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LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Empresas e instituições

Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras

Sociedade de economia mista controlada pela União, com ações negociadas na B3 e na Bolsa de Nova York. Foi a principal empresa lesada pelo esquema investigado na Lava Jato e, ao mesmo tempo, pagou acordos e indenizações a investidores no exterior.

Valores no painel

  • R$ 6,19 bilhões — Baixa contábil de valores pagos a mais e capitalizados indevidamente (Petrobras) (Pagamentos indevidos, 30/09/2014)
  • R$ 44,64 bilhões — Perdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) em 2014 (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
  • R$ 21,59 bilhões — Prejuízo líquido atribuível aos acionistas da Petrobras em 2014 (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
  • R$ 172,2 bilhões — Redução de investimentos estimada pelo DIEESE (Petrobras e construção civil) (Impacto estimado, 31/12/2017)
  • R$ 104,3 bilhões — Parte da Petrobras na redução de investimentos (DIEESE) (Impacto estimado, 31/12/2017)
  • R$ 67,89 bilhões — Parte da construção civil na redução de investimentos (DIEESE) (Impacto estimado, 31/12/2017)
  • R$ 143,0 bilhões — GO Associados: impacto direto e indireto na atividade econômica em 2015 (cerca de 2,5% do PIB) (Impacto estimado, 12/08/2015)
  • R$ 87,00 bilhões — GO Associados com FGV: perda na economia em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015) (Impacto estimado, abr. 2015)
  • 1.000.000 ocupações — GO Associados com FGV: vagas cortadas em cenário de queda de 20% nos investimentos da Petrobras (abril de 2015) (Impacto estimado, abr. 2015)
  • US$ 30,00 bilhões — SPE/MF: efeito total da redução de 33% do investimento da Petrobras em 2015 (cerca de 1,7% do PIB) (Impacto estimado, 21/10/2015)
  • R$ 30,98 bilhões — Impairment de refinarias domésticas (RNEST 2ª unidade e Comperj), 4T14 (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
  • R$ 42,00 bilhões — Estimativa máxima de pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas — laudo da Polícia Federal (hipótese de 20%) (Apontado em investigação, 26/10/2015)
  • R$ 6,42 bilhões — Estimativa mínima de pagamentos indevidos — laudo da Polícia Federal (hipótese de 3%) (Apontado em investigação, 26/10/2015)
  • R$ 2,10 bilhões — Desvios na Petrobras apontados pelo MPF (RNEST, contratos superfaturados) (Apontado em investigação, jan. 2015)
  • R$ 2,10 bilhões — Dano ao erário apontado pelo TCU em tomada de contas especial (Acórdão 2109/2016) (Apontado em investigação, 17/08/2016)
  • R$ 29,00 bilhões — Estimativa do TCU de dano por superfaturamento nos contratos da Petrobras investigados (reportagem) (Apontado em investigação, 06/02/2018)
  • R$ 200,0 milhões — Bens bloqueados por ordem judicial, segundo balanço do MPF (Bloqueado, jan. 2015)
  • R$ 400,0 milhões — Indisponibilidade de bens de 18 réus em ação de improbidade (Torre Pituba) (Bloqueado, 02/04/2020)
  • R$ 7,57 bilhões — Total acumulado de indisponibilidades de bens determinadas pelo TCU (empreiteiras, executivos e ex-dirigentes da Petrobras), levantamento de 02/10/2017 (Bloqueado, 02/10/2017)
  • R$ 14,30 bilhões — Valores previstos em acordos (leniência, colaboração, TAC e renúncias) — força-tarefa de Curitiba (Previsto em acordos, out. 2019)
  • US$ 853,2 milhões — Penalidade criminal total do acordo da Petrobras com o DOJ (inclui créditos de SEC e Brasil) (Pago pela Petrobras, 27/09/2018)
  • US$ 682,6 milhões — Parcela de 80% do acordo com o DOJ destinada ao Brasil (acordo da Petrobras com o MPF) (Pago pela Petrobras, 27/09/2018)
  • US$ 2,95 bilhões — Acordo da Petrobras na class action de investidores nos Estados Unidos (Pago pela Petrobras, 03/01/2018)
  • R$ 6,17 bilhões — Recursos recuperados pela Petrobras da Lava Jato — comunicado de 28/12/2021 (acumulado) (Devolvido, 28/12/2021)
  • R$ 6,22 bilhões — Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (Devolvido, 31/12/2021)
  • US$ 1,52 bilhões — Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2021 (em US$) (Devolvido, 31/12/2021)
  • R$ 6,70 bilhões — Total acumulado recuperado pela Petrobras — comunicado de 01/11/2022 (Devolvido, 01/11/2022)
  • R$ 7,28 bilhões — Total recuperado da Lava Jato reconhecido pela Petrobras até 31/12/2023 (Devolvido, 31/12/2023)
  • US$ 60,0 milhões — Valor reconhecido pela Petrobras em 2024 por acordos de leniência e colaboração (fluxo do ano) (Devolvido, 31/12/2024)
  • R$ 4,07 bilhões — Valores devolvidos segundo o balanço da Lava Jato de Curitiba (inclui R$ 570 mi destinados a reduzir pedágios; só R$ 3,02 bi foram à Petrobras) (Devolvido, out. 2019)
  • R$ 3,02 bilhões — Parcela dos valores restituídos que foi destinada à Petrobras (Lava Jato de Curitiba) (Devolvido, out. 2019)
  • R$ 450,0 milhões — Valores recuperados — balanço do MPF de janeiro/2015 (Devolvido, jan. 2015)
  • US$ 1,24 bilhões — Baixa pelo cancelamento das refinarias Premium I e II (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
  • R$ 2,83 bilhões — Baixa de custos capitalizados das refinarias Premium I e II (Contábil Petrobras, 31/12/2014)
  • US$ 79,0 milhões — Débito imputado pelo TCU a Gabrielli e Cerveró (Carta de Intenções de Pasadena), solidário (Apontado em investigação, 30/08/2017)

Na linha do tempo

Vínculos documentados

  • Paulo Roberto Costa dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor de Abastecimento (Chief Downstream Officer) da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
    Fontes (1)

    A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.

    Documento oficialComprovado em documento
  • Renato Duque dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor de Serviços (Chief Services Officer) da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
    Fontes (1)

    A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.

    Documento oficialComprovado em documento
  • Nestor Cerveró dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor Internacional (Chief International Officer) da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
    Fontes (1)

    A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.

    Documento oficialComprovado em documento
  • Pedro Barusco trabalhou para Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Gerente executivo da área de Serviços da Petrobras segundo o 20-F de 2014.
    Fontes (1)

    A Petrobras registrou que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento) foi preso em março de 2014 e depois denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que Renato Duque (ex-diretor de Serviços), Nestor Cerveró (ex-diretor Internacional) e Pedro Barusco (ex-gerente executivo de Serviços) foram ou deveriam ser denunciados.

    Documento oficialComprovado em documento
  • Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras relação com Odebrecht (hoje Novonor): Bloqueio cautelar do grupo (e de outros 22) para contratações e licitações a partir de 29/12/2014, com base em depoimentos; não é condenação. Termo de compromisso de integridade em 06/07/2018, segundo reportagem.
    Fontes (2)

    Em 29/12/2014 a Diretoria Executiva da Petrobras criou comissões de análise de sanção (CAASE) e determinou o bloqueio cautelar de empresas de 23 grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e dos delatores da Toyo Setal e Setal, a que a empresa teve acesso em 03/12/2014.

    Documento oficialComprovado em documento

    O eixos informou que em 06/07/2018 a Petrobras aprovou termo de compromisso de integridade com a Odebrecht, que permitiria a saída do bloqueio cautelar da Odebrecht Engenharia e Construção (sujeita a reavaliação após cumprir melhorias) e da Ocyan (com reavaliação do grau de risco na assinatura).

    ReportagemFonte única
  • Gabriela Hardt relação com Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Hardt homologou em 2019, como substituta na 13ª Vara, o acordo entre Petrobras e MPF-PR; o CNJ a puniu com disponibilidade de dois anos em 04/08/2026.
    Fontes (1)

    Em 04/08/2026 o plenário do CNJ aplicou a Gabriela Hardt, por maioria, pena de disponibilidade por dois anos (vencimentos proporcionais, segundo a Agência Brasil; a juíza continua recebendo salário, segundo o Congresso em Foco) em PAD relatado por Rodrigo Badaró, por ter homologado em 2019, como substituta na 13ª Vara, acordo entre Petrobras e MPF que destinava R$ 2 bilhões (segundo a Agência Brasil) ou R$ 2,5 bilhões (segundo o Congresso em Foco) a fundação privada gerida por procuradores; o relator apontou 'captura institucional', sem corrupção ou enriquecimento; a reportagem registra homologação em menos de 48 horas sem ouvir a União. O valor do acordo com o DOJ foi de US$ 682,5 milhões, segundo o STF.

    Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes
  • Paulo Roberto Costa dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor de Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012 (datas segundo o verbete; documento da Petrobras em f03).
    Fontes (1)

    Paulo Roberto Costa ingressou na Petrobras em 01/02/1977, foi diretor da Gaspetro (1997–2000) e diretor de Abastecimento (2004–2012), indicado, segundo o verbete, pelo deputado José Janene (PP).

    ReportagemFonte única
  • Jorge Zelada dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Diretor da área Internacional da Petrobras de 2008 a 2012.
    Fontes (1)

    Jorge Zelada foi diretor da área Internacional da Petrobras de 2008 a 2012, sucessor de Nestor Cerveró; foi preso em 02/07/2015 (15ª fase, Conexão Mônaco); condenado em 12/01/2016 a 4 anos (Justiça do RJ, fraude em licitação) e em 01/02/2016 a 12 anos e 2 meses (Justiça Federal do Paraná; título de referência atribui a Moro).

    Decisão judicial ou administrativaFonte única
  • Graça Foster dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Presidente da Petrobras de 13/02/2012 a 04/02/2015, quando renunciou com cinco diretores.
    Fontes (1)

    Graça Foster foi presidente da Petrobras de 13/02/2012 a 04/02/2015 (renunciou, com cinco diretores), diretora de Gás e Energia desde setembro de 2007 e presidente da Petrobras Distribuidora em 2006–2007; em dezembro de 2014 barrou 23 empreiteiras ligadas à investigação de contratar com a Petrobras. Não há processo contra ela no trecho lido.

    ReportagemFonte única
  • Sérgio Gabrielli dirigiu Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Presidente da Petrobras de 22/07/2005 a 13/02/2012 (diretor financeiro de 2003 a 2005).
    Fontes (1)

    José Sergio Gabrielli foi diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras de 01/02/2003 a 21/07/2005, presidente da Petrobras de 22/07/2005 a 13/02/2012 e secretário de Planejamento da Bahia de 09/03/2012 a 01/01/2015.

    ReportagemFonte única
  • Nestor Cerveró trabalhou para Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Funcionário da Petrobras desde 1975; diretor Internacional até 2008.
    Fontes (1)

    Nestor Cerveró foi funcionário da Petrobras desde 1975, diretor Internacional (saiu após 2008) e depois diretor financeiro e de serviços da BR Distribuidora (data de saída não informada).

    ReportagemFonte única
  • Pedro Barusco trabalhou para Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras: Gerente executivo de Engenharia da Petrobras, ligado à Diretoria de Serviços.
    Fontes (1)

    Pedro Barusco foi gerente executivo de Engenharia da Petrobras, ligado ao diretor Renato Duque; em maio de 2015 Janot entregou à Petrobras R$ 157 milhões desviados por ele (R$ 182 milhões recuperados no total segundo o verbete); em setembro de 2015 foi condenado a 18 anos e 4 meses em regime aberto diferenciado, com tornozeleira.

    ReportagemFonte única
  • Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras relação com Braskem S.A.: Petrobras figura como acionista da Braskem (36,15% no verbete consultado); participação societária.
    Fontes (1)

    A Braskem é petroquímica listada na B3 e NYSE; seus acionistas listados no verbete são Novonor (38,32%) e Petrobras (36,15%); firmou acordo de leniência em 2016 com autoridades do Brasil, EUA e Suíça ligado à Lava Jato.

    ReportagemFonte única

Evidências

O DIEESE estima uma redução de R$ 172.214,52 milhões (nominais) nos investimentos previstos de 2014 a 2017: R$ 104.321,71 milhões da Petrobras e R$ 67.892,81 milhões da construção civil.

Estimativa de estudoEstimativa

Por ano, a redução estimada é de R$ 9.482,41 milhões em 2014, R$ 41.834,77 milhões em 2015, R$ 56.942,63 milhões em 2016 e R$ 63.954,71 milhões em 2017. Petrobras: R$ 25.997,49 milhões (2015), R$ 35.656,07 milhões (2016) e R$ 42.668,15 milhões (2017). Construção civil: R$ 9.482,41 milhões (2014), R$ 15.837,28 milhões (2015), R$ 21.286,56 milhões (2016) e R$ 21.286,56 milhões (2017).

Estimativa de estudoEstimativa

A parte da Petrobras é a diferença entre o investimento realizado e um investimento projetado para 2015–2017 por regressão linear múltipla, em que o investimento depende da receita líquida, do preço do petróleo Brent e do lucro líquido da empresa (dados trimestrais anualizados, em US$ milhões). O slide chama a diferença de investimentos cancelados 'em decorrência da forma como a Lava Jato foi realizada, sem preservar a estrutura produtiva e de serviços'.

Estimativa de estudoEstimativa

A Petrobras baixou R$ 6.194 milhões de custos capitalizados no ativo imobilizado, reconhecidos no 3º trimestre de 2014, como estimativa dos valores pagos a mais no esquema descoberto pela Lava Jato.

Documento oficialComprovado em documento

Método da baixa: a Petrobras identificou os contratos firmados de 2004 a abril de 2012 com 27 empresas apontadas nos depoimentos (R$ 199.610 milhões), aplicou 3% (R$ 5.988 milhões), somou R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel, descontou R$ 346 milhões de reversão de depreciação e acrescentou R$ 402 milhões de créditos tributários baixados: total de R$ 6.194 milhões.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras afirmou que a metodologia produz a melhor estimativa e que o valor representa o limite superior da faixa de estimativas razoáveis.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras registrou em 2014 prejuízo atribuível aos acionistas de R$ 21.587 milhões, resultado principalmente das perdas por impairment (redução ao valor recuperável) de R$ 44.636 milhões no ano.

Documento oficialComprovado em documento

Do impairment de R$ 44.345 milhões antes de impostos no 4º trimestre de 2014, R$ 30.976 milhões foram em refinarias (segundo trem da RNEST e Comperj), R$ 10.002 milhões em exploração e produção, atribuídos à queda do preço do petróleo, e R$ 2.978 milhões em petroquímica, por demanda e margens menores.

Documento oficialComprovado em documento

Para as refinarias, a Petrobras atribuiu o adiamento da RNEST e do Comperj às medidas de preservação de caixa e às implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e atribuiu as perdas principalmente a deficiências de planejamento dos projetos, à taxa de desconto mais alta, ao atraso das entradas de caixa e à projeção de crescimento menor.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras testou usar a diferença entre valor justo e valor contábil dos ativos como medida dos pagamentos indevidos e desistiu: concluiu que essa diferença era muito maior do que qualquer estimativa razoável de propina e vinha sobretudo de outras causas, como câmbio, taxa de desconto, preços, conteúdo local e deficiências de planejamento.

Documento oficialComprovado em documento

Na seção de liquidez, a Petrobras informou que, sem acesso ao mercado de capitais e com receita esperada menor pela queda do petróleo e pela desvalorização do real, decidiu adiar projetos afetados por insolvência de empreiteiras ou falta de fornecedores qualificados, 'principalmente em decorrência' da Lava Jato.

Documento oficialComprovado em documento

Em abril de 2015, a Petrobras declarou que ainda não havia recuperado valores e que eventuais recuperações seriam registradas como receita quando recebidas.

Documento oficialComprovado em documento

A GO Associados estimou, em agosto de 2015, impacto direto e indireto de cerca de R$ 143 bilhões (aproximadamente 2,5% do PIB) sobre a atividade econômica de 2015, num cenário de recuo de 37% nos investimentos da Petrobras (plano 2015–2019) e de 30% nos desembolsos das empreiteiras investigadas.

Documento descrito em reportagemEstimativa

Em abril de 2015, a GO Associados, junto com a FGV, havia estimado perda de R$ 87 bilhões na economia e corte de cerca de 1 milhão de vagas, com base numa queda de 20% nos investimentos da Petrobras.

Documento descrito em reportagemEstimativa

A Tendências Consultoria estimou, em dezembro de 2015, que a Lava Jato subtraía cerca de 2,5 pontos percentuais do PIB de 2015; sem seus efeitos, a queda seria de aproximadamente 0,7% a 1,3%, segundo a economista Alessandra Ribeiro, e não de 3,2% (projeção da consultoria na ocasião).

Documento descrito em reportagemEstimativa

A SPE/MF estimou (21/10/2015) que o investimento da Petrobras equivale a cerca de 1,8% do PIB; a redução de 33% em 2015 (de US$ 37,1 bi para US$ 25 bi) tiraria 0,6 ponto do PIB diretamente e, com multiplicador de 2,5 (efeito direto, indireto e renda, matriz insumo-produto citada da FGV), cerca de US$ 30 bilhões ou 1,7% do PIB.

Estimativa de estudoEstimativa

O documento da SPE/MF diz que a mudança nos preços das matérias-primas, inclusive o petróleo, é um dos principais fatores de impacto sobre o crescimento desde 2014, 'especialmente em 2015', e que, na cadeia de óleo e gás, 'outros fatores, de natureza não econômica' também tiveram papel preponderante no comportamento da principal empresa do setor.

Documento oficialComprovado em documento

O capítulo 2 do livro do Wilson Center (2020) descreve que a força-tarefa concluiu que dois diretores da Petrobras e o tesoureiro do PT combinaram propina equivalente a 0,9% dos contratos intermediados pela Sete Brasil, com preços 11% a 24% acima de licitações semelhantes, e que a Sete Brasil reconheceu oficialmente propinas de US$ 224 milhões; o orçamento das sondas era estimado entre US$ 22 e 25 bilhões.

AcusaçãoAlegação

O mesmo capítulo afirma que a corrupção em Petrobras e fornecedores, agravada pela queda do petróleo em 2015, levou a Sete Brasil a pedir recuperação judicial no final de abril de 2016, com dívida estimada em cerca de US$ 5 bilhões, dois terços com o governo federal por bancos e fundos públicos (Banco do Brasil US$ 1 bi; Fundo de Garantia da Construção Naval US$ 1,3 bi; FI-FGTS US$ 0,7 bi; Caixa US$ 0,5 bi); em abril de 2016, o grau de conclusão dos contratos variava de 4,78% a 89,96% por sonda (Tabela 7).

Estimativa de estudoFonte única

Os autores do capítulo 2 escrevem que sem as baixas de ativos (impairments) a Petrobras não teria tido resultado negativo entre 2014 e 2018, que as razões declaradas pela empresa para as baixas na área de E&P (queda do petróleo, câmbio, taxa de desconto, ociosidade de sondas, incertezas na construção de navios, desmobilização de plataformas) são adequadas, e que nunca se saberá quanto das baixas é atribuível a corrupção, a más decisões de gestão ou a condições de mercado.

Estimativa de estudoFonte única

Estadão Conteúdo (10/08/2016) registrou, com dados do Sinaval, queda de mais de 82 mil empregados no fim de 2014 para 43 mil em junho de 2016 (perda de cerca de 38 mil), e atribuiu a crise não só ao escândalo detalhado pela Lava Jato mas também à conjuntura internacional: queda do petróleo, demanda mundial menor e ociosidade global (utilização da capacidade dos estaleiros caiu de 85% em 2008 para 56% em 2014, dados da OCDE); registrou também o cancelamento pela Transpetro de uma encomenda de 17 navios e sinais de que a Petrobras poderia cancelar os dois últimos cascos no Rio Grande.

ReportagemVárias fontes independentes

Na reportagem do Brasil de Fato, o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli disse que a redução dos investimentos da estatal atingiu a indústria offshore e a Lava Jato afetou a cadeia de fornecedores e criou problemas de crédito aos estaleiros; o professor Armando Boito (Unicamp) afirmou que a operação dificultou acordos de leniência ao punir diretores de modo que prejudicou as empresas; a matéria registra que o barril caiu de US$ 80–100 até meados de 2012 para US$ 25–32 em 2016.

DeclaraçãoFonte única

Em 20/12/2019, a Petrobras aprovou os termos finais de acordo com a Sete Brasil: contratos de afretamento e operação de 4 sondas mantidos por 10 anos a US$ 299 mil por dia, e encerrados os contratos das outras 24 (a Sete Brasil deveria construir 28 sondas para o pré-sal); a Petrobras sairia da estrutura societária do grupo.

ReportagemFonte única

Segundo o Movimento Econômico (28/02/2024), a Sete Brasil devia cerca de R$ 17 bilhões a estaleiros brasileiros, à Petrobras e ao Fundo de Garantia para a Construção Naval; em 2019 a CGU registrou passivos de R$ 17,4 bilhões com pequena probabilidade de recuperação; a Petrobras reconheceu perda de R$ 5,6 bilhões em 2016; o FGCN aportou R$ 6,3 bilhões e o FI-FGTS R$ 2,5 bilhões; Atlântico Sul, Enseada e Rio Grande suspenderam contratos após o fim dos pagamentos.

Documento descrito em reportagemFonte única

A Galvão Engenharia e a Galvão Participações pediram recuperação judicial em 25/03/2015, na Justiça do Rio de Janeiro; a reportagem não informa o valor total da dívida; a empresa citava como causas a suspensão de pagamentos da Petrobras em 2014, o rebaixamento de classificação de risco e o fim do crédito após as prisões de executivos de construtoras em novembro de 2014, a falta de ponte do BNDES para a BR-153, e informou ter fechado a divisão de engenharia industrial e cortado cerca de 9 mil empregos em 2015.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 28/11/2018 o InfoMoney noticiou que a Constellation, empresa de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão (família com 74%), preparava pedido de recuperação judicial com dívida de US$ 1,7 bilhão, atribuindo a perda de caixa às investigações da Lava Jato e à queda do petróleo, que levaram a Petrobras a cortar gastos com a renovação de arrendamentos de plataformas; sete de suas oito plataformas ficariam ociosas.

ReportagemFonte única

Paula e Moura (2019) apontam que o investimento da Petrobras caiu de cerca de US$ 48,8 bilhões em 2013 para US$ 15,1 bilhões em 2017 (de 1,97% para 0,73% do PIB) e que o emprego formal no Sistema Petrobras foi de 86.108 para 68.829 entre 2013 e 2016, e o de terceirizados de 360.180 para 117.555, 'perda de quase 260 mil postos'.

ReportagemFonte única

A Petrobras baixou R$ 6,194 bilhões de custos capitalizados que, segundo a empresa, representavam sobrepagamentos a fornecedores por esquema de pagamentos revelado pela Lava Jato; reconhecido no 3T14.

Documento oficialComprovado em documento

Metodologia: contratos com as empresas citadas em depoimentos, celebrados entre 2004 e abril/2012 (R$ 199,610 bilhões); aplicou-se 3% indicado nos depoimentos (R$ 5,988 bilhões), mais R$ 150 milhões de pagamentos fora do cartel (R$ 6,138 bilhões), menos R$ 346 milhões de reversão de depreciação e mais R$ 402 milhões de baixa de créditos tributários, chegando a R$ 6,194 bilhões.

Documento oficialComprovado em documento

A Petrobras registrou R$ 44,636 bilhões em perdas por redução ao valor recuperável (impairment) em 2014 e atribuiu o prejuízo líquido de R$ 21,587 bilhões a essas perdas.

Documento oficialComprovado em documento

No 4T14, R$ 30,976 bilhões (R$ 30.976 milhões no original) do impairment (antes de tributos) referiram-se a refinarias domésticas, após testar individualmente a segunda unidade da RNEST e o Comperj; a Petrobras atribuiu a perda ao adiamento prolongado dos projetos, decorrente de medidas de preservação de caixa e das implicações da Lava Jato para seus fornecedores, e a deficiências de planejamento dos projetos, taxa de desconto maior e atraso de entradas de caixa.

Documento oficialComprovado em documento

Laudo pericial da PF (concluído em 26/10/2015, anexado ao inquérito sobre a Odebrecht) estimou que pagamentos indevidos da Petrobras a 27 empresas, em 2004–2014, podem chegar a R$ 42 bilhões, sobre base de R$ 215,67 bilhões em pagamentos, com faixa de 3% (mínimo) a 20% (máximo "conservadoramente considerado").

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Balanço do MPF divulgado em janeiro/2015: investigados desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras, em contratos superfaturados da RNEST (2009–2014); R$ 450 milhões recuperados e R$ 200 milhões em bens bloqueados; 12 delações; 150 pessoas e 232 empresas investigadas.

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Em 17/08/2016 o TCU (Acórdão 2109/2016-Plenário, processo 000.168/2016-5) decretou cautelarmente a indisponibilidade de bens de responsáveis, inclusive empresas (OAS e Grupo Odebrecht), e informou dano ao erário de R$ 2,1 bilhões "até agora", podendo ser maior se analisados os aditivos.

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Segundo a Folhapress (06/02/2018), o TCU estima que o prejuízo por superfaturamento nos contratos investigados pela Lava Jato passa de R$ 29 bilhões só na Petrobras; metodologia ainda podia mudar e empreiteiras resistiam a reconhecer o dano.

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Em ação de improbidade (Torre Pituba), foi decretada a indisponibilidade de bens de 18 réus, "mais de R$ 400 milhões", e mais de R$ 18 milhões do PT (preservado o fundo partidário); o bloqueio vale até que o total seja localizado.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

O TCU determinou a indisponibilidade de R$ 7,57 bilhões de 13 empreiteiras, executivos, acionistas e ex-dirigentes da Petrobras, em caráter preventivo, para assegurar ressarcimento à estatal.

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Balanço da força-tarefa de Curitiba (out/2019): R$ 14,3 bilhões previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias; R$ 4.069.514.758,69 devolvidos, valor que inclui R$ 570 milhões destinados a reduzir pedágios no Paraná (R$ 220 mi Ecorodovias e R$ 350 mi Rodonorte), R$ 3.023.990.764,92 à Petrobras, R$ 416.523.412,77 à União e R$ 59 milhões à 11ª Vara de Goiás (a soma dos componentes difere do total em R$ 581); pedido de ressarcimento de R$ 18,3 bi em 10 ações de improbidade.

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DOJ (27/09/2018): Petrobras concordou em pagar US$ 853,2 milhões, por acordo de não persecução, para resolver investigação do FCPA; os Estados Unidos creditarão valores pagos à SEC e ao Brasil, com DOJ e SEC recebendo 10% (US$ 85,32 milhões cada) e o Brasil 80% (US$ 682,56 milhões). Houve desconto de 25% sobre o piso da faixa das diretrizes de sentença.

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Em 03/01/2018 a Petrobras anunciou acordo em princípio para pagar US$ 2,95 bilhões (duas parcelas de US$ 983 milhões e uma final de US$ 984 milhões) para encerrar a class action nos EUA; valor total reconhecido no 4T2017; sem admissão de irregularidade.

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