Em 01/10/2018, seis dias antes do primeiro turno, Moro levantou o sigilo do primeiro termo da colaboração de Antonio Palocci, que constava de ação penal da Lava Jato contra Lula. O PT representou contra Moro no CNJ, que pediu explicações em 04/10/2018. Moro respondeu que a medida era necessária para dimensionar benefícios em eventual sentença, que não houve intenção eleitoral e que o Judiciário não pode parar por causa de eleição. Em 2021, Gilmar Mendes incluiu o levantamento do sigilo entre os atos que fundamentaram a extensão da suspeição de Moro.
Evidências
Em 01/10/2018, seis dias antes do primeiro turno, Moro levantou o sigilo do Termo de Colaboração 1 de Antonio Palocci, juntado a ação penal da Lava Jato em que Lula era réu (apartamento em São Bernardo do Campo e terreno do Instituto Lula).
Decisão judicial ou administrativaFonte única
Trecho: “não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade.”
Fonte: A 6 dias das eleições, Moro quebra sigilo de delação de Palocci — Exame (Estadão Conteúdo), 01/10/2018 · corpo da matéria · abrir original ↗
Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026
Em resposta ao CNJ, Moro disse que o levantamento do sigilo era necessário porque, em caso de condenação, teria de dimensionar os benefícios da colaboração; que a polícia apresentou elementos de corroboração só em 24/09 e ele esperou esse momento; que não houve intenção de influenciar as eleições; que o Judiciário não pode parar por haver eleição; e que o depoimento tratava de Lula, sem referência ao candidato do PT à Presidência.
DeclaraçãoFonte única
Trecho: “não houve da parte deste juiz qualquer intenção de influenciar as eleições gerais de 2018”
Fonte: Ao CNJ, Moro afirma que não inventou depoimento de Palocci — Tribuna do Paraná, 18/10/2018 · corpo da matéria · abrir original ↗
Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026
Limitações: Data da manifestação não informada; a reportagem é de 18/10/2018.
O CNJ pediu explicações a Moro em 04/10/2018, após representação do PT sobre o levantamento do sigilo da delação.
ReportagemFonte única
Fonte: Ao CNJ, Moro afirma que não inventou depoimento de Palocci — Tribuna do Paraná, 18/10/2018 · corpo da matéria · abrir original ↗
Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026
Limitações: Desfecho da representação no CNJ não localizado nas fontes consultadas.
Na decisão que estendeu a suspeição a Atibaia e Instituto Lula, Gilmar Mendes incluiu o levantamento do sigilo da delação de Antonio Palocci durante a campanha de 2018 entre os atos que apontou como parte de um 'cenário' de atuações parciais de Moro.
Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Fonte: Ministro Gilmar Mendes estende suspeição de Moro em relação a Lula a mais duas ações penais — Supremo Tribunal Federal, 24/06/2021 · seção de fundamentos · abrir original ↗
Comunicado (primária) · trecho examinado · consultada em 24/10/2026