O custo para o Brasil · estudo
Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB
- Autoria
- Secretaria de Política Econômica (SPE/MF), com possível participação do MME (indicado pelo nome do arquivo)
- Instituição
- Ministério da Fazenda (Secretaria de Política Econômica)
Órgão do governo federal (Ministério da Fazenda); documento de análise de conjuntura do governo Dilma Rousseff. - Ano
- 2015
- Período analisado
- 2015 (documento de 21/10/2015)
- Documento
- Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB · original ↗
Método
Estimativa direta (peso da Petrobras no PIB x corte anunciado), multiplicador de matriz insumo-produto da FGV (2010) e peso dos investimentos das empreiteiras segundo a Tendências.
Resultados
| Efeito direto do corte da Petrobras (pontos percentuais do PIB) | 0,6 pp_pib | fonte |
| Efeito total do corte da Petrobras com multiplicador (cerca de 1,7% do PIB) | US$ 30,00 bilhões | fonte |
| Efeito da redução dos investimentos das empreiteiras (pontos percentuais do PIB) | 0,4 pp_pib | fonte |
| Soma de efeitos direto, indireto e lateral (mais de 2 pontos percentuais do PIB) | 2 pp_pib | fonte |
Resultados de estudo são estimativas do modelo dos autores, não medições.
Pressupostos
- Petrobras responde por cerca de 1,8% do PIB (média 2010–2014) e por 8,8% do investimento total.
- Investimento da Petrobras cai 33% em 2015 (US$ 37,1 bi para US$ 25 bi).
- Multiplicador de 2,5 (R$ 1 bi de investimento em E&P gera R$ 2,452 bi de produção, com efeito renda).
- Empreiteiras investem 2,8% do PIB e cortam 15%.
Limitações
- Mede o efeito macroeconômico da redução de investimento, não o da operação; o texto aponta a queda do petróleo como fator principal em 2015, mas cita também fatores de natureza não econômica, com papel preponderante no comportamento da empresa, e questões de conformidade, sem nomear a operação.
- Multiplicador de estudo de 2010 aplicado a 2015, em recessão.
- Texto menciona 'em 2014' para a conclusão sobre 2 pontos percentuais, provável erro.
- Documento de governo em plena disputa política sobre as causas da recessão; cópia hospedada por entidade sindical (FUP).
Divergências e outros estudos
Contemporâneo e do mesmo patamar das estimativas de consultoria (2 a 2,5 pontos), mas sublinha o petróleo como principal fator de 2015.
Evidências extraídas
A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.
Fonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seções 2, 3.1 e 3.2, p. 3–5 (Tabela 1, p. 4) · abrir original ↗
Documento oficial (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Mede o efeito da redução do investimento da Petrobras, que o documento atribui principalmente à queda do petróleo em 2015, citando também fatores de natureza não econômica e questões de conformidade; não nomeia a operação. Multiplicador de 2010 aplicado a 2015.
O mesmo documento estimou que a redução dos investimentos das empreiteiras (15% sobre um investimento de cerca de 2,8% do PIB, premissas da Tendências) corresponderia a 0,4% do PIB, e que a soma dos impactos direto, indireto e 'lateral' pode ter ultrapassado 2 pontos percentuais do PIB.
Fonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seção 4, p. 6 · abrir original ↗
Documento oficial (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: O texto data o resultado como 'em 2014', provável erro de digitação para 2015 (documento de outubro de 2015). Não somar 1,7% + 0,4% com as estimativas da GO ou da Tendências: usam premissas sobrepostas.
O documento da SPE/MF diz que a mudança nos preços das matérias-primas, inclusive o petróleo, é um dos principais fatores de impacto sobre o crescimento desde 2014, 'especialmente em 2015', e que, na cadeia de óleo e gás, 'outros fatores, de natureza não econômica' também tiveram papel preponderante no comportamento da principal empresa do setor.
Trecho: “outros fatores, de natureza não econômica, também têm tido um papel preponderante”
Fonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seção 1, p. 1 · abrir original ↗
Documento oficial (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: O documento não nomeia a Lava Jato nesse trecho; a leitura de que 'fatores de natureza não econômica' se refere às investigações e à reavaliação de ativos é interpretação do contexto.
O documento da SPE/MF observou declínio médio de cerca de 20% no investimento global das produtoras de petróleo em 2015 (fonte Barclays Research), o que corresponderia a fração expressiva da redução da Petrobras.
Fonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seção 3.3, p. 5 (Gráfico 3) · abrir original ↗
Documento oficial (primária) · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Previsão de mercado; contexto para o corte de 33% da Petrobras, que foi maior que a média.

