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Biblioteca documental · Reportagem

No Ministério da Justiça, Sergio Moro abriu as portas para o FBI

Emissor
Agência Pública · Natalia Viana
Data
4 de maio de 2020
Tipo
Reportagem
Acesso
íntegra examinada · consultado em 25/10/2026
Original
apublica.org/2020/05/no-ministerio-da-justica-sergio-moro-abriu-as-portas-para-o

O que extraímos deste documento (6)

A Agência Pública escreveu que, em 17/01/2019, Moro recebeu delegação de autoridades norte-americanas e falou sobre seu pacote anticrime, ainda não apresentado ao Congresso; que, além de Brassanini (FBI), estavam assessores do Tesouro, Doug Koneff, Frank DeParis e Kristin Kane; e que Brassanini se reuniu com o próprio ministro 'no começo do mandato' e, depois, com secretários do ministério.

ReportagemVárias fontes independentesrevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: A caracterização do FBI como protagonista é da Pública. O fato da reunião está na nota do ministério, que cita Brassanini entre vários participantes. Moro não respondeu às perguntas da Pública por e-mail.

A Agência Pública escreveu ter obtido por LAI o acordo assinado entre Valeixo e Wray em 18/03/2019, que permite a troca de impressões digitais e dados identificadores (como nome e números de documentos) de pessoas sob suspeita de terrorismo ou de crimes graves, definidos como os de pena superior a um ano; e que as digitais seriam inseridas em bases de dados americanas acessíveis a outras agências. Na mesma ocasião, Valeixo teria assinado acordo com o chefe da Alfândega e Proteção de Fronteira (CBP), Kevin McAleenan.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Documento descrito, não visto. A data de 18/03 é da Pública; a nota do ministério não indica o dia. Quanto ao termo com o DHS, o ministério fala em troca de oficiais de ligação, e a Pública cita o CBP; a diferença de órgão (DHS x CBP, que é parte do DHS) não foi esclarecida. Críticas de especialista (Coding Rights) na matéria são opinião e não entram aqui.

A Agência Pública escreveu, com base em documentos entregues em resposta a requerimento de informações do deputado Márcio Jerry, que a visita ao FBI vinha sendo negociada desde maio de 2019 com David Brassanini; que, desde 2 de maio, ele discutia reservas de hotel para os brasileiros (a visita inicialmente ocorreria no começo do mês); que o pedido oficial de Moro para a viagem foi feito em 6 de junho, três dias antes das primeiras publicações da Vaza Jato (9 de junho, segundo a Pública); e que a agenda foi conduzida pelo adido policial Jason Smith.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Documentos descritos pela Pública, não vistos. A resposta ao requerimento do deputado (RIC 765/2019) está em PDF digitalizado em apublica.org, que não pôde ser lido (imagem, sem texto). A Pública anota que na época se especulou que a visita teria relação com a divulgação dos vazamentos; os preparativos desde maio indicam que a viagem já estava em curso antes de 9 de junho. Moro não respondeu às perguntas da Pública. Divergência menor: a Pública data o início da agenda oficial em 24/06; a agenda arquivada registra El Paso já em 23/06.

A Agência Pública escreveu que, na licença não remunerada de julho de 2019, Moro passou de 15 a 19 de julho com a esposa em Washington, fotografando-se diante da Casa Branca e de pontos turísticos, com fotos reproduzidas na matéria (legendas 'Sergio Moro em Washington' e 'Rosangela Moro em frente a Casa Branca').

ReportagemFonte únicarevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: As fotos são imagens da matéria, não verificadas por nós. Não há registro de agenda oficial para o período. A Pública diz que foi a terceira viagem ao país no ano; a Folha (25/06/2019) menciona também uma ida a Washington em abril, com compromissos no FMI, então a contagem de viagens difere entre as fontes.

A Agência Pública escreveu que seu colaborador Jeremy Bigwood perguntou ao FBI, via lei de acesso à informação americana, se havia registros de reuniões com o ministro na época, e que a polícia americana respondeu que 'não pode confirmar nem negar' a existência de tais registros; a Pública diz ter recorrido. Moro não respondeu às perguntas da Pública, e a Embaixada dos EUA não respondeu até a publicação.

Documento descrito em reportagemFonte únicarevisão pendente

Trecho: “não pode confirmar nem negar”

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: A resposta do FBI não foi vista; é descrita pela Pública. Resposta de 'não confirmar nem negar' é uma fórmula padrão do FOIA americano e, por si, não confirma nem nega que haja registros. A afirmação da Pública de que ela equivale a 'reconhecimento tácito' é interpretação do veículo e não deve ser lida como confirmação de reunião. Não localizamos o desfecho do recurso.

A Agência Pública escreveu que 'é provável' que Moro tenha se reunido com o FBI em Washington durante a licença de julho de 2019, fora da agenda oficial, e que essa inferência decorre da resposta do FBI ao pedido de informações. Moro não respondeu aos questionamentos enviados.

ReportagemAlegaçãorevisão pendente

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026

Limitações: Hipótese do veículo, não fato documentado: nenhuma fonte lida descreve encontro de Moro com o FBI em julho de 2019. A resposta de 'não confirmar nem negar' não sustenta, por si só, a conclusão. Registrado como alegado.