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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Fichas de episódios

Atividades privadas: Moro na Alvarez & Marsal e as palestras de Dallagnol

Sergio Moro · Deltan Dallagnol · Lucas Furtado · Bruno Dantas

Moro foi contratado em dezembro de 2020 pela consultoria Alvarez & Marsal, que atuava como administradora judicial da recuperação da Odebrecht. O MP junto ao TCU (subprocurador Lucas Furtado) pediu apuração de possível conflito de interesses; em 28/01/2022 Moro disse ter recebido US$ 45 mil por mês e em 31/01/2022 o MPTCU pediu o arquivamento por perda de finalidade, com envio à Receita. Dallagnol: o CNMP considerou lícitas as palestras (2017) e, em 2019, mensagens atribuídas a ele e divulgadas pelo Intercept sugeriram plano de empresa de eventos; a ficha traz também a apuração disciplinar que se seguiu.

Situação em 24 de outubro de 2026: Não localizamos nas fontes abertas decisão do TCU sobre o mérito da apuração envolvendo Moro e a Alvarez & Marsal; só o parecer do MP junto ao TCU (31/01/2022, subprocurador Lucas Furtado), que pediu o arquivamento por perda de finalidade e a remessa à Receita; a decisão do relator não foi localizada. Sobre as palestras de Dallagnol, o CNMP as considerou lícitas em 2017; a reabertura de apuração em 2019 por mensagens vazadas não teve desfecho localizado. Não localizamos o valor total de palestras além da estimativa constante de mensagem atribuída a ele (cerca de R$ 400 mil no ano anterior, segundo reportagem).
Fontes (2)

O subprocurador Lucas Furtado, do MP junto ao TCU, que provocara a apuração de suposto conflito de interesses, pediu em 31/01/2022 ao relator Bruno Dantas o arquivamento do processo por perda de finalidade após Moro divulgar os valores, e o envio das conclusões à Receita Federal.

ReportagemFonte única

Em 28/11/2017 o CNMP negou, por unanimidade, recurso dos deputados federais Paulo Pimenta e Wadih Nemer (grafia da página do CNMP) contra o arquivamento de reclamação sobre as palestras de Dallagnol, entendendo que palestras se enquadram na docência permitida a membros do MP, que não tratou de assuntos sigilosos e que a maior parte do dinheiro foi à filantropia.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Acusação
Lucas Furtado: O subprocurador Lucas Furtado pediu ao TCU apuração e suspensão de pagamentos por suposto conflito de interesses de Moro na Alvarez & Marsal, que atuava na recuperação da Odebrecht.
Fontes (2)

Moro foi contratado pela consultoria Alvarez & Marsal em dezembro de 2020, após deixar o governo; a consultoria atuava como administradora judicial da recuperação da Odebrecht e, segundo a reportagem, havia recebido R$ 42,5 milhões de alvos da Lava Jato; Moro disse ter atuado em área de políticas anticorrupção, e a empresa disse que o contrato vedava atuação com clientes ligados à Lava Jato.

ReportagemFonte única

O subprocurador Lucas Furtado, do MP junto ao TCU, que provocara a apuração de suposto conflito de interesses, pediu em 31/01/2022 ao relator Bruno Dantas o arquivamento do processo por perda de finalidade após Moro divulgar os valores, e o envio das conclusões à Receita Federal.

ReportagemFonte única
Deltan Dallagnol: O Intercept e o Congresso em Foco relataram que Dallagnol discutiu criar uma empresa de eventos sem aparecer como sócio, a partir de mensagens atribuídas a ele.
Fontes (1)

Em 13-14/07/2019, segundo o Intercept e o Congresso em Foco, mensagens mostrariam que Dallagnol discutiu criar empresa de eventos em que não figuraria como sócio, e estimou em cerca de R$ 400 mil o líquido de palestras e livros no ano anterior; a lei veda a procuradores administrar empresas. Dallagnol recusou convite de comissão da Câmara para explicar as conversas e escreveu no Twitter que 'trabalhar na Lava Jato gera um grande custo pessoal'.

Mensagem divulgadaFonte única
Resposta
Sergio Moro: Moro disse ter atuado na área de políticas anticorrupção, sem processos de alvos da Lava Jato, e divulgou em live os valores recebidos; a empresa afirmou que o contrato vedava atuação com clientes ligados à Lava Jato.
Fontes (2)

Moro foi contratado pela consultoria Alvarez & Marsal em dezembro de 2020, após deixar o governo; a consultoria atuava como administradora judicial da recuperação da Odebrecht e, segundo a reportagem, havia recebido R$ 42,5 milhões de alvos da Lava Jato; Moro disse ter atuado em área de políticas anticorrupção, e a empresa disse que o contrato vedava atuação com clientes ligados à Lava Jato.

ReportagemFonte única

Em live de 28/01/2022, Moro afirmou ter recebido US$ 45 mil por mês (cerca de R$ 240 mil) durante o período na Alvarez & Marsal.

DeclaraçãoFonte única
Deltan Dallagnol: Dallagnol não se manifestou publicamente sobre as mensagens no domingo da divulgação, segundo a reportagem; recusou convite de comissão da Câmara e escreveu no Twitter que trabalhar na Lava Jato gera custo pessoal. Em 2017 o CNMP já considerara lícitas as palestras.
Fontes (2)

Em 13-14/07/2019, segundo o Intercept e o Congresso em Foco, mensagens mostrariam que Dallagnol discutiu criar empresa de eventos em que não figuraria como sócio, e estimou em cerca de R$ 400 mil o líquido de palestras e livros no ano anterior; a lei veda a procuradores administrar empresas. Dallagnol recusou convite de comissão da Câmara para explicar as conversas e escreveu no Twitter que 'trabalhar na Lava Jato gera um grande custo pessoal'.

Mensagem divulgadaFonte única

Em 28/11/2017 o CNMP negou, por unanimidade, recurso dos deputados federais Paulo Pimenta e Wadih Nemer (grafia da página do CNMP) contra o arquivamento de reclamação sobre as palestras de Dallagnol, entendendo que palestras se enquadram na docência permitida a membros do MP, que não tratou de assuntos sigilosos e que a maior parte do dinheiro foi à filantropia.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Decisões

DataÓrgão e processoEsferaResultado
28/11/2017CNMP · Plenário
Reclamações 1.00553/2017-36 e 1.00610/2017-22
Esfera disciplinarMantido o arquivamento: palestras lícitas (docência).
Fontes (1)

Em 28/11/2017 o CNMP negou, por unanimidade, recurso dos deputados federais Paulo Pimenta e Wadih Nemer (grafia da página do CNMP) contra o arquivamento de reclamação sobre as palestras de Dallagnol, entendendo que palestras se enquadram na docência permitida a membros do MP, que não tratou de assuntos sigilosos e que a maior parte do dinheiro foi à filantropia.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

“Condenação” e “absolvição” valem só na esfera indicada: uma decisão civil ou disciplinar não é condenação criminal.

Evidências

Moro foi contratado pela consultoria Alvarez & Marsal em dezembro de 2020, após deixar o governo; a consultoria atuava como administradora judicial da recuperação da Odebrecht e, segundo a reportagem, havia recebido R$ 42,5 milhões de alvos da Lava Jato; Moro disse ter atuado em área de políticas anticorrupção, e a empresa disse que o contrato vedava atuação com clientes ligados à Lava Jato.

ReportagemFonte única

Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: A reportagem é de 01/02/2022; as datas de início e fim do vínculo não foram confirmadas em fonte primária.

Em live de 28/01/2022, Moro afirmou ter recebido US$ 45 mil por mês (cerca de R$ 240 mil) durante o período na Alvarez & Marsal.

DeclaraçãoFonte única

Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: Valor informado por Moro, segundo a reportagem; sem documento aberto.

O subprocurador Lucas Furtado, do MP junto ao TCU, que provocara a apuração de suposto conflito de interesses, pediu em 31/01/2022 ao relator Bruno Dantas o arquivamento do processo por perda de finalidade após Moro divulgar os valores, e o envio das conclusões à Receita Federal.

ReportagemFonte única

Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: Não localizamos o desfecho no TCU nas fontes consultadas.

Em 13-14/07/2019, segundo o Intercept e o Congresso em Foco, mensagens mostrariam que Dallagnol discutiu criar empresa de eventos em que não figuraria como sócio, e estimou em cerca de R$ 400 mil o líquido de palestras e livros no ano anterior; a lei veda a procuradores administrar empresas. Dallagnol recusou convite de comissão da Câmara para explicar as conversas e escreveu no Twitter que 'trabalhar na Lava Jato gera um grande custo pessoal'.

Mensagem divulgadaFonte única

Reportagem · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: Mensagens não verificadas por perícia; o conteúdo vem da reportagem. A reportagem diz que ele não se manifestara publicamente sobre as mensagens do domingo.

Em 28/11/2017 o CNMP negou, por unanimidade, recurso dos deputados federais Paulo Pimenta e Wadih Nemer (grafia da página do CNMP) contra o arquivamento de reclamação sobre as palestras de Dallagnol, entendendo que palestras se enquadram na docência permitida a membros do MP, que não tratou de assuntos sigilosos e que a maior parte do dinheiro foi à filantropia.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Comunicado (primária) · trecho examinado · consultada em 24/10/2026

Limitações: A página do CNMP usa 'Wadih Nemer'; o nome do deputado não foi conferido em outra fonte.

Identificador: ep:atividades-privadas-moro-dallagnol