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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Fichas de episódios

Projetos de refino paralisados, adiados ou cancelados: RNEST-2, Comperj e Premium I e II

A Petrobras adiou a segunda unidade da RNEST e o Comperj em dezembro de 2014 e cancelou as refinarias Premium I e II em janeiro de 2015. Atribuiu o adiamento a medidas para preservar caixa e às dificuldades criadas aos fornecedores pela investigação, e as perdas contábeis a deficiências de planejamento, taxa de desconto maior, atraso nas entradas de caixa e menor crescimento. As Premium foram canceladas porque as premissas do plano 2014–2018 não se cumpriram. Em 2023 e 2025, reportagens registram retomadas (GasLub; Trem 2 da RNEST), sem comunicado primário localizado.

Situação em 24 de outubro de 2026: Pelas fontes consultadas, o Trem 2 da RNEST e o antigo Comperj foram retomados após 2023; Premium I e II seguem cancelados. O status atual das obras em outubro de 2026 não foi localizado.
Fontes (2)

O Brasil de Fato informou que, em 27/11/2023, ao anunciar o plano estratégico 2024–2028, a Petrobras confirmou a retomada do antigo Comperj com o nome Polo GasLub Itaboraí, com foco em diesel e unidades de refino previstas para após 2028.

ReportagemFonte única

O Movimento Econômico informou que, em 16/06/2025, foram assinados contratos de R$ 4,9 bilhões com a Consag Engenharia para retomar o Trem 2 da RNEST, interrompido em 2015 'no contexto da Operação Lava Jato', com conclusão prevista para o fim de 2029.

ReportagemFonte única
Acusação
Sem acusação formal registrada nesta ficha.
Resposta
Não localizamos resposta pública nas fontes consultadas.

Evidências

A primeira unidade de refino da RNEST (Abreu e Lima) iniciou produção de combustíveis em dezembro de 2014 com capacidade parcial de 74 mil bpd (projeto de 115 mil bpd).

Documento oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

No 20-F de 2014, a Petrobras informou ter adiado por período prolongado a conclusão do Comperj e da segunda unidade de refino da RNEST, e registrou perdas por redução ao valor recuperável de US$ 11,7 bilhões nos dois projetos no exercício de 2014.

Documento oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Em dólares; em reais, o 4T14 informa R$ 30,976 bi para refinarias domésticas.

A Petrobras explicou que os adiamentos de Comperj e RNEST-2 foram medidas para preservar caixa e resposta às dificuldades criadas aos fornecedores pela investigação Lava Jato, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior (prêmio de risco do projeto parado), atraso nas entradas de caixa esperadas e menor crescimento econômico projetado.

Documento oficialComprovado em documento

Trecho: “measures to preserve cash and in response to the difficulties created for our suppliers by the “Lava Jato” investigation”

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Atribuição da empresa. Mistura causas de gestão (planejamento, adiamento para preservar caixa), de mercado/macro (taxa de desconto, crescimento) e o efeito da investigação sobre fornecedores; não quantifica cada parcela.

Pelo 20-F de 2015, o Comperj teve perdas de US$ 8,2 bi em 2014 e US$ 1,3 bi (US$ 1,352 bi) em 2015, e a segunda unidade de refino da RNEST, US$ 3,4 bi em 2014; no 20-F de 2016, nova perda de US$ 1,2 bi em RNEST e Comperj (US$ 0,8 bi na RNEST-2 e US$ 0,4 bi no Comperj).

Dado oficialVárias fontes independentes

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Perda por redução ao valor recuperável é ajuste contábil, não desembolso. Os valores de 2016 vêm do 20-F de 2016 (fonte).

No 20-F de 2016, a Petrobras informou que os projetos da segunda unidade de refino e da unidade de lubrificantes do Comperj foram cancelados, que a primeira unidade seguia em modelo de negócios com parcerias e que a RNEST-2 constava do plano 2017–2021, sujeita a recursos próprios.

Documento oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Em janeiro de 2015 o Conselho da Petrobras decidiu não prosseguir com as refinarias Premium I e Premium II (nordeste), porque as premissas e condições do plano 2014–2018 não foram atendidas, e baixou US$ 1,24 bilhão em 2014 pelo cancelamento.

Documento oficialComprovado em documento

Trecho: “because the assumptions and conditions in our 2014-2018 Plan were not met”

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: A empresa não cita a Lava Jato como causa do cancelamento das Premium.

O comunicado do 4T14 registra baixa de R$ 2,825 bi dos custos capitalizados das refinarias Premium I e II no exercício de 2014 e menciona R$ 2,707 bi no 3T14.

Dado oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Dois números no mesmo documento (R$ 2,825 bi no ano; R$ 2,707 bi citado na comparação do 3T14); o texto não explica a diferença. Não registrar como soma.

O Brasil de Fato informou que, em 27/11/2023, ao anunciar o plano estratégico 2024–2028, a Petrobras confirmou a retomada do antigo Comperj com o nome Polo GasLub Itaboraí, com foco em diesel e unidades de refino previstas para após 2028.

ReportagemFonte única

Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: Não localizei o comunicado primário da Petrobras. A reportagem também registra que a obra foi interrompida em governos anteriores; a data e o nome posterior (Complexo de Energias Boaventura, 2024) vêm de busca não aberta e não são afirmados aqui.

O Movimento Econômico informou que, em 16/06/2025, foram assinados contratos de R$ 4,9 bilhões com a Consag Engenharia para retomar o Trem 2 da RNEST, interrompido em 2015 'no contexto da Operação Lava Jato', com conclusão prevista para o fim de 2029.

ReportagemFonte única

Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: A reportagem não detalha as causas da paralisação nem cita comunicado da Petrobras; a data e o valor não foram conferidos em fonte primária. Não localizado nas fontes consultadas o status em outubro de 2026.

Para 2015, a Petrobras atribuiu a limitação de seus investimentos à queda das receitas esperadas com o petróleo, à desvalorização do real e ao acesso limitado a capital de dívida em grande medida por causa da investigação Lava Jato, e informou ter decidido adiar projetos afetados por dificuldades de contratadas ou pela falta de fornecedores qualificados no Brasil.

Documento oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Atribuição da própria empresa; não separa quanto do adiamento decorre de cada causa (preço do petróleo, câmbio, endividamento, fornecedores).

Identificador: ep:f03-projetos-paralisados-rnest-comperj-premium