No pronunciamento de 24/4/2020 e no depoimento de 2/5/2020, Moro não citou Flávio Bolsonaro nem a 'rachadinha'; no depoimento disse desconhecer relação entre as trocas pedidas e operações contra o entorno do presidente. Em junho de 2020, petição da defesa de Moro apontou coincidência de datas entre a primeira vontade de trocar a PF do Rio (agosto de 2019) e o pedido de vista da defesa de Queiroz a inquérito sigiloso da PF-RJ, e citou o relato de Paulo Marinho. Em entrevista ao Flow Podcast (data não localizada), Moro teria dito que Bolsonaro reagiu com irritação à decisão de Toffoli sobre o Coaf, que beneficiou Flávio. A investigação da 'rachadinha' no gabinete de Flávio na Alerj é do Ministério Público do Rio (estadual); não há, nas fontes lidas, documento que ligue o Inq 4831 àquela investigação.
Evidências
No depoimento à PF de 2/5/2020, segundo a reportagem, Moro foi questionado se via relação entre as trocas pedidas por Bolsonaro e operações contra pessoas próximas ao presidente e respondeu que desconhecia relação e não tinha acesso às investigações em curso.
Documento descrito em reportagemFonte única
Fonte: 'Você tem 27 superintendências, eu quero apenas uma, a do RJ': confira depoimento de Moro à PF — Tribuna de Jundiaí, 05/05/2020 · seção 'Entorno do presidente' · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Termo original não examinado. Na leitura do pronunciamento de 24/04/2020, Moro não cita Flávio Bolsonaro nem a 'rachadinha' (busca textual no texto integral da transcrição).
A defesa de Moro afirmou, em petição anexada ao inquérito pela delegada Christiane Correa Machado, que a primeira vontade de Bolsonaro de trocar o superintendente do Rio ocorreu em agosto de 2019, o mesmo mês em que a defesa de Fabrício Queiroz pediu vista de um inquérito sigiloso da PF do Rio que citaria Queiroz e, indiretamente, Flávio Bolsonaro.
AcusaçãoAlegação
Fonte: Moro relaciona troca na PF do RJ a pedido de Queiroz para acesso à investigação — Congresso em Foco, 23/06/2020 · parágrafos 1 a 4 e 10 · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: É a defesa de Moro quem estabelece a coincidência de datas; o documento não foi examinado e a reportagem não identifica qual inquérito sigiloso da PF do Rio era. A investigação da 'rachadinha' no gabinete de Flávio na Alerj é conduzida pelo Ministério Público do Rio, e a reportagem não demonstra que seja o mesmo procedimento. Bolsonaro, em depoimento de 2021, deu outra razão (fonte).
O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, disse à Folha que Flávio foi avisado por um delegado da PF de que uma operação atingiria Fabrício Queiroz; a PF abriu apuração sobre o suposto vazamento em 2020. A defesa de Moro citou esse relato em sua petição.
AcusaçãoContestado
Fonte: Chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro nega vazamento de operação — Poder360, 04/08/2020 · parágrafos 2, 5 e 6 · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Alegação de Marinho, negada por Flávio. Não foi lido o desfecho do inquérito sobre o suposto vazamento. Marinho não é parte da acusação de Moro.
Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro negou categoricamente o relato de Paulo Marinho e o chamou de tentativa de manipular a Justiça em interesse próprio; o chefe de gabinete de Flávio negou, em depoimento de 10/06/2020, ter recebido informação sobre a Operação Furna da Onça.
Resposta/defesaFonte única
Trecho: “o senador nega, categoricamente, o que foi dito por Marinho”
Fonte: Chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro nega vazamento de operação — Poder360, 04/08/2020 · parágrafos 1 e 6 · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Segundo a Revista Fórum (21/10/2026), em entrevista ao Flow Podcast (data não informada) Moro disse que Bolsonaro reagiu à decisão de Dias Toffoli (julho de 2019, pedido da defesa de Flávio) sobre dados do Coaf com irritação (relato de Moro reproduzido pela Fórum, sem aspas aqui) e que associou a mudança do Coaf de pasta ao receio de Bolsonaro sobre investigações de familiares.
AcusaçãoFonte única
Fonte: Moro acusou Bolsonaro de tentar barrar investigação contra Flávio? Entenda o caso — Revista Fórum, 21/10/2026 · parágrafos 1 a 7 · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: A citação é relato indireto do veículo ('teria dito'). O vídeo original e a data da entrevista não foram localizados. Não entrou declaração literal. A matéria não traz resposta de Jair ou Flávio Bolsonaro a esse relato; não localizamos outra.
Segundo a Revista Fórum (7/4/2026), na coletiva de 6/4/2026 em Curitiba Moro não respondeu diretamente se via risco de Flávio Bolsonaro controlar a PF; a Revista Fórum associa a pergunta à acusação que Moro fez a Jair Bolsonaro em 2020 (a acusação de Moro foi sobre obter informações e relatórios de inteligência e trocar o comando da PF; 'controlar a PF' é o enquadramento do veículo).
ReportagemFonte única
Fonte: Moro se irrita, se enrola e foge de pergunta sobre Flávio Bolsonaro e controle da PF; veja vídeo — Revista Fórum, 07/04/2026 · parágrafos 3 a 6 · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: O vídeo não foi visto, e a transcrição da resposta de Moro não consta no texto lido. O veículo não ouve Moro nem o PL sobre a avaliação do episódio. Veículo de linha editorial crítica; fonte única.