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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

O custo para o Brasil · estudo

A crise brasileira de 2014-2016: diferenças nas trajetórias de PIB per capita a partir da Lava Jato

Autoria
Helder L. Ferreira-Filho, Jefferson S. Fraga, Nelson H. Barbosa-Filho
Instituição
Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC)
Trabalho acadêmico (UnB, UFS, FGV EESP e IBRE) submetido ao Encontro Nacional da ANPEC 2025; não é publicação revisada por pares.
Ano
2025
Período analisado
1990–2019 e 2000–2019; choque datado em 2014
Documento
A crise brasileira de 2014-2016: diferenças nas trajetórias de PIB per capita a partir da Lava Jato · original ↗

Método

Controle sintético sobre PIB per capita (US$ constantes de 2017), com amostra de 133 países e de países da América Latina; placebos para Chile, México e Paraguai.

Resultados

Diferença média do PIB per capita frente ao sintético, 2014–2019, amostra mundial 1990–2019-7 pct_pib_per_capitafonte
Diferença média do PIB per capita frente ao sintético, 2014–2019, amostra mundial 2000–2019-6 pct_pib_per_capitafonte
Diferença média, América Latina 1990–2019-5 pct_pib_per_capitafonte
Diferença média, América Latina 2000–2019-5,5 pct_pib_per_capitafonte

Resultados de estudo são estimativas do modelo dos autores, não medições.

Pressupostos

  • O choque é a Lava Jato 'e associados', com início em 2014.
  • Países com características pré-choque semelhantes teriam trajetória semelhante à do Brasil sem o choque.

Limitações

  • Não separa a Lava Jato de outros choques próximos de 2014 (preço do petróleo, crise hídrica e energética, protestos de 2013, política econômica); os autores reconhecem a limitação.
  • Brasil sintético composto por poucos países, às vezes muito distintos entre si (Equador, Uruguai, Congo, etc.).
  • Os resultados medem o que ficou abaixo do contrafactual, não por que ficou.

Divergências e outros estudos

Mede PIB per capita acumulado em seis anos, grandeza diferente das estimativas de consultoria (pontos do PIB em 2015) e do DIEESE (PIB acumulado 2014–2017); não comparar diretamente. A revisão de literatura do próprio artigo registra estudos de controle sintético (Balassiano 2018; Pessoa 2017) que atribuem 40% da desaceleração a fatores internacionais e 3,1 pontos ao ano de diferença.

Evidências extraídas

Trabalho submetido à ANPEC 2025 (Ferreira-Filho, Fraga e Barbosa-Filho) aplicou controle sintético ao PIB per capita e encontrou que, de 2014 a 2019, o Brasil ficou entre 5% e 7% abaixo do contrafactual (quatro exercícios: 7% e 6% com 133 países, 1990–2019 e 2000–2019; 5% e 5,5% com países da América Latina), com placebos (Chile, México, Paraguai) sem divergência similar.

Estimativa de estudoEstimativa

Estudo (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: O 'choque' é a Lava Jato 'e associados', datado em 2014: o método não separa a operação da queda do petróleo, da crise política, da política econômica e dos protestos de 2013; os próprios autores listam como limitação não computar outros choques próximos à data. O Brasil sintético é formado por poucos países (por exemplo, Equador e Uruguai), com ajuste pré-evento variável. Trabalho submetido a encontro, sem revisão por pares conhecida. Um dos autores (Nelson H. Barbosa-Filho, FGV/IBRE) é identificado pela Folha, em 2021, como ex-ministro da Fazenda; na mesma reportagem ele observou que parte das perdas pode refletir má alocação de recursos causada por corrupção.

A revisão de literatura do trabalho da ANPEC 2025 resume estudos que atribuem a desaceleração a fatores diversos: Borges (2017) estima 40% a 60% da desaceleração de 2012–2016 por fatores exógenos (internacionais e domésticos), cerca de 30% por subestimação do PIB e 10% a 30% por erros de política; Balassiano (2018), com controle sintético de 14 países, chega a cerca de 40% da desaceleração de 2014–2016 por fatores internacionais; Pessoa (2017) encontra diferença média de 3,1 pontos percentuais ao ano entre o Brasil real e o sintético; Matos (2016) estima cerca de 30% por fatores externos.

Estimativa de estudoFonte única

Estudo (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Resumo feito por terceiros; os estudos originais (Borges 2017; Balassiano 2018; Pessoa 2017; Matos 2016) não foram abertos nesta versão do acervo. Os resultados medem fatores externos x internos, não o efeito da Lava Jato.