Biblioteca documental · Reportagem
Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião)
- Emissor
- Valor Econômico (cópia hospedada em bresserpereira.org.br) · Luiz Fernando de Paula (IE/UFRJ) e Rafael Moura (Iesp/Uerj)
- Data
- 28 de agosto de 2019
- Tipo
- Reportagem
- Acesso
- íntegra examinada · consultado em 24/10/2026
- Original
- www.bresserpereira.org.br/terceiros/2019/agosto/19.08-Consequencias-economicas.p
O que extraímos deste documento (4)
Luiz Fernando de Paula e Rafael Moura escreveram no Valor (28/08/2019) que consultorias como GO Associados e Tendências calculam algo em torno de 2% a 2,5% de contribuição da operação nas retrações do PIB de 2015 e 2016, com perdas nos setores metalomecânico, naval, construção civil e engenharia pesada que podem totalizar até R$ 142 bilhões, reconhecendo que não é fácil estimar o impacto agregado.
Fonte: Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião) — Valor Econômico (cópia hospedada em bresserpereira.org.br), 28/08/2019 · Texto completo, 4º parágrafo após a introdução · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Artigo de opinião que repete as estimativas de 2015 (ex ante) como se fossem de 2015 e 2016 'respectivamente'; não é estimativa independente. O R$ 142 bi é de mesma ordem que a cifra da GO (R$ 142,6 bi): possivelmente a mesma estimativa, mas não demonstrado (escopos distintos).
Paula e Moura (2019), citando dados do jornal O Empreiteiro, afirmam que entre 2015 e 2016 as receitas brutas da Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa caíram, respectivamente, 37%, 31% e 39%; que a Odebrecht passou de faturamento bruto de R$ 107 bilhões, 168 mil funcionários e operações em 27 países (2014) para R$ 82 bilhões, 58 mil funcionários e 14 países (2017); e que os ativos financeiros consolidados de Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa foram de R$ 25,77 bilhões (2014) a cerca de R$ 8,041 bilhões (2017), queda de 68,6%.
Fonte: Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião) — Valor Econômico (cópia hospedada em bresserpereira.org.br), 28/08/2019 · Texto completo, seção sobre as maiores empreiteiras · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Artigo de opinião; fonte original (O Empreiteiro) não aberta; faturamento bruto e funcionários não distinguem efeito de venda de ativos, encerramento de contratos e recessão. A queda de ativos financeiros inclui desinvestimentos (Braskem, Oi, CPFL) exigidos por acordos de leniência e credores.
Paula e Moura (2019) apontam que o investimento da Petrobras caiu de cerca de US$ 48,8 bilhões em 2013 para US$ 15,1 bilhões em 2017 (de 1,97% para 0,73% do PIB) e que o emprego formal no Sistema Petrobras foi de 86.108 para 68.829 entre 2013 e 2016, e o de terceirizados de 360.180 para 117.555, 'perda de quase 260 mil postos'.
Fonte: Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião) — Valor Econômico (cópia hospedada em bresserpereira.org.br), 28/08/2019 · Texto completo, seção sobre petróleo e gás · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Fonte primária dos números não indicada no artigo. Mistura vínculos próprios e terceirizados; a soma de 260 mil mistura categorias e inclui a retração por causa do preço do petróleo (o mesmo artigo reconhece forte queda da commodity). Sobreposição com a em outra ficha do acervo (Petrobras).
Paula e Moura (2019) escrevem que, entre 2014 e 2017, a construção registrou saldo negativo de 991.734 vagas formais entre contratações e demissões e que, de 2014 a 2016, a construção representou 1.115.223 dos 5.110.284 (21,8%) postos perdidos da população ocupada.
Fonte: Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião) — Valor Econômico (cópia hospedada em bresserpereira.org.br), 28/08/2019 · Texto completo, 5º parágrafo · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: O primeiro número parece vir do Caged; o segundo, de pesquisa domiciliar (PNAD), concepção diferente de 'posto de trabalho'. O texto atribui o conjunto à paralisia causada pela Lava Jato, mas os dados são de emprego setorial, não de causalidade.

