Pular para o conteúdo
LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Núcleo 3 · dossiê

Petrobras: vítima, pagadora e termômetro

Resposta curta: no balanço de 2014 a Petrobras baixou R$ 6,194 bilhões por pagamentos a mais ao cartel, registrou R$ 44,6 bilhões de perdas em ativos e prejuízo de R$ 21,6 bilhões; o investimento anual caiu de US$ 48,1 bilhões (2013) para US$ 15,1 bilhões (2017); a empresa reconhece R$ 7,28 bilhões recuperados até 2023 e pagou US$ 2,95 bilhões a investidores nos EUA e US$ 853 milhões ao Departamento de Justiça americano.

A Petrobras foi a principal empresa lesada pelo esquema investigado. Também pagou acordos e indenizações no exterior, adiou projetos e cortou investimentos — num período de queda do petróleo, alta do dólar e dívida elevada. Este dossiê separa cada medida.

O balanço de 2014: três números diferentes

Baixa por pagamentos indevidos

R$ 6,194 biEstimativa da própria Petrobras: 3% sobre R$ 199,6 bi em contratos de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas, mais ajustes. A empresa a chama de limite superior.

Impairment

R$ 44,6 biRedução ao valor recuperável de ativos. Causas declaradas: petróleo, câmbio, taxa de desconto, planejamento, adiamento de projetos.

Prejuízo do ano

R$ 21,6 biResultado contábil que já contém os dois números anteriores. Não se somam.
Fontes (4)

Método da baixa: a Petrobras identificou os contratos firmados de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas apontadas nos depoimentos (R$ 199.610 milhões), aplicou 3% (R$ 5.988 milhões), somou R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel, descontou R$ 346 milhões de reversão de depreciação e acrescentou R$ 402 milhões de créditos tributários baixados: total de R$ 6.194 milhões.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras afirmou que a metodologia produz a melhor estimativa e que o valor representa o limite superior da faixa de estimativas razoáveis.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.

Documento oficialComprovado em documento

Do impairment de R$ 44.345 milhões antes de impostos no 4º trimestre de 2014, R$ 30.976 milhões foram em refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), R$ 10.002 milhões em exploração e produção, atribuídos à queda do preço do petróleo, e R$ 2.978 milhões em petroquímica, por demanda e margens menores.

Documento oficialComprovado em documento

O que a Petrobras atribuiu à operação

  • No impairment de R$ 30,98 bilhões das refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), a empresa atribuiu o adiamento às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para os fornecedores — e as perdas, principalmente, a deficiências de planejamento, taxa de desconto mais alta, atraso das receitas e crescimento menor.
  • Na seção de liquidez, disse ter decidido adiar projetos afetados por insolvência de empreiteiras ou falta de fornecedores qualificados, “principalmente” em decorrência da Lava Jato — num quadro de petróleo em queda, real desvalorizado e sem acesso ao mercado de capitais.
  • Testou usar a diferença entre valor justo e valor contábil dos ativos como medida da propina e desistiu: a diferença era muito maior que qualquer estimativa razoável de pagamentos indevidos e vinha de outras causas.
  • Em abril de 2015, ainda não havia recuperado nenhum valor.
Fontes (4)

Para as refinarias, a Petrobras atribuiu o adiamento da RNEST e do Comperj às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, à taxa de desconto mais alta, ao atraso das entradas de caixa e à projeção de crescimento menor.

Documento oficialComprovado em documento

Na seção de liquidez, a Petrobras informou que, sem acesso ao mercado de capitais e com receita esperada menor pela queda do petróleo e pela desvalorização do real, decidiu adiar projetos afetados por insolvência de empreiteiras ou falta de fornecedores qualificados, 'principalmente em decorrência' da Lava Jato.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras testou usar a diferença entre valor justo e valor contábil dos ativos como medida dos pagamentos indevidos e desistiu: concluiu que essa diferença era muito maior do que qualquer estimativa razoável de propina e vinha sobretudo de outras causas, como câmbio, taxa de desconto, preços, conteúdo local e deficiências de planejamento.

Documento oficialComprovado em documento

Em abril de 2015, a Petrobras declarou que ainda não havia recuperado valores e que eventuais recuperações seriam registradas como receita quando recebidas.

Documento oficialComprovado em documento
In addition, changes in Petrobras’ business context, including the decline in oil prices, the appreciation of the U.S. Dollar and the need to reduce our level of indebtedness, have prompted a review of the Company´s future prospects and ultimately led to the reduction in the pace of the Company’s capital expenditures.

Tradução: Além disso, mudanças no contexto de negócios da Petrobras, incluindo a queda dos preços do petróleo, a valorização do dólar e a necessidade de reduzir nosso endividamento, levaram a uma revisão das perspectivas da companhia e, em última instância, à redução do ritmo dos investimentos.

Aldemir Bendine · 22 de abril de 2015 · Nota/carta · Comunicado de resultados de 2014 da Petrobras (Form 6-K na SEC)

Contexto, original e fontes →

Valores ligados à Petrobras

ReferênciaValorO que éCategoria
30/09/2014R$ 6,19 bilhõesBaixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras)Pagamentos indevidos
31/12/2014R$ 44,64 bilhõesPerdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) em 2014Contábil Petrobras
31/12/2014R$ 21,59 bilhõesPrejuízo líquido atribuível aos acionistas da Petrobras em 2014Contábil Petrobras
31/12/2014R$ 30,98 bilhõesImpairment de refinarias domésticas (RNEST 2ª unidade e Comperj), 4T14Contábil Petrobras
31/12/2014US$ 1,24 bilhõesBaixa pelo cancelamento das refinarias Premium I e IIContábil Petrobras
31/12/2014R$ 2,83 bilhõesBaixa de custos capitalizados das refinarias Premium I e IIContábil Petrobras
jan. 2015R$ 450,0 milhõesValores recuperados — balanço do MPF de janeiro/2015Devolvido
03/01/2018US$ 2,95 bilhõesAcordo da Petrobras na class action de investidores nos Estados UnidosPago pela Petrobras
27/09/2018US$ 853,2 milhõesPenalidade criminal total do acordo da Petrobras com o DOJ (inclui créditos de SEC e Brasil)Pago pela Petrobras
27/09/2018US$ 682,6 milhõesParcela de 80% do acordo com o DOJ destinada ao Brasil (acordo da Petrobras com o MPF)Pago pela Petrobras
out. 2019R$ 4,07 bilhõesValores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras)Devolvido
out. 2019R$ 3,02 bilhõesParcela dos valores restituídos que foi destinada à Petrobras (Lava Jato de Curitiba)Devolvido
03/02/2021R$ 4,30 bilhõesValores recuperados pela força-tarefa de Curitiba — balanço final (fev/2021)Devolvido
28/12/2021R$ 6,17 bilhõesRecursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado)Devolvido
31/12/2021R$ 6,22 bilhõesTotal recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021Devolvido
31/12/2021US$ 1,52 bilhõesTotal recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$)Devolvido
01/11/2022R$ 6,70 bilhõesTotal acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022Devolvido
31/12/2023R$ 7,28 bilhõesTotal recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023Devolvido
31/12/2024US$ 60,0 milhõesValor reconhecido pela Petrobras em 2024 por acordos de leniência e colaboração (fluxo do ano)Devolvido

Detalhes, métodos e o que não pode ser somado: painel de valores.

Séries: investimento, petróleo, câmbio e mercado

Queda no valor de mercado não é dinheiro retirado do caixa: é o preço que investidores atribuem às ações num dia. Ele reage ao petróleo, ao câmbio, ao endividamento, à política de preços e ao humor geral da bolsa — por isso as séries aparecem lado a lado, sem atribuir a variação a uma causa só.

Investimentos realizados pela Petrobras (US$ nominais)

Unidade: USD (número puro; fonte em milhões de US$)

US$ 0 biUS$ 12 biUS$ 24 biUS$ 36,1 biUS$ 48,1 bi20122013201420152016201720182019Investimento realizado 2012: US$ 42,9 biInvestimento realizado 2013: US$ 48,1 biInvestimento realizado 2014: US$ 37 biInvestimento realizado 2015: US$ 23,1 biInvestimento realizado 2016: US$ 15,9 biInvestimento realizado 2017: US$ 15,1 biInvestimento realizado 2018: US$ 13,4 biInvestimento realizado 2019: US$ 27,4 bi
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2012; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato); Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2016; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2017; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2018; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2019. Método: Números transcritos dos 20-F, na versão publicada no próprio ano (ou no 20-F seguinte quando o do ano não traz a medida). Duas medidas distintas, em colunas de medida: (1) 'investimentos_item5' = valor que a empresa descreve na seção Capital Expenditures do Item 5 (“invested/disbursed a total of”); (2) 'caixa_unidades_operacionais' = desembolso de caixa para capex e investimentos em unidades operacionais, da seção de fontes e usos de caixa (2012–2018). As medidas têm base diferente e não são somáveis nem intercambiáveis. Conversão para dólar feita pela empresa. Conflito registrado: 2018 aparece como US$ 13.439 mi (20-F 2018) e US$ 13.349 mi (20-F 2019). Baixar CSV.
Ver os dados em tabela
anoInvestimento realizado
2012US$ 42,9 bi
2013US$ 48,1 bi
2014US$ 37 bi
2015US$ 23,1 bi
2016US$ 15,9 bi
2017US$ 15,1 bi
2018US$ 13,4 bi
2019US$ 27,4 bi

Investimento previsto em cada plano de negócios

Unidade: US$ bilhões (previsto, não realizado)

Fonte: Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2012; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 6-K (29/06/2015): Plano de Negócios e Gestão 2015–2019; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 6-K (12/01/2016): ajustes ao Plano de Negócios e Gestão 2015–2019; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 6-K (20/09/2016): Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2017–2021; Agência Brasil — Petrobras reduz em 25% plano de investimentos para os próximos cinco anos; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2016. Método: Valor total previsto em cada plano na data de aprovação/divulgação. São previsões de cinco anos com premissas diferentes de petróleo e câmbio; o plano 2015–2019 foi revisado em 12/01/2016. Não são comparáveis diretamente com o realizado anual. O total do plano 2017–2021 (US$ 74,1 bi) vem de reportagem; o 6-K traz só os componentes. Previsto não é realizado; cada plano cobre cinco anos. Baixar CSV.
Ver os dados em tabela
planoinvestimentos_previstos_usd_bi
2013-2017US$ 236,7 bi
2014-2018US$ 220,6 bi
2015-2019 (original)US$ 130,3 bi
2015-2019 (revisão jan/2016)US$ 98,4 bi
2017-2021US$ 74,1 bi
2017-2021 (atualizado 2017)US$ 74,5 bi

Valor de mercado da Petrobras no último pregão de cada ano

Unidade: R$ bilhões e US$ bilhões (colunas separadas)

US$ 0 biUS$ 31 biUS$ 62 biUS$ 94 biUS$ 125 bi201220132014201520162017201820192012: US$ 125 bi2013: US$ 92 bi2014: US$ 48 bi2015: US$ 26 bi2016: US$ 64 bi2017: US$ 65 bi2018: US$ 82 bi2019: US$ 101 bi
Fonte: B3 S.A. — Brasil, Bolsa, Balcão — B3 — Séries Históricas de Cotações (COTAHIST anual), arquivos de 2012 a 2019; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2012; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato); Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2016; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2017; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2018; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2019; Banco Central do Brasil — Banco Central do Brasil — SGS série 1 (taxa de câmbio livre, dólar americano, venda, diária). Método: valor de mercado = ações ordinárias × fechamento de PETR3 + ações preferenciais × fechamento de PETR4, no último pregão do ano (registro tipo 01, mercado a vista, código BDI 02; scripts/petr_fechamento_b3.py). Ações: números da capa de cada 20-F. Dólar: SGS série 1 na data do pregão (scripts/gera_valor_mercado.py). Preços nominais, sem ajuste por proventos; ignora ações em tesouraria e diferenças de classe de ADR. Conferência: o 20-F de 2019 informa valor de mercado de US$ 101,1 bi em 31/12/2019 (cálculo aqui: US$ 101,0 bi); os percentuais de participação da Petrobras na capitalização total da B3 informados nos 20-F de 2012–2018 reproduzem o cálculo com diferença de cerca de 1% ou menos em 2012–2015, 2017 e 2018 (2016: cálculo US$ 64,2 bi contra ~US$ 67 bi pelo percentual, diferença de ~4%, não explicada). Valor de mercado é uma medida de preço de ações, não de caixa. Baixar CSV.
Ver os dados em tabela
anoValor de mercado (US$ bi)
2012US$ 125 bi
2013US$ 92 bi
2014US$ 48 bi
2015US$ 26 bi
2016US$ 64 bi
2017US$ 65 bi
2018US$ 82 bi
2019US$ 101 bi

Petróleo Brent: média anual por barril

Unidade: US$ por barril (média anual)

US$ 0US$ 28US$ 56US$ 84US$ 112201020122014201620182020202220242010: US$ 802011: US$ 1112012: US$ 1122013: US$ 1092014: US$ 992015: US$ 522016: US$ 442017: US$ 542018: US$ 712019: US$ 642020: US$ 422021: US$ 712022: US$ 1012023: US$ 822024: US$ 812025: US$ 69
Fonte: U.S. Energy Information Administration (EIA) — Europe Brent Spot Price FOB (Dollars per Barrel) — série anual RBRTE. Método: Tabela anual da página da EIA, lida em 24/10/2026 e transcrita por scripts/gera_series_macro.py. Média anual esconde oscilações dentro do ano (em 2014, por exemplo, o preço caiu muito no segundo semestre; a própria Petrobras informa mínima de US$ 55,76 e máxima de US$ 115,00 no ano). Versões futuras da EIA podem revisar valores. Baixar CSV.
Ver os dados em tabela
anoBrent
2010US$ 80
2011US$ 111
2012US$ 112
2013US$ 109
2014US$ 99
2015US$ 52
2016US$ 44
2017US$ 54
2018US$ 71
2019US$ 64
2020US$ 42
2021US$ 71
2022US$ 101
2023US$ 82
2024US$ 81
2025US$ 69

Dólar em reais (PTAX)

Unidade: R$ por US$

R$ 0R$ 1,01R$ 2,02R$ 3,02R$ 4,03201120132015201720192011: R$ 1,672012: R$ 1,962013: R$ 2,162014: R$ 2,352015: R$ 3,342016: R$ 3,482017: R$ 3,192018: R$ 3,662019: R$ 3,952011: R$ 1,882012: R$ 2,042013: R$ 2,342014: R$ 2,662015: R$ 3,92016: R$ 3,262017: R$ 3,312018: R$ 3,872019: R$ 4,03

Média do anoFim do ano

Fonte: Banco Central do Brasil — Banco Central do Brasil — SGS série 1 (taxa de câmbio livre, dólar americano, venda, diária). Método: media_anual = média aritmética simples dos valores diários da série no ano; fim_de_periodo = último valor do ano (data indicada na coluna). Reprodutível com scripts/gera_series_macro.py. Não é a PTAX (série 10813); os valores de fim de ano coincidem com os do último dia útil. Mesma série usada para converter o valor de mercado para dólar. Baixar CSV.
Ver os dados em tabela
anoMédia do anoFim do ano
2011R$ 1,67R$ 1,88
2012R$ 1,96R$ 2,04
2013R$ 2,16R$ 2,34
2014R$ 2,35R$ 2,66
2015R$ 3,34R$ 3,9
2016R$ 3,48R$ 3,26
2017R$ 3,19R$ 3,31
2018R$ 3,66R$ 3,87
2019R$ 3,95R$ 4,03

Lucro (prejuízo) líquido atribuível aos acionistas

Unidade: USD (número puro; fonte em milhões de US$)

US$ -8,5 biUS$ -3,6 biUS$ 1,3 biUS$ 6,2 biUS$ 11,1 bi201320142015201620172018Lucro ou prejuízo 2013: US$ 11,1 biLucro ou prejuízo 2014: US$ -7,4 biLucro ou prejuízo 2015: US$ -8,5 biLucro ou prejuízo 2016: US$ -4,8 biLucro ou prejuízo 2017: US$ -0,1 biLucro ou prejuízo 2018: US$ 7,2 bi
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato); Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2016; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2018. Método: Lucro líquido atribuível aos acionistas da Petrobras (Selected Financial Data) e dívida líquida (dívida total menos caixa, equivalentes e títulos públicos/depósitos a prazo com vencimento acima de três meses; medida não-IFRS definida pela empresa), em dólares, conforme apresentado pela empresa. Valores em reais diferem (o prejuízo de 2014 foi de R$ 21,587 bi). Dívida líquida de 2015 reapresentada como US$ 100.425 mi no 20-F de 2016. Baixar CSV.
Ver os dados em tabela
anoLucro ou prejuízo
2013US$ 11,1 bi
2014US$ -7,4 bi
2015US$ -8,5 bi
2016US$ -4,8 bi
2017US$ -0,1 bi
2018US$ 7,2 bi

Dívida líquida da Petrobras

Unidade: USD (número puro; fonte em milhões de US$)

US$ 0 biUS$ 26,6 biUS$ 53,1 biUS$ 79,7 biUS$ 106,2 bi201320142015201620172018Dívida líquida 2013: US$ 94,6 biDívida líquida 2014: US$ 106,2 biDívida líquida 2015: US$ 100,4 biDívida líquida 2016: US$ 96,4 biDívida líquida 2017: US$ 84,9 biDívida líquida 2018: US$ 69,4 bi
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2013; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato); Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2015; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2016; Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC) — Petrobras — Form 20-F do exercício de 2018. Método: Lucro líquido atribuível aos acionistas da Petrobras (Selected Financial Data) e dívida líquida (dívida total menos caixa, equivalentes e títulos públicos/depósitos a prazo com vencimento acima de três meses; medida não-IFRS definida pela empresa), em dólares, conforme apresentado pela empresa. Valores em reais diferem (o prejuízo de 2014 foi de R$ 21,587 bi). Dívida líquida de 2015 reapresentada como US$ 100.425 mi no 20-F de 2016. Baixar CSV.
Ver os dados em tabela
anoDívida líquida
2013US$ 94,6 bi
2014US$ 106,2 bi
2015US$ 100,4 bi
2016US$ 96,4 bi
2017US$ 84,9 bi
2018US$ 69,4 bi

Episódios

Linha do tempo da Petrobras

  1. Economia

    Petrobras divulga plano 2013–2017 com US$ 236,7 bilhões de investimentos

    Plano orçado em US$ 236,7 bi, dos quais US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação. Antecede a Operação Lava Jato (março de 2014) e as revelações sobre fornecedores.

    Fontes (1)

    A Petrobras divulgou em 15/03/2013 o Plano de Negócios e Gestão 2013–2017 com investimentos orçados de US$ 236,7 bilhões (2013–2017), sendo US$ 207,1 bi em projetos em implantação e US$ 29,6 bi em avaliação.

    Dado oficialComprovado em documento
  2. Economia

    Plano 2014–2018 prevê US$ 220,6 bilhões de investimentos

    Orçamento de US$ 220,6 bi para 2014–2018 (US$ 206,8 bi em implantação ou licitação; US$ 13,8 bi em avaliação) e US$ 42,4 bi para 2014.

    Fontes (1)

    A Petrobras anunciou em 25/02/2014 o Plano 2014–2018 com investimentos orçados de US$ 220,6 bilhões (US$ 206,8 bi em projetos em implantação ou licitação e US$ 13,8 bi em carteira em avaliação); o orçamento de 2014 era de US$ 42,4 bi.

    Dado oficialComprovado em documento
  3. Economia

    Petrobras bloqueia cautelarmente empresas de 23 grupos citados em depoimentos sobre cartel

    A Diretoria Executiva criou comissões de análise de sanção e determinou o impedimento temporário de contratação e de participação em licitações das empresas dos grupos listados, com base em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e delatores da Toyo Setal e Setal. A inclusão baseia-se em depoimentos, não em condenação.

    Fontes (2)

    Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.

    Documento oficialComprovado em documento

    As contagens da própria Petrobras variam: 23 grupos no comunicado de 29/12/2014; 24 grupos no 20-F de 2014; 32 empresas de 23 grupos em 2014, mais duas empresas em 2015, três com restrição levantada e 31 ainda suspensas, segundo o 20-F de 2015.

    Documento oficialContestado
  4. Economia

    Petrobras perde o grau de investimento na Moody's

    A Moody's retirou o grau de investimento de todos os ratings da empresa em 24/02/2015; S&P (setembro) e Fitch (dezembro de 2015) seguiram. A Petrobras lista, entre as preocupações das agências, liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida, queda do petróleo e desvalorização do real.

    Fontes (1)

    A Petrobras perdeu o grau de investimento da Moody's em 24/02/2015, da S&P em setembro de 2015 e da Fitch em dezembro de 2015; as agências citaram pressão de liquidez, fluxo de caixa livre negativo, tamanho da dívida e, entre outros fatores, a desvalorização do real e a queda do petróleo.

    Documento oficialComprovado em documento
  5. Economia

    Galvão Engenharia pede recuperação judicial no Rio de Janeiro

    A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial, atribuindo a crise à suspensão de pagamentos da Petrobras, ao rebaixamento após as prisões de executivos e à falta de crédito. Declarou ter cortado cerca de 9 mil empregos em 2015. A empresa nega participação em cartel.

    Fontes (1)

    A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.

    Documento descrito em reportagemFonte única
  6. Economia

    Petrobras publica balanço auditado de 2014: baixa de R$ 6,194 bi, perdas de R$ 44,636 bi e prejuízo de R$ 21,587 bi

    O balanço de 2014, publicado com atraso, traz a baixa de custos capitalizados indevidamente (reconhecida no 3T14), perdas por redução ao valor recuperável, em grande parte nas refinarias RNEST-2 e Comperj, e prejuízo líquido de R$ 21,587 bi. A empresa afirma que as perdas não se originam principalmente de pagamentos indevidos.

    Fontes (4)

    A Petrobras baixou R$ 6,194 bi de custos capitalizados que representam valores pagos a maior na aquisição de imobilizado em anos anteriores, em razão do esquema de pagamentos revelado pela Lava Jato; a baixa foi reconhecida no 3T14 (US$ 2,527 bi pelo 20-F).

    Dado oficialComprovado em documento

    O prejuízo líquido de 2014 atribuível aos acionistas foi de R$ 21,587 bi, que a Petrobras atribui a perdas por redução ao valor recuperável de R$ 44,636 bi (refinarias domésticas R$ 30,976 bi; E&P R$ 10,002 bi por menores preços internacionais do petróleo; petroquímica R$ 2,978 bi) e à baixa de R$ 6,194 bi.

    Dado oficialComprovado em documento

    A Petrobras afirmou que a diferença entre o valor justo e o valor contábil de seus ativos era significativamente maior que qualquer estimativa razoável de pagamentos indevidos e que essa diferença não se origina principalmente de pagamentos indevidos, mas de outras fontes, como método de mensuração e mudanças no contexto de negócios (câmbio, taxa de desconto, preços e margens).

    Documento oficialComprovado em documento

    A Petrobras explicou que os adiamentos de Comperj e RNEST-2 foram medidas para preservar caixa e resposta às dificuldades criadas aos fornecedores pela investigação Lava Jato, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior (prêmio de risco do projeto parado), atraso nas entradas de caixa esperadas e menor crescimento econômico projetado.

    Documento oficialComprovado em documento
  7. Economia

    Conselho aprova plano 2015–2019 com US$ 130,3 bi, 37% abaixo do anterior

    Plano focado em desalavancagem e em E&P no pré-sal (83% do total); investimento em refino fica restrito, com 11% do segmento downstream para concluir a refinaria Abreu e Lima. Metas de produção reduzidas por adiamentos e atrasos, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.

    Fontes (2)

    O Conselho aprovou em 26/06/2015 o Plano 2015–2019, com investimentos totais de US$ 130,3 bilhões (E&P 108,6; Abastecimento 12,8; Gás e Energia 6,3; outras áreas 2,6), redução de 37% frente ao plano anterior.

    Dado oficialComprovado em documento

    No comunicado do plano 2015–2019, a Petrobras informou que as metas de produção foram atualizadas por adiamentos de projetos menos maduros e atrasos na entrega de unidades de produção, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.

    Documento oficialComprovado em documento
  8. Justiça

    Sentença condena Renato Duque a 20 anos e 8 meses e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (primeira instância, criminal)

    Segundo reportagem, sentença do juiz Sergio Moro (13ª Vara Federal de Curitiba) condenou nove réus por crimes ligados a contratos da Diretoria de Serviços da Petrobras; Barusco e outros tiveram penas moduladas por delação. A sentença não foi aberta; situação recursal atual não verificada.

    Fontes (1)

    Segundo o Congresso em Foco, em sentença de 21/09/2015 o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e 8 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (com delação premiada); a sentença apontou ao menos R$ 36.346.200, US$ 956.045 e € 765.802 em propinas ligadas à Diretoria de Serviços.

    Documento descrito em reportagemFonte única
  9. Economia

    Documento da SPE/MF estima mais de 2 pontos do PIB em efeitos da redução de investimentos de Petrobras e empreiteiras

    O governo federal calculou efeito de 1,7% do PIB para o corte de 33% da Petrobras e de 0,4% para o recuo das empreiteiras, e disse que a queda do petróleo era um dos principais fatores de 2015.

    Fontes (3)

    A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.

    Estimativa de estudoEstimativa

    O mesmo documento estimou que a redução dos investimentos das empreiteiras (15% sobre um investimento de cerca de 2,8% do PIB, premissas da Tendências) corresponderia a 0,4% do PIB, e que a soma dos impactos direto, indireto e 'lateral' pode ter ultrapassado 2 pontos percentuais do PIB.

    Estimativa de estudoEstimativa

    O documento da SPE/MF diz que a mudança nos preços das matérias-primas, inclusive o petróleo, é um dos principais fatores de impacto sobre o crescimento desde 2014, 'especialmente em 2015', e que, na cadeia de óleo e gás, 'outros fatores, de natureza não econômica' também tiveram papel preponderante no comportamento da principal empresa do setor.

    Documento oficialComprovado em documento
  10. Economia

    Petrobras cria comissão interna para apurar o Projeto Sondas e acordos com a Sete Brasil

    No mesmo ano a empresa registrou perdas de US$ 44 mi (direta) e US$ 40 mi (via FIP Sondas) pela piora da situação financeira da Sete Brasil e pelo adiamento da maior parte de suas construções.

    Fontes (1)

    Em 2015, a Petrobras reconheceu perdas de US$ 44 mi no investimento direto em Sete Brasil e US$ 40 mi via FIP Sondas, por piora das condições econômico-financeiras da empresa, adiamento da maior parte de suas construções e incerteza sobre a continuidade dos projetos; instaurou em 15/12/2015 comissão interna para apurar possíveis irregularidades na criação do Projeto Sondas.

    Documento oficialComprovado em documento
  11. Economia

    Último pregão de 2015: valor de mercado da Petrobras de R$ 101,3 bi (US$ 25,9 bi), o menor dos fins de ano de 2012–2019

    Cálculo reproduzível com preços da B3 e número de ações dos 20-F. O Brent médio caiu de US$ 108,56 (2013) para US$ 52,32 (2015) e o dólar médio subiu de R$ 2,16 para R$ 3,34. É medida de preço de ações, não de caixa, e não é atribuída a uma única causa.

    Fontes (3)

    Calculado por ações em circulação (capa dos 20-F) × fechamento de PETR3/PETR4 no último pregão do ano (B3), o valor de mercado da Petrobras foi de R$ 254,9 bi (28/12/2012), R$ 214,7 bi (30/12/2013), R$ 127,5 bi (30/12/2014), R$ 101,3 bi (30/12/2015), R$ 209,4 bi (29/12/2016), R$ 216,0 bi (28/12/2017), R$ 316,1 bi (28/12/2018) e R$ 407,2 bi (30/12/2019); em dólares, US$ 124,7 bi, 91,6, 48,0, 25,9, 64,2, 65,3, 81,6 e 101,0 bi.

    Estimativa de estudoEstimativa

    A EIA registra Brent médio anual de US$ 111,26 (2011), 111,63 (2012), 108,56 (2013), 98,97 (2014), 52,32 (2015), 43,64 (2016), 54,13 (2017), 71,34 (2018) e 64,30 (2019).

    Dado oficialComprovado em documento

    Pela série 1 do SGS do Banco Central (dólar, venda), a média anual do câmbio foi de R$ 2,1605 (2013), 2,3547 (2014), 3,3387 (2015), 3,4833 (2016), 3,1925 (2017), 3,6558 (2018) e 3,9461 (2019); no fim de 2013, 2,3426; 2014, 2,6562; 2015, 3,9048.

    Dado oficialComprovado em documento
  12. Economia

    Petrobras corta plano 2015–2019 de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi

    A empresa atribui a redução de US$ 32 bi a otimização de portfólio (US$ 21,2 bi) e efeito cambial (US$ 10,7 bi), diante de novos níveis de petróleo e câmbio.

    Fontes (1)

    Em 12/01/2016 o Conselho aprovou ajustes: o capex do plano 2015–2019 caiu de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi (redução de US$ 32 bi), que a empresa decompõe em otimização de portfólio (–US$ 21,2 bi) e efeito cambial (–US$ 10,7 bi), em função de novos níveis de preço do petróleo e câmbio.

    Dado oficialComprovado em documento
  13. Economia

    Sete Brasil pede recuperação judicial no Rio de Janeiro

    A empresa criada em 2010 para fornecer sondas à Petrobras atribuiu a crise à queda do petróleo e aos escândalos da Lava Jato. Reportagens divergem entre abril e maio de 2016 para o protocolo; a data exata não foi obtida.

    Fontes (2)

    A Sete Brasil entrou com pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro em abril de 2016 (3ª Vara Empresarial), apontando como causas a queda do preço do petróleo e os escândalos da Lava Jato; a empresa foi criada em 2010 para construir sondas para o pré-sal e seus acionistas teriam investido R$ 8,3 bilhões.

    ReportagemVárias fontes independentes

    O mesmo capítulo afirma que a corrupção em Petrobras e fornecedores, agravada pela queda do petróleo em 2015, levou a Sete Brasil a pedir recuperação judicial no final de abril de 2016, com dívida estimada em cerca de US$ 5 bilhões, dois terços com o governo federal por bancos e fundos públicos (Banco do Brasil US$ 1 bi; Fundo de Garantia da Construção Naval US$ 1,3 bi; FI-FGTS US$ 0,7 bi; Caixa US$ 0,5 bi); em abril de 2016, o grau de conclusão dos contratos variava de 4,78% a 89,96% por sonda (Tabela 7).

    Estimativa de estudoFonte única
  14. Economia

    Conselho aprova plano 2017–2021, 25% abaixo da revisão de janeiro de 2016

    US$ 60,6 bi em E&P e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural; total de US$ 74,1 bi segundo a Agência Brasil. Prevê US$ 19,5 bi em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.

    Fontes (2)

    O Conselho aprovou em 19/09/2016 o Plano de Negócios e Gestão 2017–2021 (comunicado de 20/09/2016): investimentos reduzidos em 25% frente à revisão de jan/2016, com US$ 60,6 bi em Exploração e Produção e US$ 12,4 bi em Refino e Gás Natural, e US$ 19,5 bi previstos em parcerias e desinvestimentos em 2017–2018.

    Dado oficialComprovado em documento

    A Agência Brasil informou que a previsão do plano 2017–2021 era de US$ 74,1 bilhões, queda de 25% sobre o plano anterior (US$ 98,4 bi), aprovado em 19/09/2016 e divulgado em 20/09/2016.

    ReportagemFonte única
  15. Justiça

    TCU condena Gabrielli e Cerveró em tomada de contas sobre a compra da refinaria de Pasadena

    Acórdão 1881/2017: débito solidário de mais de US$ 79 mi, multa de R$ 10 mi a cada um e inabilitação por 8 anos para cargos em comissão. Primeira de quatro tomadas de contas; condenação de tribunal de contas, não criminal.

    Fontes (1)

    Pelo Acórdão 1881/2017 (Plenário, TC 005.261/2015-5, sessão de 30/08/2017), o TCU condenou José Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, em tomada de contas especial sobre a Carta de Intenções da compra da refinaria de Pasadena, a ressarcir solidariamente mais de US$ 79 milhões, multa de R$ 10 milhões a cada um e inabilitação por 8 anos para cargo em comissão.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  16. Economia

    Petrobras aprova termo de compromisso com a Odebrecht, abrindo saída do bloqueio cautelar

    Segundo o eixos, o termo prevê programa de integridade e permitiria a saída da Odebrecht Engenharia e Construção (após cumprir melhorias) e da Ocyan do bloqueio instituído em dezembro de 2014. Comunicado primário não localizado.

    Fontes (1)

    O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).

    ReportagemFonte única
  17. Economia

    Constellation, do grupo Queiroz Galvão, prepara pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão

    A empresa de óleo e gás atribuiu a perda de caixa às investigações e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com arrendamentos de plataformas. Reportagem descreve preparação, não protocolo.

    Fontes (1)

    Em 28/11/2018 o InfoMoney noticiou que a Constellation, empresa de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão (família com 74%), preparava pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão, atribuindo a perda de caixa às investigações da Lava Jato e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com a renovação de arrendamentos de plataformas; sete de suas oito plataformas ficariam ociosas.

    ReportagemFonte única
  18. Economia

    Petrobras aprova acordo que mantém 4 e cancela 24 das 28 sondas da Sete Brasil

    Contratos de afretamento de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia; os de 24 sondas encerrados; a Petrobras sai da estrutura societária.

    Fontes (1)

    Em 20/12/2019, a Petrobras aprovou os termos finais de acordo com a Sete Brasil: contratos de afretamento e operação de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia, e encerrados os contratos das outras 24 (a Sete Brasil deveria construir 28 sondas para o pré-sal); a Petrobras sairia da estrutura societária do grupo.

    ReportagemFonte única
  19. Economia

    Petrobras anuncia retomada do antigo Comperj como Polo GasLub Itaboraí

    Segundo o Brasil de Fato, anúncio feito junto ao plano estratégico 2024–2028; unidades de refino previstas para após 2028. Comunicado primário não localizado.

    Fontes (1)

    O Brasil de Fato informou que, em 27/11/2023, ao anunciar o plano estratégico 2024–2028, a Petrobras confirmou a retomada do antigo Comperj com o nome Polo GasLub Itaboraí, com foco em diesel e unidades de refino previstas para após 2028.

    ReportagemFonte única
  20. Economia

    Petrobras assina contratos de R$ 4,9 bi para retomar o Trem 2 da RNEST

    Segundo o Movimento Econômico, contratos com a Consag Engenharia; obra interrompida em 2015; conclusão prevista para o fim de 2029. Comunicado primário não localizado.

    Fontes (1)

    O Movimento Econômico informou que, em 16/06/2025, foram assinados contratos de R$ 4,9 bilhões com a Consag Engenharia para retomar o Trem 2 da RNEST, interrompido em 2015 'no contexto da Operação Lava Jato', com conclusão prevista para o fim de 2029.

    ReportagemFonte única