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Pessoas · Políticos

Jair Bolsonaro, então presidente da República, em pronunciamento no Palácio do Planalto (abril de 2019); recorte vertical da foto da Presidência
Foto: Isac Nóbrega/PR · CC BY 2.0

Jair Bolsonaro

Jair Messias Bolsonaro

Presidente da República no período em que Moro foi ministro e até 2022. Investigado no Inquérito 4831 por fatos relatados por Moro; nega interferência na PF.

Estar neste acervo não significa ter cometido irregularidade. Situação processual: ver cada processo e episódio, com data.

Cargos e papéis

Processos

Episódios

Declarações (20)

O que faltou para ele [Moro] foi um pouco mais de vivência política quando veio trabalhar conosco. Passado é passado. A história se faz de várias maneiras. Coerência, reconhecimento, humildade e gratidão

Jair Bolsonaro · 5 de outubro de 2022 · Entrevista coletiva · Declaração a jornalistas em 5/10/2022, citada pelo Correio Braziliense

Contexto, original e fontes →
Foi um conversa bastante amistosa. Apaga-se no passado cqualquer divergência. Sergio Moro teve atuação importante na Lava-Jato e, como senador, dará apoio importante, assim como Dallagnol declarou apoio a mim na eleição. Tenho certeza que será um grande senador. Está […]

Jair Bolsonaro · 4 de outubro de 2022 · Entrevista coletiva · Coletiva com o governador Cláudio Castro (Palácio do Planalto)

Contexto, original e fontes →
Vocês gostaram do discurso lido pelo cara ontem? O cara leu… Eu assisti porque foi meu ministro, né? Li o discurso, tinham 2 teleprompter lá. Não aprendeu nada, não aprendeu nada. Ficou 1 ano e 4 meses ali, não sabe o que é ser presidente nem ser ministro

Jair Bolsonaro · 11 de novembro de 2021 · Entrevista coletiva · Conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada

Contexto, original e fontes →
Que sugeriu a mudança porque o Estado do Rio de Janeiro é muito complicado e entendia que necessitava de um dirigente da Polícia Federal local com maior liberdade de trabalho

Jair Bolsonaro · 3 de novembro de 2021 · Depoimento · Depoimento à Polícia Federal no Palácio do Planalto, Inq 4831, citado pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
Que, portanto, quando disse que queria trocar gente no Rio, referia-se a sua segurança pessoal e da sua família

Jair Bolsonaro · 3 de novembro de 2021 · Depoimento · Depoimento à Polícia Federal no Palácio do Planalto, Inq 4831, citado pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
Que ao indicar o DPF (Delegado de Polícia Federal) Ramagem ao ex-ministro Sérgio Moro, este teria concordado com o presidente desde que ocorresse após a indicação do ex-Ministro da Justiça à vaga no Supremo Tribunal Federal

Jair Bolsonaro · 3 de novembro de 2021 · Depoimento · Depoimento à Polícia Federal no Palácio do Planalto, Inq 4831, citado pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
Não são verdadeiras as insinuações de que eu desejaria saber sobre investigações em andamento. Nos quase 16 meses em que esteve à frente do MJSP o senhor Sergio Moro sabe que jamais lhe procurei para interferir nas investigações que estavam sendo realizadas.

Jair Bolsonaro · 24 de abril de 2020 · Pronunciamento · Pronunciamento no Palácio do Planalto, transcrito pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
Nunca pedi para blindar ninguém da minha família. Jamais faria isso.

Jair Bolsonaro · 24 de abril de 2020 · Pronunciamento · Pronunciamento no Palácio do Planalto, transcrito pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
E mais: já que ele falou em algumas particularidades, mais de uma vez, o senhor Sergio Moro falou para mim: você pode trocar o Valeixo, sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o Supremo Tribunal Federal. Me desculpa, mas não é por aí.

Jair Bolsonaro · 24 de abril de 2020 · Pronunciamento · Pronunciamento no Palácio do Planalto, transcrito pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
À noite, eu e o Dr. Valeixo conversamos por telefone e ele concordou com a exoneração a pedido. Desculpe, senhor ministro, o senhor não vai me chamar de mentiroso.

Jair Bolsonaro · 24 de abril de 2020 · Pronunciamento · Pronunciamento no Palácio do Planalto, transcrito pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
E o dia que eu tiver que me submeter a qualquer subordinado meu, eu deixo de ser presidente da República.

Jair Bolsonaro · 24 de abril de 2020 · Pronunciamento · Pronunciamento no Palácio do Planalto, transcrito pelo Poder360

Contexto, original e fontes →
Acertamos, como fiz com todos os ministros: vai ter autonomia no seu ministério. Autonomia não é sinal de soberania. A todos os ministros, e a ele também, falei do meu poder de veto. Os cargos chaves teriam que passar pelas minhas mãos e eu daria o sinal verde ou não.

Jair Bolsonaro · 24 de abril de 2020 · Pronunciamento · Pronunciamento no Palácio do Planalto

Contexto, original e fontes →

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Comparações

Vínculos documentados

  • Jair Bolsonaro nomeou Sergio Moro: Convidou e nomeou Moro ministro da Justiça e da Segurança Pública (aceite em 1º/11/2018; posse em janeiro de 2019, data a confirmar).
    Fontes (1)

    Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

    DeclaraçãoFonte única
  • Sergio Moro foi subordinado a Jair Bolsonaro: Ministro de Estado subordinado ao presidente da República; a PF era vinculada ao ministério.
    Fontes (1)

    Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

    DeclaraçãoFonte única
  • Sergio Moro acusou publicamente Jair Bolsonaro: Acusou Bolsonaro, ao se demitir em 24/4/2020 e em depoimento de 2/5/2020, de tentar interferir politicamente na PF. Acusação atribuída a Moro; Bolsonaro nega; a PF não encontrou interferência em 2022 e em 2026, e o inquérito segue aberto.
    Fontes (4)

    Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

    AcusaçãoAlegação

    O depoimento de Moro, liberado por Celso de Mello em 4/5/2020 e divulgado em 5/5, relata que Bolsonaro cobrou em 22/04/2020 a troca da superintendência do Rio e do diretor-geral, disse que precisava de pessoas de confiança para obter relatórios de inteligência e que 'trocaria o diretor-geral e o próprio ministro'; Moro disse que a pressão retornou em janeiro de 2020 com o nome de Ramagem.

    Documento descrito em reportagemFonte única

    Em março de 2022 a PF concluiu que Bolsonaro não interferiu na corporação e defendeu o arquivamento; o relatório afirma que 18 pessoas foram ouvidas e que nenhuma prova consistente foi encontrada.

    Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes

    Segundo a Gazeta do Povo (12/04/2026), a PF entregou a Moraes em 2/4/2026 novo relatório que, segundo a matéria, analisou os Inq 4781 (fake news) e 4828 (atos antidemocráticos) e conclui, pela segunda vez, que Bolsonaro não interferiu em investigações que atingiam familiares e aliados; Moraes manteve o inquérito aberto e enviou o relatório a Gonet.

    Documento descrito em reportagemFonte única
  • Sergio Moro rompeu com Jair Bolsonaro: Pediu demissão do ministério em 24/4/2020 alegando não ter condições de preservar a autonomia da PF.
    Fontes (1)

    Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

    AcusaçãoAlegação
  • Jair Bolsonaro exonerou/demitiu Maurício Valeixo: Exonerou Valeixo da direção-geral da PF em 24/4/2020 (ato publicado como 'a pedido' e republicado sem essa justificativa). Valeixo foi indicado por Moro.
    Fontes (2)

    A exoneração de Valeixo foi publicada no Diário Oficial de 24/04/2020 como se fosse 'a pedido' e, no fim da tarde, republicada em edição extra sem essa justificativa.

    ReportagemFonte única

    Mensagem de WhatsApp de Bolsonaro a Moro em 22/04/2020, 6h26, reproduzida pelo Estado de S. Paulo a partir do celular entregue por Moro à PF, dizia que a saída de Valeixo estava decidida para aquela semana; Moro respondeu às 6h37 pedindo conversa pessoal.

    Mensagem divulgadaFonte única
  • Augusto Aras investigou Jair Bolsonaro: Pediu ao STF, em abril de 2020, a abertura do Inq 4831 para apurar os fatos noticiados por Moro; vínculo de pedido de investigação, não de imputação.
    Fontes (1)

    Em 27/04/2020, Celso de Mello autorizou a instauração do Inquérito 4831 a pedido do procurador-geral Augusto Aras, para apurar fatos noticiados por Moro; Aras citou, em tese, falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva.

    Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
  • Sergio Moro apoiou politicamente Jair Bolsonaro: Declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno de 2022 contra Lula, em 4/10/2022; depois disse que não é bolsonarista.
    Fontes (2)

    Em 4/10/2022, dois dias após ser eleito senador, Moro anunciou no Twitter apoio a Bolsonaro no segundo turno contra Lula. O Poder360 apurou que Moro e Bolsonaro se reconciliaram por telefone, via Flávio Bolsonaro, na véspera.

    DeclaraçãoVárias fontes independentes

    Em 23/5/2023, em entrevista à GloboNews, Moro disse não ser bolsonarista e que apoiou Bolsonaro no segundo turno de 2022 porque não havia alternativa.

    DeclaraçãoFonte única
  • Jair Bolsonaro nomeou Augusto Aras: Indicou Aras ao cargo de PGR em 05/09/2019 (fora da lista tríplice); aprovado pelo Senado por 68 a 10 em 25/09/2019 e reconduzido em 24/08/2021.
    Fontes (1)

    Augusto Aras ingressou no MPF em 1987, foi subprocurador-geral da República (2011) e procurador-geral da República de 26/09/2019 a 26/09/2023, indicado por Jair Bolsonaro em 05/09/2019 (fora da lista tríplice) e aprovado pelo Senado por 68 a 10 em 25/09/2019; reconduzido em 24/08/2021 (55 votos a favor).

    ReportagemFonte única

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Evidências que mencionam Jair Bolsonaro

Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

DeclaraçãoFonte única

Bolsonaro publicou no Twitter, em 1º/11/2018, que Moro aceitou o convite e que sua agenda anticorrupção e anticrime organizado seria o norte do governo.

DeclaraçãoFonte única

O Poder360 escreveu em 1º/11/2018, em texto próprio e não como citação, que o presidente eleito deu a Moro 'carta branca' para comandar a pasta. A nota de Moro não usa a expressão.

ReportagemFonte única

Moro afirmou, em 24/04/2020, que na conversa de 1º/11/2018 o presidente lhe prometeu carta branca para nomear assessores de órgãos como a PF e a PRF, e que a troca do diretor-geral sem causa violaria essa promessa.

AcusaçãoAlegação

Bolsonaro afirmou, em 24/04/2020, que acertou com Moro e com todos os ministros autonomia com poder de veto do presidente sobre cargos-chave, e que abriu mão de indicar o diretor-geral da PF porque confiava em Moro.

DeclaraçãoAlegação

Em 24/08/2019, perguntado se Moro tinha carta branca, Bolsonaro respondeu que o poder de veto é dele; a Folha de S.Paulo registrou que ele havia mudado o discurso em relação ao de quando escolheu Moro.

DeclaraçãoFonte única

Em 16/08/2019 Bolsonaro disse que colocaria o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, no comando da PF no Rio; a exoneração do superintendente Ricardo Saadi saiu no Diário Oficial em 30/08/2019, e a PF anunciou como novo superintendente o delegado Carlos Henrique Oliveira Souza, enquanto Bolsonaro defendia o nome de Alexandre Saraiva.

ReportagemVárias fontes independentes

Segundo trecho do depoimento de Saadi descrito em reportagem, Valeixo telefonou em 15/08/2019 dizendo que adiantaria a troca da superintendência do Rio e queria removê-lo para Brasília, sem revelar razões; minutos depois ele recebeu o link da fala de Bolsonaro à imprensa.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em depoimento à PF (3/11/2021), Bolsonaro confirmou que em agosto de 2019 sugeriu a Moro trocar o comando da PF no Rio e disse que o fez porque o Estado é muito complicado e ele entendia que o superintendente precisava de mais liberdade; negou intenção de obter informações privilegiadas.

Documento descrito em reportagemFonte única

A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.

AcusaçãoAlegação

No depoimento à PF de 2/5/2020, segundo a reportagem, Moro foi questionado se via relação entre as trocas pedidas por Bolsonaro e operações contra pessoas próximas ao presidente e respondeu que desconhecia relação e não tinha acesso às investigações em curso.

Documento descrito em reportagemFonte única

Mensagem de WhatsApp de Bolsonaro a Moro em 22/04/2020, 6h26, reproduzida pelo Estado de S. Paulo a partir do celular entregue por Moro à PF, dizia que a saída de Valeixo estava decidida para aquela semana; Moro respondeu às 6h37 pedindo conversa pessoal.

Mensagem divulgadaFonte única

A exoneração de Valeixo foi publicada no Diário Oficial de 24/04/2020 como se fosse 'a pedido' e, no fim da tarde, republicada em edição extra sem essa justificativa.

ReportagemFonte única

Em 29/04/2020, no MS 37.097 (PDT), o ministro Alexandre de Moraes suspendeu o decreto que nomeava Alexandre Ramagem diretor-geral da PF, apontando viabilidade, 'em tese', de desvio de finalidade, e citou as declarações públicas de Moro e o inquérito aberto (a menção expressa às mensagens divulgadas não foi confirmada; texto da decisão não aberto).

Decisão judicial ou administrativaVárias fontes independentes

Em 27/04/2020, Celso de Mello autorizou a instauração do Inquérito 4831 a pedido do procurador-geral Augusto Aras, para apurar fatos noticiados por Moro; Aras citou, em tese, falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

AcusaçãoAlegação

No mesmo dia, em pronunciamento de cerca de 46 minutos, Bolsonaro negou ter interferido na PF, afirmou ser prerrogativa sua exonerar o diretor-geral, disse que Valeixo concordou com a saída a pedido, e que Moro teria condicionado a troca a uma indicação ao STF.

DeclaraçãoAlegação

O Jornal Nacional exibiu captura de tela, mostrada por Moro, de conversa de 22/04/2020 em que Bolsonaro enviou um link do site O Antagonista (PF 'na cola' de deputados aliados) e escreveu 'mais um motivo para a troca'; Moro respondeu que o inquérito era conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, no STF.

Mensagem divulgadaVárias fontes independentes

Moro mostrou ao Jornal Nacional conversa com a deputada Carla Zambelli em que ela pede que ele aceite Ramagem na PF e sugere que ajudaria a viabilizar uma indicação dele ao STF; ele responde que não está à venda. Zambelli, consultada, não comentou na ocasião.

Mensagem divulgadaVárias fontes independentes

Em 22/05/2020 Celso de Mello liberou o acesso a qualquer cidadão ao vídeo da reunião ministerial de 22/04/2020 e à degravação, com restrição apenas a trechos que citam dois países com relação diplomática com o Brasil.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Na reunião ministerial de 22/04/2020, Bolsonaro disse já ter tentado trocar 'gente da segurança nossa no Rio de Janeiro' e que não esperaria 'foder' a família ou amigos por não poder trocar alguém da segurança 'na ponta da linha'; a fala não cita Moro, a PF nem a superintendência pelo nome.

DeclaraçãoComprovado em documento

Em depoimento à PF (3/11/2021), segundo a reportagem, Bolsonaro disse que se referia a um pequeno núcleo do GSI responsável pela segurança dele e da família e que queria melhorar o acompanhamento de seu filho Carlos; ele não falava de superintendência da PF.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 2/5/2020 Moro depôs por cerca de oito horas na sede da PF em Curitiba, reafirmou as acusações, entregou áudios, e-mails e conversas (e o celular), e foi acompanhado por três procuradores da PGR.

ReportagemVárias fontes independentes

O depoimento de Moro, liberado por Celso de Mello em 4/5/2020 e divulgado em 5/5, relata que Bolsonaro cobrou em 22/04/2020 a troca da superintendência do Rio e do diretor-geral, disse que precisava de pessoas de confiança para obter relatórios de inteligência e que 'trocaria o diretor-geral e o próprio ministro'; Moro disse que a pressão retornou em janeiro de 2020 com o nome de Ramagem.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em entrevista ao Globo (25/04/2020), Moro disse que as entrevistas de janeiro e março de 2020 em que afirmava que Bolsonaro não interferia na PF eram verdadeiras na época, mas que as tentativas ocorreram depois de 12 de março.

DeclaraçãoFonte única

Em depoimento à PF (3/11/2021), Bolsonaro repetiu que Moro teria concordado com a nomeação de Ramagem desde que ocorresse após sua indicação ao STF, e que cobrou 'maior empenho' de Moro sobre o porteiro do caso Marielle e sobre o caso Adélio.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 20/07/2021 Alexandre de Moraes prorrogou por 90 dias o Inq 4831; o Plenário deveria retomar em 29/9 o recurso contra a decisão que negou a Bolsonaro depor por escrito.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em março de 2022 a PF concluiu que Bolsonaro não interferiu na corporação e defendeu o arquivamento; o relatório afirma que 18 pessoas foram ouvidas e que nenhuma prova consistente foi encontrada.

Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes

Em 19/09/2022 a vice-procuradora-geral Lindôra Araújo pediu ao STF o arquivamento do inquérito, por não ver novos elementos que permitissem denúncia contra Bolsonaro.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 16/10/2025 o STF informou que Moraes atendeu pedido da PGR e reabriu as investigações do Inq 4831; a PGR, que em setembro de 2022 pedira arquivamento, disse em 15/10/2025 que os autos indicam necessidade de diligências complementares.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Segundo a Gazeta do Povo (12/04/2026), a PF entregou a Moraes em 2/4/2026 novo relatório que, segundo a matéria, analisou os Inq 4781 (fake news) e 4828 (atos antidemocráticos) e conclui, pela segunda vez, que Bolsonaro não interferiu em investigações que atingiam familiares e aliados; Moraes manteve o inquérito aberto e enviou o relatório a Gonet.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em entrevista de 21/10/2019 ao Poder em Foco, o então ministro Moro disse que, se Bolsonaro fosse candidato à reeleição em 2022, teria dever de lealdade de apoiá-lo e que jamais concorreria contra ele.

DeclaraçãoFonte única

Em 4/10/2022, dois dias após ser eleito senador, Moro anunciou no Twitter apoio a Bolsonaro no segundo turno contra Lula. O Poder360 apurou que Moro e Bolsonaro se reconciliaram por telefone, via Flávio Bolsonaro, na véspera.

DeclaraçãoVárias fontes independentes

Em 4/10/2022, segundo a Folha de Pernambuco, Bolsonaro disse que as divergências com Moro estavam superadas; em 5/10/2022, segundo o Correio Braziliense, disse que 'passado é passado', que faltou a Moro 'um pouco mais de vivência política' quando trabalhou no governo e, perguntado se confiava em Moro, que isso era 'um detalhe'. A Folha PE não traz os trechos de 5/10 nem a reconciliação por telefone (registrada pelo Poder360).

DeclaraçãoVárias fontes independentes

Em 23/5/2023, em entrevista à GloboNews, Moro disse não ser bolsonarista e que apoiou Bolsonaro no segundo turno de 2022 porque não havia alternativa.

DeclaraçãoFonte única

Segundo a Revista Fórum (7/4/2026), na coletiva de 6/4/2026 em Curitiba Moro não respondeu diretamente se via risco de Flávio Bolsonaro controlar a PF; a Revista Fórum associa a pergunta à acusação que Moro fez a Jair Bolsonaro em 2020 (a acusação de Moro foi sobre obter informações e relatórios de inteligência e trocar o comando da PF; 'controlar a PF' é o enquadramento do veículo).

ReportagemFonte única

Segundo a Revista Fórum (21/10/2026), em entrevista ao Flow Podcast (data não informada) Moro disse que Bolsonaro reagiu à decisão de Dias Toffoli (julho de 2019, pedido da defesa de Flávio) sobre dados do Coaf com irritação (relato de Moro reproduzido pela Fórum, sem aspas aqui) e que associou a mudança do Coaf de pasta ao receio de Bolsonaro sobre investigações de familiares.

AcusaçãoFonte única

A Lei nº 13.964, de 24/12/2019, aperfeiçoou a legislação penal e processual penal; é a lei que resultou do projeto 'anticrime' do ministro Moro, tramitado em 2019 no Congresso.

Documento oficialComprovado em documento

A defesa de Lula sustentou que a aceitação, por Moro, do convite de Jair Bolsonaro para o Ministério da Justiça indicaria parcialidade e motivação política; Cármen Lúcia citou a condução coercitiva sem intimação prévia e a interceptação de advogados e disse que seu voto não considerava conversas divulgadas pela imprensa e ausentes dos autos.

AcusaçãoComprovado em documento

Em 1º de novembro de 2018, o juiz federal Sergio Moro divulgou nota informando que aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

ReportagemVárias fontes independentes