Em 1º/11/2018, depois de reunião de 1h42 no Rio, Moro aceitou ser ministro da Justiça e Segurança Pública, com agenda anticorrupção e anticrime organizado. Em 2020, Moro disse que lhe prometeram 'carta branca' para nomear assessores, inclusive na PF; Bolsonaro disse que acertou 'autonomia', com poder de veto sobre cargos-chave. Em agosto de 2019, perguntado se Moro tinha carta branca, Bolsonaro disse que o poder de veto é dele. Nas fontes lidas não há registro público da conversa de 2018, nem frase de Bolsonaro de 2018 com 'carta branca'.
Evidências
Em 1º/11/2018, após reunião de 1h42 no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Sergio Moro divulgou nota em que diz ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.
DeclaraçãoFonte única
Trecho: “aceitei o honrado convite”
Fonte: Sérgio Moro aceita convite e será ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (leia a nota) — Poder360, 01/11/2018 · texto da matéria e nota transcrita · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: A nota foi lida na transcrição de um veículo; o comunicado original de Moro não foi localizado em fonte primária.
Bolsonaro publicou no Twitter, em 1º/11/2018, que Moro aceitou o convite e que sua agenda anticorrupção e anticrime organizado seria o norte do governo.
DeclaraçãoFonte única
Trecho: “Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”
Fonte: Sérgio Moro aceita convite e será ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (leia a nota) — Poder360, 01/11/2018 · tuíte incorporado à matéria · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Tuíte lido pela reprodução do veículo; perfil original não consultado.
O Poder360 escreveu em 1º/11/2018, em texto próprio e não como citação, que o presidente eleito deu a Moro 'carta branca' para comandar a pasta. A nota de Moro não usa a expressão.
ReportagemFonte única
Fonte: Sérgio Moro aceita convite e será ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (leia a nota) — Poder360, 01/11/2018 · parágrafo após a nota · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Não localizamos, nas fontes lidas, uma frase de Bolsonaro de 2018 com 'carta branca'. A pista citada em buscas (Folha, citada pelo Bahia Notícias em 2019) diz que ele a disse quando escolheu Moro, sem a data nem o texto.
Em 24/08/2019, perguntado se Moro tinha carta branca, Bolsonaro respondeu que o poder de veto é dele; a Folha de S.Paulo registrou que ele havia mudado o discurso em relação ao de quando escolheu Moro.
DeclaraçãoFonte única
Trecho: “carta branca eu tenho poder de veto em qualquer coisa, se não eu não sou presidente”
Fonte: Não tenho problema nenhum com Moro, diz Bolsonaro sobre sua ingerência em ministros (Folhapress) — Bahia Notícias (conteúdo da Folha de S.Paulo), 24/08/2019 · primeiros parágrafos · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026
Limitações: Matéria da Folha reproduzida por outro veículo; a matéria original da Folha não foi lida.
A Lei nº 13.964, de 24/12/2019, aperfeiçoou a legislação penal e processual penal; é a lei que resultou do projeto 'anticrime' do ministro Moro, tramitado em 2019 no Congresso.
Documento oficialComprovado em documento
Fonte: Lei nº 13.964, de 24 de dezembro de 2019 (aperfeiçoa a legislação penal e processual penal) — Presidência da República — Planalto, 24/12/2019 · ementa e art. 1º · abrir original ↗
Lei/norma (primária) · trecho examinado · consultada em 24/10/2026
Limitações: A lei foi lida só no cabeçalho. A relação entre a lei e o projeto de Moro (e quais pontos dele foram vetados ou alterados) é conhecida por reportagens vistas em buscas, mas não lidas; o próprio Moro disse, em 24/04/2020, que o projeto 'não foi aprovado em sua totalidade'.