Biblioteca documental · Reportagem
Entenda por que relação de Moro com consultoria dos EUA gera questionamentos
- Emissor
- Folha de S.Paulo
- Data
- 3 de fevereiro de 2022
- Tipo
- Reportagem
- Acesso
- íntegra examinada · consultado em 25/10/2026
- Original
- www1.folha.uol.com.br/poder/2022/02/entenda-por-que-relacao-de-moro-com-consulto
O que extraímos deste documento (3)
Segundo a Folha (03/02/2022), a Alvarez & Marsal informou ao TCU, no fim de janeiro de 2022, que o contrato com a empresa de consultoria de Moro no Brasil foi assinado em 23/11/2020 e vigorou até 2/6/2021, e que o contrato como empregado nos EUA foi assinado em 7/4/2021 e encerrado em 26/10/2021. A empresa explicou à Justiça de São Paulo que a contratação inicial foi como pessoa jurídica porque o empregado estrangeiro só poderia ser contratado nos EUA após obter visto de trabalho.
Fonte: Entenda por que relação de Moro com consultoria dos EUA gera questionamentos — Folha de S.Paulo, 03/02/2022 · perguntas «Como os rendimentos de Moro foram pagos?» e anterior (parágrafos sobre contrato no Brasil e nos EUA) · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026
Limitações: Datas atribuídas por Folha a informe da empresa ao TCU; o ofício não foi aberto. A UOL (01/11/2021) diz que o contrato foi válido «até ontem» (31/10/2021) e que estava previsto para terminar em outubro de 2022 (ver fonte). Divergência não resolvida: o texto da Folha distingue o contrato brasileiro (até 2/6/2021) do contrato de emprego nos EUA (até 26/10/2021).
A Folha informa que, segundo a Alvarez & Marsal, Moro recebeu US$ 656 mil brutos por 11 meses de trabalho; Moro disse ter acertado salário bruto de US$ 45 mil por mês, mais US$ 150 mil de bônus de contratação, e ter devolvido R$ 67 mil do bônus por ter saído antes do prazo contratual de dois anos. Segundo a empresa, 65% da remuneração foi paga no Brasil, por empresa de consultoria aberta por Moro durante a quarentena, e a maior parte dos tributos foi recolhida nos EUA.
Fonte: Entenda por que relação de Moro com consultoria dos EUA gera questionamentos — Folha de S.Paulo, 03/02/2022 · perguntas «Quanto ele ganhou da A&M?» e «Como os rendimentos de Moro foram pagos?» · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026
Limitações: Valores atribuídos pela Folha à empresa e a Moro, sem documento aberto; conversões para reais são da Folha na cotação de fevereiro de 2022. Não somar com fonte (mesma declaração de Moro) nem com o valor da piauí (R$ 3,7 milhões brutos, outra base).
A Folha descreve que o contrato de Moro com a Alvarez & Marsal tinha cláusula que o impedia de prestar serviços à Odebrecht e a outros clientes da empresa que pudessem gerar conflito com decisões que tomou como juiz, e de repassar informações confidenciais obtidas no governo ou como juiz; Moro disse que a menção à Odebrecht foi exigência dele. A empresa afirma que a unidade em que ele trabalhou (disputas e investigações) é separada da administradora judicial, e Moro e a empresa não revelam os clientes atendidos, alegando confidencialidade.
Fonte: Entenda por que relação de Moro com consultoria dos EUA gera questionamentos — Folha de S.Paulo, 03/02/2022 · perguntas «Havia risco de conflito de interesses?» e «Que clientes Moro atendeu...?» · abrir original ↗
Reportagem · íntegra examinada · consultada em 25/10/2026
Limitações: Conteúdo da cláusula conhecido só pela descrição da Folha (e das declarações de Moro e da empresa); contrato não aberto. A Folha também registra que críticos culpam a Lava Jato pela ruína de grupos como a Odebrecht e acusam Moro de enriquecimento; ver o contraditório acima. Sobre o TCU: a Folha diz que a investigação foi iniciada cerca de um ano antes; o andamento está em fonte.

