Resposta curta: no balanço de 2014 a Petrobras baixou R$ 6,194 bilhões por pagamentos a mais ao cartel, registrou R$ 44,6 bilhões de perdas em ativos e prejuízo de R$ 21,6 bilhões; o investimento anual caiu de US$ 48,1 bilhões (2013) para US$ 15,1 bilhões (2017); a empresa reconhece R$ 7,28 bilhões recuperados até 2023 e pagou US$ 2,95 bilhões a investidores nos EUA e US$ 853 milhões ao Departamento de Justiça americano.
A Petrobras foi a principal empresa lesada pelo esquema investigado. Também pagou acordos e indenizações no exterior, adiou projetos e cortou investimentos — num período de queda do petróleo, alta do dólar e dívida elevada. Este dossiê separa cada medida.
O balanço de 2014: três números diferentes
Baixa por pagamentos indevidos
R$ 6,194 biEstimativa da própria Petrobras: 3% sobre R$ 199,6 bi em contratos de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas, mais ajustes. A empresa a chama de limite superior.
Impairment
R$ 44,6 biRedução ao valor recuperável de ativos. Causas declaradas: petróleo, câmbio, taxa de desconto, planejamento, adiamento de projetos.
Prejuízo do ano
R$ 21,6 biResultado contábil que já contém os dois números anteriores. Não se somam.
Fontes (4)
Método da baixa: a Petrobras identificou os contratos firmados de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas apontadas nos depoimentos (R$ 199.610 milhões), aplicou 3% (R$ 5.988 milhões), somou R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel, descontou R$ 346 milhões de reversão de depreciação e acrescentou R$ 402 milhões de créditos tributários baixados: total de R$ 6.194 milhões.
A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.
Do impairment de R$ 44.345 milhões antes de impostos no 4º trimestre de 2014, R$ 30.976 milhões foram em refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), R$ 10.002 milhões em exploração e produção, atribuídos à queda do preço do petróleo, e R$ 2.978 milhões em petroquímica, por demanda e margens menores.
No impairment de R$ 30,98 bilhões das refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), a empresa atribuiu o adiamento às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para os fornecedores — e as perdas, principalmente, a deficiências de planejamento, taxa de desconto mais alta, atraso das receitas e crescimento menor.
Na seção de liquidez, disse ter decidido adiar projetos afetados por insolvência de empreiteiras ou falta de fornecedores qualificados, “principalmente” em decorrência da Lava Jato — num quadro de petróleo em queda, real desvalorizado e sem acesso ao mercado de capitais.
Testou usar a diferença entre valor justo e valor contábil dos ativos como medida da propina e desistiu: a diferença era muito maior que qualquer estimativa razoável de pagamentos indevidos e vinha de outras causas.
Em abril de 2015, ainda não havia recuperado nenhum valor.
Fontes (4)
Para as refinarias, a Petrobras atribuiu o adiamento da RNEST e do Comperj às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, à taxa de desconto mais alta, ao atraso das entradas de caixa e à projeção de crescimento menor.
Na seção de liquidez, a Petrobras informou que, sem acesso ao mercado de capitais e com receita esperada menor pela queda do petróleo e pela desvalorização do real, decidiu adiar projetos afetados por insolvência de empreiteiras ou falta de fornecedores qualificados, 'principalmente em decorrência' da Lava Jato.
A Petrobras testou usar a diferença entre valor justo e valor contábil dos ativos como medida dos pagamentos indevidos e desistiu: concluiu que essa diferença era muito maior do que qualquer estimativa razoável de propina e vinha sobretudo de outras causas, como câmbio, taxa de desconto, preços, conteúdo local e deficiências de planejamento.
Em abril de 2015, a Petrobras declarou que ainda não havia recuperado valores e que eventuais recuperações seriam registradas como receita quando recebidas.
In addition, changes in Petrobras’ business context, including the decline in oil prices, the appreciation of the U.S. Dollar and the need to reduce our level of indebtedness, have prompted a review of the Company´s future prospects and ultimately led to the reduction in the pace of the Company’s capital expenditures.
Tradução: Além disso, mudanças no contexto de negócios da Petrobras, incluindo a queda dos preços do petróleo, a valorização do dólar e a necessidade de reduzir nosso endividamento, levaram a uma revisão das perspectivas da companhia e, em última instância, à redução do ritmo dos investimentos.
Aldemir Bendine · 22 de abril de 2015 · Nota/carta · Comunicado de resultados de 2014 da Petrobras (Form 6-K na SEC)
Queda no valor de mercado não é dinheiro retirado do caixa: é o preço que investidores atribuem às ações num dia. Ele reage ao petróleo, ao câmbio, ao endividamento, à política de preços e ao humor geral da bolsa — por isso as séries aparecem lado a lado, sem atribuir a variação a uma causa só.
Investimentos realizados pela Petrobras (US$ nominais)
Unidade: USD (número puro; fonte em milhões de US$)
Petrobras divulga plano 2013–2017 com US$ 236,7 bilhões de investimentos
Plano orçado em US$ 236,7 bi, dos quais US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação. Antecede a Operação Lava Jato (março de 2014) e as revelações sobre fornecedores.
Fontes (1)
A Petrobras divulgou em 15/03/2013 o Plano de Negócios e Gestão 2013–2017 com investimentos orçados de US$ 236,7 bilhões (2013–2017), sendo US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação.
Dado oficialComprovado em documento
Fonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2012 — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 29/04/2013 · Item 5, Operating and Financial Review — Uses of funds / Capital expenditures (2013–2017 Business and Management Plan) · abrir original ↗
Economia
Plano 2014–2018 prevê US$ 220,6 bilhões de investimentos
Orçamento de US$ 220,6 bi para 2014–2018 (US$ 206,8 bi em implantação ou licitação; US$ 13,8 bi em avaliação) e US$ 42,4 bi para 2014.
Fontes (1)
A Petrobras anunciou em 25/02/2014 o Plano 2014–2018 com investimentos orçados de US$ 220,6 bilhões (US$ 206,8 bi em projetos em implantação ou licitação e US$ 13,8 bi em carteira em avaliação); o orçamento de 2014 era de US$ 42,4 bi.
Petrobras bloqueia cautelarmente empresas de 23 grupos citados em depoimentos sobre cartel
A Diretoria Executiva criou comissões de análise de sanção e determinou o impedimento temporário de contratação e de participação em licitações das empresas dos grupos listados, com base em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e delatores da Toyo Setal e Setal. A inclusão baseia-se em depoimentos, não em condenação.
Fontes (2)
Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.
As contagens da própria Petrobras variam: 23 grupos no comunicado de 29/12/2014; 24 grupos no 20-F de 2014; 32 empresas de 23 grupos em 2014, mais duas empresas em 2015, três com restrição levantada e 31 ainda suspensas, segundo o 20-F de 2015.
A Moody's retirou o grau de investimento de todos os ratings da empresa em 24/02/2015; S&P (setembro) e Fitch (dezembro de 2015) seguiram. A Petrobras lista, entre as preocupações das agências, liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida, queda do petróleo e desvalorização do real.
Fontes (1)
A Petrobras perdeu o grau de investimento da Moody's em 24/02/2015, da S&P em setembro de 2015 e da Fitch em dezembro de 2015; as agências citaram pressão de liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida e, entre outros fatores, a desvalorização do real e a queda do petróleo.
Galvão Engenharia pede recuperação judicial no Rio de Janeiro
A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial, atribuindo a crise à suspensão de pagamentos da Petrobras, ao rebaixamento após as prisões de executivos e à falta de crédito. Declarou ter cortado cerca de 9 mil empregos em 2015. A empresa nega participação em cartel.
Fontes (1)
A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.
Petrobras publica balanço auditado de 2014: baixa de R$ 6,194 bi, perdas de R$ 44,636 bi e prejuízo de R$ 21,587 bi
O balanço de 2014, publicado com atraso, traz a baixa de custos capitalizados indevidamente (reconhecida no 3T14), perdas por redução ao valor recuperável, em grande parte nas refinarias RNEST-2 e Comperj, e prejuízo líquido de R$ 21,587 bi. A empresa afirma que as perdas não se originam principalmente de pagamentos indevidos.
Fontes (4)
A Petrobras baixou R$ 6,194 bi de custos capitalizados que representam valores pagos a maior na aquisição de imobilizado em anos anteriores, em razão do esquema de pagamentos revelado pela Lava Jato; a baixa foi reconhecida no 3T14 (US$ 2,527 bi pelo 20-F).
O prejuízo líquido de 2014 atribuível aos acionistas foi de R$ 21,587 bi, que a Petrobras atribui a perdas por redução ao valor recuperável de R$ 44,636 bi (refinarias domésticas R$ 30,976 bi; E&P R$ 10,002 bi por menores preços internacionais do petróleo; petroquímica R$ 2,978 bi) e à baixa de R$ 6,194 bi.
A Petrobras afirmou que a diferença entre o valor justo e o valor contábil de seus ativos era significativamente maior que qualquer estimativa razoável de pagamentos indevidos e que essa diferença não se origina principalmente de pagamentos indevidos, mas de outras fontes, como método de mensuração e mudanças no contexto de negócios (câmbio, taxa de desconto, preços e margens).
A Petrobras explicou que os adiamentos de Comperj e RNEST-2 foram medidas para preservar caixa e resposta às dificuldades criadas aos fornecedores pela investigação Lava Jato, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior (prêmio de risco do projeto parado), atraso nas entradas de caixa esperadas e menor crescimento econômico projetado.
Conselho aprova plano 2015–2019 com US$ 130,3 bi, 37% abaixo do anterior
Plano focado em desalavancagem e em E&P no pré-sal (83% do total); investimento em refino fica restrito, com 11% do segmento downstream para concluir a refinaria Abreu e Lima. Metas de produção reduzidas por adiamentos e atrasos, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.
Fontes (2)
O Conselho aprovou em 26/06/2015 o Plano 2015–2019, com investimentos totais de US$ 130,3 bilhões (E&P 108,6; Abastecimento 12,8; Gás e Energia 6,3; outras áreas 2,6), redução de 37% frente ao plano anterior.
No comunicado do plano 2015–2019, a Petrobras informou que as metas de produção foram atualizadas por adiamentos de projetos menos maduros e atrasos na entrega de unidades de produção, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.
Sentença condena Renato Duque a 20 anos e 8 meses e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (primeira instância, criminal)
Segundo reportagem, sentença do juiz Sergio Moro (13ª Vara Federal de Curitiba) condenou nove réus por crimes ligados a contratos da Diretoria de Serviços da Petrobras; Barusco e outros tiveram penas moduladas por delação. A sentença não foi aberta; situação recursal atual não verificada.
Fontes (1)
Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.
Documento da SPE/MF estima mais de 2 pontos do PIB em efeitos da redução de investimentos de Petrobras e empreiteiras
O governo federal calculou efeito de 1,7% do PIB para o corte de 33% da Petrobras e de 0,4% para o recuo das empreiteiras, e disse que a queda do petróleo era um dos principais fatores de 2015.
Fontes (3)
A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.
O mesmo documento estimou que a redução dos investimentos das empreiteiras (15% sobre um investimento de cerca de 2,8% do PIB, premissas da Tendências) corresponderia a 0,4% do PIB, e que a soma dos impactos direto, indireto e 'lateral' pode ter ultrapassado 2 pontos percentuais do PIB.
O documento da SPE/MF diz que a mudança nos preços das matérias-primas, inclusive o petróleo, é um dos principais fatores de impacto sobre o crescimento desde 2014, 'especialmente em 2015', e que, na cadeia de óleo e gás, 'outros fatores, de natureza não econômica' também tiveram papel preponderante no comportamento da principal empresa do setor.
Petrobras cria comissão interna para apurar o Projeto Sondas e acordos com a Sete Brasil
No mesmo ano a empresa registrou perdas de US$ 44 mi (direta) e US$ 40 mi (via FIP Sondas) pela piora da situação financeira da Sete Brasil e pelo adiamento da maior parte de suas construções.
Fontes (1)
Em 2015, a Petrobras reconheceu perdas de US$ 44 mi no investimento direto em Sete Brasil e US$ 40 mi via FIP Sondas, por piora das condições econômico-financeiras da empresa, adiamento da maior parte de suas construções e incerteza sobre a continuidade dos projetos; instaurou em 15/12/2015 comissão interna para apurar possíveis irregularidades na criação do Projeto Sondas.
Último pregão de 2015: valor de mercado da Petrobras de R$ 101,3 bi (US$ 25,9 bi), o menor dos fins de ano de 2012–2019
Cálculo reproduzível com preços da B3 e número de ações dos 20-F. O Brent médio caiu de US$ 108,56 (2013) para US$ 52,32 (2015) e o dólar médio subiu de R$ 2,16 para R$ 3,34. É medida de preço de ações, não de caixa, e não é atribuída a uma única causa.
Fontes (3)
Calculado por ações em circulação (capa dos 20-F) × fechamento de PETR3/PETR4 no último pregão do ano (B3), o valor de mercado da Petrobras foi de R$ 254,9 bi (28/12/2012), R$ 214,7 bi (30/12/2013), R$ 127,5 bi (30/12/2014), R$ 101,3 bi (30/12/2015), R$ 209,4 bi (29/12/2016), R$ 216,0 bi (28/12/2017), R$ 316,1 bi (28/12/2018) e R$ 407,2 bi (30/12/2019); em dólares, US$ 124,7 bi, 91,6, 48,0, 25,9, 64,2, 65,3, 81,6 e 101,0 bi.
Pela série 1 do SGS do Banco Central (dólar, venda), a média anual do câmbio foi de R$ 2,1605 (2013), 2,3547 (2014), 3,3387 (2015), 3,4833 (2016), 3,1925 (2017), 3,6558 (2018) e 3,9461 (2019); no fim de 2013, 2,3426; 2014, 2,6562; 2015, 3,9048.
Petrobras corta plano 2015–2019 de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi
A empresa atribui a redução de US$ 32 bi a otimização de portfólio (US$ 21,2 bi) e efeito cambial (US$ 10,7 bi), diante de novos níveis de petróleo e câmbio.
Fontes (1)
Em 12/01/2016 o Conselho aprovou ajustes: o capex do plano 2015–2019 caiu de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi (redução de US$ 32 bi), que a empresa decompõe em otimização de portfólio (–US$ 21,2 bi) e efeito cambial (–US$ 10,7 bi), em função de novos níveis de preço do petróleo e câmbio.
Sete Brasil pede recuperação judicial no Rio de Janeiro
A empresa criada em 2010 para fornecer sondas à Petrobras atribuiu a crise à queda do petróleo e aos escândalos da Lava Jato. Reportagens divergem entre abril e maio de 2016 para o protocolo; a data exata não foi obtida.
Fontes (2)
A Sete Brasil entrou com pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro em abril de 2016 (3ª Vara Empresarial), apontando como causas a queda do preço do petróleo e os escândalos da Lava Jato; a empresa foi criada em 2010 para construir sondas para o pré-sal e seus acionistas teriam investido R$ 8,3 bilhões.
O mesmo capítulo afirma que a corrupção em Petrobras e fornecedores, agravada pela queda do petróleo em 2015, levou a Sete Brasil a pedir recuperação judicial no final de abril de 2016, com dívida estimada em cerca de US$ 5 bilhões, dois terços com o governo federal por bancos e fundos públicos (Banco do Brasil US$ 1 bi; Fundo de Garantia da Construção Naval US$ 1,3 bi; FI-FGTS US$ 0,7 bi; Caixa US$ 0,5 bi); em abril de 2016, o grau de conclusão dos contratos variava de 4,78% a 89,96% por sonda (Tabela 7).
Conselho aprova plano 2017–2021, 25% abaixo da revisão de janeiro de 2016
US$ 60,6 bi em E&P e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural; total de US$ 74,1 bi segundo a Agência Brasil. Prevê US$ 19,5 bi em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.
Fontes (2)
O Conselho aprovou em 19/09/2016 o Plano de Negócios e Gestão 2017–2021 (comunicado de 20/09/2016): investimentos reduzidos em 25% frente à revisão de jan/2016, com US$ 60,6 bi em Exploração e Produção e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural, e US$ 19,5 bi previstos em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.
A Agência Brasil informou que a previsão do plano 2017–2021 era de US$ 74,1 bilhões, queda de 25% sobre o plano anterior (US$ 98,4 bi), aprovado em 19/09/2016 e divulgado em 20/09/2016.
TCU condena Gabrielli e Cerveró em tomada de contas sobre a compra da refinaria de Pasadena
Acórdão 1881/2017: débito solidário de mais de US$ 79 mi, multa de R$ 10 mi a cada um e inabilitação por 8 anos para cargos em comissão. Primeira de quatro tomadas de contas; condenação de tribunal de contas, não criminal.
Fontes (1)
Pelo Acórdão 1881/2017 (Plenário, TC 005.261/2015-5, sessão de 30/08/2017), o TCU condenou José Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, em tomada de contas especial sobre a Carta de Intenções da compra da refinaria de Pasadena, a ressarcir solidariamente mais de US$ 79 milhões, multa de R$ 10 milhões a cada um e inabilitação por 8 anos para cargo em comissão.
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Petrobras aprova termo de compromisso com a Odebrecht, abrindo saída do bloqueio cautelar
Segundo o eixos, o termo prevê programa de integridade e permitiria a saída da Odebrecht Engenharia e Construção (após cumprir melhorias) e da Ocyan do bloqueio instituído em dezembro de 2014. Comunicado primário não localizado.
Fontes (1)
O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).
Constellation, do grupo Queiroz Galvão, prepara pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão
A empresa de óleo e gás atribuiu a perda de caixa às investigações e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com arrendamentos de plataformas. Reportagem descreve preparação, não protocolo.
Fontes (1)
Em 28/11/2018 o InfoMoney noticiou que a Constellation, empresa de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão (família com 74%), preparava pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão, atribuindo a perda de caixa às investigações da Lava Jato e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com a renovação de arrendamentos de plataformas; sete de suas oito plataformas ficariam ociosas.
Petrobras aprova acordo que mantém 4 e cancela 24 das 28 sondas da Sete Brasil
Contratos de afretamento de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia; os de 24 sondas encerrados; a Petrobras sai da estrutura societária.
Fontes (1)
Em 20/12/2019, a Petrobras aprovou os termos finais de acordo com a Sete Brasil: contratos de afretamento e operação de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia, e encerrados os contratos das outras 24 (a Sete Brasil deveria construir 28 sondas para o pré-sal); a Petrobras sairia da estrutura societária do grupo.
Petrobras anuncia retomada do antigo Comperj como Polo GasLub Itaboraí
Segundo o Brasil de Fato, anúncio feito junto ao plano estratégico 2024–2028; unidades de refino previstas para após 2028. Comunicado primário não localizado.
Fontes (1)
O Brasil de Fato informou que, em 27/11/2023, ao anunciar o plano estratégico 2024–2028, a Petrobras confirmou a retomada do antigo Comperj com o nome Polo GasLub Itaboraí, com foco em diesel e unidades de refino previstas para após 2028.
Petrobras assina contratos de R$ 4,9 bi para retomar o Trem 2 da RNEST
Segundo o Movimento Econômico, contratos com a Consag Engenharia; obra interrompida em 2015; conclusão prevista para o fim de 2029. Comunicado primário não localizado.
Fontes (1)
O Movimento Econômico informou que, em 16/06/2025, foram assinados contratos de R$ 4,9 bilhões com a Consag Engenharia para retomar o Trem 2 da RNEST, interrompido em 2015 'no contexto da Operação Lava Jato', com conclusão prevista para o fim de 2029.