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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

O custo para o Brasil · estudo

A diferença entre os efeitos da Lava-Jato no curto prazo e no médio e longo prazo

Autoria
Bráulio Borges (IBRE/FGV e LCA Consultores)
Instituição
Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE)
Centro de pesquisa econômica da Fundação Getulio Vargas; o autor também é economista de consultoria privada.
Ano
2018
Período analisado
1999–2017
Documento
A diferença entre os efeitos da Lava-Jato no curto prazo e no médio e longo prazo · original ↗

Método

Decomposição comparativa do crescimento (1999–2011 versus 2012–2016), correlação com preços de commodities (1997–2017) e literatura de choques globais (Fernández, Schmitt-Grohé e Uribe, NBER 2016).

Resultados

Parcela da desaceleração de 2012–2016 atribuída ao cenário internacional (aprox.)50 pct_desaceleracaofonte
Contribuição da variação de estoques para a queda do PIB de 2015 (pontos percentuais, de 3,5)2,4 pp_pibfonte

Resultados de estudo são estimativas do modelo dos autores, não medições.

Pressupostos

  • Parcela do crescimento explicada por choques globais (commodities e juros mundiais).

Limitações

  • Não quantifica o efeito da operação; estimativas do autor com detalhamento metodológico limitado no texto.
  • Blog: opiniões do autor, não da instituição.

Divergências e outros estudos

Apresenta tese de que a operação pode ter reduzido o crescimento no curto prazo (obras paralisadas) sem negar a participação de choques externos e de erros de política. O autor não descarta efeito de curto prazo da operação, sem quantificá-lo, e atribui a maior parte da desaceleração a choques externos e a erros de política anteriores.

Evidências extraídas

Em 17/01/2018, Borges estimou que o cenário internacional (commodities em queda de quase 60% de 2012 ao início de 2016, após alta de 370% entre 1999 e 2011) respondeu por cerca de metade da desaceleração do crescimento brasileiro em 2012–2016 em relação a 1999–2011; apontou ainda que a variação de estoques contribuiu 2,4 pontos da queda de 3,5% do PIB em 2015 e que o investimento em infraestrutura caiu de 2%–2,5% do PIB para 1,4% em 2017.

Estimativa de estudoFonte única

Estudo (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Estimativas do autor sem detalhamento metodológico no texto. Admite que a Lava Jato, como onda reformista, paralisou obras e pode ter efeito negativo de curto prazo, mas não quantifica.