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Pessoas · Delegados

Maurício Leite Valeixo, então diretor-geral da PF, na sessão solene em homenagem à Polícia Federal no Plenário da Câmara (28/3/2019); sozinho no enquadramento. Salvo com sufixo -camara para não sobrescrever acervo/fotos/mauricio-valeixo.jpg, já existente
Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados · CC BY

Maurício Valeixo

Maurício Leite Valeixo

Delegado da PF; diretor-geral da PF até 24/4/2020, indicado por Moro. Sua exoneração motivou a demissão de Moro.

Estar neste acervo não significa ter cometido irregularidade. Situação processual: ver cada processo e episódio, com data.

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Evidências que mencionam Maurício Valeixo

Bolsonaro afirmou, em 24/04/2020, que acertou com Moro e com todos os ministros autonomia com poder de veto do presidente sobre cargos-chave, e que abriu mão de indicar o diretor-geral da PF porque confiava em Moro.

DeclaraçãoAlegação

Em 16/08/2019 Bolsonaro disse que colocaria o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, no comando da PF no Rio; a exoneração do superintendente Ricardo Saadi saiu no Diário Oficial em 30/08/2019, e a PF anunciou como novo superintendente o delegado Carlos Henrique Oliveira Souza, enquanto Bolsonaro defendia o nome de Alexandre Saraiva.

ReportagemVárias fontes independentes

Segundo trecho do depoimento de Saadi descrito em reportagem, Valeixo telefonou em 15/08/2019 dizendo que adiantaria a troca da superintendência do Rio e queria removê-lo para Brasília, sem revelar razões; minutos depois ele recebeu o link da fala de Bolsonaro à imprensa.

Documento descrito em reportagemFonte única

Mensagem de WhatsApp de Bolsonaro a Moro em 22/04/2020, 6h26, reproduzida pelo Estado de S. Paulo a partir do celular entregue por Moro à PF, dizia que a saída de Valeixo estava decidida para aquela semana; Moro respondeu às 6h37 pedindo conversa pessoal.

Mensagem divulgadaFonte única

A exoneração de Valeixo foi publicada no Diário Oficial de 24/04/2020 como se fosse 'a pedido' e, no fim da tarde, republicada em edição extra sem essa justificativa.

ReportagemFonte única

Em ofício à PF, a Secretaria-Geral da Presidência admitiu que o nome de Moro foi incluído no ato de exoneração de Valeixo sem a ciência dele, alegando praxe e 'descuido', não ilegalidade; o governo republicou o ato sem a assinatura.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

AcusaçãoAlegação

No mesmo dia, em pronunciamento de cerca de 46 minutos, Bolsonaro negou ter interferido na PF, afirmou ser prerrogativa sua exonerar o diretor-geral, disse que Valeixo concordou com a saída a pedido, e que Moro teria condicionado a troca a uma indicação ao STF.

DeclaraçãoAlegação

O depoimento de Moro, liberado por Celso de Mello em 4/5/2020 e divulgado em 5/5, relata que Bolsonaro cobrou em 22/04/2020 a troca da superintendência do Rio e do diretor-geral, disse que precisava de pessoas de confiança para obter relatórios de inteligência e que 'trocaria o diretor-geral e o próprio ministro'; Moro disse que a pressão retornou em janeiro de 2020 com o nome de Ramagem.

Documento descrito em reportagemFonte única

Em 24 de abril de 2020, Sergio Moro anunciou a saída do Ministério da Justiça em pronunciamento de cerca de 40 minutos, atribuindo-a à insistência do presidente em trocar o comando da Polícia Federal; Bolsonaro respondeu no mesmo dia, em fala de 46 minutos.

ReportagemVárias fontes independentes