Pular para o conteúdo
LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Biblioteca documental · Reportagem

Novas revelações sobre a parceria do governo dos EUA com a Lava Jato

Emissor
Agência Pública · Natalia Viana, Alice Maciel e Amanda Audi
Data
2 de dezembro de 2025
Tipo
Reportagem
Acesso
íntegra examinada · consultado em 25/10/2026
Original
apublica.org/2025/12/novas-revelacoes-sobre-a-parceria-do-governo-dos-eua-com-a-

O que extraímos deste documento (9)

A Agência Pública afirma, com base em documento confidencial extraído do celular de Dallagnol, obtido pela PF na Operação Spoofing, que em 28 e 29/01/2016 houve reunião de dois dias no MPF do Rio de Janeiro entre membros da força-tarefa Lava Jato e membros da SEC, que discutiram o acordo para dividir a verba da multa da Petrobras, incluindo 'quais seriam os destinos aceitáveis' e como os brasileiros poderiam usar o dinheiro. A reportagem lê o episódio como mais uma indicação de que a Fundação da Lava Jato fez parte das tratativas com os norte-americanos.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Trecho: “quais seriam os destinos aceitáveis”

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Documento não examinado; não linkado no texto lido. A ligação com a fundação é leitura da reportagem. A matéria não publica resposta de Dallagnol ou do MPF.

Segundo a Pública, do lado brasileiro participaram da reunião os procuradores Deltan Dallagnol, Paulo Galvão, Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique Pozzobon, Laura Gonçalves Tessler e Vladimir Aras; o grupo da SEC incluía os advogados Spencer Bendell, Kara Brockmeyer, Lance Jasper, Samantha Martin, Jonathan Scott e Carlos Costa Rodrigues. Dallagnol é nomeado pela fonte como participante.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Confere com a pauta. A reportagem chama os americanos de 'advogados' e diz que o grupo 'incluía' esses nomes (lista possivelmente não exaustiva). Cargos individuais não informados.

Segundo a Pública, na reunião de 28–29/01/2016 os americanos souberam de outras apurações envolvendo funcionários americanos de empresas investigadas (Braskem, Ensco/Pride, Vintage Drilling, Sargeant Marine); a procuradora Laura Tessler apresentou visão geral das evidências sobre a Rodovia Transoceânica e o caso da Refinaria de Pasadena. A reportagem lembra que Dilma Rousseff, investigada no caso Pasadena, foi depois inocentada.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Documento não examinado. Conteúdo conforme a reportagem.

A Pública cita entrevista do advogado Lance Jasper (da SEC na época, hoje sócio de escritório privado em Los Angeles, segundo a matéria) à audiossérie 'Confidencial – As Digitais do FBI na Lava Jato': para ele, o caso Petrobras não foi típico de FCPA; a corrupção na petroleira se tornou problema dos EUA quando a empresa vendeu US$ 10 bilhões em valores mobiliários; e não havia interesse estratégico do governo americano na parceria com a Lava Jato.

ReportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Entrevista em áudio não ouvida; só o texto da matéria. Registrada por equilíbrio, pois contrapõe a leitura de interesse estratégico americano.

A Pública afirma que a reunião de janeiro de 2016 foi a terceira entre a força-tarefa e o governo dos EUA registrada pelos documentos vazados, e que a primeira (6 a 9/10/2015) foi 'feita de maneira ilegal' por não ter sido avisada nem aprovada pelo Ministério da Justiça — qualificação do veículo, contestada pela força-tarefa em 2020.

AcusaçãoContestadorevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: A reportagem não identifica a segunda reunião. Contraditório: fonte.

Segundo a Pública (2025), lista de vistos enviada pelo Itamaraty ao deputado Ivan Valente mostra que os agentes do FBI Michele Marie Tucker e Michael Roderick vieram ao Brasil de 14 a 18/09/2015, aos cuidados do adido legal Steven L. Moore, que teria participado da visita à sede do MPF em Curitiba; outros agentes do FBI (Deborah Ann Washington, Christopher Joseph Sedmak) e Thimothy S. Pack, descrito como 'funcionário do FBI', vieram entre setembro e outubro de 2015 para assistir o adido.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Lista do Itamaraty não examinada (a Pública diz publicá-la na íntegra, não aberta nesta pesquisa). Dallagnol não é citado neste trecho. A data da visita de Moore a Curitiba não é dada.

Segundo a Pública (2025), a lista do Itamaraty registra que os agentes do FBI Mark Schweers e Jeff Pfeiffer obtiveram visto para ir a Curitiba entre 3 e 10/10/2015; os advogados da SEC Spencer Evan Bendell e Lance Jasper também vieram ao Brasil na mesma semana para a visita a Curitiba, e não estavam na lista oficial entregue por Deltan Dallagnol à PGR.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Documentos não examinados. A 'lista oficial entregue por Dallagnol à PGR' é descrita pela reportagem e não foi vista. Relaciona-se à mensagem de 7/10/2015 em que Dallagnol diz que a lista de órgãos 'não inclui SEC' (fonte); a ligação é observação dnesta versão do acervo, não da Pública.

Segundo a Pública (2025), a lista do Itamaraty registra entrada da agente do FBI Leslie Backschies entre 14 e 18/07/2017 e a presença, de 12 a 16/08/2017, do procurador do DOJ Mark Edward Bini em São Paulo 'aos cuidados de Deltan Dallagnol'.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Documento não examinado. 'Aos cuidados de Deltan Dallagnol' é descrição da reportagem sobre a lista, não declaração dele. A reportagem diz que a visita de Backschies foi pouco antes do acordo com a Petrobras 'em setembro de 2017', mas o acordo foi de 26/09/2018 segundo a Pública de 2020: divergência interna da fonte.

A Pública (2025) afirma que apresentação de Dallagnol na Universidade de Harvard em abril de 2016, recuperada de arquivos do celular dele, descreve a origem da Lava Jato no monitoramento de doleiros ('hawala dealers'), tema de interesse do governo americano segundo cabo diplomático vazado pelo WikiLeaks, e acusa Lula de integrar o 'verdadeiro esquema criminoso'. A capa do PDF publicado pela Pública traz 'Deltan Martinazzo Dallagnol, Leading Federal Prosecutor, Lava Jato Task Force, Federal Prosecution Service – Brazil; Harvard University, Boston, MA – April/2016'.

Documento descrito em reportagemVárias fontes independentesrevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Só a capa e as primeiras páginas do PDF tiveram texto extraído; o arquivo é majoritariamente imagem. Conteúdo sobre Lula e doleiros não lido nos slides. Item 7 da pauta fora do escopo; registrado só como contexto da matéria.