Procurador da República que coordenou a força-tarefa da Lava Jato no MPF em Curitiba até 2020. Deixou o Ministério Público em 2021, foi eleito deputado federal em 2022 (Podemos) e teve o registro cassado pelo TSE em 2023, com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2026 foi eleito senador pelo Paraná (Novo), com o registro de candidatura ainda sob recurso no TSE.
Estar neste acervo não significa ter cometido irregularidade. Situação processual: ver cada processo e episódio, com data.
Evidências que mencionam Deltan Dallagnol
Na mesma reportagem, o professor André Biancarelli (Unicamp) disse que o combate à corrupção não deve ficar subordinado às necessidades das empresas; Fabiano Angélico, da Transparência Internacional, defendeu que a sociedade ganha com regras claras e que trabalhadores demitidos seriam absorvidos por empresas médias; o procurador Deltan Dallagnol afirmou que a corrupção, e não sua investigação, prejudica a economia, usando analogia atribuída a Sergio Moro: a culpa é de quem cometeu o crime, não de quem encontrou o corpo.
DeclaraçãoFonte única
Fonte: Lava Jato e a recessão (BBC Brasil, reproduzida pelo IHU-Unisinos) — BBC Brasil / IHU-Unisinos, 02/12/2015 · Reportagem BBC Brasil de 02/12/2015, seção de opiniões · abrir original ↗
Em 22/03/2022 a 4ª Turma do STJ, por maioria, no REsp 1.842.613, condenou Deltan Dallagnol a pagar R$ 75 mil de indenização por danos morais a Lula pela entrevista do 'PowerPoint' de 2016, mais honorários de 20% e custas; Lula pedira R$ 1 milhão, e as instâncias ordinárias haviam julgado o pedido improcedente.
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Fonte: Dallagnol pagará R$ 75 mil a Lula por entrevista do PowerPoint — Superior Tribunal de Justiça, 22/03/2022 · corpo da notícia · abrir original ↗
O STJ entendeu que Dallagnol agiu com abuso de direito ao usar linguagem não técnica ('petrolão', 'propinocracia') e qualificações como 'comandante máximo do esquema de corrupção', imputando a Lula fatos que não constavam da denúncia; fixou valor-base de R$ 50 mil (método bifásico), elevado na segunda fase a R$ 75 mil.
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Fonte: Dallagnol pagará R$ 75 mil a Lula por entrevista do PowerPoint — Superior Tribunal de Justiça, 22/03/2022 · corpo da notícia · abrir original ↗
Em notícia de 10/08/2022 (data da sessão não informada), a 4ª Turma rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração de Dallagnol, de Lula (que queria valor maior) e da ANPR (que alegava ilegitimidade passiva), mantendo a condenação.
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Fonte: STJ mantém condenação de Dallagnol a indenizar Lula — Superior Tribunal de Justiça, 10/08/2022 · corpo da notícia · abrir original ↗
Em 11/06/2024 a 1ª Turma do STF, em sessão virtual e por unanimidade (Cristiano Zanin impedido), manteve a decisão da relatora Cármen Lúcia, acompanhada por Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Luiz Fux; a relatora afirmou que os argumentos mostravam 'apenas inconformismo e resistência'.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: STF mantém decisão que obriga Dallagnol a pagar indenização a Lula — Poder360, 11/06/2024 · corpo da matéria · abrir original ↗
Segundo reportagem de 19/12/2025, Dallagnol depositou em 27/11/2025 R$ 146.847,13 em conta vinculada ao TJ-SP para pagar a indenização a Lula com honorários (em julho de 2025 o TJ-SP fixara R$ 135,4 mil); disse ter recebido doações por Pix de mais de 12 mil pessoas, cerca de R$ 835 mil, e que cerca de R$ 688 mil foram destinados a hospitais filantrópicos.
ReportagemFonte única
Fonte: Dallagnol paga indenização a Lula por caso do PowerPoint — Jovem Pan, 19/12/2025 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 25/08/2020 o CNMP decidiu não abrir processo disciplinar contra Dallagnol pelo PowerPoint (pedido de providências da defesa de Lula) porque a pena aplicável estava prescrita (a advertência anterior teve os efeitos suspensos por decisão de Fux em 17/08/2020, segundo a Gazeta do Povo); segundo a Conjur, o relator foi Marcelo Weitzel e houve 42 adiamentos (Brasil de Fato menciona 40).
Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes
Fonte: Após 42 adiamentos, Deltan escapa de processo administrativo no CNMP — Consultor Jurídico, 25/08/2020 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 26/11/2019 o Plenário do CNMP aplicou, por 8 votos a 3, pena de advertência a Dallagnol no PAD 1.00898/2018-99, pela entrevista ao 'Jornal da CBN' de 15/08/2018 em que chamou ministros do STF de 'panelinha'; o relator, Luiz Fernando Bandeira de Mello, viu descumprimento do dever de decoro e urbanidade (LC 75/1993, art. 236, VIII e X); foram rejeitadas as preliminares de ne bis in idem (por maioria) e de prescrição (por unanimidade).
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Fonte: CNMP aplica penalidade de advertência ao procurador da República Deltan Dallagnol — Conselho Nacional do Ministério Público, 26/11/2019 · corpo da notícia · abrir original ↗
Em 08/09/2020 o Plenário do CNMP aplicou, por maioria, pena de censura a Dallagnol no PAD 1.00982/2019-48, por 14 postagens no Twitter, entre 09/01 e 03/02/2019, contra a eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado, entendidas como quebra de decoro; relator: Otavio Rodrigues Jr.
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Fonte: Plenário do CNMP aplica pena de censura a membro do MPF — Conselho Nacional do Ministério Público, 08/09/2020 · corpo da notícia · abrir original ↗
Em 10/09/2019 o CNMP rejeitou, por 12 votos a 0, o pedido de Renan Calheiros para afastar preventivamente Dallagnol enquanto tramitasse processo disciplinar sobre os tuítes; a abertura do PAD ficou adiada por pedido de vista; o corregedor Orlando Rochadel entendia configurada apenas quebra de decoro (censura), que não permite afastamento.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: CNMP nega pedido para afastar Deltan Dallagnol — Diário do Comércio, 11/09/2019 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 17/08/2020 o ministro Celso de Mello (STF) suspendeu a tramitação de dois processos no CNMP, um disciplinar de Renan Calheiros e um pedido de remoção de Kátia Abreu, ambos pedindo a saída de Dallagnol da coordenação da força-tarefa; a AGU pediu a revisão da decisão alertando que o processo disciplinar prescreveria em 10/09/2020.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: Por risco de prescrição, AGU pede que Celso reveja decisão sobre Dallagnol — CNN Brasil, 31/08/2020 · corpo da matéria · abrir original ↗
A Gazeta do Povo registrou, em 17/08/2020, que estavam na pauta de 18/08 três casos no CNMP: pedido da defesa de Lula (PowerPoint), PAD de Renan Calheiros e pedido de remoção compulsória por interesse público de Kátia Abreu, este com potencial de afastar Dallagnol da Lava Jato.
ReportagemFonte única
Fonte: Julgamento de Deltan no CNMP (prévia da sessão de 18/08/2020) — Gazeta do Povo, 17/08/2020 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 22/09/2020 o CNMP abriu, por unanimidade, PAD contra o procurador Diogo Castor de Mattos, ex-integrante da força-tarefa, por contratar outdoor em homenagem à Lava Jato (violação da impessoalidade, segundo o corregedor Rinaldo Reis Lima); Dallagnol é citado na reportagem apenas como ex-coordenador, e não como réu desse PAD.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: Conselho abre processo contra procurador por outdoor em homenagem à Lava Jato — Folha de Pernambuco, 22/09/2020 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 28/11/2017 o CNMP negou, por unanimidade, recurso dos deputados federais Paulo Pimenta e Wadih Nemer (grafia da página do CNMP) contra o arquivamento de reclamação sobre as palestras de Dallagnol, entendendo que palestras se enquadram na docência permitida a membros do MP, que não tratou de assuntos sigilosos e que a maior parte do dinheiro foi à filantropia.
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Fonte: CNMP nega recurso e considera que membro do MPF pode ministrar palestras — Conselho Nacional do Ministério Público, 28/11/2017 · corpo da notícia · abrir original ↗
Em 27/06/2019 o corregedor nacional Orlando Rochadel arquivou a apuração contra Dallagnol e Roberson Pozzobon sobre o conteúdo das mensagens vazadas, por inexistência de elementos de prova e por entender que, mesmo se existentes, as mensagens teriam sido obtidas ilicitamente e não mostrariam falta funcional.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: CNMP arquiva apuração contra Dallagnol por conteúdo dos vazamentos — Poder360, 27/06/2019 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 09/08/2022 a 2ª Câmara do TCU, por 4 votos a 0, com relatoria de Bruno Dantas, condenou Dallagnol, Rodrigo Janot e João Vicente Beraldo Romão a ressarcir R$ 2.831.808 à União por diárias e passagens pagas a procuradores requisitados de outras localidades para a força-tarefa, com multa individual de R$ 200 mil; o relator apontou falta de fundamentação do modelo, violação da economicidade e da impessoalidade.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: TCU multa Dallagnol e Janot por diárias na Lava Jato — Poder360, 09/08/2022 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 05/12/2022 o juiz Augusto César Pansini Gonçalves, da 6ª Vara Federal de Curitiba, anulou a decisão do TCU quanto a Dallagnol e atos decorrentes (a matéria fala em 'decisão de abril' do TCU, sem identificar o acórdão), entendendo que Dallagnol, por não ter sido ordenador de despesas, não poderia ser alvo da tomada de contas, e criticando o relator por parecer prejulgar o caso; segundo a reportagem, em setembro de 2022 o TCU mantivera multa e ressarcimento contra Dallagnol e livrara Romão.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: Justiça anula condenação de Dallagnol por diárias da Lava Jato — Poder360, 06/12/2022 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em matéria de 26/09/2024 (data da sessão não informada), a 12ª Turma do TRF-4 negou apelação da União e manteve a sentença de primeira instância (processo 5033048-90.2022.4.04.7000) que anulara a decisão da 2ª Câmara do TCU, por ausência de fundamento legal para a citação de Dallagnol; a reportagem diz que a responsabilidade pelo modelo de diárias cabia a outros agentes.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: TRF-4 anula decisão do TCU contra Dallagnol por despesas da Lava Jato — Migalhas, 26/09/2024 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em agosto de 2025 a Corte Especial do STJ, por maioria, negou o agravo interno de Dallagnol na SLS 3133 (relator Humberto Martins) e manteve suspensa a liminar da 6ª Vara que travava a tomada de contas especial do TCU (TCE 006.470/2022-0), estendendo à nova liminar posterior o efeito da decisão de 2023; a apuração de cerca de R$ 2,8 milhões volta a tramitar; divergiram Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Sebastião Reis Júnior.
Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes
Fonte: Corte Especial confirma que TCU pode seguir com apuração contra Deltan Dallagnol — Superior Tribunal de Justiça, 08/08/2025 · corpo da notícia · abrir original ↗
Em 09/06/2019 o The Intercept Brasil publicou trechos de mensagens atribuídas a Moro, então ministro da Justiça, e a procuradores da força-tarefa, que o site disse ter recebido de fonte anônima e que, segundo o site, indicariam 'colaboração proibida' entre juiz e procuradores.
ReportagemFonte única
Fonte: Site publica mensagens atribuídas a Moro e à força-tarefa da Lava Jato — Agência Brasil, 10/06/2019 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 13-14/07/2019, segundo o Intercept e o Congresso em Foco, mensagens mostrariam que Dallagnol discutiu criar empresa de eventos em que não figuraria como sócio, e estimou em cerca de R$ 400 mil o líquido de palestras e livros no ano anterior; a lei veda a procuradores administrar empresas. Dallagnol recusou convite de comissão da Câmara para explicar as conversas e escreveu no Twitter que 'trabalhar na Lava Jato gera um grande custo pessoal'.
Mensagem divulgadaFonte única
Fonte: Intercept: Dallagnol tentou lucrar com a Lava Jato — Congresso em Foco, 14/07/2019 · corpo da matéria · abrir original ↗
Dallagnol deixou o MPF em novembro de 2021 (a Poder360 data a saída em 02/11/2021 e o TSE de 2026 conta o prazo de inelegibilidade a partir de 03/11/2021), quando respondia a procedimentos no CNMP e já havia sido sancionado com advertência e censura.
ReportagemVárias fontes independentes
Fonte: Entenda a controvérsia sobre a decisão do TSE que cassou Dallagnol — Poder360, 06/06/2023 · seção de contexto · abrir original ↗
Em 16/05/2023 o TSE decidiu por unanimidade, com relatoria de Benedito Gonçalves, cassar o registro de candidatura de Dallagnol (eleito deputado federal pelo Podemos em 2022), entendendo que ele pediu exoneração do MPF para evitar punição administrativa do CNMP que o tornaria inelegível, em fraude à Lei da Ficha Limpa; a Câmara confirmou a perda do mandato em 06/06/2023.
Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes
Fonte: TSE cassa mandato de deputado de Deltan Dallagnol — Poder360, 16/05/2023 · corpo da matéria · abrir original ↗
Segundo a Poder360, o relator apontou 15 procedimentos que poderiam virar PADs e entendeu que a exoneração antecipada fraudou a norma; o TRE-PR havia deferido o registro em 19/10/2022 porque não havia PAD instaurado; Marlon Reis considerou a análise precisa; Marco Aurélio Mello disse que a fraude não se presume e que a decisão poderia visar protagonistas da Lava Jato.
ReportagemFonte única
Fonte: Entenda a controvérsia sobre a decisão do TSE que cassou Dallagnol — Poder360, 06/06/2023 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 07/06/2023 Dias Toffoli negou o pedido de Dallagnol para suspender a decisão do TSE, por não ver flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia; não houve julgamento de mérito pelo Plenário nas fontes consultadas.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: Toffoli rejeita recurso de Deltan Dallagnol e mantém cassação — Poder360, 07/06/2023 · corpo da matéria · abrir original ↗
Em 19/09/2026 o ministro Floriano de Azevedo Marques suspendeu por liminar a campanha de Dallagnol ao Senado pelo Paraná (Novo), e em 21/09/2026 o plenário do TSE manteve a suspensão por 5 votos a 2 (vencidos André Mendonça e Kassio Nunes Marques), vedando uso de fundos e participação em atos, rádio, TV e debates até o julgamento da inelegibilidade.
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Fonte: Deltan Dallagnol ainda é candidato? Entenda decisão do TSE — Brasil de Fato, 21/09/2026 · corpo da matéria · abrir original ↗