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Dallagnol: "provas são pedaços da realidade" (14/9/2016) × mensagem "acho capenga", decisão do STJ e arquivamento no CNMP

O que foi dito diverge do que um documento registra.

O que disse

“Provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese. Todas essas informações e todas essas provas analisadas como num quebra-cabeça permitem formar seguramente, formar seguramente a figura de Lula no comando do esquema criminoso identificado na Lava Jato.”

Deltan Dallagnol, 14 de setembro de 2016 · Entrevista coletiva · Coletiva da força-tarefa da Lava Jato (Curitiba) · contexto e fonte

O que aconteceu depois

  • 2016. Mensagem divulgada pela Operação Spoofing, segundo reportagem do ConJur reproduzida pela CUT/RBA (data e destinatário não informados na página lida; autenticidade não confirmada nas fontes), atribuída a Dallagnol, que teria escrito "não estamos provando os crimes diversos" e achar a denúncia "capenga".
    “O problema é que não estamos provando os crimes diversos. Acho capenga” fonte
    fonte
  • 22 de março de 2022. A Quarta Turma do STJ decidiu, por 4 a 1, que Dallagnol deve indenizar Lula por excesso na divulgação da denúncia (fonte não reaberta na auditoria B). fonte
  • 2021. O CNMP arquivou por prescrição a representação de Lula contra Dallagnol pelo PowerPoint, segundo o Poder360 (data exata do arquivamento não informada). fonte
  • 15 de setembro de 2016. Checagem registra que a frase viral "não temos prova, mas temos convicção" não foi dita literalmente na coletiva. fonte

Como explicou

Não localizamos nas fontes consultadas, até 24/10/2026, explicação pública de Dallagnol sobre a mensagem "capenga" nem sua posição sobre a autenticidade dessa mensagem específica.

Nota

A fala pública descreve a relação entre provas e convicção; a mensagem, se autêntica, mostra dúvida interna sobre parte da tese. A decisão do STJ trata da forma de divulgação (excesso), não da procedência da acusação criminal. Nenhuma das fontes lidas atribui a Dallagnol a frase "não temos prova, mas temos convicção".

Fontes dos acontecimentos

Segundo a CUT (texto da RBA, que cita o ConJur), mensagens da Operação Spoofing mostram que Dallagnol escreveu a colegas, em data não informada na página lida, que "não estamos provando os crimes diversos" e achava a denúncia "capenga".

Mensagem divulgadaFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Mensagem lida apenas em veículo sindical, que cita o ConJur; não cotejada com o original. Autenticidade: ver fala correspondente.

Em 22 de março de 2022, a Quarta Turma do STJ decidiu, por 4 votos a 1, que Deltan Dallagnol deve indenizar Lula por danos morais pela forma como divulgou a denúncia na coletiva do PowerPoint de 14 de setembro de 2016.

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Valor divergente entre as fontes: R$ 75 mil (Bem Paraná) e "cerca de R$ 100 mil" (Agência PT). Recursos posteriores não foram verificados.

Segundo o Poder360, o CNMP arquivou por prescrição a representação de Lula contra Dallagnol pelo PowerPoint, após adiar a análise mais de 40 vezes.

ReportagemFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Data exata do arquivamento não informada na matéria; decisão do CNMP não aberta.

Segundo checagem reproduzida pelo InfoMoney (a partir do G1), a frase "não temos prova, mas temos convicção" não foi dita literalmente na coletiva de 14/9/2016: juntava falas de Dallagnol (sobre "convicção") e de Roberson Pozzobon (sobre "provas cabais" quanto à propriedade formal do apartamento).

ReportagemFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: A análise original do G1 não foi aberta. A checagem não avalia se a denúncia estava ou não bem provada.