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Fichas de episódios

Troca do superintendente da PF no Rio de Janeiro (agosto de 2019)

Jair Bolsonaro · Sergio Moro · Ricardo Saadi · Maurício Valeixo

Em 15 e 16/8/2019 Bolsonaro anunciou que trocaria o comando da PF no Rio e disse que o nome seria o do superintendente do Amazonas; a PF respondeu que a mudança já estava planejada. A exoneração de Ricardo Saadi saiu em 30/8/2019. Moro, em 2020, disse que o superintendente queria sair por razões pessoais e que a troca foi acertada entre ele e Valeixo com 'substituição técnica'. Bolsonaro, em 2021, disse à PF que sugeriu a troca porque o Rio é 'muito complicado'. A defesa de Moro apontou, em petição de junho de 2020, que o pedido de Bolsonaro coincidiu no mês com pedido de vista da defesa de Queiroz a inquérito sigiloso da PF-RJ.

Situação em 12 de abril de 2026: Episódio integra o Inquérito 4831, reaberto em 16/10/2025 e aberto segundo a última notícia localizada (12/04/2026); sem manifestação da PGR ou decisão posterior localizada (ver Inquérito 4831 (STF) — declarações de Sergio Moro sobre suposta interferência de Jair Bolsonaro na PF). A PF concluiu em 2022 que não houve interferência e, segundo a Gazeta do Povo (12/04/2026, fonte única), de novo em 2026, em relatório que analisou os Inq 4781 e 4828; a PGR pediu diligências complementares em 2025.
Fontes (3)

Em 16/10/2025 o STF informou que Moraes atendeu pedido da PGR e reabriu as investigações do Inq 4831; a PGR, que em setembro de 2022 pedira arquivamento, disse em 15/10/2025 que os autos indicam necessidade de diligências complementares.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento

Em março de 2022 a PF concluiu que Bolsonaro não interferiu na corporação e defendeu o arquivamento; o relatório afirma que 18 pessoas foram ouvidas e que nenhuma prova consistente foi encontrada.

Documento descrito em reportagemVárias fontes independentes

Segundo a Gazeta do Povo (12/04/2026), a PF entregou a Moraes em 2/4/2026 novo relatório que, segundo a matéria, analisou os Inq 4781 (fake news) e 4828 (atos antidemocráticos) e conclui, pela segunda vez, que Bolsonaro não interferiu em investigações que atingiam familiares e aliados; Moraes manteve o inquérito aberto e enviou o relatório a Gonet.

Documento descrito em reportagemFonte única
Acusação
Sergio Moro: Moro disse em 24/4/2020 que Bolsonaro queria trocar o superintendente do Rio sem motivo e que, depois, também o de Pernambuco; na defesa dele, sustentou-se que a primeira vontade de troca coincidiu com o pedido da defesa de Queiroz.
Fontes (2)

A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.

AcusaçãoAlegação

Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

AcusaçãoAlegação
Resposta
Jair Bolsonaro: À PF, em 3/11/2021, disse que sugeriu a troca porque o Rio é 'muito complicado' e o dirigente precisava de mais liberdade; negou intenção de obter informações privilegiadas. — fala literal
Fontes (1)

Em depoimento à PF (3/11/2021), Bolsonaro confirmou que em agosto de 2019 sugeriu a Moro trocar o comando da PF no Rio e disse que o fez porque o Estado é muito complicado e ele entendia que o superintendente precisava de mais liberdade; negou intenção de obter informações privilegiadas.

Documento descrito em reportagemFonte única

Falas

O que eu fiquei sabendo, se ele resolveu mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu, [para] deixar bem claro. Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu.

Jair Bolsonaro · 16 de agosto de 2019 · Entrevista · Entrevista a jornalistas, reproduzida pelo Congresso em Foco

Contexto, original e fontes →
Que sugeriu a mudança porque o Estado do Rio de Janeiro é muito complicado e entendia que necessitava de um dirigente da Polícia Federal local com maior liberdade de trabalho

Jair Bolsonaro · 3 de novembro de 2021 · Depoimento · Depoimento à Polícia Federal no Palácio do Planalto, Inq 4831, citado pelo Poder360

Contexto, original e fontes →

Evidências

Em 16/08/2019 Bolsonaro disse que colocaria o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, no comando da PF no Rio; a exoneração do superintendente Ricardo Saadi saiu no Diário Oficial em 30/08/2019, e a PF anunciou como novo superintendente o delegado Carlos Henrique Oliveira Souza, enquanto Bolsonaro defendia o nome de Alexandre Saraiva.

ReportagemVárias fontes independentes

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: O nome do substituto efetivo foi lido em reportagem do Poder360 (delegado Carlos Henrique Oliveira Souza, anunciado pela PF); o DOU não foi consultado.

Segundo trecho do depoimento de Saadi descrito em reportagem, Valeixo telefonou em 15/08/2019 dizendo que adiantaria a troca da superintendência do Rio e queria removê-lo para Brasília, sem revelar razões; minutos depois ele recebeu o link da fala de Bolsonaro à imprensa.

Documento descrito em reportagemFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Depoimento descrito, não examinado.

Em depoimento à PF (3/11/2021), Bolsonaro confirmou que em agosto de 2019 sugeriu a Moro trocar o comando da PF no Rio e disse que o fez porque o Estado é muito complicado e ele entendia que o superintendente precisava de mais liberdade; negou intenção de obter informações privilegiadas.

Documento descrito em reportagemFonte única

Trecho: “o Estado do Rio de Janeiro é muito complicado”

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Termo do depoimento não examinado; a reportagem o reproduz em trechos.

A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.

AcusaçãoAlegação

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: É a defesa de Moro quem estabelece a coincidência de datas; o documento não foi examinado e a reportagem não identifica qual inquérito sigiloso da PF do Rio era. A investigação da 'rachadinha' no gabinete de Flávio na Alerj é conduzida pelo Ministério Público do Rio, e a reportagem não demonstra que seja o mesmo procedimento. Bolsonaro, em depoimento de 2021, deu outra razão (fonte).

O depoimento de Moro, liberado por Celso de Mello em 4/5/2020 e divulgado em 5/5, relata que Bolsonaro cobrou em 22/04/2020 a troca da superintendência do Rio e do diretor-geral, disse que precisava de pessoas de confiança para obter relatórios de inteligência e que 'trocaria o diretor-geral e o próprio ministro'; Moro disse que a pressão retornou em janeiro de 2020 com o nome de Ramagem.

Documento descrito em reportagemFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Termo original não examinado.

Identificador: ep:superintendencia-pf-rio-2019