Pular para o conteúdo
LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Fichas de episódios

Flávio Bolsonaro, Queiroz e a PF do Rio: o que Moro alegou e o que não alegou

Sergio Moro · Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Fabrício Queiroz · Paulo Marinho

No pronunciamento de 24/4/2020 e no depoimento de 2/5/2020, Moro não citou Flávio Bolsonaro nem a 'rachadinha'; no depoimento disse desconhecer relação entre as trocas pedidas e operações contra o entorno do presidente. Em junho de 2020, petição da defesa de Moro apontou coincidência de datas entre a primeira vontade de trocar a PF do Rio (agosto de 2019) e o pedido de vista da defesa de Queiroz a inquérito sigiloso da PF-RJ, e citou o relato de Paulo Marinho. Em entrevista ao Flow Podcast (data não localizada), Moro teria dito que Bolsonaro reagiu com irritação à decisão de Toffoli sobre o Coaf, que beneficiou Flávio. A investigação da 'rachadinha' no gabinete de Flávio na Alerj é do Ministério Público do Rio (estadual); não há, nas fontes lidas, documento que ligue o Inq 4831 àquela investigação.

Situação em 24 de outubro de 2026: Sem decisão judicial sobre a hipótese ligando a PF do Rio à investigação de Flávio. A PGR e o STF indicaram em 2025 que querem verificar 'ingerência em apurações que envolviam ele próprio, seus familiares e aliados', sem nomear caso específico (STF, 16/10/2025). Apuração do suposto vazamento da Furna da Onça: desfecho não lido. Segundo a Revista Fórum (21/10/2026), Flávio foi denunciado em 2020 e o caso da rachadinha foi encerrado após anulação de provas, sem julgamento de mérito (não conferido em fonte judicial). Inq 4831 aberto segundo a última notícia localizada (12/04/2026).
Fontes (1)

Em 16/10/2025 o STF informou que Moraes atendeu pedido da PGR e reabriu as investigações do Inq 4831; a PGR, que em setembro de 2022 pedira arquivamento, disse em 15/10/2025 que os autos indicam necessidade de diligências complementares.

Decisão judicial ou administrativaComprovado em documento
Acusação
Sergio Moro: A defesa de Moro sustentou, em petição, que a vontade de trocar a superintendência do Rio coincidiu com o pedido da defesa de Queiroz para ter acesso a inquérito sigiloso da PF-RJ, que citaria Flávio indiretamente.
Fontes (1)

A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.

AcusaçãoAlegação
Paulo Marinho: Marinho, suplente de Flávio, disse à Folha que um delegado da PF avisou Flávio de operação que atingiria Queiroz.
Fontes (1)

O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, disse à Folha que Flávio foi avisado por um delegado da PF de que uma operação atingiria Fabrício Queiroz; a PF abriu apuração sobre o suposto vazamento em 2020. A defesa de Moro citou esse relato em sua petição.

AcusaçãoContestado
Sergio Moro: Segundo a Revista Fórum (21/10/2026), em entrevista ao Flow Podcast (data não localizada; vídeo não visto), Moro teria dito que Bolsonaro passou a enfraquecer mecanismos anticorrupção por receio de investigações sobre familiares. Fonte única; a matéria não traz resposta de Bolsonaro nem de Flávio.
Fontes (1)

Segundo a Revista Fórum (21/10/2026), em entrevista ao Flow Podcast (data não informada) Moro disse que Bolsonaro reagiu à decisão de Dias Toffoli (julho de 2019, pedido da defesa de Flávio) sobre dados do Coaf com irritação (relato de Moro reproduzido pela Fórum, sem aspas aqui) e que associou a mudança do Coaf de pasta ao receio de Bolsonaro sobre investigações de familiares.

AcusaçãoFonte única
Resposta
Jair Bolsonaro: Disse em 24/4/2020 nunca ter pedido blindagem de familiar. — fala literal
Fontes (1)

No mesmo dia, em pronunciamento de cerca de 46 minutos, Bolsonaro negou ter interferido na PF, afirmou ser prerrogativa sua exonerar o diretor-geral, disse que Valeixo concordou com a saída a pedido, e que Moro teria condicionado a troca a uma indicação ao STF.

DeclaraçãoAlegação
Flávio Bolsonaro: Negou categoricamente o relato de Marinho. — fala literal
Fontes (1)

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro negou categoricamente o relato de Paulo Marinho e o chamou de tentativa de manipular a Justiça em interesse próprio; o chefe de gabinete de Flávio negou, em depoimento de 10/06/2020, ter recebido informação sobre a Operação Furna da Onça.

Resposta/defesaFonte única

Falas

as afirmações de Paulo Marinho têm objetivo simples: manipular a Justiça em interesse próprio. […] E o senador nega, categoricamente, o que foi dito por Marinho

Flávio Bolsonaro · maio de 2020 · Nota/carta · Nota da defesa de Flávio Bolsonaro, citada pelo Poder360 em 4/8/2020

Contexto, original e fontes →
Nunca pedi para blindar ninguém da minha família. Jamais faria isso.

Jair Bolsonaro · 24 de abril de 2020 · Pronunciamento · Pronunciamento no Palácio do Planalto, transcrito pelo Poder360

Contexto, original e fontes →

Evidências

No depoimento à PF de 2/5/2020, segundo a reportagem, Moro foi questionado se via relação entre as trocas pedidas por Bolsonaro e operações contra pessoas próximas ao presidente e respondeu que desconhecia relação e não tinha acesso às investigações em curso.

Documento descrito em reportagemFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Termo original não examinado. Na leitura do pronunciamento de 24/04/2020, Moro não cita Flávio Bolsonaro nem a 'rachadinha' (busca textual no texto integral da transcrição).

A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.

AcusaçãoAlegação

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: É a defesa de Moro quem estabelece a coincidência de datas; o documento não foi examinado e a reportagem não identifica qual inquérito sigiloso da PF do Rio era. A investigação da 'rachadinha' no gabinete de Flávio na Alerj é conduzida pelo Ministério Público do Rio, e a reportagem não demonstra que seja o mesmo procedimento. Bolsonaro, em depoimento de 2021, deu outra razão (fonte).

O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, disse à Folha que Flávio foi avisado por um delegado da PF de que uma operação atingiria Fabrício Queiroz; a PF abriu apuração sobre o suposto vazamento em 2020. A defesa de Moro citou esse relato em sua petição.

AcusaçãoContestado

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Alegação de Marinho, negada por Flávio. Não foi lido o desfecho do inquérito sobre o suposto vazamento. Marinho não é parte da acusação de Moro.

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro negou categoricamente o relato de Paulo Marinho e o chamou de tentativa de manipular a Justiça em interesse próprio; o chefe de gabinete de Flávio negou, em depoimento de 10/06/2020, ter recebido informação sobre a Operação Furna da Onça.

Resposta/defesaFonte única

Trecho: “o senador nega, categoricamente, o que foi dito por Marinho”

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Segundo a Revista Fórum (21/10/2026), em entrevista ao Flow Podcast (data não informada) Moro disse que Bolsonaro reagiu à decisão de Dias Toffoli (julho de 2019, pedido da defesa de Flávio) sobre dados do Coaf com irritação (relato de Moro reproduzido pela Fórum, sem aspas aqui) e que associou a mudança do Coaf de pasta ao receio de Bolsonaro sobre investigações de familiares.

AcusaçãoFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: A citação é relato indireto do veículo ('teria dito'). O vídeo original e a data da entrevista não foram localizados. Não entrou declaração literal. A matéria não traz resposta de Jair ou Flávio Bolsonaro a esse relato; não localizamos outra.

Segundo a Revista Fórum (7/4/2026), na coletiva de 6/4/2026 em Curitiba Moro não respondeu diretamente se via risco de Flávio Bolsonaro controlar a PF; a Revista Fórum associa a pergunta à acusação que Moro fez a Jair Bolsonaro em 2020 (a acusação de Moro foi sobre obter informações e relatórios de inteligência e trocar o comando da PF; 'controlar a PF' é o enquadramento do veículo).

ReportagemFonte única

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: O vídeo não foi visto, e a transcrição da resposta de Moro não consta no texto lido. O veículo não ouve Moro nem o PL sobre a avaliação do episódio. Veículo de linha editorial crítica; fonte única.

Identificador: ep:flavio-bolsonaro-queiroz-pf-rio