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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

O custo para o Brasil · estudo

Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião no Valor)

Autoria
Luiz Fernando de Paula (IE/UFRJ) e Rafael Moura (Iesp/Uerj)
Instituição
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade pública federal (artigo de opinião de dois pesquisadores, não pesquisa original com modelo próprio).
Ano
2019
Período analisado
2014–2017
Documento
Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião) · original ↗

Método

Compilação de dados de terceiros (consultorias, Caged, O Empreiteiro, Petrobras).

Resultados

Perdas em construção, naval, engenharia pesada e metalmecânica (citando consultorias)R$ 142,0 bilhõesfonte

Resultados de estudo são estimativas do modelo dos autores, não medições.

Limitações

  • Não é estimativa independente; repete a GO e a Tendências.
  • Fontes primárias dos números não são abertas no texto.

Divergências e outros estudos

Cifra possivelmente igual à da GO Associados (R$ 142,6 bi); a identidade não está demonstrada. Não somar.

Evidências extraídas

Luiz Fernando de Paula e Rafael Moura escreveram no Valor (28/08/2019) que consultorias como GO Associados e Tendências calculam algo em torno de 2% a 2,5% de contribuição da operação nas retrações do PIB de 2015 e 2016, com perdas nos setores metalomecânico, naval, construção civil e engenharia pesada que podem totalizar até R$ 142 bilhões, reconhecendo que não é fácil estimar o impacto agregado.

ReportagemFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Artigo de opinião que repete as estimativas de 2015 (ex ante) como se fossem de 2015 e 2016 'respectivamente'; não é estimativa independente. O R$ 142 bi é de mesma ordem que a cifra da GO (R$ 142,6 bi): possivelmente a mesma estimativa, mas não demonstrado (escopos distintos).

Paula e Moura (2019), citando dados do jornal O Empreiteiro, afirmam que entre 2015 e 2016 as receitas brutas da Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa caíram, respectivamente, 37%, 31% e 39%; que a Odebrecht passou de faturamento bruto de R$ 107 bilhões, 168 mil funcionários e operações em 27 países (2014) para R$ 82 bilhões, 58 mil funcionários e 14 países (2017); e que os ativos financeiros consolidados de Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa foram de R$ 25,77 bilhões (2014) a cerca de R$ 8,041 bilhões (2017), queda de 68,6%.

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Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Artigo de opinião; fonte original (O Empreiteiro) não aberta; faturamento bruto e funcionários não distinguem efeito de venda de ativos, encerramento de contratos e recessão. A queda de ativos financeiros inclui desinvestimentos (Braskem, Oi, CPFL) exigidos por acordos de leniência e credores.

Paula e Moura (2019) apontam que o investimento da Petrobras caiu de cerca de US$ 48,8 bilhões em 2013 para US$ 15,1 bilhões em 2017 (de 1,97% para 0,73% do PIB) e que o emprego formal no Sistema Petrobras foi de 86.108 para 68.829 entre 2013 e 2016, e o de terceirizados de 360.180 para 117.555, 'perda de quase 260 mil postos'.

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Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Fonte primária dos números não indicada no artigo. Mistura vínculos próprios e terceirizados; a soma de 260 mil mistura categorias e inclui a retração por causa do preço do petróleo (o mesmo artigo reconhece forte queda da commodity). Sobreposição com a em outra ficha do acervo (Petrobras).

Paula e Moura (2019) escrevem que, entre 2014 e 2017, a construção registrou saldo negativo de 991.734 vagas formais entre contratações e demissões e que, de 2014 a 2016, a construção representou 1.115.223 dos 5.110.284 (21,8%) postos perdidos da população ocupada.

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Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: O primeiro número parece vir do Caged; o segundo, de pesquisa domiciliar (PNAD), concepção diferente de 'posto de trabalho'. O texto atribui o conjunto à paralisia causada pela Lava Jato, mas os dados são de emprego setorial, não de causalidade.