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Biblioteca documental · Reportagem

Desde 2015, Lava Jato discutia repartir multa da Petrobras com americanos

Emissor
Agência Pública / The Intercept Brasil · Natalia Viana, Alice Maciel e Andrew Fishman
Data
12 de março de 2020
Tipo
Reportagem
Acesso
íntegra examinada · consultado em 25/10/2026
Original
apublica.org/2020/03/desde-2015-lava-jato-discutia-repartir-multa-da-petrobras-c

Declarações registradas nesta fonte

O que extraímos deste documento (8)

Segundo a Pública/Intercept, em 7/10/2015 às 8h42 Dallagnol compartilhou com Vladimir Aras, em chat privado, matéria crítica à investigação americana e escreveu que era preciso pensar na linha de imprensa para quando viesse a notícia de US$ 1,6 bi de multa; Aras respondeu que era esperado. A reportagem observa que em agosto de 2015 a Reuters publicara valor de possível multa por fonte interna da Petrobras, e a empresa negou.

Mensagem divulgadaFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Mensagem atribuída por reportagem. O valor de US$ 1,6 bi é o que consta na mensagem; a multa final foi outra (fonte).

Segundo a Pública, em 8/10/2015, no chat 'FT MPF Curitiba 2', Dallagnol escreveu que na véspera a força-tarefa falara com os americanos sobre 'assets sharing' da multa e do perdimento ligados à ação deles contra a Petrobras, com 'alguma perspectiva positiva'; propôs que alguém estudasse destinos para os valores (fundo, entidades contra a corrupção, saúde, fundo de direitos difusos, entre outros), numa composição de cinco destinos. Roberson Pozzobon se ofereceu para o estudo, com apoio de Orlando Martello e Antonio Carlos Welter. Também em 8/10, Aras comentou em chat privado a ideia, que atribuiu ao procurador Januário Paludo, de dividir a multa entre Brasil e EUA e a sinalização que teria vindo de Patrick Stokes de que o Brasil poderia ficar com um quarto.

Mensagem divulgadaFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: A conversa com os americanos sobre assets sharing é situada em 7/10 ('ontem') pela mensagem de 8/10. A reportagem diz que o tema 'esteve sobre a mesa desde a primeira missão'. O 'um quarto' é a mensagem de Aras ('se Patrick Stokes deu sinalização positiva'), sem confirmação do lado americano. Sem documento oficial.

Segundo a Pública, em 4/11/2015 Dallagnol pediu prazo a Pozzobon para a proposta de destinação do dinheiro de 'assets sharing' e resumiu a Aras, em chat privado, a conversa do dia com os americanos: Patrick Stokes teria oferecido três alternativas, entre elas devolver o dinheiro para 'aplicação em programas contra a corrupção'; Dallagnol relatou receio dos americanos de criar precedente e de devolver dinheiro que acreditassem que seria desviado.

Mensagem divulgadaFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: A posição do DOJ vem apenas do resumo de Dallagnol nas mensagens; não confirmada por fonte americana.

Segundo documento da Lava Jato ao STF descrito pela Pública, a PGR só foi informada da possibilidade de 'multas ou confiscos de valor bastante Elevado' à Petrobras em ofício de 30/11/2015, mais de um mês após as primeiras tratativas; com base nele, a PGR permitiu que os procuradores 'envidassem esforços nos contatos internacionais' para que os recursos revertessem ao Brasil. O mesmo ofício, segundo a reportagem, registra que em 14/04/2016 houve posição preliminar de que pelo menos 60% poderiam ficar com o Brasil; em agosto de 2017, segundo os chats, o DOJ comunicou 80%.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Ofício ao STF não examinado. O acordo de 26/09/2018 e a fundação estão em Fundação com recursos do acordo Petrobras–DOJ (ADPF 568) e fonte; não reproduzidos aqui.

Segundo a Pública, em 17/12/2015 Dallagnol explicou a Aras que 'seguraram' até então porque estavam em dúvida se facilitariam as coisas para os americanos e porque queriam negociar 'assets sharing'. A reportagem acrescenta que o chefe da Lava Jato chegou a contemplar aconselhar os delatores a não colaborar com a Justiça americana, e remete à outra matéria para dizer que essa postura jamais foi adotada.

Mensagem divulgadaFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: A afirmação de que a postura 'jamais foi adotada' é da reportagem.

Resposta da força-tarefa à Pública (publicada na reportagem): o MPF sempre entendeu que a Petrobras era vítima e levou esse entendimento às autoridades estrangeiras; não participou da decisão da Petrobras de cooperar com os americanos; sempre demonstrou preocupação com que a multa retornasse ao Brasil; houve análises de destinações; procuradores da Lava Jato não deram palestras pagas a entidades anticorrupção; 'ainda que supostas mensagens fossem fidedignas, não haveria conflito de interesses'; sobre a decisão de Alexandre de Moraes, a discussão perderia objeto.

Resposta/defesaFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Resposta institucional; nenhuma declaração individual de Dallagnol na matéria. Fundação e mensagens sobre empresa de eventos estão na ficha Fundação com recursos do acordo Petrobras–DOJ (ADPF 568).

A Pública informa que em 26/09/2018 a Petrobras assinou acordo com o DOJ (valor escrito na reportagem como 'US$ 862.560 milhões'), com 80% do valor (US$ 682.560 milhões, ou R$ 2,5 bi, segundo a reportagem) enviados ao Brasil e depositados na Caixa Econômica Federal.

ReportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Valores com erro de formatação na reportagem ('US$ 862.560 milhões' provavelmente US$ 862,56 milhões); a Pública de 2025 cita US$ 853 milhões para a multa. Não usar como valor: conferir documento primário. Ver fonte.

Segundo a Pública (2020), em 6/01/2016 Dallagnol perguntou a Aras se seria o caso de chamar o DRCI para a primeira parte de uma reunião com a SEC sobre 'policy issues', que poderia envolver assets sharing; em 7/01 Aras respondeu que achava melhor não chamar o DRCI 'agora', para não perder posições de negociação, mas que consultaria Saadi.

Mensagem divulgadaFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: A reportagem de 2020 não diz se a 'reunião com a SEC' é a de 28–29/01/2016; a coincidência de tema e época é inferência dnesta versão do acervo, não da fonte.