Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras
Sociedade de economia mista controlada pela União, com ações negociadas na B3 e na Bolsa de Nova York. Foi a principal empresa lesada pelo esquema investigado na Lava Jato e, ao mesmo tempo, pagou acordos e indenizações a investidores no exterior.
Valores no painel
- R$ 6,19 bilhões — Baixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras) (Pagamentos indevidos, 30/09/2014)
- R$ 44,64 bilhões — Perdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) em 2014 (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
- R$ 21,59 bilhões — Prejuízo líquido atribuível aos acionistas da Petrobras em 2014 (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
- R$ 172,2 bilhões — Redução de investimentos estimada pelo DIEESE (Petrobras e construção civil) (Impacto estimado, 31/12/2017)
- R$ 104,3 bilhões — Parte da Petrobras na redução de investimentos (DIEESE) (Impacto estimado, 31/12/2017)
- R$ 67,89 bilhões — Parte da construção civil na redução de investimentos (DIEESE) (Impacto estimado, 31/12/2017)
- R$ 143,0 bilhões — GO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB) (Impacto estimado, 12/08/2015)
- R$ 87,00 bilhões — GO Associados com FGV: perda na economia em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015) (Impacto estimado, abr. 2015)
- 1.000.000 ocupações — GO Associados com FGV: vagas cortadas em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015) (Impacto estimado, abr. 2015)
- US$ 30,00 bilhões — SPE/MF: efeito total da redução de 33% do investimento da Petrobras em 2015 (cerca de 1,7% do PIB) (Impacto estimado, 21/10/2015)
- R$ 30,98 bilhões — Impairment de refinarias domésticas (RNEST 2ª unidade e Comperj), 4T14 (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
- R$ 42,00 bilhões — Estimativa máxima de pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas — laudo da Polícia Federal (hipótese de 20%) (Apontado em investigação, 26/10/2015)
- R$ 6,42 bilhões — Estimativa mínima de pagamentos indevidos — laudo da Polícia Federal (hipótese de 3%) (Apontado em investigação, 26/10/2015)
- R$ 2,10 bilhões — Desvios na Petrobras apontados pelo MPF (RNEST, contratos superfaturados) (Apontado em investigação, jan. 2015)
- R$ 2,10 bilhões — Dano ao erário apontado pelo TCU em tomada de contas especial (Acórdão 2109/2016) (Apontado em investigação, 17/08/2016)
- R$ 29,00 bilhões — Estimativa do TCU de dano por superfaturamento nos contratos da Petrobras investigados (reportagem) (Apontado em investigação, 06/02/2018)
- R$ 200,0 milhões — Bens bloqueados por ordem judicial, segundo balanço do MPF (Bloqueado, jan. 2015)
- R$ 400,0 milhões — Indisponibilidade de bens de 18 réus em ação de improbidade (Torre Pituba) (Bloqueado, 02/04/2020)
- R$ 7,57 bilhões — Total acumulado de indisponibilidades de bens determinadas pelo TCU (empreiteiras, executivos e ex-dirigentes da Petrobras), levantamento de 02/10/2017 (Bloqueado, 02/10/2017)
- R$ 14,30 bilhões — Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba (Previsto em acordos, out. 2019)
- US$ 853,2 milhões — Penalidade criminal total do acordo da Petrobras com o DOJ (inclui créditos de SEC e Brasil) (Pago pela Petrobras, 27/09/2018)
- US$ 682,6 milhões — Parcela de 80% do acordo com o DOJ destinada ao Brasil (acordo da Petrobras com o MPF) (Pago pela Petrobras, 27/09/2018)
- US$ 2,95 bilhões — Acordo da Petrobras na class action de investidores nos Estados Unidos (Pago pela Petrobras, 03/01/2018)
- R$ 6,17 bilhões — Recursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado) (Devolvido, 28/12/2021)
- R$ 6,22 bilhões — Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (Devolvido, 31/12/2021)
- US$ 1,52 bilhões — Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$) (Devolvido, 31/12/2021)
- R$ 6,70 bilhões — Total acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022 (Devolvido, 01/11/2022)
- R$ 7,28 bilhões — Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023 (Devolvido, 31/12/2023)
- US$ 60,0 milhões — Valor reconhecido pela Petrobras em 2024 por acordos de leniência e colaboração (fluxo do ano) (Devolvido, 31/12/2024)
- R$ 4,07 bilhões — Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras) (Devolvido, out. 2019)
- R$ 3,02 bilhões — Parcela dos valores restituídos que foi destinada à Petrobras (Lava Jato de Curitiba) (Devolvido, out. 2019)
- R$ 450,0 milhões — Valores recuperados — balanço do MPF de janeiro/2015 (Devolvido, jan. 2015)
- US$ 1,24 bilhões — Baixa pelo cancelamento das refinarias Premium I e II (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
- R$ 2,83 bilhões — Baixa de custos capitalizados das refinarias Premium I e II (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
- US$ 79,0 milhões — Débito imputado pelo TCU a Gabrielli e Cerveró (Carta de Intenções de Pasadena), solidário (Apontado em investigação, 30/08/2017)
Na linha do tempo
- 15/03/2013 — Petrobras divulga plano 2013–2017 com US$ 236,7 bilhões de investimentos
- 25/02/2014 — Plano 2014–2018 prevê US$ 220,6 bilhões de investimentos
- 29/12/2014 — Petrobras bloqueia cautelarmente empresas de 23 grupos citados em depoimentos sobre cartel
- 24/02/2015 — Petrobras perde o grau de investimento na Moody's
- 25/03/2015 — Galvão Engenharia pede recuperação judicial no Rio de Janeiro
- 22/04/2015 — Petrobras publica balanço auditado de 2014: baixa de R$ 6,194 bi, perdas de R$ 44,636 bi e prejuízo de R$ 21,587 bi
- 26/06/2015 — Conselho aprova plano 2015–2019 com US$ 130,3 bi, 37% abaixo do anterior
- 21/09/2015 — Sentença condena Renato Duque a 20 anos e 8 meses e Pedro Barusco a 18 anos e 4 meses (primeira instância, criminal)
- 21/10/2015 — Documento da SPE/MF estima mais de 2 pontos do PIB em efeitos da redução de investimentos de Petrobras e empreiteiras
- 15/12/2015 — Petrobras cria comissão interna para apurar o Projeto Sondas e acordos com a Sete Brasil
- 30/12/2015 — Último pregão de 2015: valor de mercado da Petrobras de R$ 101,3 bi (US$ 25,9 bi), o menor dos fins de ano de 2012–2019
- 12/01/2016 — Petrobras corta plano 2015–2019 de US$ 130,3 bi para US$ 98,4 bi
- abr. 2016 — Sete Brasil pede recuperação judicial no Rio de Janeiro
- 19/09/2016 — Conselho aprova plano 2017–2021, 25% abaixo da revisão de janeiro de 2016
- 30/08/2017 — TCU condena Gabrielli e Cerveró em tomada de contas sobre a compra da refinaria de Pasadena
- 06/07/2018 — Petrobras aprova termo de compromisso com a Odebrecht, abrindo saída do bloqueio cautelar
- 28/11/2018 — Constellation, do grupo Queiroz Galvão, prepara pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão
- 20/12/2019 — Petrobras aprova acordo que mantém 4 e cancela 24 das 28 sondas da Sete Brasil
- 27/11/2023 — Petrobras anuncia retomada do antigo Comperj como Polo GasLub Itaboraí
- 16/06/2025 — Petrobras assina contratos de R$ 4,9 bi para retomar o Trem 2 da RNEST
Vínculos documentados
- Paulo Roberto Costa dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor de Abastecimento (Chief Downstream Officer) da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
Fontes (1)
A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Nota 3 das demonstrações — The Lava Jato Operation · abrir original ↗
- Renato Duque dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor de Serviços (Chief Services Officer) da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
Fontes (1)
A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Nota 3 das demonstrações — The Lava Jato Operation · abrir original ↗
- Nestor Cerveró dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor Internacional (Chief International Officer) da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
Fontes (1)
A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Nota 3 das demonstrações — The Lava Jato Operation · abrir original ↗
- Pedro Barusco trabalhou para Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Gerente executivo da área de Serviços da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
Fontes (1)
A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 20-F do exercício de 2014 (demonstrações auditadas, nota 3 sobre a Lava Jato) — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 15/05/2015 · Nota 3 das demonstrações — The Lava Jato Operation · abrir original ↗
- Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras relação com Odebrecht (hoje Novonor): Bloqueio cautelar do grupo (e de outros 22) para contratações e licitações a partir de 29/12/2014, com base em depoimentos; não é condenação. Termo de compromisso de integridade em 06/07/2018, segundo reportagem.
Fontes (2)
Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.
Documento oficialComprovado em documentoFonte: Petrobras — Form 6-K (comunicado de 29/12/2014): comissões CAASE e bloqueio cautelar de empresas — Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras (SEC), 29/12/2014 · 6-K de 30/12/2014 (comunicado de 29/12/2014), lista numerada 1–23 · abrir original ↗
O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).
ReportagemFonte únicaFonte: Três anos de bloqueio cautelar da Petrobras: quem entrou, quem saiu e quem nunca entrou — eixos, 06/07/2018 · texto da reportagem · abrir original ↗
- Gabriela Hardt relação com Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Hardt homologou em 2019, como substituta na 13ª Vara, o acordo entre Petrobras e MPF-PR; o CNJ a puniu com disponibilidade de dois anos em 04/08/2026.
Fontes (1)
Em 04/08/2026 o plenário do CNJ aplicou a Gabriela Hardt, por maioria, pena de disponibilidade por dois anos (vencimentos proporcionais, segundo a Agência Brasil; a juíza continua recebendo salário, segundo o Congresso em Foco) em PAD relatado por Rodrigo Badaró, por ter homologado em 2019, como substituta na 13ª Vara, acordo entre Petrobras e MPF que destinava R$ 2 bilhões (segundo a Agência Brasil) ou R$ 2,5 bilhões (segundo o Congresso em Foco) a fundação privada gerida por procuradores; o relator apontou 'captura institucional', sem corrupção ou enriquecimento; a reportagem registra homologação em menos de 48 horas sem ouvir a União. O valor do acordo com o DOJ foi de US$ 682,5 milhões, segundo o STF.
Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentesFonte: CNJ afasta ex-juíza da Lava Jato por dois anos — Agência Brasil, 04/08/2026 · corpo da matéria · abrir original ↗
- Paulo Roberto Costa dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor de Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012 (datas segundo o verbete; documento da Petrobras em f03).
Fontes (1)
Paulo Roberto Costa ingressou na Petrobras em 01/02/1977, foi diretor da Gaspetro (1997–2000) e diretor de Abastecimento (2004–2012), indicado, segundo o verbete, pelo deputado José Janene (PP).
ReportagemFonte únicaFonte: Paulo Roberto Costa (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Cargos · abrir original ↗
- Jorge Zelada dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor da área Internacional da Petrobras de 2008 a 2012.
Fontes (1)
Jorge Zelada foi diretor da área Internacional da Petrobras de 2008 a 2012, sucessor de Nestor Cerveró; foi preso em 02/07/2015 (15ª fase, Conexão Mônaco); condenado em 12/01/2016 a 4 anos (Justiça do RJ, fraude em licitação) e em 01/02/2016 a 12 anos e 2 meses (Justiça Federal do Paraná; título de referência atribui a Moro).
Decisão judicial ou administrativaFonte únicaFonte: Jorge Zelada (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · texto e referências · abrir original ↗
- Graça Foster dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Presidente da Petrobras de 13/02/2012 a 04/02/2015, quando renunciou com cinco diretores.
Fontes (1)
Graça Foster foi presidente da Petrobras de 13/02/2012 a 04/02/2015 (renunciou, com cinco diretores), diretora de Gás e Energia desde setembro de 2007 e presidente da Petrobras Distribuidora em 2006–2007; em dezembro de 2014 barrou 23 empreiteiras ligadas à investigação de contratar com a Petrobras. Não há processo contra ela no trecho lido.
ReportagemFonte únicaFonte: Graça Foster (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Cargos e Petrobras · abrir original ↗
- Sérgio Gabrielli dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Presidente da Petrobras de 22/07/2005 a 13/02/2012 (diretor financeiro de 2003 a 2005).
Fontes (1)
José Sergio Gabrielli foi diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras de 01/02/2003 a 21/07/2005, presidente da Petrobras de 22/07/2005 a 13/02/2012 e secretário de Planejamento da Bahia de 09/03/2012 a 01/01/2015.
ReportagemFonte únicaFonte: José Sergio Gabrielli (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · infobox · abrir original ↗
- Nestor Cerveró trabalhou para Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Funcionário da Petrobras desde 1975; diretor Internacional até 2008.
Fontes (1)
Nestor Cerveró foi funcionário da Petrobras desde 1975, diretor Internacional (saiu após 2008) e depois diretor financeiro e de serviços da BR Distribuidora (data de saída não informada).
ReportagemFonte únicaFonte: Nestor Cerveró (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · seção Cargos · abrir original ↗
- Pedro Barusco trabalhou para Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Gerente executivo de Engenharia da Petrobras, ligado à Diretoria de Serviços.
Fontes (1)
Pedro Barusco foi gerente executivo de Engenharia da Petrobras, ligado ao diretor Renato Duque; em maio de 2015 Janot entregou à Petrobras R$ 157 milhões desviados por ele (R$ 182 milhões recuperados no total segundo o verbete); em setembro de 2015 foi condenado a 18 anos e 4 meses em regime aberto diferenciado, com tornozeleira.
ReportagemFonte únicaFonte: Pedro Barusco (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · texto e referências · abrir original ↗
- Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras relação com Braskem S.A.: Petrobras figura como acionista da Braskem (36,15% no verbete consultado); participação societária.
Fontes (1)
A Braskem é petroquímica listada na B3 e NYSE; seus acionistas listados no verbete são Novonor (38,32%) e Petrobras (36,15%); firmou acordo de leniência em 2016 com autoridades do Brasil, EUA e Suíça ligado à Lava Jato.
ReportagemFonte únicaFonte: Braskem (verbete da Wikipédia em português) — Wikipédia em português, 24/10/2026 · lead e controvérsias · abrir original ↗
Evidências
O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, tabela 'Redução dos investimentos previstos - Petrobras e Construção Civil' · abrir original ↗
Por ano, a redução estimada é de R$ 9.482,41 milhões em 2014, R$ 41.834,77 milhões em 2015, R$ 56.942,63 milhões em 2016 e R$ 63.954,71 milhões em 2017. Petrobras: R$ 25.997,49 milhões (2015), R$ 35.656,07 milhões (2016) e R$ 42.668,15 milhões (2017). Construção civil: R$ 9.482,41 milhões (2014), R$ 15.837,28 milhões (2015), R$ 21.286,56 milhões (2016) e R$ 21.286,56 milhões (2017).
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 6, tabela · abrir original ↗
A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.
Fonte: Implicações econômicas intersetoriais da Operação Lava Jato — DIEESE, 16/03/2021 · slide 5, gráfico e texto lateral · abrir original ↗
A Petrobras baixou R$ 6.194 milhões de custos capitalizados no ativo imobilizado, reconhecidos no 3º trimestre de 2014, como estimativa dos valores pagos a mais no esquema descoberto pela Lava Jato.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 1 e seção 'Note about Lava Jato Operation' · abrir original ↗
Método da baixa: a Petrobras identificou os contratos firmados de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas apontadas nos depoimentos (R$ 199.610 milhões), aplicou 3% (R$ 5.988 milhões), somou R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel, descontou R$ 346 milhões de reversão de depreciação e acrescentou R$ 402 milhões de créditos tributários baixados: total de R$ 6.194 milhões.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · seção 'Note about Lava Jato Operation', passos 1 a 5 e tabela 'Write-off – overpayments incorrectly capitalized' · abrir original ↗
A Petrobras afirmou que a metodologia produz a melhor estimativa e que o valor representa o limite superior da faixa de estimativas razoáveis.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · seção 'Note about Lava Jato Operation' · abrir original ↗
A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 1 e p. 7 · abrir original ↗
Do impairment de R$ 44.345 milhões antes de impostos no 4º trimestre de 2014, R$ 30.976 milhões foram em refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), R$ 10.002 milhões em exploração e produção, atribuídos à queda do preço do petróleo, e R$ 2.978 milhões em petroquímica, por demanda e margens menores.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 2, 'Key events' · abrir original ↗
Para as refinarias, a Petrobras atribuiu o adiamento da RNEST e do Comperj às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, à taxa de desconto mais alta, ao atraso das entradas de caixa e à projeção de crescimento menor.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · p. 2, 'Key events', item i · abrir original ↗
A Petrobras testou usar a diferença entre valor justo e valor contábil dos ativos como medida dos pagamentos indevidos e desistiu: concluiu que essa diferença era muito maior do que qualquer estimativa razoável de propina e vinha sobretudo de outras causas, como câmbio, taxa de desconto, preços, conteúdo local e deficiências de planejamento.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · seção 'Note about Lava Jato Operation', 'Background' · abrir original ↗
Na seção de liquidez, a Petrobras informou que, sem acesso ao mercado de capitais e com receita esperada menor pela queda do petróleo e pela desvalorização do real, decidiu adiar projetos afetados por insolvência de empreiteiras ou falta de fornecedores qualificados, 'principalmente em decorrência' da Lava Jato.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · seção 'Liquidity and Capital Resources' · abrir original ↗
Em abril de 2015, a Petrobras declarou que ainda não havia recuperado valores e que eventuais recuperações seriam registradas como receita quando recebidas.
Fonte: Fourth Quarter of 2014 Results (Form 6-K, abril de 2015) — Petrobras (arquivado na SEC), 22/04/2015 · seção 'Note about Lava Jato Operation' · abrir original ↗
A GO Associados estimou, em agosto de 2015, impacto direto e indireto de cerca de R$ 143 bilhões (aproximadamente 2,5% do PIB) sobre a atividade econômica de 2015, num cenário de recuo de 37% nos investimentos da Petrobras (plano 2015–2019) e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas.
Fonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, parágrafos iniciais e quadro de pressupostos (o estudo da GO não foi aberto) · abrir original ↗
Em abril de 2015, a GO Associados, junto com a FGV, havia estimado perda de R$ 87 bilhões na economia e corte de cerca de 1 milhão de vagas, com base numa queda de 20% nos investimentos da Petrobras.
Fonte: Efeitos da Lava Jato podem eliminar 1,9 milhão de empregos, diz consultoria — Gazeta do Povo, 12/08/2015 · Reportagem de 12/08/2015, seção 'Cenários' (estimativa anterior) · abrir original ↗
A Tendências Consultoria estimou, em dezembro de 2015, que a Lava Jato subtraía cerca de 2,5 pontos percentuais do PIB de 2015; sem seus efeitos, a queda seria de aproximadamente 0,7% a 1,3%, segundo a economista Alessandra Ribeiro, e não de 3,2% (projeção da consultoria na ocasião).
Fonte: Lava Jato e a recessão (BBC Brasil, reproduzida pelo IHU-Unisinos) — BBC Brasil / IHU-Unisinos, 02/12/2015 · Reportagem BBC Brasil de 02/12/2015, parágrafos sobre a Tendências · abrir original ↗
A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.
Fonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seções 2, 3.1 e 3.2, p. 3–5 (Tabela 1, p. 4) · abrir original ↗
O documento da SPE/MF diz que a mudança nos preços das matérias-primas, inclusive o petróleo, é um dos principais fatores de impacto sobre o crescimento desde 2014, 'especialmente em 2015', e que, na cadeia de óleo e gás, 'outros fatores, de natureza não econômica' também tiveram papel preponderante no comportamento da principal empresa do setor.
Fonte: Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB — Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF); nome do arquivo indica também o MME, 21/10/2015 · Seção 1, p. 1 · abrir original ↗
O capítulo 2 do livro do Wilson Center (2020) descreve que a força-tarefa concluiu que dois diretores da Petrobras e o tesoureiro do PT combinaram propina equivalente a 0,9% dos contratos intermediados pela Sete Brasil, com preços 11% a 24% acima de licitações semelhantes, e que a Sete Brasil reconheceu oficialmente propinas de US$ 224 milhões; o orçamento das sondas era estimado entre US$ 22 e 25 bilhões.
Fonte: Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt) — Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP), nov. 2020 · Cap. 2, seção sobre Sete Brasil, p. 42–43 · abrir original ↗
O mesmo capítulo afirma que a corrupção em Petrobras e fornecedores, agravada pela queda do petróleo em 2015, levou a Sete Brasil a pedir recuperação judicial no final de abril de 2016, com dívida estimada em cerca de US$ 5 bilhões, dois terços com o governo federal por bancos e fundos públicos (Banco do Brasil US$ 1 bi; Fundo de Garantia da Construção Naval US$ 1,3 bi; FI-FGTS US$ 0,7 bi; Caixa US$ 0,5 bi); em abril de 2016, o grau de conclusão dos contratos variava de 4,78% a 89,96% por sonda (Tabela 7).
Fonte: Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt) — Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP), nov. 2020 · Cap. 2, p. 42–44 (Tabela 7) · abrir original ↗
Os autores do capítulo 2 escrevem que sem as baixas de ativos (impairments) a Petrobras não teria tido resultado negativo entre 2014 e 2018, que as razões declaradas pela empresa para as baixas na área de E&P (queda do petróleo, câmbio, taxa de desconto, ociosidade de sondas, incertezas na construção de navios, desmobilização de plataformas) são adequadas, e que nunca se saberá quanto das baixas é atribuível a corrupção, a más decisões de gestão ou a condições de mercado.
Fonte: Lessons of Operation Car Wash: A legal, institutional, and economic analysis (cap. 2, Costa, Lima e Goldschmidt) — Brazil Institute, Wilson Center (org. Fabio Ramazzini Bechara e Paulo C. Goldschmidt; hospedado pela FGV Direito SP), nov. 2020 · Cap. 2, p. 44 e seção de conclusão sobre os resultados da Petrobras · abrir original ↗
Estadão Conteúdo (10/08/2016) registrou, com dados do Sinaval, queda de mais de 82 mil empregados no fim de 2014 para 43 mil em junho de 2016 (perda de cerca de 38 mil), e atribuiu a crise não só ao escândalo detalhado pela Lava Jato mas também à conjuntura internacional: queda do petróleo, demanda mundial menor e ociosidade global (utilização da capacidade dos estaleiros caiu de 85% em 2008 para 56% em 2014, dados da OCDE); registrou também o cancelamento pela Transpetro de uma encomenda de 17 navios e sinais de que a Petrobras poderia cancelar os dois últimos cascos no Rio Grande.
Fonte: Em dois anos, indústria naval corta 38 mil empregados — Gazeta do Povo (Estadão Conteúdo), 10/08/2016 · Reportagem de 10/08/2016 · abrir original ↗
Na reportagem do Brasil de Fato, o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli disse que a redução dos investimentos da estatal atingiu a indústria offshore e a Lava Jato afetou a cadeia de fornecedores e criou problemas de crédito aos estaleiros; o professor Armando Boito (Unicamp) afirmou que a operação dificultou acordos de leniência ao punir diretores de modo que prejudicou as empresas; a matéria registra que o barril caiu de US$ 80–100 até meados de 2012 para US$ 25–32 em 2016.
Fonte: Queda no barril do petróleo, corrupção e Lava Jato desmantelam indústria naval — Brasil de Fato, 05/01/2017 · Reportagem de 05/01/2017, seções de causas · abrir original ↗
Em 20/12/2019, a Petrobras aprovou os termos finais de acordo com a Sete Brasil: contratos de afretamento e operação de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia, e encerrados os contratos das outras 24 (a Sete Brasil deveria construir 28 sondas para o pré-sal); a Petrobras sairia da estrutura societária do grupo.
Fonte: Petrobras aprova acordo com Sete Brasil que cancela contratos de 24 sondas — Exame, 20/12/2019 · Reportagem de 20/12/2019 · abrir original ↗
Segundo o Movimento Econômico (28/02/2024), a Sete Brasil devia cerca de R$ 17 bilhões a estaleiros brasileiros, à Petrobras e ao Fundo de Garantia para a Construção Naval; em 2019 a CGU registrou passivos de R$ 17,4 bilhões com pequena probabilidade de recuperação; a Petrobras reconheceu perda de R$ 5,6 bilhões em 2016; o FGCN aportou R$ 6,3 bilhões e o FI-FGTS R$ 2,5 bilhões; Atlântico Sul, Enseada e Rio Grande suspenderam contratos após o fim dos pagamentos.
Fonte: Sete Brasil: pedido de falência e dívida de R$ 17 bi — Movimento Econômico, 28/02/2024 · Reportagem de 28/02/2024 · abrir original ↗
A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.
Fonte: Galvão Engenharia, envolvida na Lava Jato, pede recuperação judicial — Tribuna PR, 26/03/2015 · Reportagem de 26/03/2015 · abrir original ↗
Em 28/11/2018 o InfoMoney noticiou que a Constellation, empresa de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão (família com 74%), preparava pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão, atribuindo a perda de caixa às investigações da Lava Jato e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com a renovação de arrendamentos de plataformas; sete de suas oito plataformas ficariam ociosas.
Fonte: Empresa de óleo e gás da Queiroz Galvão prepara recuperação judicial — InfoMoney, 28/11/2018 · Reportagem de 28/11/2018 · abrir original ↗
Paula e Moura (2019) apontam que o investimento da Petrobras caiu de cerca de US$ 48,8 bilhões em 2013 para US$ 15,1 bilhões em 2017 (de 1,97% para 0,73% do PIB) e que o emprego formal no Sistema Petrobras foi de 86.108 para 68.829 entre 2013 e 2016, e o de terceirizados de 360.180 para 117.555, 'perda de quase 260 mil postos'.
Fonte: Consequências econômicas da Operação Lava-Jato (artigo de opinião) — Valor Econômico (cópia hospedada em bresserpereira.org.br), 28/08/2019 · Texto completo, seção sobre petróleo e gás · abrir original ↗
A Petrobras baixou R$ 6,194 bilhões de custos capitalizados que, segundo a empresa, representavam sobrepagamentos a fornecedores por esquema de pagamentos revelado pela Lava Jato; reconhecido no 3T14.
Fonte: Petrobras — Relatório de desempenho 4T14 (6-K, reapresentação com demonstrações revisadas) — Petrobras, abr. 2015 · p. 1 (Key events) e p. 3 ("The Lava Jato (Car Wash) Operation and its effects on the Company") · abrir original ↗
Metodologia: contratos com as empresas citadas em depoimentos, celebrados entre 2004 e abril/2012 (R$ 199,610 bilhões); aplicou-se 3% indicado nos depoimentos (R$ 5,988 bilhões), mais R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel (R$ 6,138 bilhões), menos R$ 346 milhões de reversão de depreciação e mais R$ 402 milhões de baixa de créditos tributários, chegando a R$ 6,194 bilhões.
Fonte: Petrobras — Relatório de desempenho 4T14 (6-K, reapresentação com demonstrações revisadas) — Petrobras, abr. 2015 · p. 3-4, passos 1 a 5 e tabela "Consolidated Write-off – overpayments incorrectly capitalized" · abrir original ↗
A Petrobras registrou R$ 44,636 bilhões em perdas por redução ao valor recuperável (impairment) em 2014 e atribuiu o prejuízo líquido de R$ 21,587 bilhões a essas perdas.
Fonte: Petrobras — Relatório de desempenho 4T14 (6-K, reapresentação com demonstrações revisadas) — Petrobras, abr. 2015 · p. 1, parágrafo de abertura e quadro "Key events" · abrir original ↗
No 4T14, R$ 30,976 bilhões (R$ 30.976 milhões no original) do impairment (antes de tributos) referiram-se a refinarias domésticas, após testar individualmente a segunda unidade da RNEST e o Comperj; a Petrobras atribuiu a perda ao adiamento prolongado dos projetos, decorrente de medidas de preservação de caixa e das implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior e atraso de entradas de caixa.
Fonte: Petrobras — Relatório de desempenho 4T14 (6-K, reapresentação com demonstrações revisadas) — Petrobras, abr. 2015 · p. 1, quadro "Key events", item i) · abrir original ↗
Laudo pericial da PF (concluído em 26/10/2015, anexado ao inquérito sobre a Odebrecht) estimou que pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas, em 2004–2014, podem chegar a R$ 42 bilhões, sobre base de R$ 215,67 bilhões em pagamentos, com faixa de 3% (mínimo) a 20% (máximo "conservadoramente considerado").
Fonte: Novo laudo aponta R$ 42 bilhões de rombo na Petrobras — Tribuna PR (Estadão), 12/11/2015 · corpo da reportagem (Estadão), 12/11/2015 · abrir original ↗
Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.
Fonte: Desvios na Petrobras chegaram a R$ 2,1 bilhões, estima MPF — Agência Brasil, 29/01/2015 · corpo da reportagem (Agência Brasil, 29/01/2015) · abrir original ↗
Em 17/08/2016 o TCU (Acórdão 2109/2016-Plenário, processo 000.168/2016-5) decretou cautelarmente a indisponibilidade de bens de responsáveis, inclusive empresas (OAS e Grupo Odebrecht), e informou dano ao erário de R$ 2,1 bilhões "até agora", podendo ser maior se analisados os aditivos.
Fonte: TCU decreta indisponibilidade de bens de responsáveis da Petrobras e de empresas envolvidas (Acórdão 2109/2016-Plenário) — Tribunal de Contas da União, 18/08/2016 · texto da notícia do TCU, 18/08/2016 · abrir original ↗
Segundo a Folhapress (06/02/2018), o TCU estima que o prejuízo por superfaturamento nos contratos investigados pela Lava Jato passa de R$ 29 bilhões só na Petrobras; metodologia ainda podia mudar e empreiteiras resistiam a reconhecer o dano.
Fonte: Empreiteiras podem pagar mais por desvios em obras da Lava Jato — Folha de Pernambuco (Folhapress), 06/02/2018 · corpo da reportagem · abrir original ↗
Em ação de improbidade (Torre Pituba), foi decretada a indisponibilidade de bens de 18 réus, "mais de R$ 400 milhões", e mais de R$ 18 milhões do PT (preservado o fundo partidário); o bloqueio vale até que o total seja localizado.
Fonte: Réus da Operação Lava Jato têm mais de R$ 400 milhões em bens bloqueados — TRF4, 02/04/2020 · texto da notícia do TRF4, 02/04/2020 (decisão da 1ª Vara Federal de Curitiba) · abrir original ↗
O TCU determinou a indisponibilidade de R$ 7,57 bilhões de 13 empreiteiras, executivos, acionistas e ex-dirigentes da Petrobras, em caráter preventivo, para assegurar ressarcimento à estatal.
Fonte: TCU bloqueia até R$ 7,5 bilhões na Lava Jato — Tribuna PR, 02/10/2017 · corpo da reportagem, 02/10/2017 · abrir original ↗
Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.
Fonte: Lava Jato já devolveu R$ 4 bi e impôs penas que somam 2.249 anos de prisão — Jornal de Brasília (Estadão Conteúdo), 02/12/2019 · corpo da reportagem (Estadão Conteúdo, 02/12/2019) · abrir original ↗
DOJ (27/09/2018): Petrobras concordou em pagar US$ 853,2 milhões, por acordo de não persecução, para resolver investigação do FCPA; os Estados Unidos creditarão valores pagos à SEC e ao Brasil, com DOJ e SEC recebendo 10% (US$ 85,32 milhões cada) e o Brasil 80% (US$ 682,56 milhões). Houve desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença.
Fonte: Petrobras Agrees to Pay More Than $850 Million for FCPA Violations (comunicado do Departamento de Justiça dos EUA) — U.S. Department of Justice, 27/09/2018 · páginas 1-2 do comunicado · abrir original ↗
Em 03/01/2018 a Petrobras anunciou acordo em princípio para pagar US$ 2,95 bilhões (duas parcelas de US$ 983 milhões e uma final de US$ 984 milhões) para encerrar a class action nos EUA; valor total reconhecido no 4T2017; sem admissão de irregularidade.
Fonte: Petrobras — Prospectus Supplement (424B2), seção Recent Developments, p. S-15 — Petrobras (SEC), jan. 2018 · p. S-15, "Recent Developments" · abrir original ↗

