Pular para o conteúdo
LAVAJATO.ORGrecuperado × custo

Comparações · Mudança de posição

Moro: 'jamais concorreria contra' Bolsonaro (2019) × demissão (2020) × pré-candidatura presidencial (2021–22) × apoio no 2º turno (2022)

O autor passou a defender ou fazer o que antes rejeitava.

O que disse

“Agora, certamente, jamais concorreria contra o presidente Jair Bolsonaro, se ele for realmente candidato à reeleição.”

Sergio Moro, 16 de outubro de 2019 · Entrevista · Poder em Foco (SBT/Poder360), entrevista a Fernando Rodrigues · contexto e fonte

O que aconteceu depois

  • 24 de abril de 2020. Seis meses depois, Moro pediu demissão e acusou Bolsonaro de insistir em trocar o comando da PF para obter informações.
    “Infelizmente não tem como persistir com o compromisso que assumi, sem que eu tenha condições de trabalho, sem que ele tenha condições de preservar a autonomia da Polícia Federal para realizar seus trabalhos, ou sendo forçado a sinalizar uma concordância, como a interferência política na Polícia Federal cujo os resultados são imprevisíveis.” fonte
    fonte
  • 10 de novembro de 2021. Moro filiou-se ao Podemos e apresentou-se como pré-candidato à Presidência da República em 2022, disputa em que Bolsonaro era o presidente em exercício. fonte
  • 31 de março de 2022. Moro anunciou que abria mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e se filiava ao União Brasil. fonte
  • 4 de outubro de 2022. Moro declarou voto em Bolsonaro no segundo turno de 2022.
    “Lula não é uma opção eleitoral, com seu governo marcado pela corrupção da democracia. Contra o projeto de poder do PT, declaro, no segundo turno, o apoio para Bolsonaro.” fonte
    fonte

Como explicou

A frase foi dita em entrevista gravada em 16/10/2019 (publicada em 21/10) e é condicionada: Moro jamais concorreria contra Bolsonaro "se ele for realmente candidato à reeleição", como membro do governo. Em 2020 rompeu; em 2021–22 foi pré-candidato à Presidência (filiação ao Podemos em 10/11/2021; desistência da pré-candidatura em 31/03/2022); em 2022 votou em Bolsonaro contra Lula. Não localizamos fala de Moro ligando explicitamente essas posições; a condição de que Bolsonaro fosse candidato e de que Moro estivesse no governo precisa ser lida junto.

Fontes dos acontecimentos

Em 24/04/2020 Moro anunciou que deixava o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de insistir na troca do comando da PF e de querer pessoa de contato pessoal para obter informações e relatórios de inteligência, e disse não ter assinado o decreto de exoneração de Valeixo.

AcusaçãoAlegação

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Acusação atribuída a Moro; a PF, em 2022 e 2026, relatou não ter encontrado interferência (ver fonte e fonte).

Moro filiou-se ao Podemos em 10/11/2021, em Brasília, em ato que marcou o início de pré-candidatura à Presidência em 2022.

ReportagemVárias fontes independentes

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: A notícia é de 1º/11/2021 (anúncio do ato); a efetivação em 10/11 foi confirmada pela Agência Brasil em 31/3/2022 (fonte).

Em 31/03/2022 Moro anunciou que desistia da pré-candidatura presidencial para se filiar ao União Brasil, a convite de Luciano Bivar, e a presidente do Podemos disse ter sabido da saída pela imprensa.

ReportagemVárias fontes independentes

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Complementada por fonte.

Em 4/10/2022, dois dias após ser eleito senador, Moro anunciou no Twitter apoio a Bolsonaro no segundo turno contra Lula. O Poder360 apurou que Moro e Bolsonaro se reconciliaram por telefone, via Flávio Bolsonaro, na véspera.

DeclaraçãoVárias fontes independentes

Trecho: “declaro, no segundo turno, o apoio para Bolsonaro”

Reportagem · íntegra examinada · consultada em 24/10/2026

Limitações: Tuíte lido por três veículos (Poder360, InfoMoney, Folha de Pernambuco); perfil original não consultado. Reconciliação por telefone: fonte única (apuração do Poder360).