Biblioteca documental · Estudo
Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt)
- Emissor
- Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP) · Ligia Maura Costa, Maria Lucia L. M. Padua Lima, Paulo C. Goldschmidt (cap. 2)
- Data
- novembro de 2020
- Tipo
- Estudo · fonte primária
- Acesso
- trecho examinado · consultado em 24/10/2026
- Original
- direitosp.fgv.br/sites/default/files/2021-09/bi-09212020-car_wash_report_v2.pdf
O que extraímos deste documento (4)
O capítulo 2 do livro do Wilson Center (2020) descreve que a força-tarefa concluiu que dois diretores da Petrobras e o tesoureiro do PT combinaram propina equivalente a 0,9% dos contratos intermediados pela Sete Brasil, com preços 11% a 24% acima de licitações semelhantes, e que a Sete Brasil reconheceu oficialmente propinas de US$ 224 milhões; o orçamento das sondas era estimado entre US$ 22 e 25 bilhões.
Fonte: Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt) — Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP), nov. 2020 · Cap. 2, seção sobre Sete Brasil, p. 42–43 · abrir original ↗
Estudo (primária) · trecho examinado · consultada em 24/10/2026
Limitações: Os autores descrevem a conclusão da força-tarefa (acusação do MPF) e a admissão da própria Sete Brasil; não é decisão judicial. Os autores são favoráveis à tese de que a corrupção causou os prejuízos.
O mesmo capítulo afirma que a corrupção em Petrobras e fornecedores, agravada pela queda do petróleo em 2015, levou a Sete Brasil a pedir recuperação judicial no final de abril de 2016, com dívida estimada em cerca de US$ 5 bilhões, dois terços com o governo federal por bancos e fundos públicos (Banco do Brasil US$ 1 bi; Fundo de Garantia da Construção Naval US$ 1,3 bi; FI-FGTS US$ 0,7 bi; Caixa US$ 0,5 bi); em abril de 2016, o grau de conclusão dos contratos variava de 4,78% a 89,96% por sonda (Tabela 7).
Fonte: Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt) — Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP), nov. 2020 · Cap. 2, p. 42–44 (Tabela 7) · abrir original ↗
Estudo (primária) · trecho examinado · consultada em 24/10/2026
Limitações: Valores em dólares estimados pelos autores, sem fonte primária citada no trecho lido. Compare com as dívidas em reais citadas por reportagens (R$ 17,4 bi em 2019, R$ 36 bi em 2024).
Os autores do capítulo 2 escrevem que sem as baixas de ativos (impairments) a Petrobras não teria tido resultado negativo entre 2014 e 2018, que as razões declaradas pela empresa para as baixas na área de E&P (queda do petróleo, câmbio, taxa de desconto, ociosidade de sondas, incertezas na construção de navios, desmobilização de plataformas) são adequadas, e que nunca se saberá quanto das baixas é atribuível a corrupção, a más decisões de gestão ou a condições de mercado.
Fonte: Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt) — Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP), nov. 2020 · Cap. 2, p. 44 e seção de conclusão sobre os resultados da Petrobras · abrir original ↗
Estudo (primária) · trecho examinado · consultada em 24/10/2026
Limitações: Paráfrase do trecho em inglês ('we will never know how much of the impairments could be attributable...'); útil como declaração de limite da identificação por autores favoráveis à operação.

