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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Empresas e instituições

Ministério Público Federal (MPF)

Ramo do Ministério Público da União, chefiado pelo procurador-geral da República, único representante do MPF no STF.

Valores no painel

  • R$ 172,2 bilhões — Redução de investimentos estimada pelo DIEESE (Petrobras e construção civil) (Impacto estimado, 31/12/2017)
  • R$ 67,89 bilhões — Parte da construção civil na redução de investimentos (DIEESE) (Impacto estimado, 31/12/2017)
  • R$ 2,10 bilhões — Desvios na Petrobras apontados pelo MPF (RNEST, contratos superfaturados) (Apontado em investigação, jan. 2015)
  • R$ 720,0 milhões — Bens bloqueados na 7ª fase da Lava Jato (36 investigados) (Bloqueado, 14/11/2014)
  • R$ 200,0 milhões — Bens bloqueados por ordem judicial, segundo balanço do MPF (Bloqueado, jan. 2015)
  • R$ 14,30 bilhões — Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba (Previsto em acordos, out. 2019)
  • R$ 22,00 bilhões — Valor previsto em 278 acordos de colaboração e leniência (escopo nacional, segundo a Gazeta do Povo) (Previsto em acordos, 11/05/2021)
  • R$ 12,70 bilhões — Multas de leniência previstas — Lava Jato de Curitiba (segundo Gazeta do Povo) (Previsto em acordos, 11/05/2021)
  • R$ 3,80 bilhões — Acordo de leniência da Odebrecht com o MPF-PR (dez/2016), valor total a pagar no Brasil (Previsto em acordos, dez. 2016)
  • US$ 853,2 milhões — Penalidade criminal total do acordo da Petrobras com o DOJ (inclui créditos de SEC e Brasil) (Pago pela Petrobras, 27/09/2018)
  • US$ 682,6 milhões — Parcela de 80% do acordo com o DOJ destinada ao Brasil (acordo da Petrobras com o MPF) (Pago pela Petrobras, 27/09/2018)
  • R$ 4,07 bilhões — Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras) (Devolvido, out. 2019)
  • R$ 3,02 bilhões — Parcela dos valores restituídos que foi destinada à Petrobras (Lava Jato de Curitiba) (Devolvido, out. 2019)
  • R$ 4,30 bilhões — Valores recuperados pela força-tarefa de Curitiba — balanço final (fev/2021) (Devolvido, 03/02/2021)
  • R$ 450,0 milhões — Valores recuperados — balanço do MPF de janeiro/2015 (Devolvido, jan. 2015)

Na linha do tempo

Vínculos documentados

  • Odebrecht (hoje Novonor) firmou acordo com MPF: Acordo de leniência de dezembro de 2016 entre a Odebrecht e o MPF-PR (R$ 3,8 bilhões, segundo reportagem da Conjur em outra ficha do acervo), parte de acordo global com EUA e Suíça; valores são retrato, não somar com outros.
    Fontes (2)

    A leniência de 2018 com CGU/AGU (R$ 2,7 bi) foi desenhada para ser descontada do total de R$ 3,8 bilhões já acertado com o MPF-PR; segundo a reportagem, o valor da CGU/AGU "será descontado" do acertado com o MPF.

    ReportagemFonte única

    O grupo Odebrecht, fundado em 1944 em Salvador, admitiu em dezembro de 2016 pagamento de propinas em 12 países e firmou acordo de leniência com EUA, Suíça e Brasil; pediu recuperação judicial em junho de 2019 (homologada em julho de 2020) e adotou o nome Novonor em dezembro de 2020.

    ReportagemFonte única
  • Deltan Dallagnol trabalhou para MPF: Procurador da República de 30/01/2003 a 03/11/2021 (exoneração a pedido, publicada em 05/11/2021).
    Fontes (1)

    Deltan Dallagnol foi procurador da República de 30/01/2003 a 03/11/2021 (pediu exoneração; publicada em 05/11/2021) e coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (período não datado no trecho); elegeu-se deputado federal pelo Paraná (Podemos) em 02/10/2022, teve o registro cassado pelo TSE em 16/05/2023 (confirmado pela Mesa da Câmara em 06/06/2023) e filiou-se ao Novo em 2023.

    ReportagemFonte única
  • Paulo Roberto Costa firmou acordo com MPF: Colaboração iniciada com depoimentos à PF em 05/09/2014; em fevereiro de 2017 o MPF pediu a Moro a suspensão dos benefícios por suposta mentira (alegação do MPF; resultado não localizado).
    Fontes (1)

    Costa foi preso pela PF em março de 2014 (dia não confirmado); começou a depor à PF em 05/09/2014 e firmou colaboração; foi condenado a 12 anos em regime fechado por lavagem com Youssef e executivos da Camargo Corrêa (reportagem de 20/07/2015), cumprindo inicialmente em domiciliar e, desde outubro de 2016, em semiaberto; em fevereiro de 2017 o MPF pediu a Moro a suspensão de seus benefícios sob o argumento de que mentira na colaboração.

    ReportagemFonte única

Evidências

A parte da construção civil vem de um levantamento, nos sites do MPF e do TCU, de obras paralisadas em decorrência das ações da Lava Jato e de obras em que as empresas declararam incapacidade financeira para continuar.

Estimativa de estudoEstimativa

Ferraz, Moura, Norden e Schechtman (NBER, julho de 2025), usando diferença em diferenças com dados da RAIS e do registro de crédito do Banco Central, estimaram que as 21 construtoras investigadas tiveram queda de 63% na massa salarial e de 54% no emprego após o início das investigações, em comparação com empresas de controle com mais de 250 empregados; o volume de novos empréstimos a elas caiu 50%.

Estimativa de estudoEstimativa

Em 01/02/2024, o ministro do STF Dias Toffoli suspendeu o pagamento das multas do acordo de leniência firmado em 2016 pela Odebrecht (hoje Novonor) com o MPF (R$ 8,5 bilhões, segundo a matéria) e autorizou a empresa a rever os termos com PGR, CGU e AGU, citando dúvida razoável sobre a voluntariedade da empresa ao assinar; a Novonor alegara graves dificuldades financeiras para cumprir as obrigações e excessos da força-tarefa revelados pela Operação Spoofing.

Decisão judicial ou administrativaFonte única

Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.

ReportagemFonte única

Na 7ª fase da Lava Jato (14 de novembro, no ano de início da operação), foi decretado o bloqueio de cerca de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados.

Documento oficialFonte única

Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.

ReportagemFonte única

Gazeta do Povo (11/05/2021): 278 acordos de colaboração e leniência preveem devolver R$ 22 bilhões (pagamento em até 20 anos); Curitiba teria R$ 12,7 bi em multas de leniência, R$ 2,1 bi de multas compensatórias de colaboração e R$ 111,5 mi de renúncias; Rio: R$ 945 mi (colaboração) e R$ 145 mi (leniência) já devolvidos; mais de R$ 5 bi retornaram aos cofres públicos.

ReportagemFonte única

A leniência de 2018 com CGU/AGU (R$ 2,7 bi) foi desenhada para ser descontada do total de R$ 3,8 bilhões já acertado com o MPF-PR; segundo a reportagem, o valor da CGU/AGU "será descontado" do acertado com o MPF.

ReportagemFonte única

DOJ (27/09/2018): Petrobras concordou em pagar US$ 853,2 milhões, por acordo de não persecução, para resolver investigação do FCPA; os Estados Unidos creditarão valores pagos à SEC e ao Brasil, com DOJ e SEC recebendo 10% (US$ 85,32 milhões cada) e o Brasil 80% (US$ 682,56 milhões). Houve desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença.

Documento oficialComprovado em documento

MPF (via Correio Braziliense, 03/02/2021): ao fim da força-tarefa de Curitiba, o balanço registra 79 fases, 533 acusados e R$ 4,3 bilhões recuperados.

ReportagemFonte única

A PGR recorreu pedindo que o Plenário reconhecesse a competência da 13ª Vara e preservasse os atos processuais e decisórios; a defesa de Lula pediu que a extinção de processos conexos ocorresse só após o trânsito em julgado, com exceção do HC 164.493.

DeclaraçãoComprovado em documento

Em 07/12/2021 o MPF pediu o arquivamento do caso do triplex contra Lula, Léo Pinheiro e Paulo Okamotto, por prescrição (prazo reduzido pela metade para maiores de 70 anos) e por inexistir pressuposto para oferecer ou ratificar a denúncia após a anulação das provas.

ReportagemFonte única

O Procurador-Geral da República opinou pela total improcedência da reclamação, por entender que, mesmo que fosse indevido o levantamento do sigilo em primeiro grau, isso não configuraria usurpação da competência do STF.

DeclaraçãoComprovado em documento

O MPF afirmou, segundo a reportagem, que os gastos foram autorizados pela Portaria 41/2014, e Dallagnol e Janot disseram que recorreriam.

Resposta/defesaFonte única

Em 15/03/2019, na ADPF 568 (ajuizada pela PGR; relacionadas ADPF 569, de PT e PDT, e Rcl 33.667, da Câmara), Alexandre de Moraes suspendeu os efeitos do Acordo de Assunção de Obrigações entre a Petrobras e procuradores do MPF-PR e da decisão da 13ª Vara que o homologou, e bloqueou os valores depositados (US$ 682,5 milhões repassados pela Petrobras a 'autoridades brasileiras' em acordo com o DOJ), por risco de desvio de dinheiro público e dúvida sobre a criação de fundação privada para geri-los.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

A PGR (Raquel Dodge) argumentou que o MPF de primeira instância não tem poderes para gerir os recursos e que a Justiça Federal não tinha competência para homologar o acordo; a força-tarefa disse já ter pedido a suspensão do fundo antes do pedido da PGR.

AcusaçãoFonte única

Segundo a Agência Brasil (2019), a multa de cerca de R$ 2 bilhões previa que parte iria para uma fundação de interesse social a ser criada pela força-tarefa.

ReportagemFonte única

Dallagnol deixou o MPF em novembro de 2021 (a Poder360 data a saída em 02/11/2021 e o TSE de 2026 conta o prazo de inelegibilidade a partir de 03/11/2021), quando respondia a procedimentos no CNMP e já havia sido sancionado com advertência e censura.

ReportagemVárias fontes independentes

Deltan Dallagnol renunciou ao cargo de procurador da República em novembro de 2021; o Poder360 descreveu o vídeo de despedida como "em tom de candidato".

ReportagemVárias fontes independentes

Em maio de 2023, o TSE cassou o mandato de deputado federal de Deltan Dallagnol, eleito pelo Podemos em 2022, por entender que ele pediu exoneração do MPF com procedimentos disciplinares pendentes; Dallagnol sustentou na entrevista de 14/10/2023 que a decisão negou seu registro mas não o tornou inelegível.

ReportagemVárias fontes independentes

Em 15/07/2025 Dias Toffoli anulou todos os atos da Lava Jato contra Youssef, incluindo decisões de Moro, citando 'conluio' entre PF, MPF e Moro; afirmou que a decisão não invalida o acordo de delação. A defesa de Youssef sustenta que uma gravação clandestina em cela da PF em 2014, que teria durado 11 dias, foi usada para pressioná-lo a fechar a delação.

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

Costa foi preso pela PF em março de 2014 (dia não confirmado); começou a depor à PF em 05/09/2014 e firmou colaboração; foi condenado a 12 anos em regime fechado por lavagem com Youssef e executivos da Camargo Corrêa (reportagem de 20/07/2015), cumprindo inicialmente em domiciliar e, desde outubro de 2016, em semiaberto; em fevereiro de 2017 o MPF pediu a Moro a suspensão de seus benefícios sob o argumento de que mentira na colaboração.

ReportagemFonte única

Deltan Dallagnol foi procurador da República de 30/01/2003 a 03/11/2021 (pediu exoneração; publicada em 05/11/2021) e coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (período não datado no trecho); elegeu-se deputado federal pelo Paraná (Podemos) em 02/10/2022, teve o registro cassado pelo TSE em 16/05/2023 (confirmado pela Mesa da Câmara em 06/06/2023) e filiou-se ao Novo em 2023.

ReportagemFonte única

Carlos Fernando dos Santos Lima ingressou como procurador da República em 1995, foi procurador regional da República (3ª Região, SP), atuou na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba até setembro de 2018 e se aposentou (aposentadoria anunciada em março de 2019, segundo referência da Conjur).

ReportagemFonte única

Januário Paludo é procurador da República e integrou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (datas não informadas; o verbete se contradiz sobre ser integrante atual ou ex-integrante); coordenou unidade descentralizada da corregedoria na PRR4. Em novembro de 2021 o TCU ordenou que cinco procuradores, incluindo Paludo, devolvessem R$ 2,5 milhões em diárias e passagens.

ReportagemFonte única

Rodrigo Janot foi procurador da República (1984–2019), subprocurador-geral (2003), secretário-geral do MPF (2003–2005) e procurador-geral da República de 17/09/2013 a 17/09/2017 (indicado por Dilma Rousseff, reconduzido em 2015); aposentou-se em abril de 2019 e abriu escritório de advocacia em junho de 2019.

ReportagemFonte única

Augusto Aras ingressou no MPF em 1987, foi subprocurador-geral da República (2011) e procurador-geral da República de 26/09/2019 a 26/09/2023, indicado por Jair Bolsonaro em 05/09/2019 (fora da lista tríplice) e aprovado pelo Senado por 68 a 10 em 25/09/2019; reconduzido em 24/08/2021 (55 votos a favor).

ReportagemFonte única

O MPF é um dos ramos do Ministério Público da União; o procurador-geral da República o chefia e é seu único representante no STF.

ReportagemFonte única

Segundo o verbete da Lava Jato, em dezembro de 2015 o Conselho Superior do MPF instituiu uma segunda força-tarefa, junto ao STJ; o verbete indica que a operação terminou em 01/02/2021. Os dados do MPF (dez/2019) apontam 159 condenados e R$ 4 bilhões devolvidos na 1ª instância em Curitiba (balanço atribuído ao MPF, não somar com outros números).

ReportagemFonte única