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Pessoas · Políticos

Retrato oficial de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República (fevereiro de 2023)
Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil · CC BY 2.0

Lula

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República de 2003 a 2010 e desde 2023. Foi condenado pela 13ª Vara Federal de Curitiba nos casos do triplex e do sítio de Atibaia; as condenações foram anuladas pelo STF em 2021, que reconheceu a incompetência do juízo e a suspeição de Moro no caso do triplex. Candidato à reeleição em 2026.

Estar neste acervo não significa ter cometido irregularidade. Situação processual: ver cada processo e episódio, com data.

Cargos e papéis

  • Candidato do PT ao segundo turno presidencial de 2026 (2026–)
    Fontes (1)

    Em 22/10/2026, em carreata em Ponta Grossa, Moro (governador eleito) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25/10/2026.

    DeclaraçãoFonte única
  • Presidente da República (2003-01-01–2011-01-01)
    Fontes (1)

    Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

    ReportagemFonte única
  • Presidente da República (2023-01-01–)
    Fontes (1)

    Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

    ReportagemFonte única
  • Ministro-chefe da Casa Civil (governo Dilma Rousseff) (2016-03-17–2016-03-18)
    Fontes (1)

    Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

    ReportagemFonte única

Filiações partidárias

  • PT (1980–atual, na data da fonte)
    Fontes (1)

    Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

    ReportagemFonte única

Processos

Episódios

Declarações (1)

Preciso provar que o juiz Moro não era um juiz. Era um canalha. Preciso provar que o Dallagnol não representa o MP, que é uma instituição séria. Eu tinha certeza que os delegados que disseram no inquérito contra mim mentiram em cada palavra que escreveram

Lula · 9 de novembro de 2019 · Discurso · Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (São Bernardo do Campo)

Contexto, original e fontes →

Vínculos documentados

  • Lula processou Deltan Dallagnol: Lula ajuizou ação indenizatória por danos morais contra Dallagnol pela entrevista do PowerPoint; condenação civil no STJ em 2022.
    Fontes (1)

    Em 22/03/2022 a 4ª Turma do STJ, por maioria, no REsp 1.842.613, condenou Deltan Dallagnol a pagar R$ 75 mil de indenização por danos morais a Lula pela entrevista do 'PowerPoint' de 2016, mais honorários de 20% e custas; Lula pedira R$ 1 milhão, e as instâncias ordinárias haviam julgado o pedido improcedente.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Sergio Moro julgou Lula: Moro foi juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba nos processos de Lula; o STF declarou sua suspeição (triplex) e a incompetência da vara (Atibaia, triplex, Instituto Lula).
    Fontes (2)

    Segundo o STF, a 2ª Turma reconheceu por maioria, no HC 164.493, a parcialidade de Moro na condenação de Lula no caso do triplex; seguiram a divergência de Gilmar Mendes os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia (que ajustou o voto), enquanto Edson Fachin (relator) e Nunes Marques votaram contra.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

    Em 08/03/2021, no HC 193.726, o ministro Edson Fachin declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para as ações penais de Lula (triplex do Guarujá, sítio de Atibaia e Instituto Lula), anulou as decisões da vara, inclusive as condenações, e determinou o envio dos autos à Justiça Federal do Distrito Federal, por entender que os fatos não tinham relação direta com o esquema da Petrobras.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Ricardo Lewandowski relação com Lula: Lewandowski, relator da Rcl 43.007, garantiu à defesa de Lula acesso às mensagens da Operação Spoofing que lhe digam respeito.
    Fontes (2)

    Em 01/02/2021 Lewandowski retirou o sigilo da Rcl 43.007 e determinou à 10ª Vara Federal Criminal do DF que assegurasse a Lula o compartilhamento das mensagens que lhe digam respeito, direta ou indiretamente, e das relacionadas às investigações e ações contra ele na 13ª Vara de Curitiba ou em qualquer jurisdição; decisão anterior é de 28/12/2020.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

    Em 09/02/2021 a 2ª Turma do STF, por maioria (Lewandowski, relator, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes; Fachin divergiu), não admitiu o recurso dos procuradores da Lava Jato e manteve o acesso de Lula às mensagens da Operação Spoofing que lhe digam respeito; a maioria afirmou que o julgamento não discutia a validade das provas, apenas o acesso a elementos em poder do Estado.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Gabriela Hardt condenou Lula: Sentença de 06/02/2019 (12 anos e 11 meses) no caso do sítio de Atibaia; anulada pelo STF em 2021 por incompetência da 13ª Vara.
    Fontes (3)

    Gabriela Hardt é juíza federal desde 26/01/2009, foi juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba de 2014 a novembro de 2018 e respondeu pela vara de 19/11/2018 a 30/04/2019 (TRF4 a designou); em 19/11/2018 proferiu sua primeira sentença na Lava Jato (Renato Duque) e em 06/02/2019 condenou Lula a 12 anos e 11 meses no caso do sítio de Atibaia.

    ReportagemFonte única

    Em 08/03/2021, no HC 193.726, o ministro Edson Fachin declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para as ações penais de Lula (triplex do Guarujá, sítio de Atibaia e Instituto Lula), anulou as decisões da vara, inclusive as condenações, e determinou o envio dos autos à Justiça Federal do Distrito Federal, por entender que os fatos não tinham relação direta com o esquema da Petrobras.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

    O Plenário do STF rejeitou, por 8 votos a 3, o agravo da PGR no HC 193.726 e confirmou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a anulação das ações penais do triplex, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula; Nunes Marques abriu a divergência, acompanhado por Marco Aurélio e Luiz Fux.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Edson Fachin anulou decisão de Lula: Em 08/03/2021, no HC 193.726, declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e anulou as decisões nos processos de Lula (triplex, Atibaia e Instituto Lula), confirmada pelo Plenário por 8 a 3.
    Fontes (2)

    Em 08/03/2021, no HC 193.726, o ministro Edson Fachin declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para as ações penais de Lula (triplex do Guarujá, sítio de Atibaia e Instituto Lula), anulou as decisões da vara, inclusive as condenações, e determinou o envio dos autos à Justiça Federal do Distrito Federal, por entender que os fatos não tinham relação direta com o esquema da Petrobras.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

    O Plenário do STF rejeitou, por 8 votos a 3, o agravo da PGR no HC 193.726 e confirmou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a anulação das ações penais do triplex, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula; Nunes Marques abriu a divergência, acompanhado por Marco Aurélio e Luiz Fux.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Gilmar Mendes anulou decisão de Lula: Seu voto, vencedor na 2ª Turma (23/03/2021), reconheceu a suspeição de Moro e anulou as decisões do triplex; depois estendeu a suspeição a Atibaia e Instituto Lula.
    Fontes (2)

    Segundo o STF, a 2ª Turma reconheceu por maioria, no HC 164.493, a parcialidade de Moro na condenação de Lula no caso do triplex; seguiram a divergência de Gilmar Mendes os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia (que ajustou o voto), enquanto Edson Fachin (relator) e Nunes Marques votaram contra.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

    Gilmar Mendes estendeu a suspeição de Moro às ações penais do sítio de Atibaia e dos imóveis do Instituto Lula, por identidade fático-jurídica, isonomia e segurança jurídica (art. 580 do CPP), mencionando entre os fatos comuns a condução coercitiva, as interceptações e o levantamento do sigilo da delação de Antonio Palocci na campanha de 2018.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Lula filiou-se a Partido dos Trabalhadores: Filiado ao PT desde 1980 (segundo o verbete).
    Fontes (1)

    Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

    ReportagemFonte única
  • José Dirceu foi subordinado a Lula: Ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula de 01/01/2003 a 2005 (vínculo hierárquico de cargo; não implica ato ilícito).
    Fontes (2)

    José Dirceu foi deputado estadual (SP) de 1987 a 1991, deputado federal (SP) em 1991–1995 e de 1999 a 2005, presidente nacional do PT de 29/10/1995 a 07/12/2002 e ministro-chefe da Casa Civil de 01/01/2003 a 21/06/2005 (saiu em 16/06/2005, segundo o verbete).

    ReportagemFonte única

    Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

    ReportagemFonte única
  • Antonio Palocci foi subordinado a Lula: Ministro da Fazenda no governo Lula de 01/01/2003 a 27/03/2006 (vínculo hierárquico de cargo; não implica ato ilícito).
    Fontes (2)

    Palocci foi vereador em Ribeirão Preto (1988–1989), deputado estadual (SP, 1990–1992), prefeito de Ribeirão Preto (1993–1996 e 2001–2002), deputado federal (SP, 1999–2000), ministro da Fazenda de 01/01/2003 a 27/03/2006 e ministro-chefe da Casa Civil de 01/01 a 07/06/2011.

    ReportagemFonte única

    Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

    ReportagemFonte única

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Evidências que mencionam Lula

Em março de 2023, o presidente Lula afirmou, segundo o boletim do LEPEB-UFF, que a Lava Jato poderia ter prendido empresário, mas deixado a empresa funcionar, e que o país ficou sem empresas de engenharia para grandes obras.

DeclaraçãoFonte única

Em 4/10/2022, dois dias após ser eleito senador, Moro anunciou no Twitter apoio a Bolsonaro no segundo turno contra Lula. O Poder360 apurou que Moro e Bolsonaro se reconciliaram por telefone, via Flávio Bolsonaro, na véspera.

DeclaraçãoVárias fontes independentes

Em 22/10/2026, em carreata em Ponta Grossa, Moro (governador eleito) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25/10/2026.

DeclaraçãoFonte única

Segundo o STF, a 2ª Turma reconheceu por maioria, no HC 164.493, a parcialidade de Moro na condenação de Lula no caso do triplex; seguiram a divergência de Gilmar Mendes os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia (que ajustou o voto), enquanto Edson Fachin (relator) e Nunes Marques votaram contra.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Seguindo o voto de Gilmar Mendes, a 2ª Turma determinou a anulação de todas as decisões de Moro no caso do triplex, inclusive os atos da fase pré-processual.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

A defesa de Lula sustentou que a aceitação, por Moro, do convite de Jair Bolsonaro para o Ministério da Justiça indicaria parcialidade e motivação política; Cármen Lúcia citou a condução coercitiva sem intimação prévia e a interceptação de advogados e disse que seu voto não considerava conversas divulgadas pela imprensa e ausentes dos autos.

AcusaçãoComprovado em documento

A Conjur lista, entre os fundamentos da maioria: condução coercitiva 'espetacularizada' de Lula, interceptações consideradas ilegais e precipitadas, divulgação das conversas, manutenção da prisão após habeas corpus e o teor da condenação.

ReportagemFonte única

Em 08/03/2021, ao declarar a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, Edson Fachin declarou a perda de objeto de habeas corpus de Lula, entre eles o HC 164.493 sobre a suspeição de Moro; a defesa recorreu e o tema foi decidido pelo Plenário.

ReportagemVárias fontes independentes

O Plenário do STF manteve, por 7 votos a 4, em 23/06/2021, a declaração de suspeição de Moro pela 2ª Turma e a anulação de suas decisões no caso do triplex, ao julgar o segundo agravo regimental da defesa de Lula contra a decisão de Fachin no HC 193.726.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Gilmar Mendes estendeu a suspeição de Moro às ações penais do sítio de Atibaia e dos imóveis do Instituto Lula, por identidade fático-jurídica, isonomia e segurança jurídica (art. 580 do CPP), mencionando entre os fatos comuns a condução coercitiva, as interceptações e o levantamento do sigilo da delação de Antonio Palocci na campanha de 2018.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 08/03/2021, no HC 193.726, o ministro Edson Fachin declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para as ações penais de Lula (triplex do Guarujá, sítio de Atibaia e Instituto Lula), anulou as decisões da vara, inclusive as condenações, e determinou o envio dos autos à Justiça Federal do Distrito Federal, por entender que os fatos não tinham relação direta com o esquema da Petrobras.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

A PGR recorreu pedindo que o Plenário reconhecesse a competência da 13ª Vara e preservasse os atos processuais e decisórios; a defesa de Lula pediu que a extinção de processos conexos ocorresse só após o trânsito em julgado, com exceção do HC 164.493.

DeclaraçãoComprovado em documento

O Plenário do STF rejeitou, por 8 votos a 3, o agravo da PGR no HC 193.726 e confirmou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a anulação das ações penais do triplex, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula; Nunes Marques abriu a divergência, acompanhado por Marco Aurélio e Luiz Fux.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 22/04/2021 o Plenário fixou, por maioria, a Justiça Federal do Distrito Federal como competente para os processos contra Lula; Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski ficaram vencidos em parte (preferiam São Paulo) e Nunes Marques, Marco Aurélio e Luiz Fux votaram pelo provimento total do recurso da PGR, mantendo as ações em Curitiba.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 21/08/2021 a juíza Pollyana Kelly Alves, da 12ª Vara Federal de Brasília, rejeitou por falta de justa causa a denúncia do sítio de Atibaia (o MPF não indicou provas que sobreviveram à anulação) e declarou extinta a punibilidade, por prescrição, dos acusados com mais de 70 anos (Lula, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar e Léo Pinheiro); a decisão admitia recurso.

Decisão judicial ou administrativaFonte única

Em 07/12/2021 o MPF pediu o arquivamento do caso do triplex contra Lula, Léo Pinheiro e Paulo Okamotto, por prescrição (prazo reduzido pela metade para maiores de 70 anos) e por inexistir pressuposto para oferecer ou ratificar a denúncia após a anulação das provas.

ReportagemFonte única

Em 27/01/2022 a juíza Pollyana Kelly Alves, da 12ª Vara Federal Criminal do DF, acolheu o pedido do MPF, arquivou a ação do triplex e declarou extinta a punibilidade, por prescrição da pretensão punitiva, de Lula, José Adelmário Pinheiro Filho e outro acusado, citando o caso de Atibaia como situação semelhante.

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

O Monitor Mercantil registra o mesmo arquivamento de 27/01/2022 por prescrição, fundado na idade de Lula (76 anos) e no prazo reduzido pela metade para maiores de 70 anos, abrangendo Lula, Léo Pinheiro e Paulo Okamoto.

ReportagemVárias fontes independentes

A decisão de Teori Zavascki transcreve a revisão feita pelo próprio juízo de Curitiba: a interrupção da interceptação foi determinada em 16/03/2016, às 11:12:22, e, entre a decisão e a implementação junto às operadoras, foi colhido novo diálogo às 13:32, juntado pela autoridade policial.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 13/06/2016 Teori Zavascki julgou parcialmente procedente a Rcl 23.457: reconheceu a violação da competência do STF e cassou as decisões da 13ª Vara de 16/03/2016 (evento 135) e 17/03/2016 (evento 140) que levantaram o sigilo das conversas; reconheceu a nulidade do conteúdo das conversas colhidas após a determinação de interrupção das interceptações; e mandou baixar à 13ª Vara os processos que não envolviam autoridades com foro.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 01/10/2018, seis dias antes do primeiro turno, Moro levantou o sigilo do Termo de Colaboração 1 de Antonio Palocci, juntado a ação penal da Lava Jato em que Lula era réu (apartamento em São Bernardo do Campo e terreno do Instituto Lula).

Decisão judicial ou administrativaFonte única

Em 22/03/2022 a 4ª Turma do STJ, por maioria, no REsp 1.842.613, condenou Deltan Dallagnol a pagar R$ 75 mil de indenização por danos morais a Lula pela entrevista do 'PowerPoint' de 2016, mais honorários de 20% e custas; Lula pedira R$ 1 milhão, e as instâncias ordinárias haviam julgado o pedido improcedente.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

O STJ entendeu que Dallagnol agiu com abuso de direito ao usar linguagem não técnica ('petrolão', 'propinocracia') e qualificações como 'comandante máximo do esquema de corrupção', imputando a Lula fatos que não constavam da denúncia; fixou valor-base de R$ 50 mil (método bifásico), elevado na segunda fase a R$ 75 mil.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em notícia de 10/08/2022 (data da sessão não informada), a 4ª Turma rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração de Dallagnol, de Lula (que queria valor maior) e da ANPR (que alegava ilegitimidade passiva), mantendo a condenação.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Segundo reportagem de 19/12/2025, Dallagnol depositou em 27/11/2025 R$ 146.847,13 em conta vinculada ao TJ-SP para pagar a indenização a Lula com honorários (em julho de 2025 o TJ-SP fixara R$ 135,4 mil); disse ter recebido doações por Pix de mais de 12 mil pessoas, cerca de R$ 835 mil, e que cerca de R$ 688 mil foram destinados a hospitais filantrópicos.

ReportagemFonte única

Em 25/08/2020 o CNMP decidiu não abrir processo disciplinar contra Dallagnol pelo PowerPoint (pedido de providências da defesa de Lula) porque a pena aplicável estava prescrita (a advertência anterior teve os efeitos suspensos por decisão de Fux em 17/08/2020, segundo a Gazeta do Povo); segundo a Conjur, o relator foi Marcelo Weitzel e houve 42 adiamentos (Brasil de Fato menciona 40).

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

A defesa de Lula sustentou, com mensagens entre procuradores, que a Lava Jato atuou com apoio de agências estrangeiras (FBI, Ministério Público suíço) fora dos canais oficiais, pediu ajuda aos EUA no 'caso Odebrecht' e obteve fora dos canais informações para quebrar sigilo fiscal de familiares de Lula; afirmou ainda que o material fora ocultado.

AcusaçãoComprovado em documento

Em 09/02/2021 a 2ª Turma do STF, por maioria (Lewandowski, relator, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes; Fachin divergiu), não admitiu o recurso dos procuradores da Lava Jato e manteve o acesso de Lula às mensagens da Operação Spoofing que lhe digam respeito; a maioria afirmou que o julgamento não discutia a validade das provas, apenas o acesso a elementos em poder do Estado.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 01/02/2021 Lewandowski retirou o sigilo da Rcl 43.007 e determinou à 10ª Vara Federal Criminal do DF que assegurasse a Lula o compartilhamento das mensagens que lhe digam respeito, direta ou indiretamente, e das relacionadas às investigações e ações contra ele na 13ª Vara de Curitiba ou em qualquer jurisdição; decisão anterior é de 28/12/2020.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Segundo o InfoMoney de 15/09/2016, a coletiva em que Dallagnol apresentou o PowerPoint sobre a denúncia do triplex ocorreu 'ontem', numa quarta-feira, isto é, em 14/09/2016; STJ e Poder360 dizem apenas setembro de 2016.

ReportagemFonte única

Em 23 de março de 2021, a Segunda Turma do STF julgou o HC 164.493 e declarou a suspeição de Sergio Moro na ação penal do triplex do Guarujá; segundo o Poder360, por 3 votos a 2.

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

O Plenário do STF manteve em 23 de junho de 2021 a decisão da Segunda Turma que declarou a suspeição de Moro no caso do triplex; segundo o STF, prevaleceu o entendimento de que o Plenário só revisa decisões de Turma nos casos previstos no Regimento Interno.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin concedeu habeas corpus (HC 193.726) para declarar a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba nas ações do triplex, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula, anulando os atos decisórios e remetendo os autos à Justiça Federal do Distrito Federal.

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

O voto de Gilmar Mendes no HC 164.493 conclui pela violação do dever de imparcialidade, declara que a conclusão "é aferível a partir dos fatos narrados na impetração original" e inclui, entre os sete fatos analisados, a aceitação do convite para ser ministro da Justiça; o voto também cita diálogos da Operação Spoofing "meramente para registro histórico".

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 22 de março de 2022, a Quarta Turma do STJ decidiu, por 4 votos a 1, que Deltan Dallagnol deve indenizar Lula por danos morais pela forma como divulgou a denúncia na coletiva do PowerPoint de 14 de setembro de 2016.

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

Segundo o Poder360, o CNMP arquivou por prescrição a representação de Lula contra Dallagnol pelo PowerPoint, após adiar a análise mais de 40 vezes.

ReportagemFonte única

Segundo a CUT (texto da RBA, que cita o ConJur), mensagens da Operação Spoofing mostram que Dallagnol escreveu a colegas, em data não informada na página lida, que "não estamos provando os crimes diversos" e achava a denúncia "capenga".

Mensagem divulgadaFonte única

Segundo o voto de Gilmar Mendes, a Segunda Turma do STF confirmou em 9 de fevereiro de 2021 decisão de Ricardo Lewandowski que franqueou à defesa de Lula acesso aos diálogos da Operação Spoofing (Rcl 43.007), sem decidir sobre sua utilização como prova em ações penais.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Segundo o verbete, Lula foi presidente da República de 01/01/2003 a 01/01/2011, ministro-chefe da Casa Civil de 17 a 18/03/2016 (governo Dilma Rousseff) e é presidente desde 01/01/2023; foi deputado federal por SP em 1987–1991 e é filiado ao PT desde 1980.

ReportagemFonte única

O verbete registra que Lula se entregou à PF em 07/04/2018 para cumprir pena e foi solto em 08/11/2019, após o STF decidir que a prisão após condenação em segunda instância era inconstitucional, depois de 580 dias preso.

ReportagemFonte única