Polícia Federal (PF)
Polícia federal subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, fundada em 28/03/1944; deflagrou a Lava Jato em 17/03/2014.
Valores no painel
- R$ 42,00 bilhões — Estimativa máxima de pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas — laudo da Polícia Federal (hipótese de 20%) (Apontado em investigação, 26/10/2015)
- R$ 6,42 bilhões — Estimativa mínima de pagamentos indevidos — laudo da Polícia Federal (hipótese de 3%) (Apontado em investigação, 26/10/2015)
Na linha do tempo
- 15/08/2019 — Bolsonaro anuncia troca do superintendente da PF no Rio e disputa o nome com Moro
- 24/04/2020 — Valeixo é exonerado da direção-geral da PF; ato sai 'a pedido' com o nome de Moro
- 24/04/2020 — Moro pede demissão e acusa Bolsonaro de interferência política na PF
- 24/04/2020 — Moro anuncia demissão; Bolsonaro responde
- 27/04/2020 — Celso de Mello autoriza o Inquérito 4831 a pedido de Aras
- 29/04/2020 — Moraes suspende a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da PF
- 02/05/2020 — Moro depõe por cerca de oito horas à PF em Curitiba
- 03/11/2021 — Bolsonaro depõe à PF, como investigado, no Inq 4831
- mar. 2022 — PF conclui, em relatório final, que não encontrou prova de interferência de Bolsonaro
- 02/04/2026 — PF entrega a Moraes novo relatório: de novo, sem interferência de Bolsonaro
Vínculos documentados
- Igor Romário de Paula trabalhou para PF: Delegado da PF; coordenador da Lava Jato na PF em Curitiba desde 2014 (segundo o verbete).
Fontes (1)
Igor Romário de Paula é delegado da PF, chefe regional do combate ao crime organizado no Paraná e coordenador da Lava Jato na PF em Curitiba desde 2014, segundo o verbete; em 2017 recebeu representação ética de deputados do PT, encaminhada à Comissão de Ética do Ministério da Justiça (desfecho não informado).
ReportagemFonte únicaFonte: Igor Romário de Paula (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Cargos · abrir original ↗
- Erika Marena trabalhou para PF: Delegada da PF; atuou na Lava Jato (cerca de quatro anos, sem datas) e foi superintendente em Sergipe (dezembro de 2017).
Fontes (1)
Erika Marena é delegada da PF; segundo o verbete, atuou cerca de quatro anos na Lava Jato (sem datas), foi designada em dezembro de 2017 superintendente da PF em Sergipe, foi escolhida por Moro no fim de 2018 para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (Ministério da Justiça) e foi exonerada do posto em junho de 2020 por André Mendonça; o verbete atribui a ela o batismo da operação (Lava Jato article: 17/03/2014).
ReportagemFonte únicaFonte: Erika Marena (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Posts · abrir original ↗
- Antonio Palocci firmou acordo com PF: Acordo de colaboração premiada com a PF assinado em abril de 2018 e homologado pelo TRF4 em junho de 2018. Registro de fato do acordo; o que Palocci declarou não é tratado como provado.
Fontes (1)
Palocci assinou acordo de colaboração com a PF em abril de 2018, que o TRF4 homologou em junho de 2018; uma proposta feita ao MPF em 2017 não avançou.
ReportagemFonte únicaFonte: Antonio Palocci (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Delação · abrir original ↗
- Sérgio Cabral firmou acordo com PF: Acordo de colaboração com a PF (dezembro de 2019), homologado por Fachin em 06/02/2020 e, segundo o verbete, anulado pelo STF em maio de 2021.
Fontes (1)
Segundo o verbete, Cabral fez acordo de colaboração com a PF em dezembro de 2019, homologado por Edson Fachin em 06/02/2020; em maio de 2021 o STF anulou o acordo (7 votos a 4).
ReportagemFonte únicaFonte: Sérgio Cabral Filho (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Delação e anulações · abrir original ↗
Evidências
Laudo pericial da PF (concluído em 26/10/2015, anexado ao inquérito sobre a Odebrecht) estimou que pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas, em 2004–2014, podem chegar a R$ 42 bilhões, sobre base de R$ 215,67 bilhões em pagamentos, com faixa de 3% (mínimo) a 20% (máximo "conservadoramente considerado").
Fonte: Novo laudo aponta R$ 42 bilhões de rombo na Petrobras — Tribuna PR (Estadão), 12/11/2015 · corpo da reportagem (Estadão), 12/11/2015 · abrir original ↗
Moro afirmou, em 24/04/2020, que na conversa de 1º/11/2018 o presidente lhe prometeu carta branca para nomear assessores de órgãos como a PF e a PRF, e que a troca do diretor-geral sem causa violaria essa promessa.
Fonte: Leia a íntegra e assista ao discurso de demissão de Sergio Moro — Poder360, 24/04/2020 · discurso de demissão, parágrafos sobre o convite e sobre a troca do diretor-geral · abrir original ↗
Em 16/08/2019 Bolsonaro disse que colocaria o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, no comando da PF no Rio; a exoneração do superintendente Ricardo Saadi saiu no Diário Oficial em 30/08/2019, e a PF anunciou como novo superintendente o delegado Carlos Henrique Oliveira Souza, enquanto Bolsonaro defendia o nome de Alexandre Saraiva.
Fonte: Moro relaciona troca na PF do RJ a pedido de Queiroz para acesso à investigação — Congresso em Foco, 23/06/2020 · parágrafos 5 a 7 · abrir original ↗
O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, disse à Folha que Flávio foi avisado por um delegado da PF de que uma operação atingiria Fabrício Queiroz; a PF abriu apuração sobre o suposto vazamento em 2020. A defesa de Moro citou esse relato em sua petição.
Fonte: Chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro nega vazamento de operação — Poder360, 04/08/2020 · parágrafos 2, 5 e 6 · abrir original ↗
Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.
Fonte: Leia a íntegra e assista ao discurso de demissão de Sergio Moro — Poder360, 24/04/2020 · discurso integral (37min58s) · abrir original ↗
Em 2/5/2020 Moro depôs por cerca de oito horas na sede da PF em Curitiba, reafirmou as acusações, entregou áudios, e-mails e conversas (e o celular), e foi acompanhado por três procuradores da PGR.
Fonte: Sergio Moro fala por 8 horas e reafirma acusações contra Bolsonaro — Poder360, 03/05/2020 · parágrafos 1 a 6 · abrir original ↗
Em março de 2022 a PF concluiu que Bolsonaro não interferiu na corporação e defendeu o arquivamento; o relatório afirma que 18 pessoas foram ouvidas e que nenhuma prova consistente foi encontrada.
Fonte: Moraes pede que PGR avalie arquivamento de inquérito contra Bolsonaro — Agência Brasil (EBC, empresa pública), 17/05/2024 · citação do relatório · abrir original ↗
Segundo a Gazeta do Povo (12/04/2026), a PF entregou a Moraes em 2/4/2026 novo relatório que, segundo a matéria, analisou os Inq 4781 (fake news) e 4828 (atos antidemocráticos) e conclui, pela segunda vez, que Bolsonaro não interferiu em investigações que atingiam familiares e aliados; Moraes manteve o inquérito aberto e enviou o relatório a Gonet.
Fonte: PF contraria Moraes e Gonet e repete que Bolsonaro não interferiu em investigações — Gazeta do Povo, 12/04/2026 · parágrafos 1 a 8 · abrir original ↗
Em 24 de abril de 2020, Sergio Moro anunciou a saída do Ministério da Justiça em pronunciamento de cerca de 40 minutos, atribuindo-a à insistência do presidente em trocar o comando da Polícia Federal; Bolsonaro respondeu no mesmo dia, em fala de 46 minutos.
Fonte: Interferência na PF, fraude e demissão: veja dez frases de Moro — A Gazeta (ES), 24/04/2020 · Abertura e frases selecionadas · abrir original ↗
Cabral foi preso pela PF em 17/11/2016 na Operação Calicute (37ª fase da Lava Jato), tornou-se réu em 06/12/2016 e foi transferido para Curitiba em 10/12/2016.
Fonte: Sérgio Cabral Filho (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Prisão · abrir original ↗
Segundo o verbete, Cabral fez acordo de colaboração com a PF em dezembro de 2019, homologado por Edson Fachin em 06/02/2020; em maio de 2021 o STF anulou o acordo (7 votos a 4).
Fonte: Sérgio Cabral Filho (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Delação e anulações · abrir original ↗
Duque foi preso em novembro de 2014 (Teori Zavascki revogou a prisão em 02/12/2014), de novo em março de 2015 (10ª fase) e, após ordem de 18/07/2024 da Justiça Federal em Curitiba, foi preso pela PF em 17/08/2024 em Volta Redonda (RJ), depois de ser considerado foragido desde julho de 2024.
Fonte: Renato Duque (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Prisão · abrir original ↗
Vaccari foi preso pela PF em 15/04/2015 (12ª fase da Lava Jato) e ficou no Complexo Médico Penal (Pinhais-PR) até setembro de 2019, quando passou ao semiaberto com tornozeleira.
Fonte: João Vaccari Neto (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Prisão · abrir original ↗
Palocci foi preso pela PF em 26/09/2016 (Operação Omertà, 35ª fase), tornou-se réu em novembro de 2016 e foi condenado por Moro em 26/06/2017 (12 anos, segundo o verbete); em 29/11/2018 passou ao semiaberto domiciliar com base no acordo de colaboração.
Fonte: Antonio Palocci (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Lava Jato · abrir original ↗
Palocci assinou acordo de colaboração com a PF em abril de 2018, que o TRF4 homologou em junho de 2018; uma proposta feita ao MPF em 2017 não avançou.
Fonte: Antonio Palocci (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Delação · abrir original ↗
Em 15/07/2025 Dias Toffoli anulou todos os atos da Lava Jato contra Youssef, incluindo decisões de Moro, citando 'conluio' entre PF, MPF e Moro; afirmou que a decisão não invalida o acordo de delação. A defesa de Youssef sustenta que uma gravação clandestina em cela da PF em 2014, que teria durado 11 dias, foi usada para pressioná-lo a fechar a delação.
Fonte: Toffoli anula todos os atos da Lava Jato contra Alberto Youssef — CNN Brasil, 15/07/2025 · corpo da matéria · abrir original ↗
Costa foi preso pela PF em março de 2014 (dia não confirmado); começou a depor à PF em 05/09/2014 e firmou colaboração; foi condenado a 12 anos em regime fechado por lavagem com Youssef e executivos da Camargo Corrêa (reportagem de 20/07/2015), cumprindo inicialmente em domiciliar e, desde outubro de 2016, em semiaberto; em fevereiro de 2017 o MPF pediu a Moro a suspensão de seus benefícios sob o argumento de que mentira na colaboração.
Fonte: Paulo Roberto Costa (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · texto e referências · abrir original ↗
Igor Romário de Paula é delegado da PF, chefe regional do combate ao crime organizado no Paraná e coordenador da Lava Jato na PF em Curitiba desde 2014, segundo o verbete; em 2017 recebeu representação ética de deputados do PT, encaminhada à Comissão de Ética do Ministério da Justiça (desfecho não informado).
Fonte: Igor Romário de Paula (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Cargos · abrir original ↗
Erika Marena é delegada da PF; segundo o verbete, atuou cerca de quatro anos na Lava Jato (sem datas), foi designada em dezembro de 2017 superintendente da PF em Sergipe, foi escolhida por Moro no fim de 2018 para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (Ministério da Justiça) e foi exonerada do posto em junho de 2020 por André Mendonça; o verbete atribui a ela o batismo da operação (Lava Jato article: 17/03/2014).
Fonte: Erika Marena (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Posts · abrir original ↗
Segundo o verbete da Operação Lava Jato: a PF deflagrou a operação em 17/03/2014; em dezembro de 2016 houve o acordo de leniência da Odebrecht; Moro deixou a operação em 19/11/2018 e Gabriela Hardt assumiu a vara; o verbete indica fim da operação em 01/02/2021; em setembro de 2023 Toffoli anulou as provas obtidas pelo acordo de leniência da Odebrecht.
Fonte: Operação Lava Jato (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · lead e seções 2014/2018/STF · abrir original ↗
A PF é polícia federal subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, fundada em 28/03/1944; faz policiamento de fronteira e investiga crimes contra interesses da União.
Fonte: Polícia Federal (Brasil) (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · lead · abrir original ↗

