Pular para o conteúdo
LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

O custo para o Brasil · estudo

Como a Lava-Jato afetou o PIB? Novas evidências para o debate

Autoria
Bráulio Borges (IBRE/FGV e LCA Consultores)
Instituição
Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE)
Centro de pesquisa econômica da Fundação Getulio Vargas; o autor também é economista de consultoria privada.
Ano
2018
Período analisado
2012–2018 (recessão 2014–2016)
Documento
Como a Lava-Jato afetou o PIB? Novas evidências para o debate · original ↗

Método

Revisão de evidências: estudo do BCE (controle sintético, 23 países), índice de notícias de corrupção do FMI (painel), datação do Codace e reestimação do PIB com deflator corrigido.

Resultados

Redução do PIB per capita em dois anos após choque de notícias de corrupção (FMI, média de países)3 pct_pib_per_capitafonte

Resultados de estudo são estimativas do modelo dos autores, não medições.

Pressupostos

  • Reformas e campanhas anticorrupção tendem a ter custo de curto prazo e benefício de médio e longo prazos.

Limitações

  • Não produz estimativa própria para a Lava Jato.
  • Evidências internacionais não são específicas do Brasil.
  • Blog: opiniões do autor, não da instituição.

Divergências e outros estudos

Cita, sem endossar, a cifra de 15% do PIB atribuída por alguns, muito acima das demais. Contrasta com o ANPEC 2025 (5% a 7%), que usa país sintético, e com as estimativas de consultorias (2 a 2,5 pontos em 2015).

Evidências extraídas

Bráulio Borges (IBRE/FGV e LCA Consultores), em 14/09/2018, não apresentou estimativa própria do efeito da Lava Jato sobre o PIB; citou a cifra de 15% do PIB atribuída por 'alguns' sem endossá-la, e o resultado de um estudo do FMI segundo o qual choques de notícias de corrupção reduzem o PIB per capita em cerca de 3% em dois anos (efeitos maiores em emergentes).

Estimativa de estudoFonte única

Estudo (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: O estudo do FMI mede notícias de corrupção em geral, em painel de países, não a Lava Jato. O autor argumenta que o efeito líquido tende a ser negativo no curto prazo e possivelmente positivo no médio e longo prazos. Blog declara opiniões do autor, não da instituição.

O mesmo post listou como fatores da recessão 2014–2016 choques exógenos (clima, água e energia em 2012–2016; queda do petróleo entre fim de 2014 e início de 2016), a má gestão anterior da Petrobras e erros de política econômica, e apontou a falta de regras claras para os acordos de leniência (MP 703/2015 caducada em maio de 2016) como fator que amplificou o risco sistêmico.

Estimativa de estudoFonte única

Estudo (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Argumento qualitativo, sem decomposição numérica no texto.