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Fichas de episódios

Bloqueio cautelar de fornecedores da Petrobras (dezembro de 2014) e seus efeitos declarados

Paulo Roberto Costa · Alberto Youssef

Em 29/12/2014 a Petrobras bloqueou temporariamente empresas de 23 grupos citados em depoimentos como participantes de cartel. A empresa declarou que contratadas e fornecedoras tiveram dificuldade de crédito e risco de falência, que a falta de fornecedores qualificados contribuiu para o adiamento de projetos e que limitações de fornecedores brasileiros atrasaram unidades de produção. Em 2016 ainda havia 31 empresas suspensas e, em 2018, a Odebrecht firmou termo de compromisso (segundo reportagem).

Situação em 24 de outubro de 2026: Lista atual de empresas ainda bloqueadas e comunicados primários de saída não localizados nas fontes consultadas.
Fontes (1)

O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).

ReportagemFonte única
Acusação
Paulo Roberto Costa: Depoimento de Paulo Roberto Costa em 08/10/2014 na 13ª Vara Federal de Curitiba, citado pela Petrobras, apontou grupos econômicos como participantes de cartel (acusação, não decisão).
Fontes (1)

Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.

Documento oficialComprovado em documento
Alberto Youssef: Depoimento de Alberto Youssef em 08/10/2014 na 13ª Vara Federal de Curitiba, citado pela Petrobras, apontou grupos econômicos como participantes de cartel (acusação, não decisão).
Fontes (1)

Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.

Documento oficialComprovado em documento
Delatores da Toyo Setal e da Setal (data não informada), segundo a Petrobras, também apontaram grupos econômicos como participantes de cartel (acusação, não decisão).
Fontes (1)

Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.

Documento oficialComprovado em documento
Resposta
Não localizamos resposta pública nas fontes consultadas.

Evidências

Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.

Documento oficialComprovado em documento

Trecho: “The referred to companies will be temporarily banned from being contracted and from taking part in bids by Petrobras.”

Comunicado (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: A inclusão na lista baseia-se em depoimentos e não é condenação das empresas. A empresa justifica a medida como proteção contra danos de difícil reparação financeira e à imagem.

As contagens da própria Petrobras variam: 23 grupos no comunicado de 29/12/2014; 24 grupos no 20-F de 2014; 32 empresas de 23 grupos em 2014, mais duas empresas em 2015, três com restrição levantada e 31 ainda suspensas, segundo o 20-F de 2015.

Documento oficialContestado

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Conflito entre contagens: 23 vs 24 grupos entre o comunicado e o 20-F de 2014; 'empresas' versus 'grupos'. Não resolvido.

O 20-F de 2014 informa que, em consequência da Lava Jato, diversas contratadas e fornecedoras brasileiras não conseguiram financiamento e enfrentavam preocupações de liquidez e falência que podiam afetar a continuidade como fornecedoras chave; a empresa também citou a escassez de contratadas e fornecedoras qualificadas.

Documento oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Declaração de risco da empresa; não identifica empresas nem quantifica o impacto sobre cada projeto. O 20-F não separa o efeito do bloqueio cautelar do efeito da falta de crédito.

O 20-F de 2015 afirma que a exigência de conteúdo local, junto com a suspensão temporária de muitos fornecedores locais, podia causar atrasos em grandes projetos caso a Petrobras não conseguisse substituir tempestivamente fornecedores brasileiros.

Documento oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

O 20-F de 2016 informa que a Petrobras suspendeu temporariamente, na Lava Jato, empresas de participar de novas licitações, aponta o risco de novas suspensões e descreve a análise de due diligence de integridade e classificação de grau de risco de integridade (GRI) dos fornecedores.

Documento oficialComprovado em documento

Balanço/demonstração financeira (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

No comunicado do plano 2015–2019, a Petrobras informou que as metas de produção foram atualizadas por adiamentos de projetos menos maduros e atrasos na entrega de unidades de produção, em grande parte por limitações de fornecedores brasileiros.

Documento oficialComprovado em documento

Trecho: “largely due to limitations of Brazilian suppliers”

Comunicado (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: O comunicado não nomeia fornecedores nem diz quanto das limitações decorre da Lava Jato.

O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).

ReportagemFonte única

Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: Comunicado primário da Petrobras não localizado. A reportagem agrupa outros casos de saída que não detalhei. Lista atual de empresas ainda bloqueadas não localizada.

Identificador: ep:f03-fornecedores-bloqueio-cautelar