Biblioteca documental · Estudo
A crise brasileira de 2014-2016: diferenças nas trajetórias de PIB per capita a partir da Lava Jato
- Emissor
- ANPEC (Encontro Nacional de Economia 2025, trabalho submetido) · Helder L. Ferreira-Filho, Jefferson S. Fraga, Nelson H. Barbosa-Filho
- Data
- 2025
- Tipo
- Estudo · fonte primária
- Acesso
- íntegra examinada · consultado em 24/10/2026
- Original
- www.anpec.org.br/encontro/2025/submissao/files_I/i2-4150698b5d25bebbc8dadb84cf53
O que extraímos deste documento (2)
Trabalho submetido à ANPEC 2025 (Ferreira-Filho, Fraga e Barbosa-Filho) aplicou controle sintético ao PIB per capita e encontrou que, de 2014 a 2019, o Brasil ficou entre 5% e 7% abaixo do contrafactual (quatro exercícios: 7% e 6% com 133 países, 1990–2019 e 2000–2019; 5% e 5,5% com países da América Latina), com placebos (Chile, México, Paraguai) sem divergência similar.
Fonte: A crise brasileira de 2014-2016: diferenças nas trajetórias de PIB per capita a partir da Lava Jato — ANPEC (Encontro Nacional de Economia 2025, trabalho submetido), 2025 · Seção 4, Tabela 2, p. 13; Conclusões, p. 14 · abrir original ↗
Estudo (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: O 'choque' é a Lava Jato 'e associados', datado em 2014: o método não separa a operação da queda do petróleo, da crise política, da política econômica e dos protestos de 2013; os próprios autores listam como limitação não computar outros choques próximos à data. O Brasil sintético é formado por poucos países (por exemplo, Equador e Uruguai), com ajuste pré-evento variável. Trabalho submetido a encontro, sem revisão por pares conhecida. Um dos autores (Nelson H. Barbosa-Filho, FGV/IBRE) é identificado pela Folha, em 2021, como ex-ministro da Fazenda; na mesma reportagem ele observou que parte das perdas pode refletir má alocação de recursos causada por corrupção.
A revisão de literatura do trabalho da ANPEC 2025 resume estudos que atribuem a desaceleração a fatores diversos: Borges (2017) estima 40% a 60% da desaceleração de 2012–2016 por fatores exógenos (internacionais e domésticos), cerca de 30% por subestimação do PIB e 10% a 30% por erros de política; Balassiano (2018), com controle sintético de 14 países, chega a cerca de 40% da desaceleração de 2014–2016 por fatores internacionais; Pessoa (2017) encontra diferença média de 3,1 pontos percentuais ao ano entre o Brasil real e o sintético; Matos (2016) estima cerca de 30% por fatores externos.
Fonte: A crise brasileira de 2014-2016: diferenças nas trajetórias de PIB per capita a partir da Lava Jato — ANPEC (Encontro Nacional de Economia 2025, trabalho submetido), 2025 · Seção 2 (contextualização e literatura), p. 5–7 · abrir original ↗
Estudo (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Resumo feito por terceiros; os estudos originais (Borges 2017; Balassiano 2018; Pessoa 2017; Matos 2016) não foram abertos nesta versão do acervo. Os resultados medem fatores externos x internos, não o efeito da Lava Jato.

