruption Policies in Brazil and the Operation Car Wash: Institutional and Economic Analysis

Ligia Maura Costa, Maria Lucia L. M. Padua Lima, Paulo C. Goldschmidt · período 2014–2018 (resultados da Petrobras), 2010–2016 (Sete Brasil)

2024

Operação Lava Jato, convenções e investimento privado

William Fabiano Dias Filho, Marco Flávio da Cunha Resende, Lucas Carvalho · período 2002.1 a 2023.1 (efeito medido de 2014.2 a 2023.1)

2025

A crise brasileira de 2014-2016: diferenças nas trajetórias de PIB per capita a partir da Lava Jato

Helder L. Ferreira-Filho, Jefferson S. Fraga, Nelson H. Barbosa-Filho · período 1990–2019 e 2000–2019; choque datado em 2014

2025

The Real Costs of Washing Away Corruption: Evidence from Brazil's Lava Jato Investigation

Claudio Ferraz (UBC, PUC-Rio, NBER), Luiz C. Moura (UFRJ), Lars Norden (FGV EBAPE), Ricardo Schechtman (Banco Central do Brasil) · período 2011–2016 (RAIS 2012–2016; crédito 2011T1–2016T2)

Outras estimativas numéricas

Emprego nos setores mais expostos

Dados observados, não estimativas. Mostram a queda nos setores, mas não dizem quanto dela vem da operação e quanto da recessão, do petróleo ou do corte de investimento público.

Saldo anual de empregos formais na construção civil (Caged), 2015–2017

Unidade: vagas (admissões menos desligamentos)

-416.689-312.516,5-208.344-104.171,51201520162017vagas (admissões menos desligamentos) 2015: -416.689vagas (admissões menos desligamentos) 2016: -361.874vagas (admissões menos desligamentos) 2017: -103.968
Fonte: Agência CBIC (dados do Caged/Ministério do Trabalho) — Construção civil tem a maior redução de emprego formal em 2017, mostra Caged. Método: Saldos anuais do Caged/Ministério do Trabalho divulgados pela CBIC em 29/01/2018. Dado observado: não mede o efeito da Lava Jato, que se mistura à recessão, ao fim do ciclo de obras da Copa e ao corte do investimento público. Valores sujeitos a revisões posteriores do Caged. Baixar CSV.
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anovagas (admissões menos desligamentos)
2015-416.689
2016-361.874
2017-103.968

Trabalhadores na indústria de construção e reparação naval (Sinaval), 2014–2016 e 2026

Unidade: trabalhadores

021.50043.00064.50086.0002014-1220152016-062026-07trabalhadores 2014-12: 82.472trabalhadores 2015: 57.048trabalhadores 2016-06: 43.745trabalhadores 2026-07: 86.000
Fonte: Brasil de Fato — Queda no barril do petróleo, corrupção e Lava Jato desmantelam indústria naval. Método: Dados do Sinaval reproduzidos por reportagens; metodologia do sindicato não verificada. A observação de 2026 vem de outra fonte (Diário do Grande ABC) e não é diretamente comparável (composição mudou: reparo, conversão, desmantelamento). Baixar CSV.
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referenciatrabalhadores
2014-1282.472
201557.048
2016-0643.745
2026-0786.000

Investimentos previstos nos Planos de Negócios e Gestão da Petrobras, 2013–2021

Unidade: US$ bilhões (previsto, não realizado)

0504,251.008,51.512,752.0172017-2021 (atualizado 2017)US$ bilhões (previsto, não realizado) 2017-2021 (atualizado 2017): 2.017
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2012; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 6-K (29/06/2015): Plano de Negócios e Gestão 2015–2019; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 6-K (12/01/2016): ajustes ao Plano de Negócios e Gestão 2015–2019; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 6-K (20/09/2016): Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2017–2021; Agência Brasil — Petrobras reduz em 25% plano de investimentos para os próximos cinco anos; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2016. Método: Valor total previsto em cada plano na data de aprovação/divulgação. São previsões de cinco anos com premissas diferentes de petróleo e câmbio; o plano 2015–2019 foi revisado em 12/01/2016. Não são comparáveis diretamente com o realizado anual. O total do plano 2017–2021 (US$ 74,1 bi) vem de reportagem; o 6-K traz só os componentes. Baixar CSV.
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planoUS$ bilhões (previsto, não realizado)
2017-2021 (atualizado 2017)2.017

Lucro líquido atribuível e dívida líquida da Petrobras, 2013–2018

Unidade: USD (número puro; fonte em milhões de US$)

-8.450.000.000-3.564.000.0001.322.000.0006.208.000.00011.094.000.000201320142015201620172018USD (número puro; fonte em milhões de US$) 2013: 11.094.000.000USD (número puro; fonte em milhões de US$) 2014: -7.367.000.000USD (número puro; fonte em milhões de US$) 2015: -8.450.000.000USD (número puro; fonte em milhões de US$) 2016: -4.838.000.000USD (número puro; fonte em milhões de US$) 2017: -91.000.000USD (número puro; fonte em milhões de US$) 2018: 7.173.000.000
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato); Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2016; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2018. Método: Lucro líquido atribuível aos acionistas da Petrobras (Selected Financial Data) e dívida líquida (dívida total menos caixa, equivalentes e títulos públicos/depósitos a prazo com vencimento acima de três meses; medida não-IFRS definida pela empresa), em dólares, conforme apresentado pela empresa. Valores em reais diferem (o prejuízo de 2014 foi de R$ 21,587 bi). Dívida líquida de 2015 reapresentada como US$ 100.425 mi no 20-F de 2016. Baixar CSV.
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anoUSD (número puro; fonte em milhões de US$)
201311.094.000.000
2014-7.367.000.000
2015-8.450.000.000
2016-4.838.000.000
2017-91.000.000
20187.173.000.000

Marcos econômicos

  1. Economia

    Petrobras divulga plano 2013–2017 com US$ 236,7 bilhões de investimentos

    Plano orçado em US$ 236,7 bi, dos quais US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação. Antecede a Operação Lava Jato (março de 2014) e as revelações sobre fornecedores.

    Fontes (1)

    A Petrobras divulgou em 15/03/2013 o Plano de Negócios e Gestão 2013–2017 com investimentos orçados de US$ 236,7 bilhões (2013–2017), sendo US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação.

    Dado oficialComprovado em documento
  2. Economia

    Plano 2014–2018 prevê US$ 220,6 bilhões de investimentos

    Orçamento de US$ 220,6 bi para 2014–2018 (US$ 206,8 bi em implantação ou licitação; US$ 13,8 bi em avaliação) e US$ 42,4 bi para 2014.

    Fontes (1)

    A Petrobras anunciou em 25/02/2014 o Plano 2014–2018 com investimentos orçados de US$ 220,6 bilhões (US$ 206,8 bi em projetos em implantação ou licitação e US$ 13,8 bi em carteira em avaliação); o orçamento de 2014 era de US$ 42,4 bi.

    Dado oficialComprovado em documento
  3. Economia

    Prisões de executivos de construtoras e rebaixamento de classificação de risco

    Após a 7ª fase da Lava Jato (novembro de 2014), com prisões de executivos de várias construtoras, agências rebaixaram as empresas e o crédito secou, segundo a Galvão Engenharia e a OAS. A Transparência Internacional avaliou na ocasião que haveria impacto de mercado. A data exata da fase é está em outra ficha do acervo.

    Fontes (3)

    A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.

    Documento descrito em reportagemFonte única

    A OAS pediu recuperação judicial de nove empresas do grupo em 31/03/2015 na Justiça de São Paulo, com dívida total do grupo de R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões incluídos no pedido; a direção atribuiu o pedido à intensa restrição de crédito desde o fim de 2014.

    Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes

    Em entrevista à BBC Brasil (14/11/2014), logo após a sétima fase, o diretor da Transparência Internacional para a América Latina, Alejandro Salas, disse que haveria impacto no mercado porque os nomes das empresas eram conhecidos, que as construtoras precisavam provar rapidamente que estavam limpas e que o caso abria oportunidade de reformas que levam tempo.

    DeclaraçãoFonte única
  4. Economia

    Petrobras bloqueia cautelarmente empresas de 23 grupos citados em depoimentos sobre cartel

    A Diretoria Executiva criou comissões de análise de sanção e determinou o impedimento temporário de contratação e de participação em licitações das empresas dos grupos listados, com base em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e delatores da Toyo Setal e Setal. A inclusão baseia-se em depoimentos, não em condenação.

    Fontes (2)

    Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.

    Documento oficialComprovado em documento

    As contagens da própria Petrobras variam: 23 grupos no comunicado de 29/12/2014; 24 grupos no 20-F de 2014; 32 empresas de 23 grupos em 2014, mais duas empresas em 2015, três com restrição levantada e 31 ainda suspensas, segundo o 20-F de 2015.

    Documento oficialContestado
  5. Economia

    Imprensa noticia que a OAS pedirá recuperação judicial; dívida citada de R$ 7,7 bilhões

    O Estado de Minas informou que a OAS, apontada como integrante do cartel de obras da Petrobras, deveria pedir recuperação judicial nas duas semanas seguintes. O pedido só foi apresentado em 31 de março.

    Fontes (1)

    Em 14/01/2015, o Estado de Minas noticiou que a OAS, apontada como parte do cartel de obras da Petrobras, deveria pedir recuperação judicial nas duas semanas seguintes, com dívida de R$ 7,7 bilhões; o pedido só foi apresentado em 31/03/2015.

    ReportagemFonte única
  6. Economia

    Petrobras perde o grau de investimento na Moody's

    A Moody's retirou o grau de investimento de todos os ratings da empresa em 24/02/2015; S&P (setembro) e Fitch (dezembro de 2015) seguiram. A Petrobras lista, entre as preocupações das agências, liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida, queda do petróleo e desvalorização do real.

    Fontes (1)

    A Petrobras perdeu o grau de investimento da Moody's em 24/02/2015, da S&P em setembro de 2015 e da Fitch em dezembro de 2015; as agências citaram pressão de liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida e, entre outros fatores, a desvalorização do real e a queda do petróleo.

    Documento oficialComprovado em documento
  7. Economia

    Galvão Engenharia pede recuperação judicial no Rio de Janeiro

    A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial, atribuindo a crise à suspensão de pagamentos da Petrobras, ao rebaixamento após as prisões de executivos e à falta de crédito. Declarou ter cortado cerca de 9 mil empregos em 2015. A empresa nega participação em cartel.

    Fontes (1)

    A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.

    Documento descrito em reportagemFonte única
  8. Economia

    OAS pede recuperação judicial de nove empresas em São Paulo

    Dívida total do grupo de R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões no pedido. A direção atribuiu o pedido à restrição de crédito desde o fim de 2014.

    Fontes (1)

    A OAS pediu recuperação judicial de nove empresas do grupo em 31/03/2015 na Justiça de São Paulo, com dívida total do grupo de R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões incluídos no pedido; a direção atribuiu o pedido à intensa restrição de crédito desde o fim de 2014.

    Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes
  9. Economia

    Petrobras publica balanço auditado de 2014: baixa de R$ 6,194 bi, perdas de R$ 44,636 bi e prejuízo de R$ 21,587 bi

    O balanço de 2014, publicado com atraso, traz a baixa de custos capitalizados indevidamente (reconhecida no 3T14), perdas por redução ao valor recuperável, em grande parte nas refinarias RNEST-2 e Comperj, e prejuízo líquido de R$ 21,587 bi. A empresa afirma que as perdas não se originam principalmente de pagamentos indevidos.

    Fontes (4)

    A Petrobras baixou R$ 6,194 bi de custos capitalizados que representam valores pagos a maior na aquisição de imobilizado em anos anteriores, em razão do esquema de pagamentos revelado pela Lava Jato; a baixa foi reconhecida no 3T14 (US$ 2,527 bi pelo 20-F).

    Dado oficialComprovado em documento

    O prejuízo líquido de 2014 atribuível aos acionistas foi de R$ 21,587 bi, que a Petrobras atribui a perdas por redução ao valor recuperável de R$ 44,636 bi (refinarias domésticas R$ 30,976 bi; E&P R$ 10,002 bi por menores preços internacionais do petróleo; petroquímica R$ 2,978 bi) e à baixa de R$ 6,194 bi.

    Dado oficialComprovado em documento

    A Petrobras afirmou que a diferença entre o valor justo e o valor contábil de seus ativos era significativamente maior que qualquer estimativa razoável de pagamentos indevidos e que essa diferença não se origina principalmente de pagamentos indevidos, mas de outras fontes, como método de mensuração e mudanças no contexto de negócios (câmbio, taxa de desconto, preços e margens).

    Documento oficialComprovado em documento

    A Petrobras explicou que os adiamentos de Comperj e RNEST-2 foram medidas para preservar caixa e resposta às dificuldades criadas aos fornecedores pela investigação Lava Jato, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior (prêmio de risco do projeto parado), atraso nas entradas de caixa esperadas e menor crescimento econômico projetado.

    Documento oficialComprovado em documento
  10. Economia

    AGU diz que 51 mil CNPJs dependem das 23 empreiteiras investigadas e defende acordos de leniência

    O advogado-geral Luís Inácio Adams defendeu aplicar a Lei Anticorrupção sem fechamento em série de empresas. O ministro-chefe da CGU disse que os acordos exigem reparação do dano e passagem pelo TCU. Quatro empreiteiras já haviam procurado a CGU.

    Fontes (1)

    Em 07/05/2015, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse em seminário sobre a Lei Anticorrupção que 51 mil CNPJs de fornecedoras, investidoras e prestadoras de serviço dependem das 23 empreiteiras investigadas, e defendeu aplicar a lei sem 'fechamento em série' de empresas; o ministro-chefe da CGU, Valdir Simão, afirmou que os acordos de leniência só seriam fechados com reparação do dano e preservação do interesse público, e que o TCU precisaria se manifestar.

    DeclaraçãoFonte única
  11. Economia

    Conselho aprova plano 2015–2019 com US$ 130,3 bi, 37% abaixo do anterior

    Plano focado em desalavancagem e em E&P no pré-sal (83% do total); investimento em refino fica restrito, com 11% do segmento downstream para concluir a refinaria Abreu e Lima. Metas de produção reduzidas por adiamentos e atrasos, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.

    Fontes (2)

    O Conselho aprovou em 26/06/2015 o Plano 2015–2019, com investimentos totais de US$ 130,3 bilhões (E&P 108,6; Abastecimento 12,8; Gás e Energia 6,3; outras áreas 2,6), redução de 37% frente ao plano anterior.

    Dado oficialComprovado em documento

    No comunicado do plano 2015–2019, a Petrobras informou que as metas de produção foram atualizadas por adiamentos de projetos menos maduros e atrasos na entrega de unidades de produção, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.

    Documento oficialComprovado em documento
  12. Economia

    GO Associados divulga estimativa de impacto de cerca de R$ 143 bilhões (2,5% do PIB) em 2015

    Cenário ex ante em insumo-produto, com recuo de 37% nos investimentos da Petrobras e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas; a consultoria diz que a maior parte do custo poderia ser evitada com cuidados na condução das investigações.

    Fontes (3)

    A GO Associados estimou, em agosto de 2015, impacto direto e indireto de cerca de R$ 143 bilhões (aproximadamente 2,5% do PIB) sobre a atividade econômica de 2015, num cenário de recuo de 37% nos investimentos da Petrobras (plano 2015–2019) e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas.

    Documento descrito em reportagemEstimativa

    No mesmo cenário, a GO Associados estimou perda de cerca de 1,9 milhão de postos de trabalho (serviços ~1,2 milhão, indústria 426 mil, agropecuária 245 mil), contração de R$ 22,4 bilhões na massa salarial e R$ 9,4 bilhões de arrecadação tributária perdida.

    Documento descrito em reportagemEstimativa

    A GO Associados usou metodologia de insumo-produto aplicada à redução de investimentos da Petrobras e das obras públicas, afirmou que o efeito é amplificado em período recessivo e disse que a maior parte do custo poderia ser evitada com cuidados na condução das investigações, sem quantificar esse cenário alternativo.

    Documento descrito em reportagemFonte única
  13. Economia

    Documento da SPE/MF estima mais de 2 pontos do PIB em efeitos da redução de investimentos de Petrobras e empreiteiras

    O governo federal calculou efeito de 1,7% do PIB para o corte de 33% da Petrobras e de 0,4% para o recuo das empreiteiras, e disse que a queda do petróleo era um dos principais fatores de 2015.

    Fontes (3)

    A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.

    Estimativa de estudoEstimativa

    O mesmo documento estimou que a redução dos investimentos das empreiteiras (15% sobre um investimento de cerca de 2,8% do PIB, premissas da Tendências) corresponderia a 0,4% do PIB, e que a soma dos impactos direto, indireto e 'lateral' pode ter ultrapassado 2 pontos percentuais do PIB.

    Estimativa de estudoEstimativa

    O documento da SPE/MF diz que a mudança nos preços das matérias-primas, inclusive o petróleo, é um dos principais fatores de impacto sobre o crescimento desde 2014, 'especialmente em 2015', e que, na cadeia de óleo e gás, 'outros fatores, de natureza não econômica' também tiveram papel preponderante no comportamento da principal empresa do setor.

    Documento oficialComprovado em documento
  14. Economia

    Tendências estima que a Lava Jato subtrai 2,5 pontos do PIB de 2015; reportagem registra críticas e defesas da operação

    A BBC Brasil publicou estimativas da Tendências e da GO e opiniões da Transparência Internacional, de acadêmicos e do procurador Deltan Dallagnol sobre a relação entre a operação e a recessão.

    Fontes (3)

    A Tendências Consultoria estimou, em dezembro de 2015, que a Lava Jato subtraía cerca de 2,5 pontos percentuais do PIB de 2015; sem seus efeitos, a queda seria de aproximadamente 0,7% a 1,3%, segundo a economista Alessandra Ribeiro, e não de 3,2% (projeção da consultoria na ocasião).

    Documento descrito em reportagemEstimativa

    A Tendências calculava que o investimento da Petrobras equivalia a cerca de 2% do PIB e o das grandes construtoras a cerca de 2,8%, de modo que as empresas afetadas somavam quase 5% do PIB; o investimento total era de 17% a 20% do PIB.

    Documento descrito em reportagemFonte única

    Na mesma reportagem, o professor André Biancarelli (Unicamp) disse que o combate à corrupção não deve ficar subordinado às necessidades das empresas; Fabiano Angélico, da Transparência Internacional, defendeu que a sociedade ganha com regras claras e que trabalhadores demitidos seriam absorvidos por empresas médias; o procurador Deltan Dallagnol afirmou que a corrupção, e não sua investigação, prejudica a economia, usando analogia atribuída a Sergio Moro: a culpa é de quem cometeu o crime, não de quem encontrou o corpo.

    DeclaraçãoFonte única
  15. Economia

    Petrobras cria comissão interna para apurar o Projeto Sondas e acordos com a Sete Brasil

    No mesmo ano a empresa registrou perdas de US$ 44 mi (direta) e US$ 40 mi (via FIP Sondas) pela piora da situação financeira da Sete Brasil e pelo adiamento da maior parte de suas construções.

    Fontes (1)

    Em 2015, a Petrobras reconheceu perdas de US$ 44 mi no investimento direto em Sete Brasil e US$ 40 mi via FIP Sondas, por piora das condições econômico-financeiras da empresa, adiamento da maior parte de suas construções e incerteza sobre a continuidade dos projetos; instaurou em 15/12/2015 comissão interna para apurar possíveis irregularidades na criação do Projeto Sondas.

    Documento oficialComprovado em documento
  16. Economia

    Medida Provisória 703 altera as regras dos acordos de leniência

    A MP alterou a Lei Anticorrupção para dispor sobre acordos de leniência. O Planalto a registra como de vigência encerrada; o IBRE data a perda de eficácia em maio de 2016 e a aponta como fator que ampliou a insegurança sobre as regras.

    Fontes (2)

    A Medida Provisória nº 703, de 18/12/2015, alterou a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) para dispor sobre acordos de leniência; a página do Planalto marca a medida com 'vigência encerrada'.

    Documento oficialComprovado em documento

    O mesmo post listou como fatores da recessão 2014–2016 choques exógenos (clima, água e energia em 2012–2016; queda do petróleo entre fim de 2014 e início de 2016), a má gestão anterior da Petrobras e erros de política econômica, e apontou a falta de regras claras para os acordos de leniência (MP 703/2015 caducada em maio de 2016) como fator que amplificou o risco sistêmico.

    Estimativa de estudoFonte única
  17. Economia

    Último pregão de 2015: valor de mercado da Petrobras de R$ 101,3 bi (US$ 25,9 bi), o menor dos fins de ano de 2012–2019

    Cálculo reproduzível com preços da B3 e número de ações dos 20-F. O Brent médio caiu de US$ 108,56 (2013) para US$ 52,32 (2015) e o dólar médio subiu de R$ 2,16 para R$ 3,34. É medida de preço de ações, não de caixa, e não é atribuída a uma única causa.

    Fontes (3)

    Calculado por ações em circulação (capa dos 20-F) × fechamento de PETR3/PETR4 no último pregão do ano (B3), o valor de mercado da Petrobras foi de R$ 254,9 bi (28/12/2012), R$ 214,7 bi (30/12/2013), R$ 127,5 bi (30/12/2014), R$ 101,3 bi (30/12/2015), R$ 209,4 bi (29/12/2016), R$ 216,0 bi (28/12/2017), R$ 316,1 bi (28/12/2018) e R$ 407,2 bi (30/12/2019); em dólares, US$ 124,7 bi, 91,6, 48,0, 25,9, 64,2, 65,3, 81,6 e 101,0 bi.

    Estimativa de estudoEstimativa

    A EIA registra Brent médio anual de US$ 111,26 (2011), 111,63 (2012), 108,56 (2013), 98,97 (2014), 52,32 (2015), 43,64 (2016), 54,13 (2017), 71,34 (2018) e 64,30 (2019).

    Dado oficialComprovado em documento

    Pela série 1 do SGS do Banco Central (dólar, venda), a média anual do câmbio foi de R$ 2,1605 (2013), 2,3547 (2014), 3,3387 (2015), 3,4833 (2016), 3,1925 (2017), 3,6558 (2018) e 3,9461 (2019); no fim de 2013, 2,3426; 2014, 2,6562; 2015, 3,9048.

    Dado oficialComprovado em documento
  18. Economia

    Petrobras corta plano 2015–2019 de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi

    A empresa atribui a redução de US$ 32 bi a otimização de portfólio (US$ 21,2 bi) e efeito cambial (US$ 10,7 bi), diante de novos níveis de petróleo e câmbio.

    Fontes (1)

    Em 12/01/2016 o Conselho aprovou ajustes: o capex do plano 2015–2019 caiu de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi (redução de US$ 32 bi), que a empresa decompõe em otimização de portfólio (–US$ 21,2 bi) e efeito cambial (–US$ 10,7 bi), em função de novos níveis de preço do petróleo e câmbio.

    Dado oficialComprovado em documento
  19. Economia

    Mendes Júnior pede recuperação judicial em Belo Horizonte

    Pedido à 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (processo 0579058-27.2016.8.13.0024). Em agosto de 2016, o quadro operacional havia caído de cerca de 15 mil para 3,6 mil trabalhadores, e a CGU a declarara inidônea para licitar.

    Fontes (1)

    A Mendes Júnior pediu recuperação judicial em 08/03/2016, na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (processo 0579058-27.2016.8.13.0024); em agosto de 2016 a IstoÉ Dinheiro registrou que o quadro operacional caíra de cerca de 15 mil para 3,6 mil trabalhadores, que a CGU a declarara inidônea para licitar e que seu principal executivo fora condenado a quase 20 anos.

    Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes
  20. Economia

    Moro diz a empresários que a crise não é culpa da Lava Jato

    Em palestra do Lide Paraná, o juiz Sergio Moro disse que a culpa pela recessão e pelo desemprego não é da Lava Jato (Jornal do Brasil, 10/3/2016).

  21. Economia

    Sete Brasil pede recuperação judicial no Rio de Janeiro

    A empresa criada em 2010 para fornecer sondas à Petrobras atribuiu a crise à queda do petróleo e aos escândalos da Lava Jato. Reportagens divergem entre abril e maio de 2016 para o protocolo; a data exata não foi obtida.

    Fontes (2)

    A Sete Brasil entrou com pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro em abril de 2016 (3ª Vara Empresarial), apontando como causas a queda do preço do petróleo e os escândalos da Lava Jato; a empresa foi criada em 2010 para construir sondas para o pré-sal e seus acionistas teriam investido R$ 8,3 bilhões.

    ReportagemVárias fontes independentes

    O mesmo capítulo afirma que a corrupção em Petrobras e fornecedores, agravada pela queda do petróleo em 2015, levou a Sete Brasil a pedir recuperação judicial no final de abril de 2016, com dívida estimada em cerca de US$ 5 bilhões, dois terços com o governo federal por bancos e fundos públicos (Banco do Brasil US$ 1 bi; Fundo de Garantia da Construção Naval US$ 1,3 bi; FI-FGTS US$ 0,7 bi; Caixa US$ 0,5 bi); em abril de 2016, o grau de conclusão dos contratos variava de 4,78% a 89,96% por sonda (Tabela 7).

    Estimativa de estudoFonte única
  22. Economia

    Reportagem registra queda de mais de 82 mil para 43 mil empregados na indústria naval em dois anos

    Dados do Sinaval; a reportagem atribui a crise ao escândalo da Lava Jato e à conjuntura internacional (queda do petróleo, ociosidade global de estaleiros).

    Fontes (2)

    Estadão Conteúdo (10/08/2016) registrou, com dados do Sinaval, queda de mais de 82 mil empregados no fim de 2014 para 43 mil em junho de 2016 (perda de cerca de 38 mil), e atribuiu a crise não só ao escândalo detalhado pela Lava Jato mas também à conjuntura internacional: queda do petróleo, demanda mundial menor e ociosidade global (utilização da capacidade dos estaleiros caiu de 85% em 2008 para 56% em 2014, dados da OCDE); registrou também o cancelamento pela Transpetro de uma encomenda de 17 navios e sinais de que a Petrobras poderia cancelar os dois últimos cascos no Rio Grande.

    ReportagemVárias fontes independentes

    Segundo o Sinaval, a indústria de construção naval tinha 82.472 trabalhadores em dezembro de 2014, 57.048 em 2015 (mês não informado) e 43.745 no primeiro semestre de 2016, queda de 7.331 vagas no semestre.

    ReportagemFonte única
  23. Economia

    Conselho aprova plano 2017–2021, 25% abaixo da revisão de janeiro de 2016

    US$ 60,6 bi em E&P e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural; total de US$ 74,1 bi segundo a Agência Brasil. Prevê US$ 19,5 bi em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.

    Fontes (2)

    O Conselho aprovou em 19/09/2016 o Plano de Negócios e Gestão 2017–2021 (comunicado de 20/09/2016): investimentos reduzidos em 25% frente à revisão de jan/2016, com US$ 60,6 bi em Exploração e Produção e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural, e US$ 19,5 bi previstos em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.

    Dado oficialComprovado em documento

    A Agência Brasil informou que a previsão do plano 2017–2021 era de US$ 74,1 bilhões, queda de 25% sobre o plano anterior (US$ 98,4 bi), aprovado em 19/09/2016 e divulgado em 20/09/2016.

    ReportagemFonte única
  24. Economia

    UTC Participações pede recuperação judicial em São Paulo, dívida de cerca de R$ 3,4 bilhões

    Pedido à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O grupo havia perdido mais de 20 mil postos desde 2013 e a receita da Constran caiu de R$ 1,3 bi (2014) para R$ 758 mi (2015), segundo a imprensa setorial.

    Fontes (2)

    A UTC Participações pediu recuperação judicial em 17/07/2017, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, para reestruturar dívidas de cerca de R$ 3,4 bilhões com bancos e fornecedores.

    Documento descrito em reportagemFonte única

    Estadão Conteúdo (15/04/2017) registrou, com dados da revista O Empreiteiro e da Fitch: receitas da Constran (UTC) caíram de R$ 1,3 bilhão (2014) para R$ 758 milhões (2015), com mais de 20 mil demissões desde 2013 (74% do quadro); a Carioca Christiani-Nielsen perdeu 22% das receitas em 2014; a Galvão faturava R$ 3,8 bilhões até 2014; a Constran subiu para 13º no ranking em 2014 e caiu para 18º em 2015; a carteira de obras das empreiteiras se deteriorou.

    ReportagemFonte única
  25. Economia

    Petrobras aprova termo de compromisso com a Odebrecht, abrindo saída do bloqueio cautelar

    Segundo o eixos, o termo prevê programa de integridade e permitiria a saída da Odebrecht Engenharia e Construção (após cumprir melhorias) e da Ocyan do bloqueio instituído em dezembro de 2014. Comunicado primário não localizado.

    Fontes (1)

    O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).

    ReportagemFonte única
  26. Economia

    Constellation, do grupo Queiroz Galvão, prepara pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão

    A empresa de óleo e gás atribuiu a perda de caixa às investigações e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com arrendamentos de plataformas. Reportagem descreve preparação, não protocolo.

    Fontes (1)

    Em 28/11/2018 o InfoMoney noticiou que a Constellation, empresa de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão (família com 74%), preparava pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão, atribuindo a perda de caixa às investigações da Lava Jato e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com a renovação de arrendamentos de plataformas; sete de suas oito plataformas ficariam ociosas.

    ReportagemFonte única
  27. Economia

    Odebrecht pede recuperação judicial com dívida declarada de R$ 98,5 bilhões; juiz aceita no dia seguinte

    Pedido à 1ª Vara de Falências de São Paulo, aceito em 18/06/2019, com a Alvarez & Marsal como administradora judicial. A Braskem ficou fora do pedido.

    Fontes (1)

    A Odebrecht pediu recuperação judicial em 17/06/2019, na 1ª Vara de Falências de São Paulo, com dívida declarada de R$ 98,5 bilhões; o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho aceitou o pedido em 18/06/2019 e nomeou a Alvarez & Marsal como administradora judicial; a Braskem ficou fora do pedido.

    Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes
  28. Economia

    Dallagnol reage a entrevista de Toffoli sobre empresas

    Dallagnol disse que atribuir à Lava Jato a quebra de empresas é irresponsabilidade (Jovem Pan).

  29. Economia

    Petrobras aprova acordo que mantém 4 e cancela 24 das 28 sondas da Sete Brasil

    Contratos de afretamento de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia; os de 24 sondas encerrados; a Petrobras sai da estrutura societária.

    Fontes (1)

    Em 20/12/2019, a Petrobras aprovou os termos finais de acordo com a Sete Brasil: contratos de afretamento e operação de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia, e encerrados os contratos das outras 24 (a Sete Brasil deveria construir 28 sondas para o pré-sal); a Petrobras sairia da estrutura societária do grupo.

    ReportagemFonte única
  30. Economia

    Petrobras anuncia retomada do antigo Comperj como Polo GasLub Itaboraí

    Segundo o Brasil de Fato, anúncio feito junto ao plano estratégico 2024–2028; unidades de refino previstas para após 2028. Comunicado primário não localizado.

    Fontes (1)

    O Brasil de Fato informou que, em 27/11/2023, ao anunciar o plano estratégico 2024–2028, a Petrobras confirmou a retomada do antigo Comperj com o nome Polo GasLub Itaboraí, com foco em diesel e unidades de refino previstas para após 2028.

    ReportagemFonte única
  31. Economia

    Toffoli suspende multas do acordo de leniência da Odebrecht/Novonor com o MPF

    A Novonor alegou graves dificuldades financeiras e excessos da força-tarefa revelados pela Operação Spoofing; o ministro citou dúvida razoável sobre a voluntariedade do acordo e autorizou a revisão dos termos com PGR, CGU e AGU. O total do acordo é de R$ 8,5 bilhões, segundo a matéria.

    Fontes (1)

    Em 01/02/2024, o ministro do STF Dias Toffoli suspendeu o pagamento das multas do acordo de leniência firmado em 2016 pela Odebrecht (hoje Novonor) com o MPF (R$ 8,5 bilhões, segundo a matéria) e autorizou a empresa a rever os termos com PGR, CGU e AGU, citando dúvida razoável sobre a voluntariedade da empresa ao assinar; a Novonor alegara graves dificuldades financeiras para cumprir as obrigações e excessos da força-tarefa revelados pela Operação Spoofing.

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  32. Economia

    Justiça do Rio decreta a falência da Sete Brasil

    Segundo o Poder360 (18/12/2024), a 3ª Vara Empresarial estimou passivos de R$ 36 bilhões e afirmou que o grupo não tinha mais condições de soerguimento. A empresa disse que recorreria. A data exata da decisão não foi informada.

    Fontes (2)

    O TJ-RJ (3ª Vara Empresarial, juiz Luiz Alberto Alves) decretou a falência da Sete Brasil, segundo reportagem de 18/12/2024, estimando passivos de R$ 36 bilhões e afirmando que o grupo não tem mais condições de soerguimento; o pedido partiu da administradora judicial e do Ministério Público do RJ; a empresa disse que recorreria.

    Documento descrito em reportagemFonte única

    Segundo o Movimento Econômico (28/02/2024), a Sete Brasil devia cerca de R$ 17 bilhões a estaleiros brasileiros, à Petrobras e ao Fundo de Garantia para a Construção Naval; em 2019 a CGU registrou passivos de R$ 17,4 bilhões com pequena probabilidade de recuperação; a Petrobras reconheceu perda de R$ 5,6 bilhões em 2016; o FGCN aportou R$ 6,3 bilhões e o FI-FGTS R$ 2,5 bilhões; Atlântico Sul, Enseada e Rio Grande suspenderam contratos após o fim dos pagamentos.

    Documento descrito em reportagemFonte única
  33. Economia

    Petrobras assina contratos de R$ 4,9 bi para retomar o Trem 2 da RNEST

    Segundo o Movimento Econômico, contratos com a Consag Engenharia; obra interrompida em 2015; conclusão prevista para o fim de 2029. Comunicado primário não localizado.

    Fontes (1)

    O Movimento Econômico informou que, em 16/06/2025, foram assinados contratos de R$ 4,9 bilhões com a Consag Engenharia para retomar o Trem 2 da RNEST, interrompido em 2015 'no contexto da Operação Lava Jato', com conclusão prevista para o fim de 2029.

    ReportagemFonte única